Abrir menu principal

Lira Paulistana

(Redirecionado de Teatro Lira Paulistana)
Teatro Lira Paulistana
Conhecido por Lira Paulistana
Lira
Localização Rua Teodoro Sampaio, 1091, Bairro Pinheiros, São Paulo, SP, Brasil
Coordenadas 23° 33′ 30,67″ S, 46° 40′ 47,56″ O
Tipo Teatro e centro cultural
Gênero Teatro e vanguarda
Inauguração 25 de outubro de 1979
Encerramento 1986
Proprietário Wilson Souto Jr.
Estilo de Arquitetônico dominante Arquitetura pós-moderna
Tipo de poltronas Arquibancadas
Capacidade 150

O Teatro Lira Paulistana, também conhecido como Lira Paulistana ou Lira, foi um teatro e centro cultural da cidade de São Paulo.

Em setembro de 2014, um dos fundadores do Lira Paulistana, lançou o livro "Lira Paulistana - Um delírio de porão"[1], onde conta a trajetória do Lira. A obra contém depoimentos dos fundadores e de artistas que lá se apresentaram. Tem um vasto material iconográfico -- cartazes, filipetas e fotos dos shows, discos lançados pelo selo Lira Paulistana, depoimentos de artistas e de produtores e jornalistas sobre o teatro que fez fama na cidade de São Paulo.

HistóriaEditar

Com nome tirado da obra homônima do escritor Mário de Andrade, o Lira foi fundado em 25 de outubro de 1979 em um porão com cerca de 150 lugares localizado na Praça Benedito Calixto, na Rua Teodoro Sampaio 1091, no bairro de Pinheiros na Zona Oeste de São Paulo.[2]

Além de teatro propriamente dito, também foi palco de diversos tipos de manifestações culturais, dentre estas a famosa Vanguarda Paulista que era composta de nomes como Ná Ozzetti, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, Cida Moreira, Eliete Negreiros, Zé Eduardo Nazário, de grupos musicais alternativos como Língua de Trapo, Rumo, Grupo Um e Premeditando o Breque, o regional Grupo Paranga e, mais tarde, dos grupos de rock da década de 1980 tais como Gang 90, Ira!, Ultraje a Rigor, Titãs, Violeta de Outono.

Em 17 de março de 1985, os grupos de hardcore punk paulistas Cólera e Ratos de Porão, fizeram o show de lançamento do álbum de estréia do Cólera, Tente Mudar o Amanhã. Esse show ficou registrado no álbum Ao Vivo no Lira Paulistana, lançado no mesmo ano pelo selo Ataque Frontal.

O Lira encerrou suas atividades em 1986, mas entrou para a história cultural paulistana.

Documentário e celebraçõesEditar

Em 2009, foi lançado um documentário em comemoração dos 30 anos de fundação do Lira Paulistana.[2]

Em 6 de dezembro do mesmo ano, ocorreram shows com artistas que tocaram no Lira para marcar a ocasião. Participaram desse evento os músicos Arrigo Barnabé e Passoca, além dos grupos Língua de Trapo, Anelise Assumpção & Isca de Polícia e Premê.[3]

Selo Lira PaulistanaEditar

O Lira também se notabilizou pelo seu selo fonográfico pelo qual lançou vários discos do membros da Vanguarda Paulista. Foram ao todo dezessete discos, sendo que alguns foram lançados em conjunto com o selo Continental.[3]

Principais artistas a se apresentarem no Lira PaulistanaEditar

DiscografiaEditar

Selo Lira PaulistanaEditar

**Em conjunto com o selo Continental.

Álbuns gravados no Lira PaulistanaEditar

BibliografiaEditar

  • Fernandes, Laerte. Em um Porão em São Paulo. Anna Blume. 2002

Referências

  1. de Castro, Riba (2014). Lira Paulistana, Um Delírio de Porão. [S.l.: s.n.] 
  2. a b «A boa fama do Lira Paulistana. Revista Brasileiros, ed. 18. Janeiro de 2009». Consultado em 11 de junho de 2010. Arquivado do original em 21 de março de 2009 
  3. a b Tarde musical homenageia o Lira Paulistana. musica.terra.com.br. 6 de dezembro de 2009

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar