Gang 90 e as Absurdettes

Gang 90 e as Absurdettes foi uma banda de rock brasileira formada em 1981 pelo DJ e jornalista Júlio Barroso.[1][2]

Gang 90 e as Absurdettes
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) New wave,[1]
Período em atividade 1981 - 1987
2019
Integrantes
  • Taciana Barros
  • Paulo Lepetit
  • Gilvan Gomes
  • Beto Firmino
  • Michelle Abu
  • Bianca Jordhão
  • Elô Paixão
Ex-integrantes Júlio Barroso
Alice Pink Pank
Lobão
May East
Lonita Renaux (Denise Barroso)
Luíza Maria
Wanderley Taffo
Guilherme Arantes
Bocato
Lee Marcucci
Gigante Brazil
Herman Torres
Otávio Fialho
Luiz Paulo Simas
Curtis
Miguel Barella
Sandra Coutinho
Claudia Niemeyer
Página oficial http://www.gang90.com/

Suas canções misturavam new wave com viagens beatnik, e ainda carregava batidas fortes e coro feminino, inspirado no grupo The B-52s.[1]

CarreiraEditar

Júlio Barroso e o auge da bandaEditar

Sua primeira aparição foi na discoteca Paulicéia Desvairada[2][3] em 1981.

Um momento particularmente importante para a banda foi sua participação, também em 1981, do festival MPB Shell, promovido pela Rede Globo. A apresentação aconteceu em 10 de julho de 1981 no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.[2] Naquela ocasião, e defendendo a canção "Perdidos na Selva"[4], conseguiram um grau de exposição e notoriedade até então incomum para bandas da cena pop brasileira, o que já prenunciava o vigor do movimento de rock nacional que surgiria a seguir ao longo da década de 80. A composição de "Perdidos na Selva" é oficialmente creditada somente a Júlio Barroso, mas sabe-se que Guilherme Arantes ajudou na criação da melodia, não tendo levado o crédito porque já concorria com outra música ("Planeta água") no mesmo festival.[4]

Para divulgar o grupo, o programa Fantástico de 2 de agosto de 1981 apresentou o clipe de "Perdidos na Selva". Nesta época, a banda chamava-se simplesmente "Gang 90". A música foi lançada originalmente em compacto pelo selo HOT, tendo a faixa "Lilik Lamê" no lado B, cantada por Alice Pink Pank, uma das cantoras-musas da banda, ao lado de May East e Lonita Renaux.

Em 1983, a banda lançou o LP Essa tal de Gang 90 & As Absurdettes, que continha os sucessos anteriores da banda e que emplacou uma canção como tema de novela das 8 da Rede Globo, Louco Amor, de Gilberto Braga, chamada "Nosso Louco Amor".[3][5][4] Na parte instrumental, o disco contou com Herman Torres, Gigante Brazil, Albino Infantozzi (bateria), Luiz Paulo Simas (teclados), Otávio Fialho (baixo elétrico) e Wander Taffo.[2]

Taciana Barros entrou logo após o lançamento do primeiro álbum, para substituir Alice Pink Pank.

No mesmo ano, também participaram do especial da Rede Globo Plunct, Plact, Zuuum com a música "Será que o King Kong é Macaca?".[3]

Júlio Barroso faleceu prematuramente em 6 de junho de 1984[3][6], aos 30 anos[4], caindo da janela de seu apartamento em São Paulo em circunstâncias nunca completamente esclarecidas (embora hoje exista praticamente um consenso de que se tratou de um acidente[3]). A Gang 90 tinha um show agendado na boate Val Improviso.[2]

Segunda faseEditar

Dois dias depois da morte de Barroso, sua namorada, Taciana Barros, então com 19 anos, se fechou na casa de seu irmão. Um mês mais tarde, resolveu sair para ir a um show do Barão Vermelho em São Paulo. Ao chegar, falaram que, depois da apresentação, se encontrasse com Cazuza no camarim, pois ele queria vê-la. Foi ele quem a incentivou a voltar aos palcos.[3]

Então, Taciana Barros assumiu a liderança do grupo e tentou insistir em sua continuidade lançando um álbum ("Rosas e Tigres")[6] que tinha em seu repertório uma série de canções inéditas de Julio Barroso. O trabalho acabou tendo muito pouca repercussão comercial apesar de haver sido razoavelmente bem recebido pela crítica especializada.

Uma última tentativa, em 1987, foi o álbum "Pedra 90"[5], já sem praticamente nenhum integrante original do grupo e que selou o fim da banda.

Retorno após mais de 30 anos e homenagensEditar

Em 23 e 24 de fevereiro de 2019, dois shows no Sesc Pompeia, em São Paulo[3], chamados de “Nossa Onda de Amor Não Há Quem Corte”, marcaram o retorno da banda, novamente com Taciana Barros na liderança.[2][5][7][8] Os shows tiveram as participações especiais de Edgard Scandurra, Felipe Catto, Jonas Dantas, Lúcio Maia e Rodrigo Carneiro (Mickey Junkies).[2][7]

Ainda em 2019, é lançado o livro "Essa tal de Gang 90 & Absurdettes", pela série documental "O livro do disco", da editora Cobogó, escrito pelo holandês Jorn Konijn.[4][6]

IntegrantesEditar

Última formação[9]Editar

Ex-IntegrantesEditar

DiscografiaEditar

Álbuns de estúdioEditar

Referências

  1. a b c Jamari França. «Pop nacional: A invenção da juventude». Super Interessante 
  2. a b c d e f g Internet (amdb.com.br), AMDB (23 de fevereiro de 2019). «Júlio Barroso e a Gang 90: a história do beatnik e 'marginal conservador' que ajudou a fundar o rock brasileiro dos anos 1980». Rolling Stone. Consultado em 9 de junho de 2022 
  3. a b c d e f g Entretenimento, Portal Uai; Entretenimento, Portal Uai (22 de fevereiro de 2019). «Remanescentes da Gang 90 e as Absurdettes retomam a carreira da banda». Portal Uai Entretenimento. Consultado em 9 de junho de 2022 
  4. a b c d e «Gang 90 tem historiado na série 'O livro do disco' o único álbum que gravou com o mentor Júlio Barroso». G1. Consultado em 9 de junho de 2022 
  5. a b c «Taciana Barros fala sobre a volta da Gang 90: "A poesia pode salvar estes tempos de repressão"». GQ. Consultado em 9 de junho de 2022 
  6. a b c «Disco da Gang 90 gera livro aliciante sobre onda de amor entre Alice Pink Pank e Júlio Barroso». G1. Consultado em 9 de junho de 2022 
  7. a b «Adriana de Barros - Com 16 artistas no palco, Gang 90 homenageia Julio Barroso em show em SP». entretenimento.uol.com.br. Consultado em 9 de junho de 2022 
  8. «Gang 90». VEJA SÃO PAULO. Consultado em 9 de junho de 2022 
  9. «Gang 90 – Site Oficial». www.gang90.com. Consultado em 9 de junho de 2022 

Ligações externasEditar

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