Abrir menu principal

Wikipédia β

Teoria da história cíclica

(Redirecionado de Teoria da História Cíclica)

Nessa descrição da História, tudo o que acontece já havia ocorrido, de alguma forma. A ideia básica é que houve re-acontecimentos de muitos temas gerais que agora voltam a ocorrer sem a intervenção de seu exemplar passado.Uma falha óbvia nessa teoria é que a vida real não é assim tão fútil, e se se trabalhar duro o bastante pode até ser que se consiga alterar a história, para a melhor ou para a pior, mas então se viveria numa 'teoria linear da História'. Além disso, talvez se possa encontrar algo significativo para fazer com a vida fora do registro da história, e talvez isso nem mesmo venha a importar. Nesse ponto não somos nem niilistas nem solipsistas. Bem-vindo ao caminho-do-meio.[1][2][3]

A teoria da História Cíclica afirma que as forças humanas mais relevantes acabam motivando a ação humana a seguir uma ciclicidade. Entre essas forças estão a religião/espiritualismo, a política, a ciência, a filosofia, a curiosidade e a criatividade.

A religião recorre sempre a uma nova seita à medida que a população aumenta. O Cristianismo chegou ao topo três vezes:por volta do segundo século d.C., quando o núcleo dos crentes ganhou poder político; na Idade Média, quando a Igreja controlava quase todo o conhecimento na Europa; durante a Reforma, quando a religião se derramou e vários rincões se modernizaram. De acordo com a teoria, outra rodada cíclica da religião pode ocorrer, provavelmente nas Américas, onde a religião continua muito importante e até certo ponto inalterada desde suas origens. Esse nova rodada talvez pudesse indicar uma vitória da religião sobre a ciência,na área da evolução.

O ensino da evolução é um indicador do poder que a ciência tem sobre a religião, desde que fora implantado. E algo bem interessante ocorre nos Estados Unidos: o ensino da evolução lá tem sido revisto por alguns estados, parece que a religião está ganhando poder (veja:design inteligente), o que indica outro ciclo,como predito pela teoria.

O problema maior com a teoria é que não pode predizer o que de importante acontecerá e quando acontecerá. Qualquer tentativa de quantificar o tempo para um ciclo é geralmente então baseada em uma profunda incerteza. Esforços para condensar a teoria em algo 'equacionável' constitui uma pseudociência que advoga a favor do determinismo e nega o livre-arbítrio, desde que a habilidade matemática para predizer como as pessoas se comportarão com perfeita precisão obsta a disponibilidade da escolha.

A teoria da História Cíclica foi considerada no romance de ficção científica de A.E. Van Vogt, Viagem do Bigle Espacial, de 1950.

Referências