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The Naked City

filme de 1948 dirigido por Jules Dassin
The Naked City
Nos Bastidores de Nova Iorque[1] (PRT)
Cidade Nua[2] (BRA)
 Estados Unidos
1948 •  pb •  96 min 
Direção Jules Dassin
Produção Mark Hellinger
Jules Buck
Roteiro Malvin Wald
(roteiro/história)
Albert Maltz
(roteiro)
Elenco Barry Fitzgerald
Howard Duff
Dorothy Hart
Gênero policial
Música Miklós Rózsa
Frank Skinner
Direção de fotografia William H. Daniels
Direção de arte John DeCuir
Figurino Grace Houston
Edição Paul Weatherwax
Companhia(s) produtora(s) Universal Pictures
Distribuição Universal Pictures
Lançamento Estados Unidos 4 de março de 1948
Portugal 16 de dezembro de 1948
Brasil 3 de maio de 1948
Idioma inglês

The Naked City (bra: Cidade Nua; prt: Nos Bastidores de Nova Iorque) é um filme norte-americano de 1948, do gênero policial, dirigido por Jules Dassin e estrelado por Barry Fitzgerald e Howard Duff.

Notas sobre a produçãoEditar

The Naked City é um marco no cinema policial norte-americano.[3] Contado como se fosse um documentário, foi gravado ao ar livre, nas ruas de Nova Iorque, com um elenco que atua de forma natural.

Outra inovação foi mostrar nacos da vida pessoal dos policiais, com o sutil contraste entre o espírito da década de 1930, conforme a visão rancorosa dos pais da vítima, e o espírito do pós-guerra, representado pela família do detetive Halloran, que mira otimisticamente o futuro.[4]

Aspectos do comportamento humano são mostrados de maneira honesta, principalmente no modo como a mídia e o público reagem ante casos que envolvam vítimas atraentes -- e também o fascínio que cenas de crime inspira nas pessoas.[3]

A fotografia de William H. Daniels, vencedora do Oscar, transforma Nova Iorque em coprotagonista,[5] com sua arquitetura, suas ruas e becos, pontes e telhados, e também seus habitantes. Tudo isso contribui para uma intensa, intrínseca excitação.[3] O clímax, com uma longa perseguição do Lower East Side à Ponte Williamsburg é um dos clássicos do filme de suspense.[4][6]

Outro momento de destaque é o monólogo no final, narrado pelo produtor Mark Hellinger, cuja frase de abertura é uma das mais famosas do cinema:[4] "Existem oito milhões de histórias na Cidade Nua." Hellinger faleceu pouco depois de gravar o texto, vitimado por um ataque cardíaco. Jornalista de renome nos EUA, ele produziu vinte e cinco películas.

No elenco, vários iniciantes logo se tornaram conhecidos dos telespectadores: Paul Ford, James Gregory, John Marley, Kathleen Freeman e Arthur O'Connell. Barry Fitzgerald, como o baixote, porém sagaz, detetive da Divisão de Homicídios, tem aqui um de seus dez melhores trabalhos nas telas,[7] enquanto Ted de Corsia, na pele de um pugilista brutal, estava a caminho de tornar-se um dos grandes vilões de Hollywood.[6] À época do lançamento, circulou o boato de que o cadáver louro que aparece logo no início era da atriz Shelley Winters, coisa que ela nunca negou...[5]

Hellinger não gostou da trilha sonora composta por um amigo do diretor Jules Dassin. Assim, chamou Miklós Rózsa e Frank Skinner, que tiveram apenas duas semanas para fazer o trabalho. Rózsa contribuiu com a música que acompanha a perseguição final e a que sublinha o monólogo lido a seguir por Hellinger, que ele compôs como uma eulogia ao produtor, de quem era colega e amigo.[3]

Dez anos mais tarde, o título e o estilo semi-documental do filme foram adotados por uma das melhores séries de TV sobre policiais[6] -- a premiada Naked City, que teve 138 episódios entre 1958 e 1963.

SinopseEditar

Jean Dexter, jovem modelo, é encontrada morta na banheira de seu apartamento. Todas suas joias desapareceram. Os detetives Daniel Muldoon e James Halloran são encarregados do caso. Primeiramente, precisam determinar o motivo da morte, que pode -- ou não -- estar ligado ao fato de, apesar de ganhar pouco, ela possuir toda aquela joalheria. Terá sido um romance que terminou mal? Ou algo mais complexo e sinistro? Ao refazer os últimos dezoito meses de vida da vítima, eles se deparam com um tal de Philip Henderson, o possível namorado da moça, e com o escorregadio Frank Niles. Mas, a investigação está apenas no começo...[4]

Principais premiaçõesEditar

Patrocinador Prêmio Categoria Situação
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas Oscar Melhor História Original
Melhor Fotografia (preto e branco)
Melhor Edição
Indicado
Vencedor
Vencedor
British Academy of Film and Television Arts BAFTA Melhor Filme de Qualquer Procedência Indicado
Writers Guild of America WGA Melhor Roteiro - Drama
Melhor Roteiro sobre Problemas Norte-Americanos
Indicado
Indicado

ElencoEditar

Ator/Atriz Personagem
Barry Fitzgerald Detetive Daniel Muldoon
Howard Duff Frank Niles
Dorothy Hart Ruth Morrison
Don Taylor Detetive James Halloran
Frank Conroy Capitão Sam Donahue
Ted de Corsia Willly Garzah
House Jameson Doutor Lawrence Stoneman
Anne Sargent Janet Halloran
Adelaide Klein Senhora Batory
Grover Burgess Senhor Batory
Tom Pedi Detetive Perelli
Enid Markey Senhora Hylton
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Referências

  1. Nos Bastidores de Nova Iorque (em português) no CineCartaz (Portugal)
  2. EWALD FILHO, Rubens (1975). Os filmes de hoje na TV. São Paulo (Brasil): Global Editora. p. 48 
  3. a b c d Eder, Bruce. «The Naked City» (em inglês). AllMovie. Consultado em 17 de março de 2017 
  4. a b c d Eder, Bruce. «The Naked City» (em inglês). AllMovie. Consultado em 17 de março de 2017 
  5. a b Hirschhorn, Clive (1986). The Universal Story (em inglês). Londres: Octopus Books. ISBN 0706427319 
  6. a b c Finler, Joel W (1985). The Movie Directors Story (em inglês). Nova Iorque: Crescent Books. ISBN 0517480794 
  7. Wlaschin, Ken (1985). The World's Great Movie Stars and Their Films (em inglês). Londres: Peerage Books. ISBN 1850520046 
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