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Triângulos do Holocausto

Cartaz de 1936 indicando os significados das cores dos triângulos.

Os campos de concentração nazis, durante a Segunda Guerra Mundial, possuíam um sistema de figuras geométricas em forma de triângulos, para auxiliar na identificação do tipo de pessoa que a portava.

Os triângulosEditar

 Ver artigo principal: Holocausto.
 
Triângulos amarelos invertidos: emblema dos nazis para identificar um judeu

Face ao enorme remanejamento nos campos de concentração alemães e para efeito de transporte de prisioneiros que cumpriam tarefas fora dos campos, em vez de números, os administradores tiveram de elaborar uma engenhosa solução gráfica de identificação, que facilitava-os no monitoramento entre outros cidadãos que trabalhavam nas indústrias bélicas. Esses prisioneiros, requeridos a serviço dentro ou fora dos campos, eram obrigados a usar triângulos coloridos nas vestes para sua rápida identificação ao longe. Eram as cores dos triângulos que facilitavam identificar tanto o campo de origem do prisioneiro como seu idioma. Como esses campos eram organizados para atender o idioma dos prisioneiros, a nacionalidade e/ou preferência política, alguns historiadores entenderam que os triângulos teriam a obrigação de responder sua etnia (no sentido de raça e religião. Desse modo, com ou sem etnia, as cores variariam muito de campo para campo e de lugar para lugar. As tonalidades mais comuns correspondiam aos campos mais populosos.

Como exemploEditar

Triângulo amarelo
Judeus: dois triângulos sobrepostos, para formar a Estrela de Davi, com a palavra "Jude" (judeu em alemão) inscrita; mischlings i.e., aqueles que eram considerados apenas parcialmente judeus, muitas vezes usavam apenas um triângulo amarelo.
Triângulo vermelho
Dissidentes políticos: incluindo comunistas, sociais-democratas, liberais, anarquistas e maçons.[1]
Triângulo verde
Criminoso comum: Criminosos de ascendência ariana recebiam frequentemente privilégios especiais nos campos e poder sobre outros prisioneiros.
Triângulo púrpura (roxo)
Basicamente aplicava-se a todos os objectores de consciência por motivos religiosos, por exemplo, as Testemunhas de Jeová, que negavam-se a participar dos empenhos militares da Alemanha nazista e a renegar sua assinando um termo declarando que serviriam a Adolf Hitler (ver: Anticatolicismo, Igreja Confessante, Religião na Alemanha Nazista e Testemunhas de Jeová e o Holocausto).
Triângulo azul
Imigrantes: Foram usados, por exemplo, pelos prisioneiros Espanhóis que se exilaram em França a seguir à derrota na revolução Espanhola, e que mais tarde foram deportados para a Alemanha Nazista considerados como apátridas.
Triângulo castanho
Ciganos roma e sinti.
Triângulo negro
Lésbicas e mulheres "anti-sociais". (alcoólatras, grevistas, feministas, deficientes e mesmo anarquistas). Os Arianos casados com Judeus recebiam um triângulo negro sobre um amarelo.
Triângulo rosa
Homens homossexuais (ver: Homossexuais na Alemanha Nazista).

LetrasEditar

Além do código das cores, alguns subgrupos tinham o complemento de uma letra localizada no centro do triângulo, para especificar prefixo do país de origem do prisioneiro, por exemplo:

Ver tambémEditar

Referências

  1. Katz "Jews and Freemasons in Europe". The Encyclopedia of the Holocaust. Ed. Israel Gutman. ISBN 978-0-02-897166-7

Ligações externasEditar