Abrir menu principal
Vital do Rêgo
Deputado federal pela Paraíba
Período 1963 a 1969
1 de fevereiro de 1991 a 31 de janeiro de 1995
Deputado estadual pela Paraíba
Período 1 de janeiro de 1969 a 31 de março de 1963
Dados pessoais
Nome completo Antônio Vital do Rêgo
Nascimento 21 de maio de 1935
Campina Grande, PB
Morte 2 de fevereiro de 2010 (74 anos)
Recife, PE
Progenitores Mãe: Vicentina Figueiredo Vital do Rêgo
Pai: Veneziano Vital do Rêgo
Alma mater Faculdade de Direito do Recife
Cônjuge Nilda Gondim
Partido PSD, UDN, ARENA, MDB, PDS, PDT, PSB, PPS
Profissão Advogado, professor, escritor e político

Antônio Vital do Rêgo (Campina Grande, 21 de maio de 1935Recife, 2 de fevereiro de 2010) foi um político, escritor, professor e advogado brasileiro[1].

BiografiaEditar

Filho de Veneziano Vital do Rêgo (então deputado estadual e conhecido por Major Veneziano) e Vicentina Figueiredo Vital do Rêgo, era também sobrinho do ex-governador e senador Argemiro de Figueiredo e primo de Petrônio Figueiredo (deputado estadual por 2 mandatos). Formou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito do Recife, em 1958. No mesmo ano iniciou sua carreira política ao eleger-se deputado estadual pelo PSD, obtendo 2.691 votos.

Empossado em janeiro de 1959, virou líder do governo Rui Carneiro e integrou ainda a Comissão de Justiça e Orçamento. Nas eleições de 1962, foi eleito deputado federal pela UDN, com 19.945 votos. Assumiu o mandato em abril de 1963 e tornou-se vice-líder da bancada udenista na Câmara dos Deputados.

Com o movimento que derrubou o presidente João Goulart em março de 1964, Vital do Rêgo filia-se à ARENA após o Ato Institucional Número Dois excluir os demais partidos do cenário político, reelegendo-se para um novo mandato de deputado federal, com votação inferior à anterior (16.386 sufrágios). Concorreu à prefeitura de Campina Grande em 1968, pelo MDB (partido de oposição aos militares) ficando em terceiro lugar com 8.415 votos. Em janeiro do ano seguinte, seu mandato foi cassado e teve os direitos políticos cassados por 10 anos, com base no Ato Institucional Número Cinco, além de ser impedido de trabalhar como professor de Sociologia e chefe do departamento de ciências sociais da UFPB.

Volta à políticaEditar

Exercendo atividades jurídicas desde sua cassação, Vital recuperou os direitos políticos em 1979 e foi reintegrado ao quadro de professores da FURNE (atual UEPB), além de trabalhar na USP. Até 1982, era o reitor da FURNE quando ocorreram as eleições municipais de Campina Grande, então governada por Enivaldo Ribeiro, que deixava o cargo com boa aprovação em sua gestão e apoiava a candidatura do ex-deputado, então filiado ao PDS. Mesmo assim, com 28.625 sufrágios, Vital não conseguiu derrotar Ronaldo Cunha Lima, que também voltava a disputar eleições depois de 10 anos afastado da política.

Em 1985, assumiu a presidência da seção paraibana da OAB e, 2 anos depois, foi nomeado procurador do estado da Paraíba no governo Tarcísio Burity. Em 1990, afastou-se do cargo para concorrer a deputado federal pelo PDT, tendo a quinta maior votação estadual. Como vice-líder do partido na Câmara, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. No pleito estadual de 1994, tentou a reeleição novamente pelo PDT, ficando apenas como suplente - recebeu apenas 8.861 sufrágios, número inferior aos 33.468 que obtivera em 1990. Como prêmio de consolação, um de seus filhos, Vitalzinho, foi eleito deputado estadual pelo mesmo partido.

Retornando à advocacia, Vital envolveu-se na briga envolvendo 2 grupos: um encabeçado pelo ex-governador e então senador Ronaldo Cunha Lima e outro, liderado por José Maranhão, e em 1998 tentou novamente se eleger deputado federal, juntamente com seu filho mais novo, o então vereador Veneziano Vital do Rêgo, que disputaria a terceira eleição na carreira. Enquanto Vital obteve 39.428 votos (insuficientes para ser eleito), Veneziano teve desempenho pífio nas urnas - apenas 428 sufrágios.

A disputa pelo controle político estadual forçou Ronaldo e o filho deste, Cássio Cunha Lima, a deixarem o PMDB e ingressarem no PSDB em 2001. Contrariando a posição defendida por Vitalzinho e Veneziano Vital do Rêgo, posicionou-se favorável ao grupo do ex-governador.

Ele ainda disputaria a eleição de 2002 pelo PSB, que apoiava informalmente a candidatura de Cássio Cunha Lima ao governo estadual, apesar de ter candidatura própria ao cargo. Com 8.376 votos, não conseguiu ser eleito, ficando fora até da suplência. No ano seguinte, a convite do governador recém-eleito, foi escolhido secretário estadual de Justiça e Cidadania, permanecendo até 2009. Durante a eleição municipal de 2004, ainda chateado com o rompimento eleitoral entre Veneziano e Vital Filho, o ex-deputado apoiou Rômulo Gouveia durante a campanha, porém foi nomeado pelo próprio Veneziano para integrar a equipe secretarial.

A última eleição disputada por Vital do Rêgo foi em 2006, pela legenda do PPS. Com 6.497 votos, não foi eleito[2], ao contrário de Vitalzinho, que foi o deputado federal mais votado da Paraíba naquele ano, com 168.301 sufrágios. Já seu último cargo público foi no governo de José Maranhão, quando foi secretário de articulação governamental.

MorteEditar

Faleceu no dia 2 de fevereiro de 2010, no Hospital Santa Joana, em Recife, após uma grave infecção renal[3] Até então, era casado com Nilda Gondim, que viria a se eleger deputada federal no mesmo ano.

Além de Veneziano Vital do Rêgo e Vital do Rêgo Filho, era pai da médica Raquel Vital do Rêgo[4].

  Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Referências

  1. «Antonio Vital do Rego». CPDOC. Consultado em 17 de junho de 2018 
  2. Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). «Resultado das Eleições na Paraíba». Sistema de Histórico de Eleições. Consultado em 6 de maio de 2016. Arquivado do original em 21 de julho de 2013 
  3. Redação Terra. «Ex-deputado Vital do Rêgo morre aos 74 anos em Recife». Terra.com. Consultado em 8 de fevereiro de 2010 
  4. «Ex-deputado Vital do Rêgo morre aos 74 anos em Recife». Folha Online. Consultado em 8 de fevereiro de 2010