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Américo Ferreira dos Santos Silva

Américo Ferreira dos Santos Silva
Cardeal da Igreja Católica
Bispo do Porto
Atividade Eclesiástica
Diocese Diocese do Porto
Nomeação 31 de maio de 1871
Predecessor Dom João de França Castro e Moura
Sucessor Dom António José de Sousa Barroso
Mandato 1871 - 1899
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 26 de setembro de 1852
Lisboa
Nomeação episcopal 31 de maio de 1871
Ordenação episcopal 10 de setembro de 1871
Igreja de Santa Maria Maior
por Dom Inácio do Nascimento Morais Cardoso
Cardinalato
Criação 12 de maio de 1879
por Papa Leão XIII
Ordem Cardeal-presbítero
Título Santos Quatro Mártires Coroados
Brasão
Kardinal no arcbishop.png
Dados pessoais
Nascimento Porto
16 de janeiro de 1830
Morte Porto
21 de janeiro de 1899 (70 anos)
Progenitores Mãe: Carolina Augusta de La Roque
Pai: João Ferreira dos Santos Silva
Sepultado Catedral do Porto
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Américo Ferreira dos Santos Silva GCNSC (Massarelos, Porto, 16 de Janeiro de 1830 - Paço Episcopal do Porto, Sé, Porto, 04H00 de 21 de Janeiro de 1899) foi bispo do Porto e um cardeal português.

Filho segundo do 1.º Barão de Santos (João Ferreira dos Santos Silva natural da freguesia de Lordelo do Ouro) e de D. Carolina Augusta de La Roque (Silva, pelo casamento) natural da freguesia de São Nicolau, casados em 1826 e moradores na freguesia de Massarelos em 1830, foi irmão mais novo do 2.º Barão de Santos e irmão mais velho do 1.º Barão de Ferreira dos Santos:

foi batizado na Igreja paroquial de Massarelos a 23 de janeiro de 1830, tendo sido seus padrinhos o seu avó paterno João Ferreira dos Santos Silva (morador na freguesia da Sé com a sua mulher D. Maria Thomazia Narciza Ferreira) e a sua avó materna D. Roza Albertina de Mello (moradora na freguesia de Massarelos com seu marido João Luís de la Roque) por quem assistiu ao batizado com procuração o seu filho e tio materno do batizando João de La Roque (imagem 36 de: http://pesquisa.adporto.pt/viewer?id=489518).

Estudou no Porto e em Paris, antes de se matricular em 1845 no curso de Teologia da Universidade de Coimbra tendo-se doutorado em Teologia em maio de 1852.

Foi ordenado presbítero em 26 de Setembro de 1852, em Lisboa, para onde os pais se tinham mudado.

Ficou ao serviço do Patriarcado:

primeiro, no Seminário de Santarém desde a sua reabertura em 1853 até 1862;

depois, em Lisboa como Cónego da de Lisboa, como Desembargador e Juiz da Cúria Patriarcal e, após a morte de D. Manoel Bento Rodrigues em 1869, como Vigário Capitular até junho de 1871.

Foi nomeado bispo do Porto a 26 de junho de 1871 pelo rei D. Luiz I, apesar de algumas suspeitas de que estivesse ligado à Maçonaria, tendo sido confirmado em meados de 1871 e ordenado Bispo a 10 de setembro de 1871 pelo Cardeal-Patriarca Ignacio do Nascimento Morais Cardoso na Sé de Lisboa:

entrou solenemente a 20 de setembro de 1871 na Diocese do Porto que estava sem bispo desde a morte de D. João de França Castro e Moura);

tratou de delinear uma reforma do Seminário Episcopal de Nossa Senhora da Conceição do Porto (a funcionar no edifício do antigo Colégio de São Lourenço desde 1862) para entrar em vigor no ano letivo de 1872/73 com os Estatutos Provisórios por si elaborados em 1872 sobretudo a partir dos do Seminário de Santarém que ele bem conhecia, bem como procedeu a uma ampliação desse seminário;

ergueu a sua voz por duas vezes, em 1875 e em 1897, denunciando o trabalho aos domingos;

foi elevado a Cardeal no Consistório de 12 de maio de 1879 pelo Papa Leão XIII, tendo-lhe sido imposto a 27 de fevereiro de 1880 o barrete cardinalício quando recebeu o título de Cardeal-presbítero de Santos Quatro Mártires Coroados;

teve um papel preponderante no processo negocial (ao ter feito parte da Comissão Religiosa encarregada de propor uma nova Divisão Paroquial do Continente e das Ilhas Adjacentes), e também na execução, da Bula do Papa Leão XIII “Gravissimum Christi Ecclesiam et gubernandi múnus” de 29 de setembro de 1881 (através da sentença executória do ano seguinte publicada no Diário do Governo como se fosse uma lei do Estado);

fundou em 1884 o Seminário dos Carvalhos com capacidade para cerca de 80 alunos dos Estudos Preparatórios, para cuja construção de 1883 a 1884 contribuiu do seu bolso com metade do valor necessário;

aprovou os Estatutos do Círculo Católico de Operários do Porto, inaugurado a 11 de junho de 1898.

Foi sepultado na Capela Mor da Catedral do Porto (na Cripta), tendo feito antes testamento (imagem 8 de: http://pesquisa.adporto.pt/viewer?id=900119).

Ligações externasEditar