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Bacia do rio Doce

bacia hidrográfica no Sudeste do Brasil
Bacia do Rio Doce.

A bacia do rio Doce é uma bacia hidrográfica brasileira que está situada na Região Sudeste do país. Pertence à região hidrográfica do Atlântico Sudeste e compreende uma área de drenagem de 83 400 km², sendo que 86% pertencem ao estado de Minas Gerais, no chamado Vale do Rio Doce, e 14% ao Espírito Santo, abrangendo cerca de 222 municípios.[1]

As nascentes do rio Doce estão em Minas Gerais, nas serras da Mantiqueira e do Espinhaço, sendo que suas águas percorrem 853 km até atingir o oceano Atlântico no povoado de Regência, no Espírito Santo.[1]

Os principais afluentes do rio Doce são os rios do Carmo, Piracicaba, Santo Antônio, Corrente Grande, Suaçuí Pequeno, Suaçuí Grande, São José e Pancas (margem esquerda); rio Casca, Matipó, Caratinga/Cuieté, Manhuaçu, Guandu e Santa Joana (margem direita). As vazões médias na bacia são maiores nos afluentes de margem esquerda, nos trechos alto e médio (15 até 35 l/s km²). Por outro lado, a região de menores vazões médias específicas (05 a 10 l/s km²) corresponde à bacia do Suaçuí Grande.[1]

ClimaEditar

O clima na bacia do rio Doce é, em sua grande maioria, considerado como tropical, e ainda pode ser dividido em: clima tropical de altitude com chuvas de verão e verões frescos presentes nas vertentes das Serras da Mantiqueira e do Espinhaço e nas nascentes do rio Doce; clima tropical de savana com chuvas de verão e verões quentes, presentes nas nascentes dos seus afluentes; e clima quente com chuvas de verão, presente nos trechos médio e baixo do rio Doce e seus afluentes.[2]

A precipitação média anual da bacia varia de 1 500 mm, nas nascentes do rio Doce, a 900 mm na região da divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, voltando a crescer na região do litoral capixaba. Boa parte desse acumulado anual ocorre entre outubro e março, período das cheias no rio Doce. O período chuvoso na bacia do rio Doce, assim como em toda região Sudeste do Brasil, é caracterizado pela entrada frequente de sistemas extra tropicais provindos do sul do continente. Muitas vezes essas frentes formam uma banda de nebulosidade de orientação NW/SE, estendendo-se desde o sul da região Amazônica até a região central do Atlântico Sul. Esse sistema atmosférico é chamado de zona de convergência do Atlântico sul (ZCAS). A passagem desse sistema na região faz aumentar a umidade do ar e a nebulosidade, favorecendo a formação de sistemas convectivos e ocorrência de chuvas.[2]

Crime ambientalEditar

No dia 5 de novembro de 2015, ocorreu o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração no subdistrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, Minas Gerais, causando uma enxurrada de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, que foram lançados no rio Doce, percorrendo centenas de quilômetros até chegar à sua foz, no litoral do Espírito Santo, provocando enormes danos aos ecossistemas da bacia do rio Doce. O evento foi considerado como o maior desastre ambiental da história do Brasil e o pior acidente com barragens de rejeitos já registrado no mundo.[3]

Referências

  1. a b c Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (SIMGE). «Enchentes históricas no rio Doce». Consultado em 12 de julho de 2010. Cópia arquivada em 4 de setembro de 2007 
  2. a b Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) (2004). «Relatório Técnico do Período de Operação de dezembro de 2003 a março de 2004» (PDF). Consultado em 12 de julho de 2010. Cópia arquivada (PDF) em 10 de agosto de 2014 
  3. Ana Lucia Azevedo (17 de novembro de 2015). «Acidente em Mariana é o maior da História com barragens de rejeitos». O Globo. Consultado em 24 de novembro de 2015. Cópia arquivada em 25 de novembro de 2015 
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