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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Barreirinhas.

Barreirinha é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Mesorregião do Centro Amazonense e Microrregião de Parintins, localiza-se a leste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 331 quilômetros.

Município de Barreirinha
"Princesinha do Ramos"
Bandeira de Barreirinha
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 9 de junho
Fundação 1881
Gentílico barreirinhense
Prefeito(a) Glênio José Marques Seixas (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Barreirinha
Localização de Barreirinha no Amazonas
Barreirinha está localizado em: Brasil
Barreirinha
Localização de Barreirinha no Brasil
02° 47' 34" S 57° 04' 12" O02° 47' 34" S 57° 04' 12" O
Unidade federativa Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Parintins IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ao norte Parintins; a leste o estado do Pará.
Distância até a capital 331 km
Características geográficas
Área 5 750,534 km² [2]
População 32 041 hab. (AM: 24º) –  estimativa populacional - IBGE/2019[3]
Densidade 5,57 hab./km²
Altitude 40 m
Clima Equatorial Am
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,574 (AM: 26º) – baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 196 254 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 6 599,64 IBGE/2013[5]

Ocupa uma área de 5 750,534 km²[2] e sua população, estimada pelo IBGE em 2019, era de 32 041 habitantes,[3] sendo assim o vigésimo quarto município mais populoso do estado do Amazonas e o terceiro de sua microrregião.

EconomiaEditar

Composição econômica [6]
Serviços

66 %

Agropecuária

24,9 %

Indústria

9,1 %

Setor primárioEditar

Agricultura

Destaca-se no plantio de mandioca, vindo a seguir abacaxi, arroz, batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, fumo, juta, malva, melancia, melão e tomate, além das culturas permanentes como abacate, cacau e laranja, entre outras.

Pecuária

É bastante significativa para a formação econômica do setor primário. Concentra-se principalmente a criação de bovinos e suínos, como na produção de carne e leite destinados ao consumo local e à exportação para outras localidades.

Pesca

É praticada em moldes artesanais para o consumo local. Não é representativo para a formação econômica do setor.

Avicultura e extrativismo vegetal

A criação é de característica doméstica e de subsistência. Não gera renda e nem concorre para a formação econômica do setor.

O extrativismo vegetal atua com peso relativo pequeno para a formação do setor primário, é representado pela exploração de castanha, madeira e camaru.

Setor secundárioEditar

Indústria

Setor terciárioEditar

InfraestruturaEditar

SaúdeEditar

O município possuía, em 2009, 6 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 9 leitos para internação.[7] Em 2014, 98,65% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 27,16 indicando um aumento em comparação a 1996, quando o índice foi de 6,16 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade aumentou de 6,62 (1996) para 19,75 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 229 óbitos nesta faixa etária entre 1995 e 2016. No mesmo ano, 32,10% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres registrou 9,64 óbitos, em 2016, representando um aumento se comparado com 1996, quando não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, houve 6 internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[8]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 28.26 para 1.000 nascidos vivos, sendo o oitavo pior resultado entre os municípios do estado do Amazonas. Em 2016, 62,50% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de vida foram 6,25% dos registros. Outros 31,25% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houveram 15 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 90,90% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente pela adequada atenção à saúde da gestante, bem como por uma adequada atenção à saúde do recém-nascido. Cerca de 98,4% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,6% delas estavam desnutridas.[8][9][10]

Até 2009, Barreirinha possuía estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia e pediatria, e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, traumato-ortopedia e cirurgia bucomaxilofacial. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[7] Até 2016, havia 26 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, era de 22,50 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, 0 óbitos a cada 100 mil habitantes.[8] Entre 2001 e 2012 houveram 45 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo a principal delas a leishmaniose e a dengue.[11]

Cultura e sociedadeEditar

Festas popularesEditar

  • Festival Folclórico (26 e 27 de julho)
  • Festa da Padroeira Nossa Senhora do Bom Socorro (05 à 15 de agosto).
  • Exposição Agropecuária de Barreirinha – EXPOBAE (25.10 à 30.10)

Atrações turísticasEditar

O belo rio Andirá, de águas esverdeadas, às vezes mansas, ora revoltas, que banham lindas praias de areias alvas.

IlustresEditar

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. a b IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 12 de setembro de 2016. Consultado em 12 de setembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  6. Seplan Secretária de Planejamento do Amazonas (9 de março de 2010). «Produto Interno municipal do Estado do Amazonas» (PDF). Consultado em 15 de outubro de 2010 
  7. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  8. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  9. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  10. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  11. Portal ODM (2012). «6 - combater a Aids, a malária e outras doenças». Consultado em 19 de dezembro de 2018