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Formação e carreira acadêmicaEditar

Formou-se em ciências econômicas pela antiga Universidade do Brasil em 1959. Recebeu mestrado em análise econômica pelo Conselho Nacional de Economia em 1960. Fez doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp em 1976.

Foi professor no Instituto Rio Branco do Itamaraty (1961-1964). Ministrou cursos na CEPAL e no ILPES da ONU (1962-1968), no Instituto para Integração da América Latina (1966-1969), na Universidade do Chile (1967), na Unicamp (1979-1994) e da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense, entre outras.

Exilado no Chile após o golpe militar de 1964, retornou pouco antes do AI-5 e ajudou a fundar o Instituto de Economia da Unicamp.

É professor da UFRJ desde 1978, quando foi aceito por concurso público juntamente com Maria da Conceição Tavares.

Serviu como assessor do ex-presidente do PMDB Ulysses Guimarães e dirigiu a área social do BNDES, o Finsocial (1985-1989). Foi economista do Instituto Latino Americano de Planificación Económica & Social da ONU e consultor da Fundação para o Desenvolvimento da Administração Pública de São Paulo.[1]

Em 2002 foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, cargo do qual se licenciou.

Presidência do BNDESEditar

Em 2003, com o apoio de Maria da Conceição Tavares e Aloizio Mercadante, foi convidado pelo presidente Lula para assumir a presidência do BNDES. Aceitou e foi empossado em 17 de janeiro.[2]

De personalidade forte, Carlos Lessa logo bateu de frente com o ministro da Fazenda Antonio Palocci e o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. De verbo solto, Carlos Lessa chegou a declarar a Furlan que o BNDES era vinculado mas "independente" do ministério.[3]Discípulo de Celso Furtado, Carlos Lessa defendeu o desenvolvimentismo e um papel mais ativo do governo no direcionamento da economia. Segundo ele próprio, a imprensa previu sua demissão mais de setenta vezes.[4] Em novembro de 2004, uma semana após fazer críticas ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, com relação ao aumento de juros, Carlos Lessa foi afastado do cargo.[4]O ministro do Planejamento Guido Mantega assumiu o cargo. Foi enviado ao presidente Lula um manifesto contra sua demissão, com mais de 500 signatários, entre eles o arquiteto Oscar Niemeyer, o jurista Fabio Konder Comparato e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil e a Central Única dos Trabalhadores.

Eleições 2012Editar

Em setembro de 2011, Lessa filiou-se ao PSOL, junto com o vereador do Rio de Janeiro pelo PPS, Paulo Pinheiro, tendo em vista a disputa eleitoral na capital carioca em 2012.[5] Lessa é cotado para disputar uma vaga na câmara municipal.

Vida pessoalEditar

É casado com Marta. Torce para o modesto Olaria Atlético Clube. Fundou um bloco carnavalesco, o Minerva Assanhada.[2] Tem por hobby colecionar livros (tem uma coleção de mais de vinte mil títulos) e também classificar moluscos.

Em entrevista à Radio Eldorado (São Paulo), em 12 de outubro de 2009, afirmou ter sido padrinho de casamento de José Serra, ex-governador do estado de São Paulo e candidato à Presidência da República.

Referências

  1. «Conheça-O-Novo-Presidente-Do-Bndes». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  2. a b «VEJA on-line». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  3. «Época - NOTÍCIAS - Carlos Lessa deixa a presidência do BNDES». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  4. a b «Folha Online - Dinheiro - Carlos Lessa deixa a presidência do BNDES - 18/11/2004». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  5. «PSoL - Reforço de Peso no PSOL-RJ: Carlos Lessa e Paulo Pinheiro». Consultado em 7 de outubro de 2011 

Ligações externasEditar


Precedido por
Eleazar de Carvalho Filho
Presidente do BNDES
2003 — 2004
Sucedido por
Guido Mantega
Precedido por
José Henrique Vilhena
Reitor
Universidade Federal do Rio de Janeiro

2002 — 2003
Sucedido por
Sergio Eduardo Longo Fracalanzza


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