Coroa solar

Coroa solar (também chamada de coroa branca, coroa de Fraunhoffer ou corona) é o envoltório luminoso do Sol que costumamos ver durante os eclipses solares.

Em 31 de agosto de 2012, o material que estava pairando a coroa solar entra em erupção em direção ao espaço e forma uma longa proeminência solar.

Medições espectroscópicas indicam que a coroa é constituída de plasma com uma temperatura de mais de um milhão de graus Celsius,[1] muito acima da superfície do Sol. A elevada temperatura provoca uma reação constante dos átomos que a compõem e que provavelmente produz o vento solar, que é definido como um fluxo contínuo de partículas carregadas ionicamente que influem inclusive no clima terrestre. As partículas da coroa solar podem ser elétrons e prótons além de sub-partículas ou subatômicas.

As variações na Coroa Solar devido à rotação do Sol, e das suas atividades magnéticas, fazem o vento solar ficar variável e instável exercendo influência nos gases ao redor da estrela e planetas próximos, as manchas solares e o seu ciclo também afetam o seu comportamento e dimensão.

Exemplo do efeito do vento solar são as caudas cometárias, que têm sua orientação conduzida pela direção do vento solar que também influi nos campos magnéticos planetários, as magnetosferas, pois defletem as partículas, impedindo-as de chegar às superfícies dos planetas.

A coroa é a camada mais larga e externa da atmosfera solar, medindo aproximadamente 13 000 000 km a partir da fotosfera, não tendo limites definidos, pois varia sua forma e tamanho, acompanhando o ciclo solar. Tem duas regiões, uma interna, outra externa; a primeira denominada coroa K, é formada por um espectro contínuo com raias brilhantes de emissão; A segunda, chamada de coroa F, apresenta um espectro idêntico ao espectro de Fraunhofer normal.

HistóriaEditar

Johannes Kepler foi o primeiro a comentar cientificamente sobre a coroa solar. baseando-se em descrições de eclipses feitas por terceiros, ele sugeriu em 1605 que ela seria luz refletida por matéria ao redor do sol.[2]

Em 1724, o astrônomo franco-italiano Giacomo Filippo Maraldi reconheceu que a aura visível durante um eclipse solar pertencia ao Sol, e não à Lua. Em 1809, o astrônomo espanhol José Joaquín de Ferrer y Cafranga cunhou o termo 'corona'.[3] Baseado em suas próprias observações do eclipse solar de 1806 em Kinderhook (Nova Iorque), de Ferrer também propôs que a coroa pertencia ao Sol e não à Lua.

O astrônomo inglês Norman Lockyer identificou o primeiro elemento da cromosfera solar que era na época desconhecido na terra, o Hélio. O astrônomo francês Jules Jenssen notou que o tamanho e formato da coroa mudam de acordo com o ciclo solar.[2] Em 1930, Bernard Lyot inventou o coronógrafo, aparelho que permite a observação da coroa solar mesmo sem um eclipse total.

Em 1952, o astrônomo americano Eugene Parker propôs que a coroa solar poderia ser aquecida por inúmeras pequenas 'nanoerupções', erupções solares em miniatura que ocorreriam por toda a superfície do Sol.

Referências

  1. Aschwanden, Markus J. (2005). Physics of the Solar Corona: An Introduction with Problems and Solutions (em inglês). Chichester: Praxis Publishing. ISBN 978-3-540-22321-4 
  2. a b Espenak, Fred. «Chronology of Discoveries about the Sun». Mr. Eclipse.com (em inglês). Consultado em 6 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2020 
  3. de Ferrer, José Joaquín (1809). «Observations of the eclipse of the sun June 16th 1806 made at Kinderhook in the State of New York». Transactions of the American Philosophical Society. 6: 264–275. JSTOR 1004801. doi:10.2307/1004801 
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