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Cuanza Sul

É uma das 18 províncias de Angola, localizada na região central do país.
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Cuanza Sul
Localidade de Angola Angola
(Província)
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província do Cuanza Sul
Dados gerais
Fundada em 1769
Gentílico cuanza-sulenho
Província Cuanza Sul
Município(s) Amboim, Cassongue, Cela, Conda, Ebo, Libolo, Mussende, Porto Amboim, Quilenda, Quibala, Seles e Sumbe
Características geográficas
Área 55.660 km²
População 1.881.873 hab. (2014)

Dados adicionais
Prefixo telefónico +244
Projecto Angola  • Portal de Angola

Cuanza Sul é uma província de Angola. Tem uma área de 55.660 km² (4.7 % da área total do país[1]) e sua população é de 1.881.873 habitantes[2].

Sua capital é Sumbe que dista 330 km de Luanda e 208 km de Benguela. A província é dividida administrativamente em 12 municípios e 32 comunas, sendo constituída pelos municípios de Amboim, Cassongue, Cela, Conda, Ebo, Libolo, Mussende, Porto Amboim, Quilenda, Quibala, Seles, Gabela e Sumbe.

Índice

HistóriaEditar

A fundação desta província ocorreu na foz do rio Cambongo-Negunza, em 1769, pelo governador-geral de Angola, D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho. O rio Cambongo-Negunza recebeu o seu nome em homenagem ao então soba Negunza Cabolo.

GeografiaEditar

Limita-se a norte e nordeste pelos rios Longa e Cuanza, com as províncias do Bengo, Cuanza Norte e Malange; ao sul com a província de Benguela; ao sudeste com as províncias do Bié e Huambo, e; ao oeste com o Oceano Atlântico.

ClimaEditar

Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, no populoso litoral cuanza-sulenho prevalece o clima semiárido quente (BSh). Já na região de Munenga predomina o clima tropical de savana (Aw/As), enquanto que nas regiões de Ebo e Cassongue o clima oceânico (Cwa/Cwb).[3]

DemografiaEditar

Os maiores grupos étnicos presentes na província são os ambundos, ao norte, falantes do quimbundo, e; os ovimbundos, ao sul, falantes do umbundo. A principal língua falada é o português.[4]

EconomiaEditar

 
Panorama da cidade de Uaco Cungo, na província do Cuanza Sul.

As actividades econômicas mais importantes do Cuanza Sul estão ligadas ao seu forte setor agropecuário, principalmente o de lavouras permanentes. A industrialização está vocacionada para a transformação dos produtos agrícolas produzidos na própria província.

Agropecuária e extrativismoEditar

As culturas permanentes mais relevantes são as do café, da palmeira do dendém, da banana, dos citrinos, além de hortofrutícolas, como a goiaba.[5]

Já a lavoura temporária têm como destaque a cana-de-açúcar e o algodão, nas proximidades do litoral, e; o milho, trigo, batata, soja, arroz e girassol na região sub-planáltica.[5]

Existe a criação de gado bovino para corte e leite nas zonas média e alta do planalto, e no litoral, aproveitando os imensos campos naturais.[5]

A pesca extrativa marítima é um forte setor na baía do Quissonde e na faixa litorânea de Sumbe; enquanto que a pesca fluvial é praticada principalmente no Libolo e no Mussende.[5]

Indústria e mineraçãoEditar

É no subsetor agroindustrial em que se encontram as principais plantas industriais do Cuanza Sul. São vocacionadas basicamente para o beneficiamento do leite e da carne bovina. Existem ainda plantas agroindustriais relevantes para o beneficiamento mínimo do café e do arroz.[5]

Outra atividade que tem forte presença agroindustrial é o de extração madeireira, com movelarias, serrarias e marcenarias. Sua presença é registrada nos municípios de Seles, Libolo e Amboim, onde existem grandes quantidades de eucaliptos, pinheiros e gravilhas.[5]

Já a atividade mineral de cunho industrial registra massa salarial na extração de diamantes, calcário, areia e seixo.[6]

Ainda registram-se as atividades industriais de fabricação de bebidas, de estalagem e reparos de embarcações, e de massa salarial e de tributos relevantes advindos da geração hidroelétrica na Central Hidroelétrica de Laúca, na Central Hidroelétrica de Capanda e na Central Hidroelétrica de Caculo Cabaça.

Comércio e serviçosEditar

O setor comercial concentra-se no centros atacadistas de Sumbe e Porto Amboim, de importância estritamente regional, para fornecer alimentos e itens básicos para a província.[7]

Em matéria de serviços, o setor logístico têm grande destaque no escoamento de produtos pelo Porto do Cuanza Sul, em Porto Amboim.

Cultura e lazerEditar

A província é famosa pelas suas pinturas rupestres da época do Neolítico e de ruínas de antigas fortificações, como a Fortaleza do Amboim, o Fortim do Quicombo, o Forte da Quibala e a Fortaleza de Calulu.[8]

Referências

  1. António, João (2008), O micro-crédito como ferramenta para o relançamento da cultura do café na região agrícola do Libolo e Amboim (Angola), UTL.
  2. «Governo de Angola - INE - Resultados Definitivos Recenseamento da População (2014) - Page 89» (PDF). Consultado em 19 de setembro de 2016. Arquivado do original (PDF) em 6 de maio de 2016 
  3. Clima: Cuanza Sul. Climage-data.org. 2019.
  4. Costa, R. J.. Colonialismo e gênero entre os Ovimbundu: relações de poder no Bailundo (1880-1930). Brasília: Universidade de Brasília, 2014.
  5. a b c d e f Cuanza Sul é certeza na produção agrícola. Jornal de Angola. 1 de agosto de 2016.
  6. Cuanza-Sul: Fábrica de calcário vai proporcionar 50 postos de trabalho. Mining.com. 1 de abril de 2014.
  7. Cuanza Sul: Comércio licencia 190 operadores em um mês. Portal Angop. 8 de dezembro de 2018.
  8. «Cuanza Sul – Guia Turismo de Angola». guiaturismoangola.com. Consultado em 13 de novembro de 2016 
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