Daniel

protagonista do Livro de Daniel da Bíblia hebraica
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Daniel (em hebraico: דָּנִיּאֵל), ou Beltessazar,[1] é um dos vários profetas[nota 1] do Antigo Testamento. A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia no Livro de Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz".

Daniel
A resposta de Daniel ao Rei, por Briton Rivière, 1892.
Nome completo Daniel
Nacionalidade Israelita da tribo de Judá

Segundo a narrativa, Daniel foi um jovem príncipe judeu levado como prisioneiro de guerra pelas tropas do Império Babilônico, em meio à Rebelião para Independência de Judá. Ao fim do conflito, de acordo com a tradição rabínica, Daniel e outros príncipes judeus foram castrados por ordens do rei babilônico, com o objetivo de desencorajar lideranças e frustrar o sentimento de independência em meio ao povo dominado.[3][4] No entanto, através da sabedoria oriunda de seu Deus, Jeová, ele interpretou os sonhos e visões de reis, tornando-se uma figura proeminente na corte da Babilônia. Daniel interpretou o sonho do rei Nabucodonosor no capítulo 2. Também interpretou "A Escrita na Parede" do rei Belsazar no capítulo 5 e ainda se livrou da morte quando foi injustamente condenado à cova dos leões no capítulo 6. Eventualmente, ele tinha visões apocalípticas que foram interpretadas como as "Quatro Monarquias". Além disso, a profecia indicada na revelação do sonho do capítulo 2 prossegue nos capítulos 7 a 12, onde Deus vai dando mais detalhes sobre os tempos do mundo até o fim. [carece de fontes?]

Tradição de fundoEditar

O nome de Daniel significa "Deus (El) é meu juiz".[5] Enquanto o Daniel mais conhecido é o herói do Livro de Daniel que interpreta sonhos e recebe visões apocalípticas, a Bíblia também menciona brevemente três outros indivíduos com este nome:

  1. O Livro de Ezequiel (14:14, 14:20 e 28:3) refere-se a um lendário Daniel famoso por sua sabedoria e justiça. No versículo 14.14, Ezequiel diz da pecaminosa terra de Israel que "ainda que estes três, Noé, Daniel e Jó, estivessem nela, eles livrariam apenas as suas próprias vidas pela sua justiça." No capítulo 28, Ezequiel zomba do rei de Tiro, perguntando retoricamente: "Você é mais sábio do que Daniel?".[6] O autor do Livro de Daniel parece ter escolhido esta figura lendária, conhecida por sua sabedoria, para servir como seu personagem humano central.[7]
  2. Esdras 8:2 menciona um sacerdote chamado Daniel que foi da Babilônia a Jerusalém com Esdras.[6]
  3. Daniel é um filho de Davi mencionado em 1 Crônicas 3:1.

Daniel (Dn'il ou Danel) também é o nome de uma figura na lenda de Aqhat de Ugarite.[6] (Ugarite foi uma cidade cananeia destruída por volta de 1200 AC – a tabuleta contendo a história é datada de 1360 AC.).[8] Este lendário Daniel é conhecido por sua justiça e sabedoria e como sendo um seguidor do deus El (daí sua nome), que deu a conhecer a sua vontade através de sonhos e visões.[9] É improvável que Ezequiel conhecesse a lenda cananeia muito mais antiga, mas parece razoável supor que existe alguma conexão entre os dois.[10] Os autores dos contos na primeira metade do Livro de Daniel provavelmente também desconheciam o Daniel ugarítico e provavelmente tiraram o nome de seu herói de Ezequiel; o autor das visões na segunda metade, por sua vez, tirou o nome de seu herói a partir dos contos.[10]

NarrativaEditar

 
Afresco do profeta Daniel na Elmali Kilise (Igreja da Maçã), em Göreme, Turquia. Século XI.

As únicas informações sobre Daniel encontram-se no livro bíblico que leva seu nome, que pode ser complementado com os dados fornecidos por Flávio Josefo, cujas fontes são desconhecidas. De acordo com ele, Daniel pertencia a uma família nobre do Reino de Judá, talvez relacionada à realeza.[11][12] Nada se sabe sobre os primeiros anos de sua vida, exceto que ele foi levado para a Babilônia na adolescência.

Entrada na BabilôniaEditar

Jeoaquim, rei de Judá, no terceiro ano de domínio babilônico sobre seu reino, rebelou-se e declarou independência.[13] Nabucodonosor II, imperador da Babilônia, atacou Jerusalém, e os seus soldados cercaram a cidade. Nabucodonosor conquistou a cidade e tomou os objetos de valor que havia no Templo de Jerusalém para que fossem conduzidos ao templo do seu deus, na sala do tesouro. Então Nabucodonosor, segundo o relato bíblico, chamou Aspenaz, o chefe dos seus eunucos, e ordenou que escolhesse entre os jovens prisioneiros israelitas das famílias que haviam liderado a rebelião judaica, ou seja, da família real e dos nobres.[14][15]

Todos eles deviam ter boa aparência e não ter defeito físico; deviam ser cultos e instruídos. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios, a fim de prepará-los para o serviço governamental. Entre os que foram escolhidos estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Aspenaz lhes deu outros nomes babilônicos, isto é, Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abednego, respectivamente.[16][17] Eles moraram no palácio real, hoje identificado com o sítio arqueológico de Kasr, na margem ocidental do Eufrates.[12]

Após um treinamento de três anos, Daniel e seu companheiros foram apresentados a Nabucodonosor que, segundo o relato: “os achou dez vezes melhores do que todos os mágicos e astrólogos em seu reino.”[18]

Na corte babilônicaEditar

No segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor teve um sonho que o deixou profundamente angustiado, então convocou seus sábios, adivinhos, astrólogos e feiticeiros para que interpretassem seu sonho. Na ausência de uma resposta satisfatória, o rei ficou irritado e ordenou que todos os sábios do reino fossem executados. Daniel, que não estava presente naquele episódio, também foi preso mas, ao saber do ocorrido, falou com Arioque, chefe da guarda, e pediu prazo para responder ao soberano. O pedido foi atendido. Daniel e seus companheiros oraram a Deus pedindo-lhe que revelasse o sonho do rei. Naquela noite, em uma visão, o sonho do rei foi revelado a Daniel e, no dia seguinte, o profeta apresentou-se ao rei posteriormente contando o sonho de Nabucodonosor, bem como sua interpretação correspondente. Fazendo isso, Daniel salvou da execução a si mesmo e os outros sábios. Este fato marcou o reconhecimento de Daniel, que foi nomeado governador da província da Babilônia e chefe dos sábios. Da mesma forma, os três jovens judeus receberam cargos importantes na administração imperial.[19]

Não se sabe ao certo por que Daniel não estava também envolvido na questão da integridade com que se confrontaram seus companheiros, Sadraque, Mesaque e Abednego, quando mandados adorar a imagem de ouro erigida na planície de Dura. A Bíblia não comenta este assunto. O proceder anterior de Daniel, bem como sua posterior lealdade a Deus, mesmo sob risco de vida, dão plena certeza de que, se é que esteve presente, e em quaisquer circunstâncias, Daniel não transigiu por se curvar diante da imagem. Mais tarde, Daniel interpretou o sonho de Nabucodonosor a respeito da imensa árvore que foi cortada e que depois se permitiu que brotasse novamente, como representando o próprio grande monarca babilônico. Nabucodonosor ficaria demente por sete anos e depois recuperaria a sua sanidade e seu reino.[20]

Daniel permaneceu na corte real durante o reinado de Nabucodonosor e continuou vinculado a ela durante o reinado de Belsazar. O livro de Daniel omite a existência de Evil-Merodaque, Neriglissar, Labasi-Marduque e Nabonido, fazendo de Belsazar filho de Nabucodonosor. Alguns autores postulam que o termo “pai” não é usado literalmente, mas no sentido de descendente.[20]

O banquete de BelsazarEditar

O próximo episódio da vida de Daniel registrado no livro é a festa de Belsazar. Na ocasião, o co-regente soberano da Babilônia celebreu uma festa na companhia de mil autoridades do país quando ele ordenou que trouxessem vasos sagrados do templo de Jerusalém para que ele seus convidados bebessem neles. Imediatamente uma escrita misteriosa apareceu na parede, traçada por uma mão espectral, que nenhum dos sábios foi capaz de interpretar.[21] Parece que por muitos anos após a morte de Nabucodonosor Daniel foi pouco usado, se é que foi, como conselheiro, de modo que a rainha (provavelmente rainha-mãe), que se lembrava de sua atuação no passado, achou necessário trazê-lo à atenção de Belsazar já que nenhum dos sábios foi capaz de interpretar a ominosa escrita.[20] Daniel, sem aceitar as promessas de presentes do rei, decifrou a escrita, que previa a queda da Babilônia nas mãos dos persas. Belsazar cumpriu sua promessa e nomeou Daniel como terceiro senhor do reino, sendo Nabonido o primeiro e seu filho, Belsazar, o segundo. Naquela mesma noite a cidade foi tomada pelos persas, e o rei foi morto.

Na cova dos leõesEditar

Daniel continuou no palácio real mesmo após o rei Ciro ter conquistado a Babilônia. Ele sempre foi respeitado, até mesmo pelos governantes, por sua sabedoria. Segundo narra o livro de Daniel, Dario, o Medo, pessoa desconhecida da história, reinou em Babilônia após Belsazar.

Durante o reinado deste soberano, Daniel era um dos três altos funcionários designados sobre os 120 sátrapas que governavam o reino. Daniel se sobressaía no serviço governamental e estava prestes a ser promovido sobre todo o reino, quando a inveja e o ciúme induziram os outros funcionários a tramar a sua execução. A lei que induziram o rei a decretar tinha de envolver a adoração de Deus por Daniel, visto que não podiam achar nenhuma falta nele. Essa intriga valeu-se da fidelidade do profeta a Deus, pois o decreto caprichoso do rei proibia qualquer pedido, fosse a um deus ou a um homem exceto o soberano, por trinta dias.(Daniel 6:1-9:JPS) Quando Daniel soube que o decreto havia sido assinado, ele continuou a orar três vezes ao dia, como de costume; então os outros funcionários o encontraram orando a Deus, pelo que foi acusado de violar o decreto real. O rei agiu com relutância na execução da lei, a qual, segundo o costume, não podia ser alterada, mas teve que cumpri-la e portanto, lançaram Daniel na cova dos leões. Por causa da firme integridade e fé do profeta, Deus enviou seu anjo para salvá-lo da boca dos leões.

Na manhã seguinte, Dario foi verificar o que aconteceu com Daniel, e se surpreendeu ao ver que o profeta não sofreu nenhum dano. Dario executou então justiça, ordenando que os conspiradores fossem jogados imediatamente na cova dos leões.[20]

Morte de DanielEditar

Não existem registros da data e circunstâncias de sua morte. Mas ele possivelmente morreu em Susã, com oitenta e cinco anos, onde existe um provável túmulo onde estaria seu corpo, este lugar é conhecido como 'Shush-Daniel'.[carece de fontes?]

Existência históricaEditar

Morte e Túmulo de DanielEditar

 Ver artigo principal: Túmulo de Daniel
 
Túmulo de Daniel em Susã

A última menção de Daniel no Livro de Daniel é no terceiro ano de Ciro (Daniel 10:1:JPS). Algumas fontes rabínicas supõem que ele ainda estava vivo durante o reinado do rei persa Assuero (mais conhecido como Artaxerxes – Talmude Babilônico, Meguilá 15a, baseado no Livro de Ester 4, 5), como no Targum Rishon, em que Hataque, morto por Hamã (o perverso primeiro-ministro de Assuero), torna-se identificado com Daniel; no Targum Sheni, Daniel é identificado com Memucã e aconselha Xerxes a punir Vasti.[22]

O escritor judeu do século I Flávio Josefo relatou que o corpo de Daniel jazia em uma torre em Ecbátana, na Pártia, ao lado dos corpos dos reis dos medos e persas; posteriormente, autoridades judaicas disseram que ele foi enterrado em Susã e que perto de sua casa estavam escondidos os vasos do Templo de Salomão. Fontes muçulmanas relataram que os muçulmanos haviam descoberto seu corpo, ou possivelmente apenas uma caixa contendo seus nervos e veias, junto com um livro, um pote de gordura e um anel de sinete gravado com a imagem de um homem sendo lambido por dois leões. O cadáver foi enterrado novamente e aqueles que o enterraram teriam sido decapitados para evitar que revelassem o local.[23]

Hoje, seis cidades reivindicam o Túmulo de Daniel: Babilônia, Kirkuk e Muqdadiyah no Iraque, Susã e Malamir no Irã e Samarcanda no Uzbequistão.[24] A mais famosa é a de Susã, (Shush, no sul do Irã), em um local conhecido como Shush-e Daniyal. De acordo com a tradição judaica, os ricos e os pobres da cidade discutiam pela posse do corpo, e o esquife era, portanto, suspenso por uma corrente no centro do rio. Uma casa de oração aberta a todos os que acreditavam em Deus foi construída nas proximidades, e a pesca foi proibida por uma certa distância rio acima e rio abaixo; os peixes que nadavam naquela seção do rio tinham cabeças que brilhavam como ouro, e alega-se que as pessoas ímpias que entravam no recinto sagrado milagrosamente se afogavam no rio.[25] Até hoje, a tumba é um local popular de peregrinação.

Daniel na tradição posteriorEditar

JudaísmoEditar

Daniel não é um profeta no judaísmo: considera-se que a profecia terminou com Ageu, Zacarias e Malaquias.[26] Na Bíblia Hebraica, seu livro não está incluído nos Profetas (a Bíblia Hebraica tem três seções, Torá, Profetas e Escritos), talvez porque seu conteúdo não corresponda aos livros proféticos; não obstante, as oito cópias encontradas entre os Manuscritos do Mar Morto e os contos adicionais do texto grego são um testemunho da popularidade de Daniel nos tempos antigos.[27]

Os rabinos judeus do primeiro milênio depois de Cristo consideravam Daniel o membro mais ilustre da diáspora babilônica, insuperável em piedade e boas ações, firme em sua adesão à Lei apesar de estar rodeado por inimigos que buscavam sua ruína, e nos primeiros séculos d.C eles escreveram as lendas que cresceram em torno de seu nome. Seu cativeiro fora predito pelo profeta Isaías ao rei Ezequias nestas palavras, "eles (os descendentes de Ezequias) serão eunucos no palácio do rei da Babilônia". Esse infortúnio se transformara em uma bênção quando Daniel e seus três companheiros puderam mostrar seus corpos mutilados a Nabucodonosor e assim provar sua inocência das acusações de levar uma vida impura.[28]

Daniel manteve em mente o bem-estar de Nabucodonosor continuamente, e quando o rei foi condenado por Deus a viver como uma besta por um certo período, Daniel orou para que o período de punição fosse encurtado e sua oração foi concedida.[29] Quando Nabucodonosor estava morrendo, ele desejou incluir Daniel entre seus herdeiros, mas Daniel recusou a honra, dizendo que ele não poderia deixar a herança de seus antepassados pela dos incircuncisos.[30] Daniel também restaurou a visão do rei Dario, que erroneamente jogou o piedoso Daniel na prisão sob falsas acusações, pelo que muitos se converteram ao judaísmo.[31]

CristianismoEditar

O Novo Testamento faz uma referência a Daniel em Mateus 24:15, em referência à abominação da desolação.

Comemoração litúrgicaEditar

A Igreja Ortodoxa Oriental celebra a festa de São Daniel, o Profeta junto com a festa dos Três Jovens no Domingo dos Santos Patriarcas, que geralmente cai entre 11 e 17 de dezembro, ou seja, o último domingo antes do Natal. A profecia do capítulo 2 de seu livro, sobre a pedra que destruiu o ídolo dos pés de barro, é frequentemente usada na hinologia como metáfora para a Encarnação. Assim, a "pedra" é Cristo e aquilo que "não foi cortado por mão humana" refere-se ao nascimento virginal, a Virgem Maria ou Theotokos, sendo a "montanha não cortada".[32] Também é comemorado no Calendário dos Santos da Igreja Luterana do Missouri junto com os Três Jovens no dia 17 de dezembro, coincidindo com a celebração ortodoxa.[33]

Na Igreja Católica, seu aniversário é comemorado em 21 de julho.[12][34] A Igreja Copta, por sua vez, celebra-o no dia 23 de Baramhat, equivalente a 3 de abril.[35]

IslamismoEditar

 
A tumba do protagonista Daniel em Samarcanda

Daniel (árabe: دانيال, Danyal) não é mencionado pelo nome no Alcorão, mas há relatos de sua condição de profeta na literatura muçulmana posterior, que conta como ele foi resgatado dos leões com a ajuda do profeta Jeremias (em Bel e o Dragão é o profeta Habacuque que desempenha esse papel) e interpretou o sonho do rei de uma estátua feita de quatro metais destruída por uma pedra do céu.[23] Todas as fontes, clássicas e modernas, o descrevem como um homem santo e justo. Abdullah Yusuf Ali (1872–1953) em seu comentário do Alcorão diz:

Daniel foi um homem justo de linhagem principesca e viveu por volta de 620–538 a.C. Ele foi levado para a Babilônia em 605 a.C. por Nabucodonosor, o assírio, mas ainda vivia quando a Assíria foi derrubada pelos medos e persas. Apesar do "cativeiro" dos judeus, Daniel desfrutou dos mais altos cargos de Estado na Babilônia, mas sempre foi fiel a Jerusalém. Seus inimigos (sob o monarca persa) conseguiram que uma lei criminal fosse aprovada contra qualquer um que "fizesse uma petição de qualquer deus ou homem por 30 dias", exceto o rei persa. Mas Daniel continuou fiel a Jerusalém. "Estando as janelas abertas em seus aposentos em direção a Jerusalém, ele se ajoelhava três vezes por dia, orava e dava graças a seu Deus, como antes." — Abdullah Yusuf AliThe Holy Qur'an: Text, Translation and Commentary[36]

No Kitab al-Kafi, o Imam Ali ibn Husayn Zayn al-Abidin afirma que Alá revelara a Daniel que, "Os mais odiados entre minhas criaturas são os ignorantes que desrespeitam os estudiosos e não os seguem. Os mais amados por Mim em Meus servos são os piedosos que trabalham duro para ter direito a maiores recompensas, que sempre ficam perto dos estudiosos, seguem as pessoas que se destacam e aceitam (os conselhos de) pessoas de sabedoria".[37]

Bahá'íEditar

Daniel é considerado um profeta menor nos ensinamentos da Fé Baháʼí.[38] Alguns convertidos bahá'ís introduziram o princípio da reencarnação, especificamente identificando Daniel a João.[39]

Ver tambémEditar

Notas

  1. Entretanto, cabe observar que este livro é relacionado como escrito profético no Antigo Testamento das bíblias cristãs, diferentemente do que ocorre na Bíblia Hebraica, na qual é relacionado entre Ester e Esdras como outros escritos.[2]

Referências

  1. Werner H. Schmidt; Wemer H. Schmidt. Introdução Ao Antigo Testamento. Editora Sinodal; ISBN 978-85-233-0268-9. p. 278.
  2. Bíblia de Jerusalém. Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 1.245.
  3. «Daniel». Enciclopédia Judaica. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  4. «Quem foram os eunucos? Eles podiam ter ereção?». Revista Mundo Estranho. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  5. Redditt 2008, p. 180.
  6. a b c Collins 1999, p. 219.
  7. Seow 2003, p. 4.
  8. Walton 1994, p. 49.
  9. Seow 2003, pp. 3–4.
  10. a b Collins 1999, p. 220.
  11. Daniel I, 3; y Josefo, Antiguidades Judaicas, X, 10, |1
  12. a b c Francis E. Gigot (1880). "Daniel". Catholic Encyclopedia on CD-ROM. New Advent.[newadvent.org].
  13. «2Reis 24: 1-8 (A rebelião de Joaquim)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  14. «2Reis 24: 8-15 (Líderes da rebelião são levados prisioneiros)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  15. «Daniel 1: 3-6 (Os prisioneiros selecionados por Aspenaz)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  16. «Shadrach». Enciclopédia Judaica. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  17. «Daniel 1: 7-9 (O pedido de Daniel)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  18. Dn 1:20
  19. Daniel 2
  20. a b c d «Daniel». Torre de Vigia. Consultado em 20 de novembro de 2020 
  21. Daniel 5
  22. Flesher, Paul V. M.; Chilton, Bruce D. (25 de agosto de 2011). The Targums: A Critical Introduction (em inglês). [S.l.]: BRILL 
  23. a b Noegel & Wheeler 2002, p. 75.
  24. Gottheil & König 1906.
  25. Ginzberg 1998, p. 350.
  26. Noegel & Wheeler 2002, p. 76.
  27. Stone 2011, p. 68.
  28. Ginzberg 1998, p. 326.
  29. Ginzberg 1998, p. 334.
  30. Ginzberg 1998, p. 339.
  31. Ginzberg 1998, p. 347.
  32. Sergei Bulgakov, Manual for Church Servers, 2nd ed. (Khakov, 1900) pp. 453-5. December 11-17:
  33. http://chi.lcms.org/history/tih1217.htm lcms.org]]
  34. [[1]]
  35. [copticchurch.net
  36. Abdullah Yusuf Ali|The Holy Qur'an: Text, Translation and Commentary, Note.150
  37. Al-Kulayni, Abu Ja’far Muhammad ibn Ya’qub (2015). Kitab al-Kafi. The Islamic Seminary Inc. South Huntington, NY: [s.n.] ISBN 9780991430864 
  38. May, Dann J (December 1993). The Baháʼí Principle of Religious Unity and the Challenge of Radical Pluralism. University of North Texas, Denton, Texas. p. 102.
  39. From Iran East and West. vol. 2, pp. 127, 106. Juan R. I. Cole, Moojan Momen. 1984

BibliografiaEditar