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Dulce Figueiredo

31.ª Primeira-dama da República Federativa do Brasil
Dulce Figueiredo
GCIH
31.ª Primeira-dama do Brasil
Período 15 de março de 1979
até 15 de março de 1985
Presidente João Figueiredo
Antecessor Lucy Geisel
Sucessor Marly Sarney
Dados pessoais
Nome completo Dulce Maria de Guimarães Castro Figueiredo
Nascimento 11 de maio de 1928
Franco da Rocha, São Paulo
Morte 6 de junho de 2011 (83 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Cônjuge João Figueiredo (1942–1999)
Filhos Paulo Roberto
João Figueiredo Filho

Dulce Maria de Guimarães Castro Figueiredo GCIH (Franco da Rocha, 11 de maio de 1928Rio de Janeiro, 6 de junho de 2011), foi a esposa do general João Baptista de Oliveira Figueiredo, 30.º Presidente do Brasil, e a primeira-dama do país entre 1979 e 1985.

Índice

Vida pessoalEditar

Casamento e filhosEditar

Dulce e João Figueiredo, que se conheceram na Tijuca e se casaram em 15 de janeiro de 1942.[1] Tiveram dois filhos, Paulo Roberto e João Batista Figueiredo Filho.[2]

Primeira-dama do BrasilEditar

Após seu marido ter sido apontado por Ernesto Geisel como seu sucessor em 31 de dezembro de 1977, Figueiredo foi eleito Presidente da República pelo Colégio Eleitoral em 15 de outubro de 1978. Assim Dulce se tornou a nova primeira-dama do Brasil, sucedendo Lucy Geisel.

Com o tradicionalismo da primeira-dama da República assumir a presidência da Legião Brasileira de Assistência (LBA), preferiu não comandar a instituição por achar que teria muito trabalho.[3]

Em agosto de 1979, foi criado o Programa Nacional do Voluntariado, tendo como Presidente de Honra, Dulce Figueiredo.[4]

Participou em 18 de fevereiro de 1980, em Fortaleza, da solenidade de abertura do I Encontro das Primeiras-damas dos Estados, no Centro de Convenções de Fortaleza, que contou com a presença das mulheres de todos os governadores do país. Em discurso, declarou que a década de 80 seria de justiça social:[5]

Será possível, espero firmemente, dar aos problemas sociais brasileiros a prioridade que merecem, a mais alta prioridade compatível com os dias difíceis.
— Dulce Figueiredo.

No dia 8 de junho de 1983, inaugurou na Vila do João, no Rio de Janeiro, uma creche batizada com o nome de Tia Dulce tendo capacidade para 270 crianças. Além da presença da primeira-dama do país, estiveram presentes a presidente da LBA, Léa Leal, o presidente do Banco Nacional da Habitação, José Lopes de Oliveira, os ministros Hélio Beltrão, da Previdência e Assistência Social e Mário Andreazza, do Interior aos quais a LBA e o BNH eram vinculados. A creche levava o nome da primeira-dama do país e presidente de honra do Programa Nacional do Voluntária da LBA.[6]

Em viagens oficiais em que acompanhava o Presidente Figueiredo, levava sempre o seu cabeleireiro, o que acabou fazendo o Serviço Nacional de Informações proibi-lo de acompanhar nas viagens para evitar polêmicas.[7]

No meio social do país, era conhecida por seu jeito extravagante, que não poupava vestir roupas, usar jóias e maquiagem, mantendo sempre a agenda lotada de compromissos sociais e frequentando as boates mais badaladas do Rio de Janeiro e de São Paulo.[3][8]

Viagens oficiaisEditar

Em 9 de abril de 1980, em viagem oficial ao Paraguai, foram recebidos pelo Presidente Alfredo Stroessner e pela primeira-dama Eligia Mora.[9]

Dulce e o Presidente Figueiredo realizaram visita à Alemanha entre 16 e 20 de maio de 1981, a convite do Chanceler Helmut Schmidt.[10]

Acompanhou seu marido em visita de Estado ao México, de 26 a 29 de abril de 1983, e foram recebidos pelo Presidente Miguel de la Madrid e pela primeira-dama Paloma Cordero.[11]

Entre dos dias 7 e 9 de de fevereiro de 1984, à convite do Presidente da Bolívia Hernán Siles Zuazo, visitaram oficialmente o país sul-americano.[12]

Últimos anosEditar

Após o falecimento de seu marido, em dezembro de 1999, Dulce passou a enfrentar dificuldades financeiras. Em março de 2001, ela organizou um leilão para vender objetos que seu finado marido recebera enquanto governava o país[13], tendo recebido críticas da imprensa. Entre os 218 objetos leiloados estavam uma escultura de caubói de bronze dada por Ronald Reagan; dois quadros de Di Cavalcanti; uma estátua portuguesa de Roque de Montpellier presenteada por Antonio Carlos Magalhães; um tinteiro trazido pelo rei Juan Carlos da Espanha; uma bandeja de prata ofertada por Augusto Pinochet; e uma caixa de charutos dada por Valéry Giscard d'Estaing. Cerca de um milhão de reais foram arrecadados,[13], e aproximadamente 82% deste valor foi destinado à Dulce Figueiredo, que, como viúva de general, recebia uma pensão de 8.865 reais.[14]

MorteEditar

Em 6 de junho de 2011, aos oitenta e três anos, Dulce Figueiredo faleceu em uma clínica de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Estava bastante debilitada em função de um câncer.[15] Seu corpo foi enterrado no mausoléu dos Figueiredos, no Cemitério do Caju.[16]

HonraEditar

Insígma País Honra Data
  Portugal Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, concedida pelo Presidente António dos Santos Ramalho Eanes. 22 de setembro de 1981.[17]

Referências

  1. «Biografia de João Figueiredo». eBiografia. Consultado em 3 de agosto de 2019 
  2. Morre Dulce Figueiredo, a última primeira-dama do regime militar
  3. a b https://www.folhadelondrina.com.br/geral/primeiras-damas-usam-poder-265302.html
  4. https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=138EAD04BB176D9D1829544E894EF8C4.proposicoesWeb1?codteor=1163336&filename=Dossie+-PL+4515/1984
  5. http://memoria.bn.br/pdf/030015/per030015_1980_00297.pdf
  6. http://memoria.bn.br/pdf/386030/per386030_1983_10982.pdf
  7. «Jantar do barulho». ISTOÉ Independente. 31 de janeiro de 2014. Consultado em 3 de agosto de 2019 
  8. «Com Marcela, golpistas recolocam a mulher no lugar que o machismo sempre lhe reservou: o de primeira-dama assistencialista». Socialista Morena. 5 de outubro de 2016. Consultado em 3 de agosto de 2019 
  9. http://www.funag.gov.br/chdd/images/Resenhas/RPEB_25_abr_mai_jun_1980.pdf
  10. http://www.funag.gov.br/chdd/images/Resenhas/RPEB_29_abr_mai_jun_1981.pdf
  11. http://www.funag.gov.br/chdd/images/Resenhas/RPEB_37_abr_mai_jun_1983.pdf
  12. http://www.funag.gov.br/chdd/images/Resenhas/RPEB_40_jan_fev_mar_1984.pdf
  13. a b Gaspari, Elio (2016). A Ditadura Acabada. Rio de Janeiro: Intrínseca. p. 321. ISBN 9788580579154 
  14. «Quem dá mais pela História? (Revista Época)». Consultado em 1 de julho de 2008. Arquivado do original em 24 de julho de 2008 
  15. Ex-primeira dama Dulce Figueiredo morre no Rio aos 83 anos
  16. Morre aos 83 anos a ex-primeira-dama Dulce Figueiredo
  17. «Cidadãos Estrangeiras Agraciados com Ordens Nacionais». Resultado da busca de "Dulce Maria de Castro Figueiredo". Presidência da República Portuguesa (Ordens Honoríficas Portuguesas). Consultado em 1 de março de 2016 

Ver tambémEditar

Precedido por
Lucy Geisel
31.ª Primeira-dama do Brasil
19791985
Sucedido por
Marly Sarney


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