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Estádio Evandro Almeida

Baenão
Estádio Evandro Almeida
Estádio Baenão

Nomes
Nome Estádio Evandro Almeida
Antigos nomes Campo de Esportes do Clube do Remo
Estádio da Tv. Antônio Baena
Características
Local Travessa Antônio Baena, 444, Belém, Pará Pará
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 13.792

espectadores

Construção
Data 1917
Inauguração
Data 15 de agosto de 1917
Partida inaugural Reserva Naval x Seleção da Liga Paraense de Foot-Ball
Recordes
Público recorde 33.487 pessoas
Data recorde 7 de setembro de 1976 (Campeonato Brasileiro de 1976)
Partida com mais público Remo 5 x 2 Paysandu
Proprietário Clube do Remo
Administrador Clube do Remo
Mandante Clube do Remo

O Estádio Evandro Almeida é um estádio de futebol brasileiro, de propriedade do Clube do Remo. Popularmente conhecido por Baenão, devido a sua localização na Travessa Antônio Baena em Belém do Pará.

HistóriaEditar

InauguraçãoEditar

No dia 15 de agosto de 1917, data que marcou o aniversário de seis anos de reorganização, o Clube do Remo inaugurou o seu campo de futebol. Segundo a notícia do jornal A Folha do Norte, edição de 13 de agosto de 1917, o campo azulino media 110 m de comprimento por 70 m de largura. O estádio comportava 2 500 pessoas distribuídas por uma arquibancada, dividida em suas linhas de extensão por um pavilhão superior que se destinava às famílias dos sócios e a parte inferior aos sócios[1].

Após uma vasta programação que foi iniciada com uma salva de 21 tiros pela manhã, foi disputada a partida inaugural da praça esportiva entre os times da Reserva Naval e da seleção da Liga Paraense de Foot-Ball. Os jornais não divulgaram o placar da partida, informando apenas as escalações e o árbitro, Hugo Leão. As equipes eram assim formadas[2]:

  • Reserva Naval
Francelísio, Armindo e Lulu; Bordalo, Tobias e Onias; Ludgards, Cícero, Chermont, Mini Sodré e Dudu Silva.
  • Seleção da Liga Paraense de Foot-Ball
João Moraes (Paysandu), Neves (União Esportiva) e Mamede (Brasil Sport); Clodoaldo (União Esportiva), Flávio (Brasil Sport) e Joaquim (Paysandu); Enéas (Nacional), Astrogildo (Paysandu), Aranha (Brasil Sport), João (Brasil Sport) e Arthur Moraes (Paysandu).

Primeiro jogo do Clube do RemoEditar

  Campeonato Paraense de 1917

2 de setembro de 1917 Remo 3 – 1 Panther Campo de esportes do Clube do Remo, Belém Pará

Dudu  
Chermont  
Djalma  
[3] Rocha   Público: 4 000 (estimado)

Remo: Francelísio; Armindo e Lulu; Infante, Bordalo e Carlito; Lugards, Djalma, Chermont, Cícero e Formiguinha.
Panther: Santos; Wandick e Crispim; Kepler, Onias e Carolino; Enéas, Pau, Elderico, Babá e Rocha.

Reformas e inauguração dos refletoresEditar

Em 1935 o Remo reestruturou o seu estádio com arquibancadas maiores. Na reinauguração

Para comemorar a reinauguração do estádio, o Remo convidou o Paysandu para um jogo amistoso no dia 26 de maio de 1935, vencendo pelo placar de 5 a 4.

No dia em que completava seus 29 anos de reorganização, o Remo inaugurou os refletores de seu campo de futebol. Assim foi saudado pelo jornal Folha do Norte:

"A bela praça de esportes à luz de refletores apresenta aspecto deslumbrante, tal é a superioridade de distribuição de feixes luminosos que se cortam no eixo do campo a 15 metros de altura. O campo está dotado de 32 refletores A. L. 51, com quinze polegadas de diâmetro distribuídos por grupos de 4 em 8 torres de 17 metros de altura, cada uma, sendo 4 de cada lado.

Cada refletor abriga uma lâmpada de 1.500 watts. A rede de alimentação dos refletores é aérea e a voltagem fornecida por um transformador de 50 K.V."

O transformador recebia da Pará Elétrica a corrente em alta tensão (2.000 volts), transformando-a para 220 volts, que era a voltagem recebida pela rede. A entrada da alta tensão era guarnecida com pára-raios Pellet e a rede de iluminação comandada por uma chave tripolar Trumbel, com fuzíveis de 250 amperes.

Em 1962, o estádio ganhou vestiários com túneis para duas equipes e árbitros, novas arquibancadas, gramado novo e alambrado mais reforçado. A inauguração do novo Baenão aconteceu diante da equipe do Ceará, 1 a 1 foi o resultado final.

O Retorno do ReiEditar

Em 2013, na gestão do presidente Zeca Pirão, foi elaborado um ambicioso projeto que visava transformar o estádio em uma moderna arena de futebol. Dentre as mudanças, constava a troca do gramado, a substituição do alambrado por placas de acrílico, novo sistema de iluminação e a construção de uma nova ala de camarotes. Porém, apenas os dois primeiros itens foram cumpridos. No ano seguinte, a área onde ficavam as cadeiras vips do estádio (onde seriam construídos os camarotes) foi demolida bem como o sistema de iluminação desinstalado, mas a não reeleição de Zeca Pirão impediu o prosseguimento da reforma.

No dia 1 de maio de 2014, o Remo venceu o Independente por 4 a 0 - revertendo uma vantagem de 3 a 0 do clube de Tucuruí - e classificou-se para a final do Campeonato Paraense, do qual seria campeão. Essa foi a última partida de caráter oficial disputada pelo Leão em sua casa, já que nos anos que se sucederam, a estrutura do Baenão foi progressivamente se deteriorando, tornando-o inapto a sediar jogos válidos por competições oficiais. Tal situação era um reflexo dos momentos de instabilidade política em que o Clube do Remo se encontrava.

Para se ter uma ideia, até 2016, nenhum presidente eleito conseguiu efetivamente terminar o mandato. Como resultado, vários propostas para a reabertura do estádio surgiram, no entanto, nenhum apresentou resultados significativos. Foi então que em 2017, um grupo de torcedores resolveu tomar a frente das obras, através do projeto "O Retorno do Rei ao Baenão", que previa a volta do estádio após a conclusão de 10 etapas.

De início tímido, com recursos oriundos de vendas de copos e arrecadação nos jogos, o projeto foi ganhando cada vez mais força e adeptos, inclusive com apoio da diretoria azulina. Mesmo com tantas as dificuldades, todo o empenho foi recompensado e, depois de cinco anos, o Baenão foi reaberto, cumprindo todas as exigências impostas pela CBF e com capacidade para 13.792 torcedores. O reencontro com a torcida ocorreu na data de 13 de julho de 2019, quando o Clube do Remo empatou em 2 a 2 com o Luverdense, em jogo válido pela Série C, com grande festa do Fenômeno Azul.

Amistosos marcantesEditar

     
 
 
Clube do Remo

Clube do Remo   4 x 9   Santos de Pelé.

1965 - Amistoso.
(Pelé marcou 5 gols)
     
 
 
Santos de Pelé
     
 
 
Clube do Remo

Clube do Remo   1 x 1   Benfica de Eusébio.

1968 - Amistoso.
(Elenco base da Seleção Portuguesa, 3ª Colocada na Copa de 1966)
     
 
 
Benfica de Eusébio
     
 
 
Clube do Remo

Clube do Remo   2 x 0   Millonarios.

1987 - Amistoso.
(Confronto contra o Campeão Colombiando de 1987)
     
 
 
Millonarios
     
 
 
Clube do Remo

Clube do Remo   4 x 1   Boavista F. C.

12 de junho de 1994. Amistoso.
     
 
 
Boavista
     
 
 
Clube do Remo

Clube do Remo   0 x 1   C. A. Peñarol

16 de junho de 1996 - Copa da Paz (ONU) - Estádio Baenão
"O Jogo Dos Tetras".
(Tetra-Campeão Paraense x Tetra-Campeão Uruguaio)
     
 
 
Peñarol

Seleção OlímpicaEditar

O Baenão já recebeu três jogos entre a Seleção Brasileira Olímpica contra o Clube do Remo, com uma vitória para cada lado e um empate.

  • Seleção Olímpica
3 jogos (1V - 1E - 1D)
     
 
 
Clube do Remo

Clube do Remo   0 X 1   Seleção Brasileira

Amistoso. 09 de agosto de 1972.

Clube do Remo   1 X 0   Seleção Brasileira

Amistoso. 09 de março de 1973.

Clube do Remo   0 X 0   Seleção Brasileira

Amistoso. 11 de março de 1973.
     
 
 
Seleção Brasileira

Maiores públicosEditar

  1. Remo 5-2 Paysandu (7 de setembro de 1976, Série A 1976): 33 487.
  2. Remo 2-0 Operário-MS (12 de fevereiro de 1978, Série A 1977): 29 934.
  3. Remo 1-0 Ponte Preta-SP (18 de dezembro de 1977, Série A 1977): 27 846.

De acordo com o livro Leão Azul Centenário, do jornalista Ferreira da Costa, na partida Remo 0 a 0 Paysandu, em 19 de maio de 1974, o Baenão recebeu um público estimado em 35 mil pessoas.

Referências

  1. COSTA, Ferreira da. A Enciclopédia do Futebol Paraense, 2007. Página 127.
  2. «Inauguração do campo do Clube do Remo» 
  3. COSTA. Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 25.

Ligações externasEditar