Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C

Campeonato de Futebol

O Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C, ou simplesmente Brasileirão - Série C, é uma competição equivalente à terceira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. É por meio dela que os clubes conseguem acesso para a Série B.

Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C
Campeonato Brasileiro Série C logo.png
Logotipo oficial da competição.
Dados gerais
Organização CBF
Edições 31
Outros nomes Série C
Terceira Divisão
Terceirona
Local de disputa Brasil
Número de equipes 20
Sistema Sistema misto
Divisões
Série ASérie BSérie CSérie D
Soccerball current event.svg Edição atual
editar

Durante muitos anos, a Série C funcionou como o último nível no sistema de ligas nacionais do Brasil. Sua primeira edição foi realizada em 1981 e, desde então, mudou de regulamento diversas vezes e também teve sua disputa interrompida em algumas temporadas. A partir de 2009, com a criação da Série D, deixou de ser a última divisão do futebol brasileiro, passando a contar com 20 equipes participantes.

Ao todo, 27 clubes de 12 federações diferentes já se sagraram campeões da Série C. O primeiro deles foi o Olaria, enquanto o maior vencedor do torneio é o Vila Nova, com três títulos. Atualmente, além do campeão, a Série C promove as outras três melhores equipes à Série B, totalizando quatro vagas. Da mesma forma, os quatro piores times são rebaixados à Série D.

No Ranking da CBF, a Série C atribui 200 pontos ao campeão. O vice-campeão recebe 160 pontos, o terceiro recebe 150 e o quarto 140. A partir do quinto colocado, cada posição ganha dois pontos a menos em relação ao colocado imediatamente anterior, chegando até os 108 pontos para a equipe que ficar na vigésima e última posição.[1]

Edição atualEditar

A atual edição é disputada por 20 clubes, divididos em dois grupos, onde todos dentro de cada grupo se enfrentam em jogos de ida e volta. Ao final, os quatro primeiros colocados de cada grupo se classificam para a fase quadrangular, dividida em dois grupos: o primeiro lugar de cada chave vai para a final da competição, enquanto os dois melhores de cada grupo ascendem à Série B. Já os dois últimos dos grupos da primeira fase são rebaixados à Série D.[2]

HistóriaEditar

O surgimentoEditar

 
Time do Olaria campeão da Taça de Bronze de 1981, a primeira Série C da história.

No segundo semestre de 1980, chegou às mãos do então presidente da CBF Giulite Coutinho a proposta de criar a Taça de Bronze, equivalente à terceira divisão nacional, com o objetivo de manter em atividade no período do Campeonato Brasileiro as equipes que não haviam se classificado para as Taças de Ouro e de Prata (à época, primeira e segunda divisões, respectivamente). O torneio contaria com 24 participantes, um de cada estado do país com futebol profissional (à exceção de Rio de Janeiro e São Paulo, que colocariam duas equipes). Contudo, a federação paulista acabou por não enviar representantes, uma vez que o então presidente Nabi Abi Chedid, desafeto político de Giulite, decidiu antecipar o início da fase classificatória do Campeonato Paulista, impedindo a participação das equipes do estado. Quem também optou por ficar de fora da competição foi o Alético Paranaense: fora das Taças de Ouro e de Prata pela classificação no Campeonato Paranaense, o time preferiu excursionar pela América do Sul ao invés de disputar o torneio recém-criado.[3]

Assim, a primeira edição da atual Série C foi realizada em 1981 com substituições aos clubes desistentes e em formato misto: as duas primeiras fases foram eliminatórias, enquanto a semifinal foi disputada em dois triangulares, com o primeiro de cada chave avançando à grande final. O primeiro campeão da história do torneio foi o Olaria, que derrotou o Santo Amaro na decisão. Com a conquista, a equipe carioca também garantiria o acesso para a Taça de Prata de 1982, mas acabou perdendo a vaga por ter sido rebaixada no estadual.[3] Apesar do feito histórico, coube ao Olaria um grande prejuízo financeiro após a participação na Taça de Bronze.[4] Também alegando questões financeiras, a CBF anunciou, logo após o encerramento da primeira edição, que o torneio seria descontinuado.[3]

Retomadas sem continuidadeEditar

Devido ao imbróglio que levou à disputa da Copa União em 1987, o Campeonato Brasileiro daquele ano foi disputado em módulos. Os módulos azul e branco, também chamados de Troféu Heleno Nunes e Troféu Rubem Moreira e vencidos por Americano e Operário-MS, respectivamente, chegaram a ser considerados como edições da Série C e, posteriormente, até mesmo da Série B. Contudo, os títulos nunca foram reconhecidos pela CBF como conquistas de nenhuma das divisões.[5][6]

Assim, a segunda edição da Série C só seria disputada em 1988, mas não sem percalços. Inicialmente prevista para ter 63 equipes, a competição contou com diversas desistências (algumas delas à véspera da primeira rodada) devido ao temor pelo fracasso do torneio.[7] A chamada Divisão de Acesso acabou sendo realizada com 43 participantes e foi vencida pelo União São João, que ficou com o título por ter a melhor campanha após dois empates contra o Esportivo de Passos na decisão. A princípio, apenas os dois finalistas seriam promovidos à Série B, porém mais uma vez a CBF decidiu por não dar continuidade à Série C, inchando a segunda divisão na temporada seguinte.[8]

 
Inscrição no estádio da Tuna Luso destaca o título da Série C conquistado pelo clube em 1992.

No segundo semestre de 1990, a CBF anunciou a intenção de retomar a terceira divisão naquele mesmo ano. Para isso, definiu a criação de uma seletiva para chegar ao número final de 32 e, posteriormente, 30 participantes.[9] Algumas federações, contudo, indicaram equipes sem basear-se em critérios técnicos.[10] Ao fim do torneio, o Atlético Goianiense conquistou seu primeiro título na Série C após superar o América Mineiro nos pênaltis. Teoricamente, apenas as duas equipes finalistas e os semifinalistas Paraná e América de Natal ascenderiam à segunda divisão, porém novamente a Terceirona foi descontinuada, dessa vez em uma manobra da CBF para evitar o rebaixamento do Coritiba (após o clube ter sido eliminado da Série A em 1989 por punição da própria entidade), ampliando o número de participantes da Série B de 1991 de 24 para 64 clubes.[11][12]

A Série C foi novamente retomada em 1992, com 31 equipes agrupadas em sete chaves. Os vencedores de cada grupo seriam promovidos à Série B, mas a CBF alterou o planejado mais uma vez e o regulamento não foi respeitado.[13] A fim de garantir o acesso do Grêmio para a Série A, a confederação inchou o Brasileirão de 1993 com 12 equipes promovidas da Série B do ano anterior. Assim, em 1993 não houve disputa da segunda divisão, tampouco da terceira.[14] Um Qualificatório para a Segunda Divisão de 1994 chegou a ser disputado, mas não é considerado oficialmente uma edição da Série C.[15]

Consolidação da competiçãoEditar

Somente a partir de 1994, a Série C passou a ser disputada de forma ininterrupta. A única exceção aconteceu em 2000, devido à disputa da Copa João Havelange, na qual os módulos verde e branco foram considerados uma espécie de terceira divisão, mas sem título reconhecido pela CBF.[16]

Apesar da consolidação, o torneio passou por diversas mudanças de regulamento dos meados da década de 1990 até os anos 2000. O número de equipes participantes chegou a variar entre 107, na edição de 1995, até 36, em 1999. Nessa edição de 1999, a competição foi enxugada devido à pressão do Fluminense,[17] o primeiro clube campeão da Série A a disputar a Terceirona: após três rebaixamentos em sequência entre 1996 e 1998 (um deles anulado após uma virada de mesa), o Tricolor teve que disputar a Série C e sagrou-se campeão.[18][19] Devido à já citada criação da Copa João Havelange, em 2000, o clube carioca acabou pulando direto para a primeira divisão no ano seguinte.[20] Posteriormente, outras duas agremiações campeãs da Série A acabariam sendo rebaixadas até chegar à Série C: o Bahia e o Guarani.[21][22]

A estabilização da competição revelou uma hegemonia do futebol paulista na Série C: nas cinco primeiras edições desde 1994, em todas pelo menos um time de São Paulo foi promovido.[23] A sequência de acessos, interrompida em 1999, voltou a se repetir entre 2001 e 2004, somando inclusive mais três títulos para agremiações do estado. Não à toa, São Paulo lidera o ranking de títulos da terceira divisão, somando oito conquistas e 22 acessos.[24]

Mudança de patamarEditar

 
O América Mineiro foi o primeiro time a vencer a Série C no formato atual, em 2009.

Firmada de vez no calendário do futebol brasileiro, a Série C, contudo, ainda não era atraente financeiramente. Em março de 2008, em meio a especulações sobre uma possível mudança drástica no formato do torneio, o diretor-técnico da CBF Virgílio Elísio declarou que "o mercado não demonstra interesse (na Série C), nós percebemos isso nos últimos anos" e ratificou o intuito de tornar a disputa mais palatável.[25] Pouco tempo depois, a entidade confirmou a mudança de regulamento na Terceirona a partir de 2009, com 20 clubes participantes, sendo 16 classificados do 5º ao 20º lugar da competição de 2008 e os quatro rebaixados da Série B, além de anunciar o surgimento da Série D.[26]

Em março de 2009, a CBF confirmou o formato de disputa da Série C, com quatro grupos de cinco times e um mata-mata a partir da fase final para definir o acesso e título. Os quatro últimos de cada chave seriam rebaixados à Série D.[27] Exclusivamente na edição de 2011, a fase final foi disputada em dois quadrangulares que definiram os clubes promovidos e finalistas.[28] Já a partir de 2012, a competição passou a contar com duas chaves de dez times na primeira fase, aumentando assim o número de datas do torneio. Os quatro mais bem colocados de cada grupo se classificam para as quartas de final, de onde saem os promovidos à Série B. Os dois piores times de cada grupo são relegados à quarta divisão.[29] Esse formato perdurou até a edição de 2020, quando o conselho técnico da competição aprovou a mudança na segunda fase, estabelecendo dois quadrangulares para designar os promovidos e finalistas.[30]

Transmissão televisivaEditar

A competição foi transmitida em TV aberta (em rede nacional, já que anteriormente TVs locais transmitiram alguns jogos somente para determinados regiões) pela TV Brasil no ano de 2010 e depois entre 2012 e 2016.[31]

Na TV fechada, foi transmitida pelo SporTV em 1999 (jogos do Fluminense) e entre 2012 e 2014; enquanto a National Sports Channel exibiu a competição entre 2003 e 2006[32][33] e o Esporte Interativo transmitiu de 2015 a 2018.[34] A partir de 2019, a DAZN começou a transmitir exclusivamente a edição do campeonato usando o seu serviço de streaming.[35]

CampeõesEditar

A primeira edição da história da Série C teve como campeão o Olaria,[3] logo dando início à hegemonia da região Sudeste na competição, que perdura até os dias de hoje, encabeçada principalmente pelas conquistas do estado de São Paulo.[24] Ao todo, são oito títulos para equipes paulistas, três para times do estado do Rio de Janeiro e dois para Minas Gerais.[36]

Já o maior vencedor da terceira divisão é o Vila Nova, que levantou o caneco do torneio por três vezes, em 1996 (de forma invicta), em 2015 e 2020.[37] Rival da equipe vilanovense, o Atlético Goianiense é a única outra agremiação com mais de um título da Série C, em 1990 e 2008.[38] Já o Sampaio Corrêa é mais um time a ser destacado por também ter vencido uma edição de forma invicta, em 1997, e por acumular dois vice-campeonatos.[39][40]

Ao todo, 27 clubes de 12 federações diferentes já se sagraram campeões da Série C, enquanto outros oito estados apareceram pelo menos uma vez entre os quatro melhores da Terceirona. Já em relação aos municípios, a soberania é de Goiânia, com cinco troféus, enquanto Rio de Janeiro, Belém e Recife têm dois títulos cada.[36]

Títulos por clubeEditar

 
Taça da Série C conquistada pelo Fluminense em 1999.
Clube[36] Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  Vila Nova 3 (1996, 2015 e 2020) 0 1 (2007) 1 (2013)
  Atlético Goianiense 2 (1990 e 2008) 0 0 2 (1995 e 2001)
  Sampaio Corrêa 1 (1997) 2 (2013 e 2019) 0 1 (2017)
  América Mineiro 1 (2009) 1 (1990) 0 0
  Boa Esporte[nota 4] 1 (2016) 1 (2010) 0 0
  Remo 1 (2005) 1 (2020) 0 0
  ABC 1 (2010) 0 1 (2016) 1 (2007)
  Criciúma 1 (2006) 0 1 (2010) 0
  Bragantino[nota 5] 1 (2007) 0 0 1 (2018)
  Náutico 1 (2019) 0 0 1 (1999)
  Olaria 1 (1981) 0 0 0
  União São João 1 (1988) 0 0 0
  Tuna Luso 1 (1992) 0 0 0
  GE Novorizontino 1 (1994) 0 0 0
  XV de Piracicaba 1 (1995) 0 0 0
  Avaí 1 (1998) 0 0 0
  Fluminense 1 (1999) 0 0 0
  Etti Jundiaí[nota 6] 1 (2001) 0 0 0
  Brasiliense 1 (2002) 0 0 0
  Ituano 1 (2003) 0 0 0
  União Barbarense 1 (2004) 0 0 0
  Joinville 1 (2011) 0 0 0
  Oeste 1 (2012) 0 0 0
  Santa Cruz 1 (2013) 0 0 0
  Macaé 1 (2014) 0 0 0
  CSA 1 (2017) 0 0 0
  Operário-PR 1 (2018) 0 0 0
  Guarani 0 2 (2008 e 2016) 0 0
  Gama 0 1 (2004) 1 (1995) 0
  Icasa 0 1 (2012) 1 (2009) 0
  Mogi Mirim 0 1 (2001) 1 (2014) 0
  Botafogo-SP 0 1 (1996) 1 (2018) 0
  Londrina 0 1 (2015) 1 (2020) 0
  América de Natal 0 1 (2005) 0 2 (1990 e 2011)
  CRB 0 1 (2011) 0 1 (2014)
  Paysandu 0 1 (2014) 0 1 (2012)
  Santo Amaro[nota 7] 0 1 (1981) 0 0
  Esportivo de Passos 0 1 (1988) 0 0
  Fluminense de Feira 0 1 (1992) 0 0
  Ferroviária 0 1 (1994) 0 0
  Volta Redonda 0 1 (1995) 0 0
  Juventus-SP 0 1 (1997) 0 0
  São Caetano 0 1 (1998) 0 0
  São Raimundo-AM 0 1 (1999) 0 0
  Marília 0 1 (2002) 0 0
  Santo André 0 1 (2003) 0 0
  Vitória 0 1 (2006) 0 0
  Bahia 0 1 (2007) 0 0
  ASA 0 1 (2009) 0 0
  Fortaleza 0 1 (2017) 0 0
  Cuiabá 0 1 (2018) 0 0
  Ipatinga 0 0 4 (2002, 2005, 2006 e 2011) 0
  Botafogo-PB 0 0 2 (1988 e 2003) 0
  Nacional-AM 0 0 1 (1992) 1 (2002)
  Campinense 0 0 1 (2008) 1 (2003)
  Tupi 0 0 1 (2015) 1 (1997)
  Juventude 0 0 1 (2019) 1 (2016)
  Dom Bosco 0 0 1 (1981) 0
  Paraná 0 0 1 (1990) 0
  Uberlândia 0 0 1 (1994) 0
  Figueirense 0 0 1 (1996) 0
  Francana 0 0 1 (1997) 0
  Anapolina 0 0 1 (1998) 0
  Serra 0 0 1 (1999) 0
  Guarany de Sobral 0 0 1 (2001) 0
  Americano 0 0 1 (2004) 0
  Chapecoense 0 0 1 (2012) 0
  Luverdense 0 0 1 (2013) 0
  São Bento 0 0 1 (2017) 0
  Guarani-MG 0 0 0 1 (1981)
  Marcílio Dias 0 0 0 1 (1988)
  Matsubara 0 0 0 1 (1992)
  Catuense 0 0 0 1 (1994)
  Porto-PE 0 0 0 1 (1996)
  Itabaiana 0 0 0 1 (1998)
  Limoeiro 0 0 0 1 (2004)
  Novo Hamburgo 0 0 0 1 (2005)
  Grêmio Barueri 0 0 0 1 (2006)
  Duque de Caxias 0 0 0 1 (2008)
  Guaratinguetá 0 0 0 1 (2009)
  Salgueiro 0 0 0 1 (2010)
  Brasil de Pelotas 0 0 0 1 (2015)
  Confiança 0 0 0 1 (2019)
  Brusque 0 0 0 1 (2020)

Títulos por cidadeEditar

Cidade Títulos[36] Equipes
  Goiânia 5 Vila Nova (3) e Atlético Goianiense (2)
  Belém 2 Remo (1) e Tuna Luso (1)
  Recife 2 Náutico (1) e Santa Cruz (1)
  Rio de Janeiro 2 Fluminense (1) e Olaria (1)
  Araras 1 União São João (1)
  Belo Horizonte 1 América Mineiro (1)
  Bragança Paulista 1 Bragantino (1)
  Criciúma 1 Criciúma (1)
  Florianópolis 1 Avaí (1)
  Itápolis[nota 8] 1 Oeste (1)
  Itu 1 Ituano (1)
  Joinville 1 Joinville (1)
  Jundiaí 1 Etti Jundiaí (1)
  Macaé 1 Macaé (1)
  Maceió 1 CSA (1)
  Natal 1 ABC (1)
  Novo Horizonte 1 GE Novorizontino (1)
  Piracicaba 1 XV de Piracicaba (1)
  Ponta Grossa 1 Operário-PR (1)
  Santa Bárbara d'Oeste 1 União Barbarense (1)
  São Luís 1 Sampaio Corrêa (1)
  Taguatinga 1 Brasiliense (1)
  Varginha 1 Boa Esporte (1)

Títulos por federaçãoEditar

Unidade federativa[36] Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  São Paulo 8 9 4 3
  Goiás 5 0 2 3
  Rio de Janeiro 3 1 1 1
  Santa Catarina 3 0 3 2
  Minas Gerais 2 3 6 2
  Pará 2 2 0 1
  Pernambuco 2 1 0 3
  Alagoas 1 2 0 1
  Maranhão 1 2 0 1
  Paraná 1 1 2 1
  Rio Grande do Norte 1 1 1 3
  Distrito Federal 1 1 1 0
  Bahia 0 3 0 1
  Ceará 0 2 2 1
  Mato Grosso 0 1 2 0
  Amazonas 0 1 1 1
  Paraíba 0 0 3 1
  Rio Grande do Sul 0 0 1 3
  Espírito Santo 0 0 1 0
  Sergipe 0 0 0 2

Títulos por regiãoEditar

Região[36] Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
Sudeste 13 13 12 6
Centro-Oeste 6 2 5 3
Nordeste 5 11 6 13
Sul 4 1 6 6
Norte 2 3 1 2

ParticipaçõesEditar

Por muitos anos como a última divisão do futebol brasileiro, a Série C já contou com a participação de 366 equipes ao longo de sua trajetória, considerando também os módulos verde e branco da Copa João Havelange.[42] O Confiança é o recordista de participações no torneio, tendo disputado a Terceirona em vinte edições.[43] Levando em conta apenas as edições no formato atual, disputado com 20 clubes a partir de 2009, quatro equipes dividem o posto com mais aparições: Botafogo-PB, Fortaleza, Paysandu e Salgueiro contabilizam oito participações cada.[42]

Apenas três equipes que já foram campeãs da Série A amargam participações na Série C. Atualmente tetracampeão brasileiro, o Fluminense chegou à terceira divisão após ser rebaixado na Série B de 1998, conquistando o troféu em 1999.[44][19] Bicampeão da Série A, o Bahia foi rebaixado para a terceira divisão em 2005, permanecendo dois anos no torneio até conquistar o acesso em 2007.[21][45] Já o Guarani, campeão brasileiro em 1981, disputou a Série C em seis ocasiões: em 2007 e 2008 e, posteriormente, entre 2013 e 2016.[22][46][47][48] Em relação às equipes campeãs da Série B, ao todo 23 contabilizam passagens pela terceira divisão.[42]

Participações totaisEditar

A seguir, os clubes que mais participaram da Série C do Campeonato Brasileiro (de 1981 a 2021):[42]

Em negrito os participantes da edição de 2021.

Clubes Participações Temporadas Títulos P   R  
  Confiança 20 1988, 19941998, 20002004, 20062009 e 20152019 0 1 1
  Botafogo-PB 18 1988, 19941995, 19982003, 2006, 20142021 0
  Caxias 16 1990, 19951999 e 20062015 0 1
  Tupi 16 1988, 1994, 19961998, 20012004, 20072008, 2012, 20142015 e 20172018 0 1 1
  Ferroviário 15 1988, 1992, 19951998, 20012006 e 20192021 0
  Treze 15 1992, 1998, 20002006, 2008, 20122014 e 20192020 0 2
  Brasil de Pelotas 14 19951999, 20012003, 2006, 20082011 e 2015 0 1 1
  Fortaleza 14 1990, 19951999 e 20102017 0 1
  Volta Redonda 14 1988, 1995, 19992003, 2005, 2007 e 20172021 0 1
  ASA 13 1992, 1997, 20002001, 2003, 2005, 20072009 e 20142017 0 1 1
  Atlético Goianiense 13 1990, 19921995, 19992004 e 20062008 2 2
  CSA 13 1990, 19941999, 20012003, 2006, 2008 e 2017 1 1
  Madureira 13 1981, 1998, 20002001, 20052008 e 20112015 0 1
  Rio Branco-SP 12 19941998 e 20002006 0
  Sampaio Corrêa 12 1992, 19951997, 20032004, 20072009, 2013, 2017 e 2019 1 4 1

Participações na Série C no modelo atualEditar

A seguir, os clubes que mais participaram da Série C do Campeonato Brasileiro no formato atual (de 2009 a 2021):[42]

Em negrito os participantes da edição de 2021.

Clubes UF Participações Temporadas
Botafogo-PB   PB 8 20142021
Fortaleza   CE 8 20102017
Paysandu   PA 8 20092012, 2014 e 20192021
Salgueiro   PE 8 20092010, 2012 e 20142018
Águia de Marabá   PA 7 20092015
Caxias   RS 7 20092015
Cuiabá   MT 7 20122018
Luverdense   MT 7 20092013 e 20182019
Macaé   RJ 7 20102014 e 20162017
Tombense   MG 7 20152021

Campeões da Série A que participaram da Série CEditar

Em negrito os participantes da edição de 2021. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série C.[42]

Clube Participações na Série C
  Guarani 6 (2007, 2008, 2013, 2014, 2015 e 2016)
  Bahia 2 (2006 e 2007)
  Fluminense 1 (1999)

Campeões da Série B que participaram da Série CEditar

Em negrito os participantes da edição de 2021. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série C.[42]

Clube Participações na Série C
  Fortaleza 14 (1990, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017)
  Atlético Goianiense 13 (1990, 1992, 1994, 1995, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008)
  Sampaio Corrêa 12 (1992, 1995, 1996, 1997, 2003, 2004, 2007, 2008, 2009, 2013, 2017 e 2019)
  Paysandu 11 (1990, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2014, 2019, 2020 e 2021)
  Villa Nova 11 (1994, 1995, 1997, 1998, 1999, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2007)
  Chapecoense 9 (1992, 1995, 1996, 1997, 1998, 2007, 2010, 2011 e 2012)
  Joinville 8 (1994, 1995, 2005, 2006, 2007, 2011, 2017 e 2018)
  Uberlândia 8 (1994, 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002 e 2003)
  Juventus-SP 7 (1994, 1996, 1997, 1999, 2000, 2006 e 2007)
  Tuna Luso 7 (1992, 2000, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2007)
  Guarani 6 (2007, 2008, 2013, 2014, 2015 e 2016)
  América Mineiro 5 (1990, 2005, 2006, 2008 e 2009)
  Brasiliense 5 (2001, 2002, 2011, 2012 e 2013)
  Campo Grande 5 (1990, 1994, 1995, 1997 e 1998)
  Criciúma 5 (2006, 2009, 2010, 2020 e 2021)
  Gama 5 (1990, 1995, 2004, 2009 e 2010)
  Inter de Limeira 5 (1995, 1997, 2000, 2002 e 2003)
  Juventude 5 (2010, 2014, 2015, 2016 e 2019)
  Bragantino 4 (2003, 2007, 2017 e 2018)
  Londrina 3 (2005, 2015 e 2020)
  União São João 3 (1988, 2004 e 2005)
  Paraná 2 (1990 e 2021)
  Portuguesa 2 (2015 e 2016)

Técnicos campeõesEditar

 
Márcio Fernandes venceu a Série C duas vezes como treinador, ambas com o Vila Nova.

Desde que começou a ser disputada, a Série C foi conquistada por diversos técnicos, mas apenas dois deles conseguiram repetir o feito. O primeiro foi o alagoano Roberval Davino, que venceu a Terceirona de forma invicta com o Vila Nova em 1996, e depois sagrou-se campeão com o Remo, em 2005. Já Márcio Fernandes é bicampeão com o Vila Nova, como comandante responsável pelas taças de 2015 e 2020.[49][50]

Com diversas passagens pela Seleção Brasileira, vencedor da Copa do Mundo de 1994, Carlos Alberto Parreira é o único da lista a ter conquistado também a Série A: campeão em 1999 com o Fluminense, antes o treinador conquistara a primeira divisão com o Tricolor, em 1984.[51] Outro técnico da relação de campeões da Série C que comandou uma Seleção Brasileira foi Oswaldo Alvarez, o Vadão, que treinou a equipe feminina do Brasil em duas passagens, entre 2014 e 2019.[52]

Zé Duarte e Givanildo Oliveira somam títulos na Série C e também na Série B: antes de ser campeão nacional com o União São João, Duarte conquistara a Segundona com o Guarani em 1981;[53] já Givanildo venceu as Séries B de 1997 e de 2001 (por América Mineiro e Paysandu) antes de vencer a Série C com a equipe mineira em 2009.[54][55]

Outros treinadores vencedores de mais de uma divisão do futebol brasileiro são Marcelo Veiga, Flávio Araújo e Gerson Gusmão, que além da Série C possuem também títulos na Série D.[56][57][58]

ArtilheirosEditar

 
Túlio balançou as redes 27 vezes na Série C de 2007, pelo Vila Nova, e é até hoje o maior artilheiro de uma única edição da competição.

Ao todo, 38 jogadores já se consagraram como artilheiros de uma edição da Série C. O maior goleador em uma única temporada é Túlio Maravilha, que marcou 27 gols em 29 partidas pelo Vila Nova na terceira divisão de 2007.[86] O atacante já havia sido o artilheiro da Terceirona em 2002, quando anotou 11 gols e dividiu o posto com Wellington Dias, seu companheiro na campanha do título do Brasiliense.[87] Além de Túlio, somente mais um jogador foi artilheiro da Série C em mais de uma temporada: por duas vezes, Marciano ficou no topo da lista de goleadores, ambas por equipes cearenses, com o Limoeiro, em 2004, e com o Icasa, em 2009.[88][89]

A CBF não reconhece oficialmente a artilharia em duas edições da Série C, em 1988 e 1994.[90] No entanto, o site Bola na Área lista Kel, do União São João, como maior goleador de 1988 (com 9 gols) e Rogerinho, do Caldas, como artilheiro de 1994 (com 5 gols).[8][13] Já Murilo, da Tuna Luso, por vezes é mencionado como artilheiro da terceira divisão em 2000, porém não entra na listagem, uma vez que a CBF não considera os módulos verde e branco da Copa João Havelange como uma edição do torneio.[91][92]

Assim, as equipes que mais vezes tiveram o artilheiro da terceira divisão são Brasiliense e Atlético Goianiense: além de Túlio e Wellington Dias, o clube do Distrito Federal também teve Edmilson como goleador em 2001; o time goiano, por sua vez, acumula os artilheiros Júlio César (em 1990), Rodrigo Ayres (em 2001) e Marcão (em 2008).[90]

A lista abaixo contempla os artilheiros de cada edição da Série C:[90]

 
Marcelinho Paraíba foi o maior goleador da Terceirona em 1996, pelo Rio Branco-SP.
 
Com 25 gols, Kléber Pereira ficou com a artilharia do torneio na edição de 1998, defendendo o Moto Club.
 
Marcão foi o terceiro artilheiro do Atlético Goianiense em edições de Série C, convertendo 25 gols em 2008.
Ano Artilheiro(s) Clube(s) Gols
1981 Müller   São Borja 5
Fabinho   Santo Amaro
1988 Não reconhecido
1990 Júlio César   Atlético Goianiense 10
1992 Jorge Veras   Ferroviário 9
1994 Não reconhecido
1995 Serginho   XV de Piracicaba 6
1996 Marcelinho Paraíba   Rio Branco-SP 16
1997 Marcelo Baron   Sampaio Corrêa 9
1998 Kléber Pereira   Moto Club 25
1999 Aldrovani   Figueirense 13
2001 Edmilson   Brasiliense 14
Jean Carlos   Etti Jundiaí
Rodrigo Ayres   Atlético Goianiense
2002 Wellington Dias   Brasiliense 11
Túlio Maravilha   Brasiliense
2003 Nilson Sergipano   Botafogo-PB 11
2004 Carlos Frontini   União Barbarense 10
Marciano   Limoeiro
Victor   Gama
2005 Paulinho Marília   América de Natal 10
2006 Sorato   Bahia 16
2007 Túlio Maravilha   Vila Nova 27
2008 Marcão   Atlético Goianiense 25
2009 Marciano   Icasa 8
Nena   ASA
2010 Bruno Rangel   Paysandu 8
2011 Ronaldo Capixaba   Joinville 11
2012 Dênis Marques   Santa Cruz 11
2013 Assisinho   Fortaleza 12
2014 Ytalo   Guaratinguetá 12
2015 Guilherme Queiróz   Portuguesa 12
2016 Jones Carioca   ABC 12
2017 Rafael Grampola   Joinville 13
2018 Caio Dantas   Botafogo-SP 11
2019 Eduardo   Treze 8
Luiz Eduardo   São José-RS
Negueba   Globo
Salatiel   Sampaio Corrêa
2020 Thiago Alagoano   Brusque 12

EstatísticasEditar

PúblicosEditar

 
A torcida do Fortaleza é responsável pelos três maiores públicos da história da Série C, na Arena Castelão.

Historicamente, os grandes públicos em partidas da Série C são alavancados graças às torcidas da região Nordeste. Na lista com os vinte maiores públicos presentes da competição, apenas em três ocasiões o mandante não foi um time nordestino, mas sim clubes do Norte.[93][94]

O Fortaleza detém os três maiores públicos da competição, todos acima de 63 mil pessoas, em confrontos válidos pelas quartas de final a partir de 2014 até 2016, quando o clube deixou o acesso escapar por três anos consecutivos, contra Macaé, Brasil de Pelotas e Juventude. Curiosamente, na edição de 2017, quando finalmente conseguiu avançar nesta etapa do torneio e garantir a promoção, a torcida compareceu em menor número, levando pouco mais de 40 mil pessoas à Arena Castelão.[95]

Quem domina a tabela é o Bahia, contabilizando oito dos vinte maiores públicos da terceira divisão: um em 2006 e os demais na campanha do acesso em 2007. O maior deles, contudo, ficou marcado por uma enorme tragédia: na partida que sacramentaria a promoção do Tricolor de Aço, contra o Vila Nova, 60.007 pessoas compareceram à antiga Fonte Nova. Com o estádio superlotado e infra-estrutura precária, parte da arquibancada superior desabou, causando a morte de sete pessoas e deixando quase uma centena de feridos.[96][97]

Maiores públicos

Estes são os vinte maiores públicos presentes da história da Série C:

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 63 903 Fortaleza   0–0   Brasil de Pelotas Arena Castelão 17 de outubro 2015 [98]
Fortaleza   1–1   Juventude Arena Castelão 9 de outubro 2016 [99]
3 63 254 Fortaleza   1–1   Macaé Arena Castelão 25 de outubro 2014 [100]
4 60 007 Bahia   0–0   Vila Nova Fonte Nova 25 de novembro 2007 [101]
5 60 000 Santa Cruz   2–1   Betim Arruda 3 de novembro 2013 [102]
6 59 917 Bahia   3–0   ABC Fonte Nova 22 de novembro 2007 [94]
7 59 599 Bahia   1–1   Atlético Goianiense Fonte Nova 11 de novembro 2007 [94]
8 59 596 Bahia   2–2   Bragantino Fonte Nova 31 de outubro 2007 [94]
9 58 695 Bahia   1–0   CRAC Fonte Nova 14 de outubro 2007 [94]
10 57 143 Fortaleza   2–2   Sampaio Corrêa Arena Castelão 13 de outubro 2013 [103]
11 55 185 São Raimundo-AM   0–1   Fluminense Vivaldão 12 de dezembro 1999 [94]
12 ≅55 000 Sampaio Corrêa   3–1   Francana Castelão 30 de novembro 1997 [94]
13 49 528 Bahia   2–2   Barras Fonte Nova 24 de outubro 2007 [94]
14 49 476 Santa Cruz   1–0   Operário-PR Arruda 19 de agosto 2018 [104]
15 46 254 Bahia   1–0   Ananindeua Fonte Nova 17 de setembro 2006 [94]
16 44 778 Fortaleza   1–2   CSA Arena Castelão 14 de outubro 2017 [105]
17 43 726 Bahia   3–0   Nacional de Patos Fonte Nova 7 de novembro 2007 [94]
18 43 502 Sampaio Corrêa   5–3   Macaé Castelão 19 de outubro 2013 [106]
19 42 086 Remo   4–1   Tocantinópolis Mangueirão 18 de setembro 2005 [94]
20 41 891 Remo   0–1   Nacional-AM Mangueirão 16 de outubro 2005 [94]

Maiores goleadasEditar

Estas são as catorze maiores goleadas da história da Série C:[107]

Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 América Mineiro   9–0   Jataiense Independência 20 de agosto 2006 [108]
2 Santa Inês   8–0   Tocantins-MA Binezão 8 de setembro 2002 [109]
3 Tupi   8–1   Avaí Mario Helênio 12 de outubro 1997 [110]
Joinville   8–1   Mogi Mirim Arena Joinville 9 de setembro 2017 [111]
Brusque   1–8   Volta Redonda Augusto Bauer 28 de novembro 2020 [112]
6 Paulista   7–0   Bayer Jayme Cintra 1 de outubro 1995 [113]
CSA   7–0   Galícia Rei Pelé 26 de setembro 1996 [114]
Confiança   7–0   Treze Batistão 9 de agosto 1998 [115]
Anapolina   7–0   Alvorada Jonas Duarte 16 de agosto 1998 [116]
Ferroviário   7–0   Cori-Sabbá Presidente Vargas 28 de setembro 1998 [117]
Juazeiro   7–0   Cachoeiro-ES Adauto Moraes 21 de outubro 2001 [118]
Ferroviário   7–0   Tocantins-MA Presidente Vargas 9 de outubro 2002 [119]
Botafogo-PB   7–0   Imperatriz Almeidão 7 de novembro 2020 [120]
Ferroviário   7–0   Imperatriz Arena Castelão 28 de novembro 2020 [121]

Promoção e rebaixamentoEditar

 
Duelo entre Portuguesa e Vila Nova no Estádio do Canindé, pela Série C de 2015: jogo garantiu mais um acesso do time goiano para a Série B.

O dispositivo de acesso e descenso demorou a ser consolidado na terceira divisão do futebol brasileiro. Além dos diversos regulamentos em cada temporada, questões extracampo por muito tempo também influenciaram na lógica de promoção e rebaixamento entre as Séries B e C, desde desistências de equipes por problemas financeiros, pedidos de licenciamento, punições até viradas de mesa e a falta de continuidade da última divisão.[122]

Somente a partir de 2006, quando a Segundona passou a ser disputada em pontos corridos, estabeleceu-se o modelo existente até os dias de hoje: a cada temporada, quatro equipes são rebaixadas da Série B para a Série C, enquanto outros quatro clubes sobem da terceira para a segunda divisão.[122]

Maior campeão da Terceirona, o Vila Nova é o time com mais acessos para a Série B: além dos anos em que ficou com o troféu, o Tigre também subiu de divisão em 2007 e 2013.[123] Por outro lado, o clube goiano também acumula o maior número de rebaixamentos para a Série C, ao lado do ABC, somando quatro descensos.[124][125]

Em relação às unidades federativas e regiões do Brasil, o estado de São Paulo contabiliza, disparado, o maior número de acessos e de rebaixamentos na história da competição, o que faz com que o Sudeste também lidere o ranking por região.[122]

Ano[122] Rebaixados da Série B Promovidos para a Série B
1981   Olaria[nota 9]
1988
[nota 10]
  Pelotas
  Rio Branco-ES
  Treze
  Uberlândia
1990
[nota 11]
  Americano
  Anapolina
  Coritiba
  Treze
1992
[nota 12]
  CEOV
  Taguatinga
1994   Fortaleza
  Tiradentes-DF
  Ferroviária
  GE Novorizontino
1995
[nota 13]
  Democrata-GV
  Ponte Preta
  XV de Piracicaba
  Volta Redonda
  ABC
  Atlético Goianiense
  Gama
  Joinville
1996
[nota 14]
  Central
  Goiatuba
  Sergipe
  Botafogo-SP
  Vila Nova
1997   Central
  Goiatuba
  Mogi Mirim
  Moto Club
  Sergipe
  Juventus-SP
  Sampaio Corrêa
1998   Americano
  Atlético Goianiense
  Fluminense
  Juventus-SP
  Náutico
  Volta Redonda
  Avaí
  São Caetano
1999
[nota 15]
  América de Natal
  Criciúma
  Desportiva Ferroviária
  Paysandu
  Tuna Luso
  União São João
  Fluminense
  São Raimundo-AM
2001   ABC
  Desportiva Ferroviária
  Nacional-AM
  Sergipe
  Serra
  Tuna Luso
  Etti Jundiaí
  Mogi Mirim
  Guarany de Sobral[nota 16]
2002   Americano
  Botafogo-SP
  Bragantino
  Guarany de Sobral
  Sampaio Corrêa
  XV de Piracicaba
  Brasiliense
  Marília
2003   Gama
  União São João
  Ituano
  Santo André
2004   América Mineiro
  América de Natal
  Joinville
  Londrina
  Mogi Mirim
  Remo
  Gama
  União Barbarense
2005   Anapolina
  Bahia
  Caxias
  Criciúma
  União Barbarense
  Vitória
  América de Natal
  Remo
2006   Guarani
  Paysandu
  São Raimundo-AM
  Vila Nova
  Criciúma
  Grêmio Barueri
  Ipatinga
  Vitória
2007   Ituano
  Paulista
  Remo
  Santa Cruz
  ABC
  Bahia
  Bragantino
  Vila Nova
2008   CRB
  Criciúma
  Gama
  Marília
  Atlético Goianiense
  Campinense
  Duque de Caxias
  Guarani
2009   ABC
  Campinense
  Fortaleza
  Juventude
  América Mineiro
  ASA
  Guaratinguetá
  Icasa
2010   América de Natal
  Brasiliense
  Ipatinga
  Santo André
  ABC
  Criciúma
  Ituiutaba
  Salgueiro
2011   Duque de Caxias
  Icasa
  Salgueiro
  Vila Nova
  América de Natal
  CRB
  Ipatinga
  Joinville
2012   CRB
  Grêmio Barueri
  Guarani
  Ipatinga
  Chapecoense
  Icasa
  Oeste
  Paysandu
2013   ASA
  Guaratinguetá
  Paysandu
  São Caetano
  Luverdense
  Sampaio Corrêa
  Santa Cruz
  Vila Nova
2014   América de Natal
  Icasa
  Portuguesa
  Vila Nova
  CRB
  Macaé
  Mogi Mirim
  Paysandu
2015   ABC
  Boa Esporte
  Macaé
  Mogi Mirim
  Brasil de Pelotas
  Londrina
  Tupi
  Vila Nova
2016   Bragantino
  Joinville
  Sampaio Corrêa
  Tupi
  ABC
  Boa Esporte
  Guarani
  Juventude
2017   ABC
  Luverdense
  Náutico
  Santa Cruz
  CSA
  Fortaleza
  Sampaio Corrêa
  São Bento
2018   Boa Esporte
  Juventude
  Paysandu
  Sampaio Corrêa
  Botafogo-SP
  Bragantino
  Cuiabá
  Operário-PR
2019   Londrina
  São Bento
  Criciúma
  Vila Nova
  Confiança
  Juventude
  Náutico
  Sampaio Corrêa
2020   Botafogo-SP
  Figueirense
  Oeste
  Paraná
  Brusque
  Londrina
  Remo
  Vila Nova
Os rebaixados e promovidos por ano estão dispostos em ordem alfabética e não pela ordem de classificação, a não ser em casos extracampo. Nomes riscados denotam que o rebaixamento ou o acesso foi cancelado.

Por federaçãoEditar

São considerados apenas os acessos e rebaixamentos que efetivamente aconteceram entre as Séries B e C.

Unidade federativa[122] P   R  
  São Paulo 22 23
  Santa Catarina 7 6
  Goiás 7 7
  Minas Gerais 6 7
  Rio Grande do Norte 6 7
  Alagoas 4 3
  Maranhão 4 4
  Ceará 4 5
  Pará 4 7
  Paraná 3 3
  Rio Grande do Sul 3 3
  Distrito Federal 3 4
  Pernambuco 3 6
  Rio de Janeiro 3 6
  Mato Grosso 2 1
  Bahia 2 2
  Paraíba 1 1
  Amazonas 1 2
  Sergipe 1 2
  Espírito Santo 0 2

Notas e referências

Notas

  1. a b c d e f g h Não houve partida final. Foi disputado um quadrangular final para decidir o campeão e as duas equipes que seriam promovidas para a Série B no ano seguinte.
  2. Em 2000, foram disputados os módulos Verde e Branco da Copa João Havelange, de igual equivalência. Na fase final, o Malutrom sagrou-se campeão. Porém, apesar destas competições serem consideradas a edição da Série C de 2000 por algumas fontes, a CBF nunca a reconheceu como tal. A entidade alega que esses torneios se trataram apenas de módulos da competição que representou o Campeonato Brasileiro daquele ano, uma vez que qualquer equipe dos quatro módulos poderia conquistar a Copa João Havelange.[41][36]
  3. a b c Não houve partida final. Foi disputado um octogonal final para decidir o campeão e as quatro equipes que seriam promovidas para a Série B no ano seguinte.
  4. O Boa Esporte chamava-se Ituiutaba até 2010.
  5. O Red Bull Bragantino chamava-se apenas Bragantino até 2019.
  6. O Paulista chamava-se Etti Jundiaí de 1998 a 2001.
  7. O Manchete chamava-se Santo Amaro até 2004.
  8. O Oeste foi fundado em Itápolis, mas em 2017 se transferiu para Barueri. O título foi atribuído à cidade onde o clube estava sediado na época da conquista.
  9. Por ter sido campeão da Série C de 1981, o Olaria seria promovido para a Série B, mas perdeu a vaga por ter sido rebaixado no Campeonato Carioca.[3]
  10. Segundo o regulamento da Série B de 1988, Pelotas, Rio Branco-ES, Treze e Uberlândia seriam rebaixados à Série C por terem ficado na última colocação de seus grupos na primeira fase. No entanto, não houve edição da terceira divisão em 1989 e as equipes permaneceram na segunda divisão. Em relação ao acesso, apenas União São João e Esportivo de Passos seriam promovidos para a Série B, mas como diversos outros times acabaram disputando o torneio, não se consideram tais acessos.[8][126]
  11. Segundo o regulamento da Série B de 1990, Americano, Anapolina, Coritiba e Treze seriam rebaixados à Série C por terem ficado na última colocação de seus grupos na primeira fase. No entanto, não houve edição da terceira divisão em 1991 e as equipes permaneceram na segunda divisão. Em relação ao acesso, apenas Atlético Goianiense, América Mineiro, América de Natal e Paraná seriam promovidos para a Série B, mas como diversos outros times acabaram disputando o torneio, não se consideram tais acessos.[11][12]
  12. Segundo o regulamento da Série B de 1992, CEOV e Taguatinga seriam rebaixados à Série C por terem ficado na últimas colocações da classificação geral. Em relação ao acesso, os vencedores de cada grupo da primeira fase da terceira divisão subiriam para a Série B. No entanto, não houve edição da segunda nem da terceira divisão em 1993 e as equipes acabaram disputando o Torneio Qualificatório para a Segunda Divisão de 1994 (exceto Fluminense de Feira e Rio Pardo).[14][15]
  13. Quatro times desistiram de disputar a Série B de 1996 alegando problemas financeiros: América-SP, Bangu, Ferroviária e GE Novorizontino. No mesmo ano, o Barra do Garças foi excluído após ter acumulado dívidas junto à Federação Mato-Grossense de Futebol. Com isso, ABC, Atlético Goianiense, Gama e Joinville foram promovidos à segunda divisão e o rebaixamento da Ponte Preta à Série C foi cancelado. Já o Democrata-GV, mesmo rebaixado para a terceira divisão, acabou não disputando nenhum torneio nacional em 1996.[127]
  14. Em uma manobra da CBF para evitar a exclusão do Atlético Paranaense e os rebaixamentos de Fluminense e Bragantino para a Série B, todos os rebaixamentos do Campeonato Brasileiro de 1996 foram cancelados, evitando assim as quedas de Central, Goiatuba e Sergipe para a Série C.[128]
  15. O rebaixamento para a Série C de 2000 foi cancelado por conta da realização da Copa João Havelange. A única equipe que não disputou o Módulo Amarelo (equivalente à Série B) foi a Tuna Luso, sendo então a única equipe rebaixada na prática. Dentre as equipes promovidas, o Fluminense subiu diretamente para o Módulo Azul (equivalente à Série A) e o São Raimundo-AM disputou o Módulo Amarelo.[129][130][20]
  16. O Guarany de Sobral conquistou o acesso para a Série B de 2002 após desistência do Malutrom, que pediu licenciamento junto à CBF.[131]

Referências

  1. «CBF altera o critério para a formação do Ranking Nacional de Clubes». ge. 6 de novembro de 2012. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  2. «Regulamento Específico da Competição – Campeonato Brasileiro Série C 2021» (PDF). CBF. 30 de março de 2021. Consultado em 29 de maio de 2021 
  3. a b c d e «Há 40 anos, o Olaria levantava a Taça de Bronze, a primeira "terceirona" nacional». Trivela. 3 de maio de 2021. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  4. «Taça de Bronze de 1981: "Um título que deu prejuízo ao Campeão Olaria A.C. (RJ)"». História do Futebol. 6 de dezembro de 2016. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  5. «Em 1987, Operário-MS era campeão brasileiro do Módulo Branco da confusa Copa União». Site Oficial do Operário-MS. 12 de dezembro de 2019. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  6. «Campeões - Campeonato Brasileiro Série B». CBF. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  7. «Mais 3 desistências na terceira divisão». Jornal do Brasil. 23 de outubro de 1988. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  8. a b c «Campeonato Brasileiro - Série C 1988». Bola na Área. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  9. «Série C: CBF já definiu o regulamento do torneio». Diário do Pará. 3 de agosto de 1990. Consultado em 22 de setembro de 2021 
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