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Estação Ferroviária de Vila Franca das Naves

estação ferroviária em Portugal
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação na Linha da Beira Alta. Para o antigo apeadeiro na Linha do Tua, veja Apeadeiro de Vila Franca. Para a estação na Linha do Norte, veja Estação Ferroviária de Vila Franca de Xira.
Vila Franca das Naves IPcomboio2.jpg
IPestacao.jpg
Linha(s) Linha da Beira Alta (PK 181,834)
Coordenadas 40° 43′ 29,19″ N, 7° 15′ 29,47″ O
Concelho Trancoso
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR green.svgICBSicon LSTR pink.svgSE
Horários em tempo real
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis
Sala de espera
Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos Lavabos adaptados Parque de estacionamento


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon HST grey.svgBaraçal (Sentido Pampilhosa)
BSicon BHF grey.svgVila Franca das Naves
BSicon BHF grey.svgGuarda (Sentido Vilar Formoso)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Vila Franca das Naves, originalmente conhecida como Villa Franca das Naves, é uma gare da Linha da Beira Alta, que serve a Freguesia de Vila Franca das Naves, no Distrito da Guarda, em Portugal.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Encontra-se junto à localidade de Vila Franca das Naves, tendo acesso pelo Largo da Estação.[1][2]

Descrição físicaEditar

Em Janeiro de 2011, possuía duas vias de circulação, com 499 e 358 m de comprimento, e duas plataformas, com 283 e 346 m de extensão, e 30 e 40 cm de altura.[3]

 
Anúncio de 1903 com a Tarifa Especial n.º 9, para o transporte de vinho na Linha da Beira Alta. Esta estação está listada com o nome original, Villa Franca das Naves.

HistóriaEditar

InauguraçãoEditar

A Linha da Beira Alta entrou ao serviço, de forma provisória, em 1 de Julho de 1882, tendo sido definitivamente inaugurada no dia 3 de Agosto do mesmo ano, pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta.[4]

Século XXEditar

Em 1913, a estação de Vila Franca das Naves era servida por carreiras de diligências até Trancoso, Moimenta da Beira, Ervas Tenras, Souro Pires, Pinhel, Colmeal (ponte) e Figueira de Castelo Rodrigo.[5]

Em finais de 1920, a cidade de Pinhel deixou de ser servida pela estação de Vila Franca das Naves, passando a utilizar a Estação de Pinhel.[6]

Em 1932, a Companhia da Beira Alta modificou as retretes, tendo a fossa sido substituída.[7] No dia 15 de Maio de 1934, a Companhia abriu um despacho central de camionagem na localidade de Ponte do Abade, para fazer serviços de passageiros, bagagens e mercadorias com a estação.[8] Em 1936, a Companhia realizou grandes obras de reparação nas retretes e no edifício da estação.[9]

Em 1939, a Companhia reconstruiu uma vedação que tinha sido atingida por um incêndio, instalou uma nova cancela no acesso para as camionetas que faziam os serviços combinados, e revestiu em alvenaria as duas novas minas da toma de água.[10] Em 10 de Março de 1940, o despacho central de camionagem de Pinhel passou a fazer serviços para a estação com o mesmo nome, deixando de estar ligado à estação de Vila Franca das Naves.[11]

 
Plano da Rede Complementar ao Norte do Mondego, decretado em 15 de Fevereiro de 1900. Entre os projectos assinalados, estão os de Vila Franca das Naves ao Pocinho e à Régua.

Ligação à Linha do DouroEditar

Já quando se começou a planear uma ligação ferroviária da cidade do Porto a Salamanca, em Espanha, na segunda metade do Século XIX, a Associação dos Engenheiros Civis propôs que, em vez de continuar a Linha do Douro até Espanha, devia ser construída um caminho de ferro em via larga da Linha do Douro até Vila Franca das Naves, aproveitando a ligação internacional já construída em Vilar Formoso; esta linha iria beneficiar uma extensa região do país, e poderia ser uma alternativa à Ponte Maria Pia, que era o único elo entre as redes ferroviárias a Norte e Sul do Rio Douro.[12]

Quando se encetaram as diligências para a reformulação da rede ferroviária a Norte do Rio Mondego, em finais do Século XIX, a comissão técnica propôs dois caminhos de ferro de via estreita, que ligariam Vila Franca das Naves à Linha do Douro; a primeira terminaria no Pocinho, onde teria ligação à futura linha do Pocinho a Miranda do Douro, enquanto que a segunda iria até à Régua, passando por Lamego, sendo uma continuação da linha da Régua a Chaves.[13][14] Estas duas linhas foram incluídas no Plano da Rede Complementar ao Norte do Mondego, publicado por um decreto de 15 de Fevereiro de 1900.[13] No entanto, não chegaram a ser construídas, tendo o troço até ao Pocinho sido novamente proposto em 1927, quando se começaram as diligências para a revisão da rede ferroviária[13]; porém, não foi incluído no Plano Geral da Rede Ferroviária, publicado pelo Decreto n.º 18:190, de 28 de Março de 1930, tendo sido substituído pela Linha do Côa, do Pocinho a Idanha-a-Nova, passando por Pinhel.[15] Este plano também reintroduziu o projecto de via estreita da Régua a Vila Franca das Naves, passando por Lamego e por Pinhel.[15]

Século XXIEditar

Em Novembro de 2005, deu-se o descarrilamento de uma composição de mercadorias, à saída desta estação, que provocou uma suspensão temporária da circulação na Linha da Beira Alta.[16]

No dia 6 de Janeiro de 2017 por volta das 16H30, também descarrilou uma composição de mercadorias que transportava bobinas de ferro logo a seguir a estação no sentido de Celorico da Beira, provocando também a suspensão temporária da linha nos dois sentidos.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Vila Franca das Naves - Linha da Beira Alta». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 14 de Setembro de 2015 
  2. «Vila Franca das Naves». Comboios de Portugal. Consultado em 4 de Janeiro de 2016 
  3. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Rede Ferroviária Nacional. Directório da Rede 2012: 71-85. 6 de Janeiro de 2011 
  4. TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686). p. 133-140. Consultado em 5 de Fevereiro de 2014 
  5. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 11 de Março de 2018 
  6. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1233). 1 de Maio de 1939. p. 237-238. Consultado em 4 de Janeiro de 2016 
  7. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1081). 1 de Janeiro de 1932. p. 10-14. Consultado em 11 de Novembro de 2012 
  8. «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1115). 1 de Junho de 1934. p. 297. Consultado em 11 de Novembro de 2012 
  9. «O que se fez em Caminhos de Ferro durante o ano de 1936» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1179). 1 de Fevereiro de 1937. p. 86-87. Consultado em 4 de Janeiro de 2016 
  10. «O que se fez em caminhos de ferro no ano de 1939» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1249). 1 de Janeiro de 1940. p. 35-40. Consultado em 4 de Janeiro de 2016 
  11. «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1255). 1 de Abril de 1940. p. 209. Consultado em 21 de Janeiro de 2016 
  12. SOUSA, José Fernando de (16 de Setembro de 1927). «As nossas linhas ferroviárias internacionais e as linhas de Salamanca à fronteira portuguesa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 40 (954). p. 266-270. Consultado em 21 de Janeiro de 2016 
  13. a b c SOUSA, José Fernando de (1 de Março de 1935). «"O Problema da Defesa Nacional" pelo Coronel Raúl Esteves» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1133). p. 101-103. Consultado em 4 de Janeiro de 2016 
  14. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 61 (1466). 16 de Janeiro de 1949. p. 112. Consultado em 21 de Janeiro de 2016 
  15. a b PORTUGAL. Decreto n.º 18:190, de 28 de Março de 1930. Ministério do Comércio e Comunicações - Direcção Geral de Caminhos de Ferro - Divisão Central e de Estudos - Secção de Expediente, Publicado na Série I do Diário do Governo n.º 83, de 10 de Abril de 1930.
  16. «Descarrilamento na Linha da Beira Alta impede circulação ferroviária». Público. 22 de Novembro de 2005. Consultado em 30 de Agosto de 2011 [ligação inativa]

Ligações externasEditar