Estação Ferroviária do Pinhão

estação ferroviária em Portugal
(Redirecionado de Estação do Pinhão)
Pinhão IPcomboio2.jpg
Estação de Pinhão, em 2006.
Inauguração 1 de Junho de 1880
Linha(s) Linha do Douro (PK 126,830)
Coordenadas 41° 11′ 25,48″ N, 7° 32′ 42,48″ O
Concelho bandeiraALJ
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR red.svgIRBSicon LSTR orange.svgR
Horários em tempo real
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteira
Sala de espera Telefones públicos
Lavabos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida

Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon BHF grey.svgTua (Sentido Pocinho)
BSicon BHF grey.svgPinhão
BSicon HST grey.svgFerrão (Sentido Ermesinde)
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A Estação Ferroviária do Pinhão é uma interface da Linha do Douro, que serve a Freguesia de Pinhão, no Concelho de Alijó, distrito de Vila Real, em Portugal.

Jardim da estação, em 2013.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se na localidade de Pinhão, tendo acesso pelo Largo da Estação.[1]

Descrição físicaEditar

Em Janeiro de 2011, possuía duas vias de circulação, ambas com 284 m de comprimento, e duas plataformas, com 145 e 198 m de comprimento, e 45 cm de altura; existia igualmente um sistema de informação ao público, prestado pela Rede Ferroviária Nacional.[2] Em Outubro de 2004, podiam-se efectuar aqui manobras, e esta interface ostentava a classificação D da Rede Ferroviária Nacional.[3]

 
Painel de azulejo na estação do Pinhão.

AzulejosEditar

A estação encontra-se totalmente decorada com azulejos, que retratam paisagens e actividades tradicionais da região, especialmente o cultivo das vinhas.[4] Este tema relacionava-se directamente com a estação, que se afirmou como um dos principais entrepostos para o transporte do vinho.[5] Os azulejos foram produzidos pela Fábrica Aleluia de Aveiro.[4]

ServiçosEditar

Esta estação é servida por comboios Regionais e InterRegionais da operadora Comboios de Portugal.[6]

 
Vista do Pinhão na Década de 1880, vendo-se à esquerda a ponte ferroviária e à direita a estação.

HistóriaEditar

Século XIXEditar

Uma lei de 2 de Julho de 1867 autorizou o governo a construir e explorar uma via férrea entre o Pinhão e a cidade do Porto,[7] e um decreto de 14 de Junho de 1872 ordenou a realização de estudos para o traçado da Linha do Douro até ao Pinhão, que devia acompanhar parcialmente o percurso do Rio Sousa, passando por Penafiel.[8] A via férrea chegou ao Pinhão em 1879,[9] mas o troço entre Ferrão e o Pinhão só entrou ao serviço em 1 de Junho de 1880.[10] Em 1881, iniciou-se a construção do troço seguinte, até Tua,[9] que entrou ao serviço em 1 de Setembro de 1883.[10]

 
Panorâmica da estação, em 2015.

Século XXEditar

Em 1901, o conselho de administração dos Caminhos de Ferro do Estado ordenou a realização de um estudo sobre as ligações rodoviárias às suas estações e apeadeiros, onde se apontou que ainda faltavam concluir vários lanços de estrada até à estação do Pinhão: na margem direita, a Distrital n.º 51, que vinha de Sabrosa, e a Distrital n.º 52, que se cruzava com a anterior em Provesende, enquanto que na margem esquerda estava por concluir um ramal da Estrada Real n.º 14, que passava por Tabuaço, Sendim e Moimenta da Beira, e cruzava com a Estrada Real n.º 34 perto da foz do Rio Távora.[11] Também já tinha sido contratada a construção da Ponte Rodoviária do Pinhão.[11] Em 28 de Outubro de 1903, o Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria autorizou a distribuição de vários valores para financiar a construção de estradas de acesso a várias estações, incluindo a conclusão da Estrada Distrital n.º 51.[12]

Em 1913, existia uma carreira de diligências entre a estação de Pinhão e Alijó, por Favaios.[13]

A Gazeta dos Caminhos de Ferro de 1 de Janeiro de 1935 noticiou que tinham sido submetidas à assinatura ministerial várias portarias sobre obras em caminhos de ferro, incluindo a adjudicação da empreitada de alargamento do pátio, na estação do Pinhão.[14] Igualmente em 1935, o Instituto da Vinho do Porto ofereceu os azulejos para forrar a estação do Pinhão,[4] que foram colocados em 1937.[15] Em 17 de Junho de 1936, o Ministério das Obras Públicas aprovou o auto de recepção definitiva da empreitada de alargamento do pátio exterior, na gare do Pinhão[16] e esse ano também foram feitas grandes obras de reparação na estação.[17]

Em 1992, o mestre Fernando Gonçalves fez vários trabalhos de restauro, no âmbito de grandes obras de reparação na estação.[4]

 
Antigo armazém de mercadorias, em 2016.

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • MARTINS, Conceição; BARRETO, António (1990). Memória do Vinho do Porto. Lisboa: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. 508 páginas 
  • PEREIRA, Paulo (1995). História da Arte Portuguesa. 3. Barcelona: Círculo de Leitores. 695 páginas. ISBN 972-42-1225-4 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • VIEGAS, Francisco (1988). Comboios Portugueses: Um Guia Sentimental. Lisboa: Círculo de Leitores. 185 páginas 

Referências

  1. «Pinhão». Comboios de Portugal. Consultado em 17 de Junho de 2011 
  2. «Directório da Rede 2012». Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 73, 87 
  3. «Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2005». Rede Ferroviária Nacional. 13 de Outubro de 2004. p. 65, 81 
  4. a b c d REIS et al, 2006:58
  5. VIEGAS et al, 1988:139
  6. «Pinhão - Linha do Douro». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 16 de Janeiro de 2020 
  7. MARTINS et al, 1996:244
  8. MARTINS et al, 1996:245
  9. a b MARTINS e BARRETO, 1990:349
  10. a b «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 12 de Maio de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. a b SOUSA, José Fernando de (16 de Março de 1903). «A Viação Ordinária e as linhas do estado» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (366). pp. 81–82. Consultado em 16 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  12. «Parte Official» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (382). 16 de Novembro de 1903. p. 377-378. Consultado em 16 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. Ano 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 12 de Fevereiro de 2018 – via Biblioteca Nacional de Portugal 
  14. «O que se fez nos caminhos de ferro em Portugal, em 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1129). 1 de Janeiro de 1935. p. 27-29. Consultado em 16 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  15. PEREIRA et al, 1995:419
  16. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1165). 1 de Julho de 1936. p. 370-372. Consultado em 29 de Outubro de 2018 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  17. «O que se fez em Caminhos de Ferro durante o ano de 1936» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 49 (1179). 1 de Fevereiro de 1937. p. 86-87. Consultado em 16 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 

Ligações externasEditar

 
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