Abrir menu principal

Fátima (filha de Maomé)

Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde agosto de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Fátima
Nome nativo فاطمة بنت محمد
Nascimento 27 de julho de 604
Meca
Morte 28 de agosto de 632 (28 anos)
Medina
Cidadania Califado Rashidun
Etnia árabe, Hachemitas, Coraixitas
Progenitores Mãe:Cadija
Pai:Maomé
Cônjuge Ali
Filho(s) Hasan ibn Ali, Husayn ibn Ali
Irmão(s) Umm Kulthum bint Muhammad, Hadhrat Ruqayyah, Zainab
Ocupação líder religioso
Fatimah Arabic Calligraphy.svg
Religião Islã

Fāṭimah bint Muḥammad (em árabe: فاطمة; transl.: Fāṭimah, IPA[ˈfɑːtˤɪma]; Meca, c. 605Medina, 632) foi uma das filhas de Maomé (Muhammad), profeta do Islão, e da sua primeira esposa Cadija. Era casada com Ali (o quarto califa, para os sunitas ou o primeiro, segundo a perspectiva dos xiitas).

Índice

InfânciaEditar

Fátima nasceu em Meca, em data incerta, provavelmente em 605 ou 606, embora a tradição xiita coloque o seu nascimento em 614. A sua posição na sequência das filhas de Maomé corresponde ao lugar da filha mais nova, antecedida por Umm Kulthum, Ruqayya e Zainab bint Ali.

Da sua vida em Meca conhecem-se apenas dois episódios, um relacionado com a sua tristeza perante a morte da mãe e outro quando retirou lixo de cima do pai, atirado enquanto este rezava por Ukba Abi Mu'ayt, um membro da tribo dos Coraixitas hostil à mensagem religiosa de Maomé.

Vida em Medina e casamento com AliEditar

Em 622 Fátima emigrou com o pai de Meca para Medina (a Hégira), onde casou-se com Ali.

O casamento com Ali ocorreu provavelmente em 623 ou 624. A festa do casamento foi organizada por duas esposas de Maomé, Aisha e Umm Salama. Na noite do casamento, o pai de Fátima visitou a residência do casal, onde pediu água num jarro; depois de lavar as suas mãos com essa água, acabou por lançar algumas gotas sobre o peito, ombros e braços do casal. Segundo algumas fontes, a consumação do casamento ocorreu alguns meses depois, quando Ali regressou da Batalha de Badr.

Descendência de FátimaEditar

Fátima foi a única dos filhos de Maomé a assegurar uma descendência, graças ao nascimento de dois filhos com Ali - Hassan (624) e Hussein (626) - e de duas filhas - Umm Khultum e Zaynab, que partilharam o nome com as tias.

Fátima “Azzahrá” viveu com seu marido, o Imame Ali, uma vida cheia de afeto, lealdade, renúncia e franqueza. Segundo a tradição, o Imame Ali dizia: “Era só olhar para ela e meus problemas se dissipavam e minhas tristezas se dispersavam!”.

Fátima suportou firme a responsabilidade grandiosa na criação e educação de seus filhos, servindo-os em consideração pela aprovação de Deus Supremo, aguentando as vicissitudes da vida, sem reclamar e sem exigir de seu marido algo que ultrapassasse as possibilidades dele; em contrapartida, Ali lhe era totalmente fiel e leal, enaltecendo a posição dela com seu respeito e dedicação, fazendo-a sua única esposa enquanto ela viveu, dizendo: “Por Deus, que eu jamais a irritei nem a desgostei em nada, até que Deus a levou para junto d’Ele; e por seu lado, ela nunca me irritou nem me desacatou!”.

Fátima durante a doença e morte do paiEditar

Quando Maomé adoeceu, Fátima ficou triste devido à ligação profunda que tinha com o pai. Segundo uma tradição (hadith) transmitida por Aisha, numa ocasião Fátima chorava por ver o pai doente, mas este consolou-a e Fátima sorriu. Após a morte de Maomé, Aisha perguntou a Fátima o que é que o pai lhe tinha dito naquela ocasião; segundo Fátima, Maomé disse-lhe que o anjo Gabriel fazia-lhe visitas mais regulares para lhe revelar o Alcorão e como tal Maomé pressentiu que a sua morte estava próxima. Maomé contou-lhe também que ela seria a primeira pessoa da família a juntar-se ao pai, a primeira a entrar no Paraíso.

Fátima na veneração popularEditar

 
Amuleto com duas "mãos de Fátima". Alandalus, século XIV-XV

Fátima é alvo de veneração pelos xiitas e é vista como um modelo pelas mulheres muçulmanas devido às suas virtudes morais e religiosas. Um dos títulos que estes lhe atribuem é o de al-Zahra, ou "a Resplandecente". Uma dinastia de califas, oriunda do Islão xiita ismailita, afirmava descender de Fátima - dela retirando o seu nome: fatímidas.

O nome Fátima é muito comum entre as mulheres muçulmanas. Na África Negra utilizam-se as variantes Fatimata, Fatoumata e Fatou.

A Hamsá - ou Mão de Fátima - é um talismã usado por alguns muçulmanos que acreditam que ele pode afastar o mau-olhado. Também é usado como talismã no judaísmo, por vezes adornado com estrelas de Davi. Segundo a tradição judaica, esta é a mão de Miriam, irmã de Moisés e Arão, profetas que conduziram o povo judeu do Egipto à Terra Prometida.

Comemoração do martírio de FátimaEditar

 
Xiitas comemoram o martírio em Barém

Os xiitas em geral e os iranianos em particular celebram cerimónias anuais durante 20 dias nos meses Jumada Alula para comemorar o aniversário do martírio de Fátima. São organizadas procissões fúnebres onde as pessoas reafirmam a sua fidelidade aos ideais de Fátima.

Aparição de FátimaEditar

O professor Moisés Espírito Santo, no seu livro Os Mouros Fatímidas e as Aparições de Fátima, 5ª edição - trata-se da edição mais completa com novo prefácio: Lisboa, Assírio & Alvim, 2006. - 281, Colecção Lusitânia Nº6, afirma que a região portuguesa de Fátima e os seus arredores está impregnada, no inconsciente coletivo, por uma cultura herdada do tempo da fação fatímida dos mouros, que na época relatavam a visão de uma senhora de luz que consideravam ser Fátima, a filha de Maomé.

Ligações externasEditar

  A Wikipédia tem o portal: