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Sarin

composto químico
(Redirecionado de Gás sarin)
Disambig grey.svg Nota: Para não confundir com, veja Sarín (distrito).
Sarin
Alerta sobre risco à saúde[1]
Sarin-skeletal.png Sarin-3D-balls.png
Nome IUPAC 2-(fluoro-metil-fosforil)oxipropano
Outros nomes Metilfosfonofluoridrato de O-isopropila[2]
Identificadores
Número CAS 107-44-8
PubChem 7871
SMILES
InChI 1/C4H10FO2P/c1-4
(2)7-8(3,5)6/h4H,1-3H3
Propriedades
Fórmula molecular C4H10FO2P
Massa molar 140.09 g/mol
Aparência Líquido incolor. Inodoro na forma pura.
Densidade 1.0887 g/cm³ at 25 °C
1.102 g/cm³ at 20 °C
Ponto de fusão

-56 °C, 217 K, -69 °F

Ponto de ebulição

158 °C, 431 K, 316 °F

Solubilidade em água miscível
Riscos associados
Classificação UE Extremely Toxic (T+), Corrosive (C), Liquid form burns skin
NFPA 704
NFPA 704.svg
0
4
2
 
Compostos relacionados
Ésteres do ácido metilfosfonofluorídrico relacionados Soman (metilfosfonofluoridrato de o-pinacolila)
Compostos relacionados Difluoreto de metilfosfonila (CH3POF2)
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Sarin, ou GB, é um composto organofosforado na formulação [(CH3)2CHO]CH3P(O)F. É um líquido sem cor e sem cheiro,[3] usado como arma química devido à sua extrema potência sob o sistema nervoso. O gás sarin foi classificado como arma de destruição em massa na Resolução 687 das Nações Unidas.[4] A produção e o armazenamento de sarin foram proibidas na Convenção sobre Armas Químicas, de 1993, na qual o sarin é classificado como "Substância do Anexo 1".[5][2]

Índice

Produção e estruturaEditar

O sarin é uma molécula quiral porque tem quatro substituintes quimicamente diferentes ligados ao centro de fósforo tetraédrico.[6] A forma SP (o (–) isómero ótico) é o enantiômero mais ativo devido à sua maior ligação por afinidade a acetilcolinesterase.[7][8] É geralmente fabricado como mistura racémica - uma mistura em partes iguais de ambas as formas de enantioméricas - da reação de alcoólise do difluoreto de metilfosfonilo com álcool isopropílico á 60 graus °C .

 

A Isopropilamina está também incluída na reação para neutralizar o subproduto do fluoreto de hidrogénio. Isopropilamina se torna quando em contato com o fluoreto de hidrogênio o Fluoreto de Isopropilamônio, um sal, filtre este sal da solução contendo o Sarin e quando filtrado obterá o Sarin com 97% de pureza. Não é necessário filtrá-lo, podendo utilizá-lo como arma química binária ou bi-componente, que pode ser gerada in situ por esta mesma reação.

Síntese pelo TrimetilfosfiteEditar

Este meio utiliza o Trimetil fosfite como célula para a fabricação do Sarin, Trimetil fosfite é colocado para reagir com Iodeto de metileno a temperatura abaixo de 30 graus Celsius, na reação o fósforo fica penta valente, logo que ficar com aparencia diferente como mais espesso ou cristalino coloca-se Hidróxido de sódio para reagir com o material, tal reação gera Iodeto de sódio, Metanol e o [metoxi(metil)fosforil]oximetano, separa-se o organofosforado por funil de separação sendo o organofosforado mais denso, ou seja fica na parte inferior, logo que separado destila-se a 80 graus Celsius para retirar impurezas como o metanol e depois coloca-se o organofosforado para cristalizar o sal de iodo a -10 graus Celsius, logo que não cristalizar nenhum sal retira-se o liquido e guarda-se o sal Iodeto de sódio, quando terminado a purificação do material coloca-se ele para reagir com Cloreto de tionila a temperatura abaixo de 20 graus Celsius utilizando Ácido clorídrico com catalisador, logo durante a reação a solução irá emitir fumos de Dióxido de enxofre e Clorometano, no fim da reação destila-se os materiais a 105 graus Celsius e depois de destilado coloca-se para reagir o organofosforado com Isopropanol a temperatura abaixo de 60 graus Celsius, depois da reação o material pode ficar espesso ou com coloração não transparente, coloca-se então Trietilamina para retira o cloreto de hidrogênio da cadeia de Fósforo, tal reação gera cristais de Cloreto de trietilamonio que devem ser retirados por recristalização a temperatura de -20 graus Celsius ou mais, logo que não cristalizar mais o sal de cloro retira-se o liquido da solução e coloca-se os cristais de Cloreto de trietilamonio para outras reações, utiliza-se o oraganofosforado da solução separada para reagir com Fluoreto de sódio a temperatura abaixo de 70 graus Celsius, tal reação gera em troca de ions Fluoreto e Cloreto produzindo Sarin e Cloreto de sódio, o Cloreto de sódio é separado por Recristalização a -25 graus Celsius.

 

Síntese pelo 1-diclorofosforiloximetanoEditar

Este meio utiliza o 1-diclorofosforiloximetano como célula para a fabricação do Sarin, o DFOm é colocado para isomerar e produzir um fosforil ( P=O ) a ligação entre o radical ester é quebrada e o radical metil volta a fazer ligação com o fósforo tetraédrico esta isomerisação da origem ao Dicloreto de metilfosforila o agente é colocado para fazer troca dupla com Fluoreto de sódio dando origem ao DF, este é colocado para reagir com ácool isopropilico ou Isopropoxido de sódio.

Síntese pelo Pentacloreto de fósforoEditar

Este meio de síntese utiliza o Pentacloreto de fósforo como agente célula do Sarin, o PCl5 é colocado para reagir em hidrólise com a água, dois átomos de cloro dão lugar para o átomo de oxigênio originando em Tricloreto de fosforila e em Cloreto de hidrogênio, este é colocado para reagir com Isopropóxido de sódio a 80 graus Celsius originando em cloreto de sódio e em um derivado do Azain o Diclorofosforiloxipropano é colocado para reagir com Fluoreto de sódio a 80 graus Celsius, isto origina em Cloreto de sódio e em outro derivado do Azain o Cloro fluorofosforiloxipropano, este é logo é colocado para reagir Metanido de sódio a 80 graus Celsius e o átomo menos eletronegativo ligado ao núcleo de fosforila da lugar ao radical metil que neste caso é o Cloro e isto origina em Cloreto de sódio e no Sarin.

 

Síntese militarEditar

Este meio é o mais comum utilizado para o fabrico de Sarin de uso militar. Este meio é também o mais barato.

Leia abaixo.

Síntese pelo Tricloreto de fósforoEditar

A síntese do Sarin começa pela mistura de dois agentes, o Tricloreto de alumínio e Tricloreto de fósforo, ambos são misturados a temperaturas de zero graus Celsius e feito reagir com Clorometano, o Tricloreto de aluminio atuará como ácido de lewis, a reação descrita é . . . O clorometano reage com o Cloreto de alumínio o átomo de cloro do Clorometano então passa para a estrutura do Cloreto de alumínio e o radical metil vai para a estrutura do Tricloreto de fósforo deixando o Tricloreto de fósforo carregado positivamente e o Tricloreto de aluminio negativamente, porém ,a solução está neutra, tais estruturas são dissolvidas pelo Cloreto de metileno ao ar livre utilizando um hidrolizante o vapor de água logo a reação da água desassocia o complexo cristalino produzindo Cloreto de hidrogênio, logo destile o Cloreto de metileno e depois coloque vapor de água para hidratar o Cloreto de aluminio e desta maneira ficar Hexaidratado e depois disso separe a solução ou destile o Dicloreto de metilfosforila a 165 graus Celsius, coloque para reagir o DC com Fluoreto de sódio, isopropoxido de sódio utilizando Tolueno como solvente a temperatura de 110,6 Celsius, logo que terminado a reação separe o Tolueno ao seu ponto de ebulição ( 111 Celsius ) e depois o Sarin por ponto de ebulição ( 148 Celsius ).

 

A produção pode ser adiantada pela decomposição do agentes PCl3CH3 e AlCl4 pela decomposição térmica a 170 graus Celsius. . .

 

Síntese CivilEditar

O sarin possui uma síntese extremamente simples mas que é necessario saber um pouco de reação química, elementos químicos como a acetona e o Ácido fosfórico são empregados na síntese de Sarin, o ácido fosfórico é mais empregado na síntese do Tabun pois seus precursores são hidrogenados como o gás cianídrico o etanol e a Dimetilamina. O meio civil de se produzir sarin também pode ser utilizado para a produção militar. É dito como civil pois seus precursores serem mais seguros e menos nocivos mesmo assim deve-se utilizar roupas de proteção e se possivel, fazer as reações perante uma atmosfera de nitrogênio gasoso.

Síntese pelo fósforo brancoEditar

Este meio utiliza uma reação de fósforo branco com atmosfera de cloro gasoso tal reação gera Tricloreto de fósforo, logo coloque mais cloro gasoso para produzir Pentacloreto de fósforo, depois coloque para reagir com Hidróxido de sódio, tal reação gera em Tricloreto de fosforila, cloreto de sódio e em ácido clorídrico, separe o Cloreto de hidrogênio da mistura a 80 graus Celsius ou logo separe por destilação de topo aberto a 110 Celsius e depois separe também a 110 Celsius o Tricloreto de fosforila, logo coloque para reagir o Tricloreto de fosforila com o Metanato de sódio a 90 Celsius e depois destile a 170 o agente das impurezas ou separe por meio de um funil, logo o agente que que vc possui você coloca para reagir Isopropoxido de sódio esta reação é ácido/base então gerará em cloreto de sódio em em Clorosarin e depois utilize ácido fluorídrico para gerar reação de troca com o átomo de cloro presente no principio de ácido fosfórico e depois destile por destilação de topo aberto a 140 graus Celsius e depois destile o Sarin a 170 Celsius, se puder não faça isto apenas neutralize o derivado de Cloreto de Hidrogênio pela mistura de gás amônia na mistura tal reação gera em Cloreto de amônio.

 

Síntese pela FosfinaEditar

Este meio utiliza a fosfina como precursor direto do Sarin, o que diferencia neste método é o baixo custo do agente utilizado para repor o Isopropanol e meios de produção mais curtos e baratos.

Descrição: Cuidado todos os meios de produção de Sarin é perigoso e deve pelo menos ser feito em presença de atmosfera de Nitrogênio para que não haja combustão pelo ar e também deve-se entender um pouco de reação química.

Utilizando algum alótropo do fósforo ( comumente fósforo branco ou vermelho ) tal agente deve reagir com Hidrogênio gasoso [ o Hidrogênio gasoso é obtido facilmente pela decomposição elétrica da água, lembrando que é o polo negativo que libera o agente] tal reação gera fosfina e utilize ela para reagir com Acetona tal reação deixará o fósforo carregado positivamente então utilize a Hidrogenomerização para resolver este problema, quando obtido o agente precursor coloque para reagir com metanol e disso irá obter água e derivado direto sarin e coloque logo para reagir com Ácido fluorídrico em atmosfera de oxigênio e tal reação gerará Hidrogênio gasoso e em Sarin quase puro.

 

Síntese pelo ácido fosfóricoEditar

O Sarin é um principio de ácido fosfórico e derivados como o Fosfato de sódio (Também precursor do sarin) são utilizados para reação de composição gerando agentes como Hidróxido de hidrogênio e sódio.

Para produzir sarin por este método é se utilizado agentes que passem hidrogênio para a estrutura de Hidroxila gerando água.

 

o mesmo principio é utilizado com fosfatos de sódio, porém pode ocorrer mudanças do X-Metano

 

Processo de produção direta (Processo Di-e-Di)Editar

Utilizando Isopropoxi(fluoro)fosforil oxi-2-propano em reação com Trifluoreto de alumínio em reação com Fluorometano a temperatura abaixo de -10 graus Celsius por 24 horas, logo que passado de 1 dia diminui-se a temperatura para -55 graus Celsius e coloca-se Difluorometano como agente de separação logo que passa de 2 horas destila-se o Difluorometano e depois aqueça a temperatura de 10 Celsius e se houver fumos de 2-fluoropropano separa-se a solução por ponto de ebulição do 2-fluoropropano e depois por recristalização a -40 graus Celsius e depois de 6 horas filtra-se a solução dos cristais e os cristais de Fluoreto de aluminio retidos no filtro você guarda e a solução e separa-se por funil de separação a parte inferior que é o Sarin e a parte superior ou de cima coloca-se para guardar.

 

Processo Di-e-Di reação direta 2Editar

Utilizando 124,1 99% gramas de agente EAZ-0017 utiliza-se 16,7 gramas de metano 99% para reagir em temperatura de -170 graus Celsius por varias horas até que todo composto fique sólido, logo depois deixa-se a solução a temperatura ambiente por varias horas e depois congela-se a solução a -40 graus para retirar impurezas sólidas e gasosas e depois a -50 graus Celsius para retirar a parte liquida da sólida, a parte sólida é o Sarin é a liquida provavelmente agentes que não reagiram, os agentes não reagidos coloca-se para reagir para obter mais quantidade do agente.

 

Processo Di-e-Di reação direta 3Editar

Utilizando 80 gramas de agente Fluoro fosforil oxi-metano 99% utiliza-se 60,1 gramas de Isopropanol 99% para reagir em temperatura de 20 graus Celsius por varias horas até que todo composto fique liquido, logo depois deixa-se a solução a temperatura ambiente por varias horas e depois congela-se a solução a -60 graus para retirar impurezas liquidas, a parte sólida é o Sarin e a liquida provavelmente agentes que não reagiram, os agentes não reagidos coloca-se para reagir para obter mais quantidade do agente.

 

Processo Di-e-Di reação direta 4Editar

Utilizando 78 gramas de agente Metilfosfinato 99% utiliza-se 62 gramas de 2-fluoropropano 99% para reagir em temperatura de 25 graus Celsius por varias horas até que todo composto fique liquido, logo depois deixa-se a solução a temperatura ambiente por varias horas e depois congela-se a solução a -60 graus para retirar impurezas liquidas, a parte sólida é o Sarin e a liquida provavelmente agentes que não reagiram, os agentes não reagidos coloca-se para reagir para obter mais quantidade do agente.

 

Processo Di-e-Di reação direta 5Editar

Utilizando 120 gramas de agente Metil fosforilpropano-2-dioxi 99% utiliza-se 20 gramas de Fluoreto de hidrogênio 99% para reagir em temperatura de 25 graus Celsius por varias horas até que todo composto fique liquido, logo depois deixa-se a solução a temperatura ambiente por varias horas e depois congela-se a solução a -60 graus para retirar impurezas liquidas, a parte sólida é o Sarin e a liquida provavelmente agentes que não reagiram, os agentes não reagidos coloca-se para reagir para obter mais quantidade do agente.

 

Efeitos biológicosEditar

O sarin é especificamente um potente inibidor da enzima acetilcolinesterase,[9] uma proteína que degrada o neurotransmissor acetilcolina depois de liberado na fenda sináptica. Nos vertebrados, a acetilcolina é o neurotransmissor presente na junção neuromuscular, em que os sinais são transmitidos entre os neurônios do sistema nervoso central às fibras musculares. Normalmente, a acetilcolina é libertada do neurônio para estimular o músculo, após degradada pela acetilcolinesterase, permitindo assim o relaxamento do músculo. A acumulação de acetilcolina na fenda sináptica, devido à inibição da colinesterase, significa que o neurotransmissor continua a actuar sobre a fibra muscular, de modo que quaisquer impulsos nervosos são transmitidos continuamente.

O sarin age sobre a colinesterase, formando um ligação covalente com o resíduo particular de serina no sítio ativo. O flúor é o grupo lábil, e o fosfoéster resultante é robusto e biologicamente inativo.[10][11]

Degradação e prazo de validadeEditar

 
Um coelho sendo exposto para verificar vazamentos de sarin na planta de produção, Arsenal de Rocky Mountain (1970)

As reações químicas mais importantes de halogenetos de fosforilo é a hidrólise do vínculo entre o fósforo e o flúor. Esta ligação P - F é facilmente quebrada por agentes nucleófilos, tais como água e hidróxido. A elevados níveis de pH, decompõe-se rapidamente para derivados do ácido fosfônico atóxicos.[12]

O sarin se degrada depois de um período de várias semanas a vários meses. Seu prazo de validade pode ser encurtado por impurezas nos materiais precursores. De acordo com a CIA, alguns tipos de sarin iraquiano tinham uma vida útil de apenas algumas semanas, devido principalmente à impurezas de precursores.[13]

Efeitos e tratamentoEditar

O sarin tem alta volatilidade (facilidade com que um líquido pode transformar-se em gás) relativamente semelhantes a outros agentes do sistema nervoso, portanto não só sua inalação pode ser muito perigosa como até concentrações de seu vapor podem penetrar a pele de imediato. As roupas de uma pessoa podem liberar sarin em cerca de 30 minutos depois de ter entrado em contato com o gás o que pode levar à exposição de outras pessoas.[14]

Mesmo em concentrações muito baixas, o sarin pode ser fatal. A morte pode seguir cerca de um minuto após a ingestão direta de uma dose letal a menos que antídotos, tipicamente atropina e pralidoxima, sejam rapidamente administrados. [3] A Atropina , um antagonista a receptor de acetilcolina muscarínicos, é administrado para tratar os sintomas fisiológicos da intoxicação. Uma vez que a resposta à acetilcolina muscular é mediada através dos receptores nicotínicos da acetilcolina, a atropina não contrariará os sintomas musculares. A pralidoxima pode regenerar a colinesterases quando administrado dentro de aproximadamente cinco horas. O Biperideno, um antagonista sintético da acetilcolina, tem sido sugerido como uma alternativa para a atropina, devido à sua melhor penetração barreira sangue-cérebro e maior eficácia.[15]

O sarin é estimada em mais de 500 vezes mais tóxico do que cianeto.[16] O LD50 de sarin injetados subcutaneamente em ratos é de 172 μg/kg.[17] Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (Centros para Controle e Prevenção de Doenças) nos Estados Unidos, os sintomas da exposição ao sarin são:[18]

  • coriza
  • olhos lacrimejantes
  • pupilas muito contraídas
  • dor nos olhos
  • visão turva
  • salivação e transpiração excessiva
  • tosse
  • aperto no peito
  • respiração rápida
  • diarreia
  • náusea, vômito e/ou dor abdominal
  • aumento da frequência urinária
  • confusão
  • sonolência
  • fraqueza
  • dor de cabeça
  • frequência cardíaca lenta ou rápida
  • pressão sanguínea baixa ou alta

Os sintomas iniciais após a exposição ao sarin são a coriza, sensação de aperto no peito e constrição das pupilas. Logo depois, a vítima tem dificuldade em respirar e tem náuseas e salivação excessiva. Como a vítima continua a perder o controle de funções corporais, vomita, defeca e urina. Esta fase é seguida por espasmos. Por fim, a vítima entra em coma e sufoca numa série de espasmos convulsivos. Além disso, mnemônicos comuns para a sintomatologia de intoxicação por organofosforado, incluindo o gás sarin, são o "Bs assassinos", a broncorréia e o broncoespasmo, porque são a principal causa de morte,[19] e SLUDGE - Salivação, lacrimejamento, micção, diarreia, desconforto gastrointestinal e vômito.

Testes de diagnósticoEditar

Estudos controlados em homens saudáveis ​​têm demonstrado que uma dose oral atóxica de 0,43 mg administrada em várias porções durante um intervalo de 3 dias provocou depressões máximas médias de 22 e 30%, respectivamente, no plasma e nos níveis de colinesterase dos eritrócitos. Uma dose única de 0,5 mg causou sintomas leves de intoxicação e uma redução média de 38% em ambas as medidas de atividade da colinesterase. O sarin no sangue é rapidamente degradado in vivo ou in vitro. Os seus metabolitos primários inactivos in vivo têm meia-vida do soro de cerca de 24 horas. O nível de soro não acoplado ao ácido isopropilmetilfosfonico (IMPA), um produto de hidrólise sarin, variou de 2-135 µg/L em sobreviventes de um ataque terrorista, durante as primeiras 4 horas após a exposição. O sarin ou seus metabolitos pode ser determinados no sangue ou na urina por cromatografia gasosa ou líquida, enquanto que a actividade da colinesterase é geralmente medida por métodos enzimáticos.[20]

HistóriaEditar

O sarin foi descoberto em 1938 em Wuppertal-Elberfeld na Alemanha por cientistas da IG Farben que tentavam criar pesticidas mais fortes, sendo o sarin o mais tóxico dos agente neurotóxico da Série G feitos pela Alemanha. O composto, que se seguiu à descoberta do agente neurotóxico tabun, foi nomeado em homenagem a seus descobridores: Gerhard Schrader, Otto Ambros, Rüdiger e Van der Linde.[21]

Uso como armaEditar

 
Ogiva do míssil norte-americano Honest John cortado mostrando bombas contendo sarin (c. 1960)

Em meados de 1939, a fórmula do composto foi passada para o departamento de guerra química do exército alemão, que ordenou que fosse produzido em massa para uso em tempos de guerra. Um certo número de fábricas-piloto foram construídas, e uma instalação de alta produção estava em construção (mas não foi terminada) até o final da Segunda Guerra Mundial. As estimativas para a produção total de sarin pela Alemanha nazista são de cerca de 500kg a 10 toneladas.[22]

  • 1950s (início): a OTAN adotou o sarin como arma química padrão. Tanto a União Soviética quanto os Estados Unidos produziram sarin para fins militares.
  • 1953: Ronald Maddison, um engenheiro da Força Aérea de Consett, Condado de Durham, morreu em testes humanos com sarin na estação de testes com armas químicas Porton Down em Wiltshire. Dez dias depois de sua morte um inquérito foi realizado em segredo, o que retornou um veredicto de "infortúnio". Em 2004, o inquérito foi reaberto e, depois de uma audiência de 64 dias, o júri decidiu que Maddison tinha sido ilegalmente morto pela "aplicação de um agente neurotóxico em um experimento não terapêutico."[23]
  • Março 1988: Durante o período de dois dias em março, a cidade curda de Halabja no norte do Iraque (70.000 habitantes), foi bombardeada com bombas químicas e de cluster, que incluiam o sarin, no Massacre de Halabja. Estima-se que 5000 pessoas morreram e mais de 7000 ficaram feridos.[24]
  • Abril 1988: O sarin foi usado quatro vezes contra soldados iranianos em abril de 1988, no final da Guerra Irã-Iraque, ajudando as forças iraquianas a retomar o controle da Península de al-Faw durante a Segunda Batalha de al-Faw. Usando imagens de satélite, os Estados Unidos ajudaram as forças iraquianas a localizar a posição das tropas iranianas durante esses ataques.[25]
  • 1993: A Convenção sobre Armas Químicas das Nações Unidas foi assinada por 162 países membros, o tratado proíbe a produção e o armazenamento de várias armas químicas inclusive o sarin. O acordo entrou em vigor em 29 de Abril de 1997, e pediu a destruição completa de todos os arsenais das armas químicas especificadas até Abril de 2007.[26]
  • 1994: A seita religiosa japonesa Aum Shinrikyo lançou uma forma impura de sarin em Matsumoto, Nagano, matando oito pessoas e ferindo mais de 200.
  • 1995: Novamente, a seita religiosa japonesa Aum Shinrikyo liberou sarin no metrô de Tóquio.[27] Trinta pessoas morreram.[1]
  • 1998: Nos EUA, a Time Magazine e a CNN publicaram notícias não confirmadas de relatos alegando que, em 1970, a unidade da Força aérea norte-americana A-1E Skyraiders envolveu-se em uma operação secreta chamada Operação Tailwind, em que deliberadamente deixaram cair as armas contendo sarin sob tropas americanas que desertaram no Laos. A CNN e a Time Magazine depois se retratou sobre as histórias e demitiu os produtores responsáveis​​.[28] Os produtores, Oliver e Smith foram punidos, mas defenderam sua posição, reunindo um documento de 77 páginas suportando a história com depoimentos de militares que confirmam a utilização de sarin.
  • 2004: insurgentes iraquianos detonaram cápsulas 155mm contendo precursores bi-componentes para sarin perto de um comboio dos EUA no Iraque. A cápsula foi desenhada para misturar os produtos químicos ao girar durante o voo. A cápsula detonada libera apenas uma pequena quantidade de gás sarin para a explosão não misturar os agentes corretamente ou porque os produtos químicos dentro do reservatório tinha se degradado com a idade. Dois soldados Estados Unidos foram tratados após a exibição dos primeiros sintomas de exposição ao sarin.[29]
  • 21 agosto de 2013: Mortes causadas por Sarin ocorreram em 21 agosto de 2013, em Ghouta região do Rif Dimashq Governatorato da Síria durante a Guerra Civil Síria. Fontes[30] estimam de 322[31] a 1,729 mortes e que nenhuma das vítimas apresentavam ferimentos aparentes.[32]
  • 04 abril de 2017 - Um ataque à cidade síria de Khan Cheikhoun foi supostamente feito por gás. A Turquia, após realizar autópsia em vítima, afirmou que há indícios de que foi usado gás sarin. O regime de Bashar Al-Assad, por sua vez, nega que tenha usado armas químicas. Esse ataque matou, segundo a União das Organizações de Cuidados Médicos, pelo menos 100 pessoas e feriu mais de 400 . Há dezenas de crianças entre as vítimas do bombardeamento. Em retaliação, os Estados Unidos lançaram 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria .[2][3]

Referências

  1. «Material Safety Data Sheet -- Lethal Nerve Agent Sarin (GB)». 103d Congress, 2d Session. United States Senate. 25 de maio de 1994. Consultado em 6 de novembro de 2004 
  2. a b Relação de Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - site oficial
  3. a b Sarin (GB). Emergency Response Safety and Health Database. National Institute for Occupational Safety and Health. Accessed April 20, 2009.
  4. Nações Unidas, Resolução 687 (1991),
  5. Nações Unidas,Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Utilização de Armas Químicas e sua Destruição
  6. D. E. C. Corbridge "Phosphorus: An Outline of its Chemistry, Biochemistry, and Technology" 5th Edition Elsevier: Amsterdam 1995. ISBN 0-444-89307-5.
  7. Kovarik, Zrinka (2003). «Acetylcholinesterase active centre and gorge conformations analysed by combinatorial mutations and enantiomeric phosphonates». Biochem. J. 373: 33–40. doi:10.1042/BJ20021862 
  8. Benschop, H. P.; De Jong, L. P. A. (1988). «Nerve agent stereoisomers: analysis, isolation and toxicology». Acc. Chem. Res. 21 (10): 368–374. doi:10.1021/ar00154a003 
  9. Abu-Qare AW, Abou-Donia MB (2002). «Sarin: health effects, metabolism, and methods of analysis». Food Chem. Toxicol. 40 (10): 1327–33. PMID 12387297. doi:10.1016/S0278-6915(02)00079-0 
  10. Millard CB, Kryger G, Ordentlich A; et al. (1999). «Crystal structures of aged phosphonylated acetylcholinesterase: nerve agent reaction products at the atomic level». Biochemistry. 38 (22): 7032–9. PMID 10353814. doi:10.1021/bi982678l 
  11. Hörnberg, Andreas; Tunemalm, Anna-Karin; Ekström, Fredrik (2007). «Crystal Structures of Acetylcholinesterase in Complex with Organophosphorus Compounds Suggest that the Acyl Pocket Modulates the Aging Reaction by Precluding the Formation of the Trigonal Bipyramidal Transition State†,‡». Biochemistry. 46 (16): 4815–4825. PMID 17402711. doi:10.1021/bi0621361 
  12. «Nerve agents» 
  13. «Stability of Iraq's Chemical Weapon Stockpile». United States Central Intelligence Agency. 15 de julho de 1996. Consultado em 3 de agosto de 2007 
  14. «Facts About Sarin» Centers for Disease Control and Prevention, 17 May 2004. Retrieved 23 December 2012.
  15. Shim, TM; McDonough JH (2000). «Efficacy of biperiden and atropine as anticonvulsant treatment for organophosphorus nerve agent intoxication.». Archives of Toxicology. 74 (3): 165–172. doi:10.1007/s002040050670 
  16. «Council on Foreign Relations — Sarin». Consultado em 13 de agosto de 2007 
  17. Inns, RH; NJ Tuckwell, JE Bright, TC Marrs (1990). «Histochemical Demonstration of Calcium Accumulation in Muscle Fibres after Experimental Organophosphate Poisoning». Hum Exp Toxicol. 9 (4): 245–250. doi:10.1177/096032719000900407 
  18. «Facts About Sarin». Consultado em 27 de março de 2011 
  19. Gussow, Leon. Nerve Agents: Three Mechanisms, Three Antidotes. Emergency Medicine News. 27(7):12, July 2005.
  20. R. Baselt, Disposition of Toxic Drugs and Chemicals in Man, 9th edition, Biomedical Publications, Seal Beach, CA, 2011, pp. 1531-1533.
  21. Richard J. Evans (2008), The Third Reich at War, 1939-1945, ISBN 978-1-59420-206-3, Penguin, p. 669, consultado em 13 de janeiro de 2013 
  22. «A Short History of the Development of Nerve Gases». Noblis 
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