Guillermo Lasso

Guillermo Lasso
Nascimento 16 de outubro de 1955 (65 anos)
Guaiaquil
Cidadania Equador
Alma mater Irmãos das Escolas Cristãs
Ocupação político, banqueiro
Página oficial
http://guillermolasso.ec

Guillermo Alberto Santiago Lasso Mendoza (Guayaquil, 16 de novembro de 1955) é um empresário e político equatoriano, conhecido por ter sido Presidente Executivo do Banco Guayaquil. É fundador e presidente do "Movimiento CREO - Creando Oportunidades", pelo qual disputou as eleições para Presidente do Equador nas eleições de 2013 e de 2017.

Na administração pública, Lasso ocupou diversos cargos, tendo sigo governador de Guayas entre 1998 e 1999, Ministro de Economia e Energia em 1999 na gestão do presidente Jamil Mahuad e foi Embaixador Itinerante do Equador em 2003.

De acordo com informação da Inspeção de du de Bancos que Panamá, revelou pelo jornal argentino Página 12, Guillermo Lasso é associado com quarenta e nove companhias situadas em paraísos fiscals. Sua fortuna aumentou de 1 a 31 milhão dólares entre 1999 e 2000, durante seu passagem do governo.[1]

BiografiaEditar

Nasceu na cidade de Guayaquil em 16 de novembro de 1955, sendo o último de onze irmãos de uma família de classe alta. Seu pai, Enrique Lasso Alvarado era um funcionário público oriundo de Quito, e sua mãe Nora Mendoza era originária de Portoviejo. Em 1976, conheceu sua futura esposa María de Lourdes Alcívar Crespo, com quem contraiu matrimônio em 1980 e tiveram 5 filhos[2]. Realizou estudos no Colegio San José La Salle, tenho também trabalhado para pagar seus estudos. Posteriormente, veio a estudar administração de empresas no Instituto de Desarrollo Empresarial (IDE) em 1993. Em 11 de outubro de 2011, a Universidad de las Américas outorgou-lhe o título de Doutor Honoris Causa.[3]

Aos 23 anos, fundou sua primeira empresa, a Constructora Alfa y Omega, com o irmão Enrique Lasso em 1978. Trabalhou em diversas empresas de créditos financeiros e, nos anos 1980, foi vice-presidente da filial da Coca-cola no seu país, além de ter sido representante da fábrica japonesa de caminhões Hino.

Em 1994, foi designado presidente executivo do Banco Guayaquil, cargo que ocupou até 2012 quando decidiu se afastar para se dedicar a outros projetos. É presidente da Fundación Ecuador Libre, um "think tank" sobre políticas públicas que seguem os princípios de liberdade e solidariedade social.

Campanhas eleitoraisEditar

Eleições presidenciais de 2013Editar

A partir do ano de 2011, Lasso tomou una postura política pública, com aspirações presidenciais[4] [5]para as Eleições Gerais no Equador em 2013, criando o movimento CREO, um movimento de centro-direita fundado por ex-integrantes do movimento UNO (Una Nueva Opción), Izquierda Democrática, Movimiento Concertación e integrantes do setor privado do Equador. Estabeleceu uma coligação "Unidos por el Ecuador" para as eleições presidenciais, conseguindo obter 22.68% dos votos válidos (quase 2 milhões de votos), perdendo ainda no primeiro turno contra o então presidente Rafael Correa.[6]

Apesar da derrota, Lasso continuou na militância política, sempre aparecendo na mídia nacional com comentários de oposição ao governo de Rafael Correa.

Eleições presidenciais de 2017Editar

Desde 2015, Lasso se posicionava como pré-candidato do seu partido ao organizar um coletivo "Compromiso Ecuador" com consulta popular sobre as novas emendas constitucionais que estavam sendo votadas pelo Poder Legislativo. Nas eleições de 2017[7], Guillermo Lasso ficou em segundo lugar no primeiro turno e recebeu 28.10% dos votos válidos contra 39.36% do candidato governista Lenín Moreno.[8]

Pelas regras eleitorais do Equador, a eleição segue para o segundo turno se o candidato mais votado não ultrapassar os 40% dos votos válidos, devendo possuir mais de 10% de diferença em relação ao segundo colocado. Sendo assim, após difícil apuração eleitoral[9], foi declarada a realização de um segundo turno no dia 02 de abril de 2017 entre Moreno e Lasso.

Sua principal plataforma política consiste na defesa da liberdade de imprensa, combate à corrupção[10], geração de empregos com apoio ao empreendedorismo no país, segurança jurídica após nova reforma constitucional[11] e se declara inimigo do socialismo promovido por países com Referências e Bolívia[12].

ReferênciasEditar