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Hermann von Helmholtz

BiografiaEditar

Hermann Helmholtz era filho do chefe do ginásio de Potsdam, Ferdinand Helmholtz, o qual tinha estudado filologia e filosofia e era um amigo próximo do filósofo Immanuel Hermann Fichte, filho de Johann Gottlieb Fichte. O trabalho de Helmholtz seria profundamente influenciado pela filosofia de Fichte e Kant. Ele tentou encontrar provas empiricas das suas teorias, tal como na fisiologia.

Enquanto o jovem Helmholtz estava interessado na ciência natural, seu pai queria que ele estudasse medicina na Charité, pois na ocasião havia ajuda financeira para os estudantes de medicina.

Helmholtz escreveu sobre assuntos diversos, desde a idade da terra até a formação do sistema solar:

  • na fisiologia e na psicologia fisiológica, contribuiu com teorias da visão, da percepção visual, percepção espacial, visão a cores, sensação de tom sonoro, percepção do som, etc
  • na física, é conhecido pelas suas teorias da conservação da energia, trabalhos em eletrodinâmica, termodinâmica química e numa fundação mecânica para a termodinâmica
  • na filosofia, é conhecido por sua filosofia da ciência, idéias sobre a relação entre as leis da percepção e as leis da natureza, sobre a estética e idéias sobre o poder civilizador da ciência

Foi o criador da teoria da Panspermia Cósmica.

Sepultado no Friedhof Wannsee, Lindenstraße.

Teoria da conservação da energiaEditar

Em 1847 Helmholtz publicou a monografia Über die Erhaltung der Kraft (Sobre a Conservação da Força), que se tornou clássica e o consagrou. Este foi escrito no contexto de seus estudos de medicina e conhecimentos filosóficos e com base nos princípios matemáticos e físicos por trás da conservação da energia. Essa teoria foi apresentada com uma rigorosa formulação matemática e demonstrou-se ser aplicável tanto aos fenômenos elétricos e eletromagnéticos, quanto aos choques dos corpos inelásticos e no corpo humano. Helmholtz descobriu o princípio da conservação de energia enquanto estudava o metabolismo muscular. Tentou provar que a energia não é perdida nos músculos em movimento, porque isso também significa que não existem “forças vitais” para mover um músculo. Ele mostrou que a hipótese de que o trabalho não pode ser produzido a partir do nada leva então a conservação de energia cinética. Helmholtz demonstrou que em várias situações em que a energia parecia ser perdida, na verdade é convertida em energia térmica. Isso acontece em colisões, os gases em expansão, contração muscular e outras. O conteúdo é designado pelo teorema das forças vivas, interpretado como a constância da soma da variação das vis viva e da “ soma de tensões”, logo, como a constância da soma da energia cinética e energia potencial em todos os processos físicos:[4][5][6][7]

 .

Ao generalizar para um sistema com um número qualquer de pontos materiais obteve o princípio de conservação de energia:

 .

Contribuições para física do corpo humanoEditar

As principais contribuições do médico, matemático e físico alemão relacionados à visão, são a invenção do "oftalmoscópio" em 1850 e o desenvolvimento da teoria tricromática de Thomas Young. Helmholtz inventou o oftalmoscópio, inicialmente batizado por ele de "Augenstegel". Este aparelho foi criado para uma observação mais "profunda" do olho humano. Na oftalmoscopia direta, através da pupila é possível observar a Mácula lútea, retina e os vasos sanguíneos e analisar a saúde da retina e do humor aquoso. Este aparelho se consistia em três placas planas de cristal em um equipamento banhado em prata para melhor iluminação do olho, mas, ao decorrer de anos o aparelho foi incrementado e aperfeiçoado. Hermann também aperfeiçoou a teoria tricromática de Thomas Young. Essa teoria explica que o olho humano possui três receptores, cada qual mais sensível a um comprimento de onda, que representam as cores primárias: azul, vermelho e verde. Quando o olho é exposto a uma certa frequência de onda, cada receptor reage numa intensidade, e o cérebro interpreta como uma mistura das cores primárias, o que resulta na cor secundária vista pelo observador. Helmholtz publicou ainda, entre outros livros, "Handbuch der physiologischen Optik" (traduzido como: "Manual de óptica fisiológica") entre os anos de 1856 e 1867, onde explica e expões seus conhecimentos sobre a física e fisiologia óptica. [8][9][10][11][12]

Em 1852, respondendo a um desafio feito por seu orientador Johannes Peter Müller, von Helmholtz propôs uma forma de medição da "velocidade do pensamento"[13]. Estimulando um nervo em pontos diferentes, mediu a diferença de tempo entre o estímulo e a contração do músculo ligado a ele.

Essa medição foi de grande importância e contribuiu para aprofundar os estudos na área de Bioeletricidade, pois pela primeira vez, um fenômeno imaterial e étereo como uma transmissão nervosa - a qual antes era tratada como manifestação espiritual ou da alma - foi medido com precisão através da ajuda de instrumentos físicos.[14] Sabia-se na época que a velocidade de um impulso nervoso dependia da espessura do nervo; quanto mais espesso, mais rápida seria a propagação do impulso. Ela dependia também da presença ou da ausência de uma camada de material gorduroso isolando o nervo.[13] Dessa forma, utilizando-se de uma preparação relativamente simples, Hermann foi capaz de medir a velocidade de impulsos nervosos ao estimular o nervo mortor e o músculo correspondente na perna de uma rã, registrando o intervalo entre a estimulação e as respostas e determinando que a mesma era de aproximadamente 27m/s.[15]

Referências

  1. Hermann von Helmholtz (em inglês) no Mathematics Genealogy Project
  2. Biografia em MacTutor (em inglês)
  3. Enciclopédia Britannica de 1911
  4. «Hermann von Helmholtz. Artículo de la Enciclopedia.». enciclopedia.us.es. Consultado em 5 de agosto de 2016 
  5. «Hermann von Helmholtz - BioMania». www.biomania.com.br. Consultado em 5 de agosto de 2016 
  6. «Hermann Ludwig Ferdinand von Helmholtz». www.learn-math.info. Consultado em 5 de agosto de 2016 
  7. Souza Filho, O.M. (1995). «A Física de Helmholtz e Suas Bases Filosóficas». Revista da SBHC: 53-64. doi:3 Verifique |doi= (ajuda). Consultado em 7 de agosto de 2016 
  8. «Hermann von Helmholtz - biomanina». Consultado em 8 de agosto de 2016 
  9. «Hermann von Helmholtz - enciclomedica». Consultado em 8 de agosto de 2016 
  10. «Hermann von Helmholtz - ic». Consultado em 8 de agosto de 2016 
  11. «Hermann von Helmholtz - infoescola». Consultado em 8 de agosto de 2016 
  12. «Hermann von Helmholtz - biomania». Consultado em 8 de agosto de 2016 
  13. a b ASIMOV, Isaac. Asimov Explica. Trad. Edna Feldman. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1986. Disponível em <https://livrepensamento.com/2016/12/11/qual-a-velocidade-do-pensamento/>
  14. «Galvani, Helmholtz e a velocidade do pensamento…». Blog Conecte. 10 de outubro de 2008. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  15. «Hermann Von Helmholtz». Sabrina. 19 de março de 2013. Consultado em 13 de agosto de 2019  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar


Precedido por
Medalha Matteucci
1868
Sucedido por
Henri Victor Regnault
Precedido por
Friedrich Wöhler
Medalha Copley
1873
Sucedido por
Louis Pasteur
Precedido por
Emil du Bois-Reymond
Presidente da Deutsche Physikalische Gesellschaft
1879 — 1895
Sucedido por
Wilhelm von Bezold


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