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Hidroquinona
Alerta sobre risco à saúde
Hydrochinon2.svg
Hydroquinone-3d.png
Nome IUPAC Hydroquinone
Outros nomes Quinol
Benzene-1,4-diol
Identificadores
Número CAS 123-31-9
Número RTECS MX3500000
SMILES
Propriedades
Fórmula molecular C6H4(OH)2
Massa molar 110.1 g/mol
Aparência sólido branco
Densidade 1.3 g/cm3, sólido
Ponto de fusão

172 °C

Ponto de ebulição

287 °C

Solubilidade em água 5.9 g/100 ml (15 °C)
Estrutura
Momento dipolar zero
Riscos associados
Classificação UE Nocivo (Xn)
Carc. Cat. 3
Muta. Cat. 3
Perigoso para
o ambiente (N)
NFPA 704
NFPA 704.svg
1
2
0
 
Frases R R22, R40, R41, R43, R50, R68
Frases S S2, S26, S36/37/39, S61
Ponto de fulgor 165 °C
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions 4-Aminofenol
Mequinol (4-metoxi-fenol)
Benzenodiois relacionados Pirocatecol (orto)
Resorcinol (meta)
Compostos relacionados Fenol
1,4-benzoquinona
Metil-hidroquinona
1,4-di-hidroxinaftaleno
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Hidroquinona, também chamada benzeno-1,4-diol, 1-4 dihidroxibenzeno ou ainda quinol, é um composto orgânico aromático o qual é um tipo de fenol, tendo a fórmula química C6H4(OH)2. Sua estrutura química tem dois grupos hidroxila ligados a um anel benzênico na posição para. É um sólido granular branco na temperatura e pressão ambiente.

É o isômero 1,4 do benzenodiol, portanto, isômero da resorcina (1,3 benzenodiol) .

Índice

NomenclaturaEditar

Hidroquinona é o nome recomendado pela International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) em seu 1993 Recommendations for the Nomenclature of Organic Chemistry [1]

PropriedadesEditar

Hidroquinona pode submetida a oxidação suave converter-se no composto parabenzoquinona, C6H4O2, frequentemente chamado p-quinona ou simplesmente quinona. Redução da quinona reverte esta reação novamente à hidroquinona.

 

Alguns compostos bioquímicos na natureza que têm este tipo de seção hidroquinona ou quinona em suas estruturas, tais como a coenzima Q, e podem ser submetidas a similares interconversões redox.

Os grupos hidroxila da hidroquinona são completamente ácidos fracos. Hidroquinona pode perder um H+ e uma das hidroxilas para formar um íon monofenolato ou perder um H+ de ambos para formar um íon difenolato.

UsosEditar

Hidroquinona tem uma variedade de usos principalmente associados com sua ação como um agente redutor sendo solúvel em água. É o principal componente na maioria dos reveladores fotográficos onde, com o composto metol, reduz haletos de prata a prata elementar.

Também é muito usado como inibidor de reações de polimerização de ácido acrílico, metilmetacrilato (acrílico).

Em medicina, hidroquinona é usada como uma aplicação tópica em clareamento da pele ao reduzir a coloração da pele, incluindo clareamento anal, não tendo a mesma predisposição a causar dermatites como o metol faz. Este uso é banido em alguns países (ex.: França) por causa de riscos de câncer.[2][3]

É utilizado no tratamento de melasma.

O sal difenolato de sódio da hidroquinona é usado como um alternativo comonômero na produção do polímero PEEK.

Ela é usada como uma matéria prima de herbicidas, anti-oxidantes para borracha e corantes.

No processamento radiográfico, a hidroquinona é utilizada como agente revelador, reduzindo haleto de prata em prata metálica (negra). É o responsável pelo detalhe da radiografia.

Ocorrência naturalEditar

É uma substância encontrada em vários alimentos, em madeiras, fumo de tabaco, no alcatrão da hulha, óleo cru, etc.

Este composto atua em células produtoras de melanina, os melanócitos, bloqueando a produção e aumentando a degradação dos melanossomos, os corpúsculos intra-celulares que armazenam a melanina. A hidroquinona também bloqueia a ação da enzima tirosinase, que tem participação na formação da melanina.

ReferênciasEditar

  1. Panico, R.; & Powell, W. H. (Eds.) (1994). A Guide to IUPAC Nomenclature of Organic Compounds 1993. Oxford: Blackwell Science. ISBN 0-632-03488-2 
  2. Vance, Judi. «The Ugly Side of Beauty» (em inglês). OfSpirit.com. Consultado em 28 de agosto de 2009. Arquivado do original em 25 de março de 2012 
  3. «Skin bleaching/ lightening & its dangers» (em inglês). pressbox.co.uk. 26 de setembro de 2005. Consultado em 28 de agosto de 2009. Arquivado do original em 25 de março de 2012 
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