Abrir menu principal

BiografiaEditar

Filha do também cineasta Jorge Bodanzky, Laís teve aulas de atuação com Antunes Filho entes de se tornar diretora de cinema.[1] Estreou na direção com o curta-metragem Cartão Vermelho, sobre uma menina que vive entre moleques e descobre a sexualidade. Este premiado curta foi selecionado para o New York Film Festival de 1995.[3] O reconhecimento no cinema se deu com a realização do longa Bicho de Sete Cabeças (2001)[4] uma produção Brasil (Buriti Filmes, Dezenove e Gullane) e Itália (Fábrica Cinema - Marco Müller) que conquistou diversos prêmios e apresentou para o mundo o ator Rodrigo Santoro.

Como Nossos Pais, seu quarto longa, teve a première no 67º Festival de Berlim (Panorama Special) de 2017 embalado por inflamados debates feministas e indicado ao prêmio Teddy, recebeu excelentes criticas na mídia internacional especializada. Foi o filme mais premiado do Brasil naquele ano.

Laís possui outros filmes aclamados no currículo como Chega de Saudade (2007), uma coprodução com a França - Canal Arte, e As Melhores Coisas do Mundo (2010) que estreou no Festival de Roma. Além de documentários para cinema e televisão como Cine mambembe, o cinema descobre o Brasil e Mulheres olímpicas para o canal ESPN.

É sócia do cineasta Luiz Bolognesi na produtora Buriti Filmes assinando a produção de seus longas Uma História de Amor e Fúria (Crystal melhor animação Annecy 2013) e Ex-Pajé (prêmio especial do júri Berlim/Panorama 2018).

Durante 15 anos coordenou os projetos sociais Tela Brasil de ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil, fomentando a indústria de cinema em seu país e levando mais de um milhão de pessoas às salas de cinema, a maioria indo pela primeira vez.

Em fevereiro de 2019 Laís foi anunciada como a nova presidente do Spcine, empresa municipal de fomento ao audiovisual da cidade de São Paulo.[2]

Projeto Cine Tela BrasilEditar

A cineasta e o sócio, Luiz Bolognesi, mantiveram desde 2005 um projeto itinerante de exibição gratuita de filmes em cidades dos estados brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, denominado Cine Tela Brasil. O projeto era mantido com o apoio cultural do Sistema CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias), empresa que comanda várias concessionárias brasileiras de rodovias, entre elas a NovaDutra (que controla a Via Dutra, principal ligação rodoviária entre São Paulo e Rio de Janeiro).

Dentro de um caminhão, o Cine Tela Brasil consistia em uma grande tenda de 13m x 15m, onde eram instaladas 225 cadeiras, equipamento profissional de projeção 35mm (cinemascope), tela de 7m x 3m, som estéreo surround e ar condicionado. Toda a estrutura era montada e desmontada a cada visita, sendo transportada por um caminhão próprio, que durante as sessões transformava-se em cabine de projeção. As sessões tinham duração média de uma hora e 30 minutos, sempre com a exibição de um filme brasileiro de longa-metragem.

Foram percorridos 116.509 km em estradas, levando cinema brasileiro a 759 bairros de periferia, onde foram realizadas 7439 sessões de cinema para 1.355.403 brasileiros. Dezoito estados e o Distrito Federal foram visitados pelo Cine Tela Brasil, que colocou brasileiros de várias idades pela primeira vez numa sala de cinema.

FilmografiaEditar

Como diretoraEditar

PrêmiosEditar

Referências

  1. a b «Laís Bodanzky». Itaú Cultural. Consultado em 23 de agosto de 2019 
  2. a b «Cineasta Laís Bodanzky será a nova presidente da Spcine». Folha de S. Paulo. Consultado em 23 de agosto de 2019 
  3. «Sobre Nós». Buriti Filmes. Consultado em 30 de outubro de 2018  Texto " Laís Bodanzky " ignorado (ajuda)
  4. «Crítica Bicho de 7 Cabeças». Omelete. Consultado em 8 de março de 2019 

Ligações externasEditar