Linha Amarela (Rio de Janeiro)

Avenida Governador Carlos Lacerda
Nome popular Linha Amarela
Inauguração 24 de novembro de 1997
Extensão 17,4 km
Extremos
 • norte:
 • oeste:

Linha Vermelha na Ilha do Fundão
Avenida Ayrton Senna na Gardênia Azul
Interseções
Concessionária LAMSA

Linha Amarela, (denominada oficialmente como Avenida Carlos Lacerda[1]) é uma importante via expressa do estado do Rio de Janeiro, que liga a Baixada de Jacarepaguá à Ilha do Fundão, eliminando a necessidade de transitar pelas vias da Zona Sul. Sua construção ganhou impulso com os engarrafamentos na Zona Sul, na Zona Norte e na Avenida Brasil e permite que os cariocas transitem pela cidade à lazer ou à trabalho.

HistóriaEditar

A Linha Amarela faz parte do projeto das linhas policromáticas elaborado pela equipe do urbanista grego Constantínos Apóstolos Doxiádis a pedido do governador do extinto estado da Guanabara, Carlos Lacerda. Originalmente foi projetado por Lúcio Costa para ser uma linha de metrô ligando o bairro do Méier a Barra da Tijuca. A via expressa, inaugurada em 1997, também faz parte deste plano que consiste na construção de vias de trânsito rápido em 5% do território do município do Rio.

Apesar de ter sido idealizada na década de 60, a Linha Amarela só começou a sair do papel em dezembro de 1994 na primeira gestão de Cesar Maia a frente da prefeitura, após muita resistência de proprietários e inquilinos de imóveis que tiveram que ser desapropriados e demolidos.

As obras para a construção da via duraram quase 3 anos e foram divididas em 3 lotes: lote 1 (Avenida Ayrton Senna, Jacarepaguá/Gardênia Azul – Avenida Geremário Dantas, Freguesia), lote 2 (Avenida Geremário Dantas, Freguesia - Rua Pernambuco, Encantado) e lote 3 (Rua Pernambuco, Encantado - Avenida Novo Rio, Bonsucesso).

A Novo Rio e a Ayrton Senna (antiga avenida Alvorada) são os trechos antigos da Linha Amarela que somam, juntos, 10 km. O trecho que foi construído, entre 1994 e 1997, é de 15 km.

O lote 2 foi o mais trabalhoso, pois os engenheiros precisaram perfurar o maciço da Serra dos Pretos-Forros. Neste maciço está o Túnel da Covanca, que tem a extensão de 2.187 metros em cada sentido. É um dos maiores túneis urbanos do mundo. Além deste, a Linha Amarela conta com mais 2 túneis menores: o Túnel Geólogo Enzo Totis e o Túnel Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto e um pequeno túnel quadrado chamado Túnel da Suíça Carioca.

Tão logo a Linha Amarela foi inaugurada, um problema logo apareceu: os engarrafamentos na chegada ao trecho onde era o início da antiga avenida Novo Rio, que era mais estreita em relação a parte nova da Linha Amarela. Isso obrigou ao então prefeito Luiz Paulo Conde a determinar o alargamento do viaduto Sampaio Correia e, posteriormente, da Avenida Bento Ribeiro Dantas, entre o viaduto e a Ilha do Fundão, acabando com o gargalo.[carece de fontes?]

Bairros ligados pela avenidaEditar

CaracterísticasEditar

A via possuí 4 faixas em cada sentido, sendo que em dias úteis, de 6h às 9h da manhã, o sentido Avenida Brasil ganha uma faixa reversível no sentido Barra da Tijuca. O acesso é feito por 14 saídas, sendo elas:

Além disso, a Linha Amarela é via de passagem de diversas linhas de ônibus, que saem do Centro do Rio com destino a Jacarepaguá e Barra da Tijuca, além de linhas que saem da Zona Norte, próximo a alguns de seus acessos, para os bairros citados anteriormente. Ademais, a via também serve como caminho das linhas "Baixada-Barra", que saem do Terminal Alvorada, com destino a Baixada Fluminense.

Resultados da construção da avenidaEditar

  • Crescimento da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes devido à maior facilidade de acesso à região;
  • Aumento expressivo da interligação entre as regiões da cidade do Rio, havendo maior facilidade de se acessar bairros como Água Santa, que não eram próximos de grandes vias;
  • Criação de novas linhas de ônibus para equilibrar a demanda de passageiros;
  • Ligação através de uma saída do Estádio Olímpico João Havelange;
  • Criação de uma saída da Avenida Dom Hélder Câmara para a Avenida Brasil tendo como corredor a Linha Amarela;
  • Obras de melhoria e expansão do acesso à Linha Amarela localizado na Avenida Brasil, sentido Zona Norte;
  • Engarrafamentos quilométricos nas vias do entorno da Linha Amarela, devido à popularização da via.
  • Construção do Viaduto da Abolição, como saída de que vem do Engenhão.
  • Construção do Viaduto de Bonsucesso.

PedágioEditar

A Linha Amarela é a primeira via urbana do Brasil a possuir praça de pedágio. Fica situada no bairro de Água Santa, no emboque norte do Túnel da Covanca.

Desde a inauguração da via administrada pela LAMSA, em 1997, moradores do Rio de Janeiro acionam a prefeitura com questionamentos sobre a legalidade da cobrança. De acordo com os incisos I, XI e XXVII do artigo 22 da Constituição Brasileira[2][3], os municípios seriam proibidos de legislar sobre pedágio. Não seria possível, portanto, haver cobrança pelo uso de uma via que seja intra-municipal, ou seja, que saia de um ponto da cidade e termine em outro do mesmo município. É o caso do pedágio da Linha Amarela.

ControvérsiasEditar

Em 2019, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, determinou que o contrato de concessão com a LAMSA para a gestão da via fosse cancelado. Segundo auditoria do município, foi constatado prejuízo de R$ 1,6 bilhão à população da cidade, o que foi confirmado pela CPI da Linha Amarela realizada na Câmara dos Vereadores. Se constatou que, no contato firmado com a Lamsa, foi excluída a receita com o fluxo de carros que passam pela Linha Amarela. Dessa forma, o retorno financeiro da concessionária, que deveria ser de 10%, passou para 30%: 150 milhões de carros passaram pelos pedágios sem que isso fosse contabilizado. Ainda de acordo com a CGM, os ganhos da LAMSA com a Linha Amarela foram suficientes para que a concessão tivesse se encerrado em 2015. [4]

AcidentesEditar

  • Em 05 de dezembro de 1997, quatro pessoas morreram ao colideram com um carro em um poste na via.[5]
  • Em 28 de janeiro de 2014, um caminhão derrubou uma passarela que passa sobre a via, próximo a saída 4A, deixando 4 mortos e 4 feridos.[6]

Referências

  1. «Decreto nº 13.840, de 17 de abril de 1995.» (PDF) 
  2. www.planalto.gov.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Consultado em 16 de julho de 2020  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. «STF - Constituição Federal do Brasil». constituicao.stf.jus.br. Consultado em 16 de julho de 2020 
  4. Prefeitura do Rio vai cancelar contrato de concessão da Linha Amarela
  5. «UOL - Brasil Online - Primeiro acidente grave na Linha Amarela deixa 4 mortos 06/12/97 12h52». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 16 de julho de 2020 
  6. Rio, Do G1 (28 de janeiro de 2014). «Carreta derruba passarela e deixa feridos na Linha Amarela, no Rio». Rio de Janeiro. Consultado em 16 de julho de 2020 

Ligações externasEditar


Plano Doxiadis
Linha AmarelaLinha AzulLinha LilásLinha MarromLinha VerdeLinha Vermelha