Lucy Lúpia

Aviadora brasileira
Lucy Lúpia
Nascimento 7 de setembro de 1932
Rio de Janeiro
Morte 24 de maio de 2012 (79 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ocupação aviador

Lucy Lúpia Pinel Baltasar Alves de Pinho (Rio de Janeiro, 7 de setembro de 1932 - 24 de maio de 2012) é uma farmacêutica, escritora e piloto brasileira, é a primeira mulher piloto da aviação comercial brasileira.

BiografiaEditar

Filha de Edmundo Pereira Baltasar e de Martinha Pinel e trineta de Philippe Pinel, considerado o pai da Psiquiatria moderna.[1]

Seguindo os passos de Anésia Pinheiro Machado, Ada Rogato e Teresa De Marzo, as três primeiras mulheres brevetadas da aviação nacional, iniciou o curso quando, ao visitar o Aeroclube de Nova Iguaçu, com marido, Sieghardt, decidiu faria o curso de piloto.[1]

Formou-se na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Farmácia, exercia funções no Hospital dos Servidores do Estado. Inicialmente faria o curso para pilotar só por esporte. No entanto, o interesse e o talento permitiram ir além e iniciou então o processo de qualificação.

CarreiraEditar

Os cursos foram concluídos em apenas 3 meses e a Lucy foi aprovada nos testes de aptidão física, teórica e prática. Conquistou com isso o brevê (licença) de piloto privado, tendo sido a primeira mulher no país a realizar o feito. Deu continuidade aos cursos no Aeroclube e completou a carga horária necessária de 200 horas; uma nova etapa, de 250 horas de voo, das quais 40 de são navegação (viagens), foram concluídas com o objetivo de qualificar-se como instrutora de pilotagem elementar. Realizou os exames teóricos e práticos em duas aeronaves diferentes; as manobras de voo, exigiam algumas acrobacias e foram relizadas com as aeronaves Paulistinha P-56 e no Fairchild PT-19. Lucy poderia ao final até ser contratada pela Escola Livre de Aviação, mas a Escola encerrou as atividades [1].

Habilitada pelos testes e com o brevê em mãos, em 1973, realizou com sucesso os testes teóricos e de capacidade física para piloto de helicóptero, seria novamente a primeira mulher aprovada nas categorias privado e comercial. No entanto, o alto custo das horas exigidas para os voos de exame prático, impediram-na de exibir mais este certificado na busca de um emprego. A falta deste certificado permitiu voar por alguns anos sem vínculo de emprego em várias empresas, como a Pluma Táxi Aéreo (Rio de Janeiro) e outras em São Paulo, Minas Gerais e em Brasília. Foi em 8 de Julho de 1970, no bimotor Twinm Bonnanza, de propriedade da Construtora Brasil (Belo Horizonte), foi realizado o primeiro voo comercial ao lado do então comandante Dornelles.

O curso na Embraer, em São José dos Campos e tornou-se a primeira comandante de Bandeirante. [2]

Casou-se novamente em 1981 e iniciou uma segunda Faculdade, de Direito.

VoosEditar

Destacam-se os voos em 16 aviões monomotores, 18 bimotores e no turbo-hélice Bandeirante (EMB 110). De São Paulo ao Rio, e vice-versa, pilotou várias aeronaves do DAC. Uma delas, o Ypiranga PP-TJR, fez a última viagem pois seria levado para o Museu Aeroespacial (Campo dos Afonsos) (RJ) onde está até hoje exposto.[3]

ObrasEditar

  • Eu Quero Voar - o retrato do preconceito (1979)
  • A história de Philippe Pinel (1984)
  • Voo proibido: os apuros de uma pioneira (1992)
  • Sobrevivente: saga da primeira piloto de linha aérea (2003)
  • Sua majestade, o Q.I.: a realidade do mundo da aviação (2007)

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Referências