Mangueirinha

Mangueirinha é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2010 era de 17.041 habitantes, conforme dados de IBGE.

Mangueirinha
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Mangueirinha
Bandeira
Brasão de armas de Mangueirinha
Brasão de armas
Hino
Gentílico mangueirense
Localização
Localização de Mangueirinha no Paraná
Localização de Mangueirinha no Paraná
Mapa de Mangueirinha
Coordenadas 25° 56' 27" S 52° 10' 33" O
País Brasil
Unidade federativa Paraná
Municípios limítrofes Chopinzinho, Coronel Vivida, Coronel Domingos Soares, Foz do Jordão, Honório Serpa, Clevelândia, e Reserva do Iguaçu.
Distância até a capital 389 km
História
Fundação 21 de novembro de 1946 (74 anos)
Administração
Prefeito(a) Elídio Zimerman de Moraes (PSDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 1 073,793 km²
População total (Censo IBGE/2010[2]) 17 041 hab.
Densidade 15,9 hab./km²
Clima Temperado
Altitude 921 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3]) 0,754 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 714 390,210 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 40 678,18
Sítio mangueirinha.pr.gov.br (Prefeitura)

HistóriaEditar

Povoamento ameríndio pré-colonialEditar

Segundo as pesquisas arqueológicas mais recentes, os primeiros indícios da presença humana no sudoeste do Paraná datam de 9.040 +-40 anos Antes do Presente, período em que a região apresentava um clima mais seco e frio do que o atual.[5] Identificados no sítio Ouro Verde I, localizado no município de Boa Esperança do Iguaçu, os instrumentos líticos e centenas de gravuras rupestres representam também os vestígios mais antigos que se têm notícia de grupos indígenas em todo o atual território paranaense.[5] Vivendo da caça, pesca e coleta de alimentos, esses grupos ameríndios seguiram avançando sobre os vales e morros do sul e oeste do Paraná quando o clima se tornou mais quente, a cerca de 7.000 anos atrás, período em que teria ocorrido a expansão das florestas na região. Em geral, os fragmentos e peças inteiras feitas em pedra desse primeiro momento de ocupação humana do Sudoeste do Paraná são associados às tradições líticas Umbu e Humaitá, embora também utilizassem outras matérias-primas, como ossos e madeiras.[6] Contudo, esses primeiros habitantes não produziam cerâmicas, não havendo também indícios de domesticação de plantas ou animais.

Por volta de 2.500 anos atrás, os primeiros grupos ceramistas teriam alcançado a bacia do rio Iguaçu, vindos do interior do continente. Ancestrais dos atuais Kaingang e Xokleng,[7][8] essas populações introduziram uma novidade tecnológica na região: a agricultura. Dessa forma, foram introduzidos o cultivo de espécies como milho, feijão, amendoim e mandioca na região do Baixo Iguaçu.[7] Por sua vez, os grupos humanos que já habitavam o sudoeste paranaense provavelmente foram incorporados à essas populações ceramistas horticultoras mais numerosas, embora seja provável que conflitos entre essas populações tenham ocorrido durante esse período.[5][7][9] De acordo com as pesquisas arqueológicas e antropológicas mais recentes, os primeiros grupos ceramistas a alcançarem o atual Brasil Meridional seriam falantes de idiomas do tronco Macro-Jê.[8]

Com base nas técnicas de produção observadas na cerâmica, ferramentas de pedra e padrões de assentamento, esses grupos são geralmente associados à Tradição Itararé-Taquara. As aldeias desses grupos são caracterizadas pela presença de “casas subterrâneas”, estruturas subterrâneas em formato arredondado ou elipsoidal e cobertas por palha, em geral sustentadas por um pilar central vertical.[8][10] No município de Mangueirinha já foram identificados 12 sítios arqueológicos com vestígios materiais associados à Tradição Itararé—Taquara. São eles: Campina Bela 2,[11] Rio Portão 1,[12] Rio Portão 2,[13] Belao,[14] Sítio da Barragem,[15] Sítio do Monólito,[16] Corredeira,[17] Cachoeira,[18] Fonte do Encantilado,[19] Rio Vila Nova 1,[20] Ilha Grande[21] e Barra do Rio Butiá 2.[22] Todos esses sítios arqueológicos foram descobertos próximos das margens do rio Iguaçu e afluentes, revelando a importância desses locais para essas populações indígenas.

Séculos mais tarde, entre os séculos I e V d. C., outras populações ceramistas e horticultoras alcançaram as bacias dos rios Iguaçu, Tibagi e Paraná, provavelmente gerando novas disputas e alianças entre as aldeias que já existiam na região.[7][23] Falantes de idiomas tupi-guarani (e, portanto, ancestrais dos atuais Guarani), sua cultura material também foi classificada pela arqueologia com base no conceito de tradição tecnológica, sendo a cerâmica o principal definidor da já bastante conhecida Tradição Tupiguarani.[24] Em geral, as habitações eram instaladas em porções mais elevadas, ainda que próximas de rios navegáveis e de terras férteis. As matas nas margens do rio Iguaçu e afluentes – como o rio Chopim –, provavelmente foram os locais de maior concentração dessas populações, ao menos até o início da expansão europeia sobre seus antigos territórios.[5][7] No município de Mangueirinha já foram identificados 3 sítios arqueológicos Tupiguarani: Campina Bela 1,[25] Rio Morro Verde[26] e Rio Vila Nova 2.[27]

Início da Colonização Europeia do Campo de PalmasEditar

Quando os primeiros colonizadores europeus alcançaram o Baixo Iguaçu e os Campos de Palmas, a região era habitada por grupos Kaingang, Xokleng (chamados de Bituruna em fontes históricas mais antigas) e Guarani.[28] As fontes escritas produzidas pelos espanhóis entre os séculos XVI e XVII, período em que estes empreenderam uma ocupação do norte e oeste do atual território paranaense – processo que envolveu a instalação de quinze reduções jesuíticas na então chamada província de Guayrá – de fato atestam a presença considerável de ameríndios relacionados aos grupos Jê e Tupi-Guarani.[29] Relatos posteriores de lutas entre indígenas encontrados na região e membros das expedições bandeirantes, durante os séculos XVI a XVIII, corroboram essa interpretação.[30]

Apesar da criação de diversas reduções jesuíticas na província do Guairá desde fins do século XVI, a pressão exercida por bandeirantes, como Raposo Tavares, Pedro Vaz de Barros e Manuel Preto, causou a destruição da maior parte das reduções jesuítas do Guairá ainda durante a primeira metade do século XVII. Com isso, grande parte dos indígenas (especialmente os Guarani) que habitavam esses assentamentos coloniais acabou por ser escravizada e levada para fazendas paulistas, enquanto outros grupos fugiram para áreas de mais difícil acesso.

Expulsos os jesuítas e espanhóis do Baixo Iguaçu, dispersos ou escravizados muitos dos Guarani pelos bandeirantes paulistas, coube aos Xokleng e Kaingang novamente ocuparem o território que depois formaria os municípios atuais do sudoeste paranaense.[31] Em parte, isso se deu pela falta de interesse dos colonizadores portugueses em se estabelecer nos Campos de Palmas durante os séculos XVII e início do XVIII, já que eram muito distantes dos núcleos de povoamento que já existiam em São Paulo e Rio Grande do Sul.  Ainda assim, a região passou a ser atravessada por rotas de tropeiros a partir da segunda metade do século XVIII, no que depois ficou conhecido como Caminho de Palmas. Com o passar do tempo, alguns fazendeiros começaram a se estabelecer nos Campos de Palmas, provenientes da região de Guarapuava, que posteriormente dariam origem a diversos povoados ao longo do século XIX.[32]

Sendo uma região de fronteira, também havia o interesse político em assegurar a posse do sudoeste do Paraná, tanto no período colonial quanto após a independência do Brasil. Muitas expedições militares foram feitas na região ao longo do século XIX, servindo para reconhecimento dos vales do sul e oeste do Paraná, ainda pouco conhecidos, bem como criando entrepostos militares permanentes já no fim do período imperial brasileiro.[32][33] Esse processo gradual de colonização também levou à uma nova interação com os Kaingang e Xokleng que habitavam o Baixo Iguaçu. Seja através da resistência contra a chegada de fazendeiros e militares, seja através da aproximação e aliança com esses novos habitantes do sudoeste do Paraná, os grupos indígenas tiveram que se adaptar para sobreviver nesse novo contexto. Embora em número muito menor do que quando primeiro chegaram aos Campos de Palmas, a presença indígena ainda se faz presente em locais como a Reserva Indígena Mangueirinha (localizada nos municípios de Coronel Vivida, Chopinzinho e em Mangueirinha). Segundo dados do Instituto Sociambiental, a Reserva contava com 765 habitantes em 2013, entre Kaingangs, Guaranis e Guaranis Mbyá.[34]

Fundação de MangueirinhaEditar

No fim do século XIX, a ocupação brasileira das terras entre os rios Iguaçu e Chopim já estava bastante avançada, embora indefinições fronteiriças entre Brasil e Argentina só fossem permanentemente resolvidas em 1895, após mediação do presidente norte-americano Grover Cleveland.[35] Alguns anos antes, em 1887, foi criado o distrito judiciário e policial de Mangueirinha (até então pertencente ao município de Palmas), em região já ocupada por fazendas de gado desde fins da década de 1830.[36] Não por acaso, o nome do distrito e do atual município faz referência à uma estrutura utilizada para conter gado, atestando a importância econômica da pecuária na história de Mangueirinha.

Com a criação do Território Federal de Iguaçu, em 1943, toda a área do então distrito de Mangueirinha foi abarcado pela nova unidade administrativa formada durante o governo de Getúlio Vargas. Essa situação se manteve até 1946, quando o Território foi extinto e Mangueirinha foi elevado à condição de município autônomo, através do Decreto-Lei Estadual n° 533. Nessa época, Mangueirinha tinha um território bem maior do que hoje em dia, englobando os atuais municípios de Chopinzinho, Coronel Vivida e Honório Serpa – todos posteriormente desmembrados e emancipados ao longo do século XX.[36] Essas emancipações foram desencadeadas pelo crescimento econômico e demográfico desses antigos povoamentos, assim como a distância do centro urbano de Mangueirinha, situado nas proximidades do ponto onde o rio Marrecas deságua no Iguaçu. Entre junho de 1964 e março de 1968, Mangueirinha foi renomeada para Conceição do Rosário. Embora o novo batismo do município tenha durado quase quatro anos, o nome original foi logo retomado, mantendo clara as raízes agropecuárias de Mangueirinha.[36]

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. a b c d Parellada, Cláudia Inês (2008). «Revisão dos sítios com mais de seis mil anos BP no Paraná: discussões geoarqueológicas». Fundação Museu do Homem Americano. FUNDHAMentos. VII: 118-135. Consultado em 5 de maio de 2021 
  6. Prous, André (2006). O Brasil antes dos brasileiros: A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. pp. 46–49. ISBN 8571109206 
  7. a b c d e Noelli, Francisco (2000). «A Ocupação Humana na Região Sul do Brasil: Arqueologia, Debates e Perspectivas 1872-2000». Universidade de São Paulo. Revista USP. II (44): 218-269. Consultado em 5 de maio de 2021 
  8. a b c Araújo, Astolfo (2007). «A tradição cerâmica Itararé-Taquara: características, área de ocorrência e algumas hipóteses sobre a expansão dos grupos Jê no sudeste do Brasil». Sociedade de Arqueologia Brasileira. Revista de Arqueologia (20): 9-38. Consultado em 5 de maio de 2021 
  9. Galhardo, Danilo. «Revisitando Obras: Históricos das Pesquisas Arqueológicas na Região Nordeste do Estado de São Paulo». UNESP. Revista Tópos. 4 (1): 32-59. Consultado em 5 de maio de 2021 
  10. La Salvia, Fernando (1983). «A habitação subterrânea: uma adaptação ecológica». In: Weimer, Gunter. A Arquitetura no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto 
  11. «Sítio Campina Bela 2». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  12. «Sítio Rio Portão 1». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  13. «Sítio Rio Portão 2». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  14. «Sítio Belao». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  15. «Sítio da Barragem». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  16. «Sítio do Monólito». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  17. «Sítio Corredeira». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  18. «Sítio Cachoeira». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
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  20. «Sítio Rio Vila Nova 1». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  21. «Sítio Ilha Grande». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
  22. «Sítio Barra do Rio Butiá 2». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
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  24. Meggers, Betty (1987). Amazônia: a ilusão de um paraíso. Coleção reconquista do Brasil 2a ed. ed. São Paulo: Editora Itatiaia e EDUSP 
  25. «Sítio Campina Bela 1». Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de maio de 2021 
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  29. Parellada, Cláudia Inês (2008). «Tecnologia e Estética da Cerâmica Itararé-Taquara no Paraná: dados etno-históricos e o acervo do Museu Paranaense». Sociedade de Arqueologia Brasileira. Revista de Arqueologia. 21 (1): 97-111. Consultado em 5 de maio de 2021 
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  31. Bogoni, Saul (2008). O Discurso de Resistência e Revide em Conquista Espiritual (1639), de Antonio Ruiz de Montoya: Ação e Reação Jesuítica e Indígena na Colonização Ibérica da Região do Guairá (Dissertação de Mestrado em Letras). Maringá: Universidade Estadual de Maringá 
  32. a b Laroque, Luís Fernando (2007). Fronteiras geográficas, étnicas e culturais envolvendo os Kaingang e suas lideranças no sul do Brasil (1889-1930) (Tese de Doutorado em História). São Leopoldo: UNISINOS 
  33. Barros, Vera Lúcia (1980). A Colônia Militar do Chopim: 1882 a 1909 (Dissertação de Mestrado em História). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina 
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  35. Zatta, Ronaldo; Vanini, Ismael (2013). «O Sudoeste do Paraná e a presença militar na fronteira: aspectos de uma "comunidade imaginada"». Universidade Estadual do Piauí. Vozes, Pretérito & Devir. Dossiê Temático: Artigos. V (1): 289-308. Consultado em 5 de maio de 2021 
  36. a b c «Cidades. História & Fotos. Mangueirinha». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2020. Consultado em 5 de maio de 2021 
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