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Miss Universo
Logo do Miss Universo
Lema "Confidently Beautiful"
Tipo Concurso de beleza
Fundação 28 de junho de 1952 (66 anos)
Sede Nova York
Línguas oficiais Inglês
Filiação William Morris Endeavor
Presidente Estados Unidos Paula Shugart
Sítio oficial www.missuniverse.com

Miss Universo (em inglês: Miss Universe) é a mais importante competição internacional de beleza feminina, realizada anualmente e promovida pela Miss Universe Organization, de propriedade da empresa William Morris Endeavor. É um dos eventos mais vistos no mundo, com uma audiência internacional de cerca de um bilhão de telespectadores em mais de 180 países.

Foi criado na Califórnia em 1952 pela empresa de vestuário Pacific Mills e tornou-se através dos anos um evento da Kayser-Roth Corporation e da Gulf and Western Industries, até ser comprado em 1996 pelo empresário e atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.[1] Em 1998, o Miss Universo alterou sua razão social de Miss Universe Inc. para Miss Universe Organization e sua sede foi transferida de Long Beach para Nova York. Donald Trump contratou uma nova equipe de profissionais de suas empresas para dirigir e organizar o concurso, incluindo a CEO Molly Miles e a presidente Maureen Reidy.[2]

A organização passou a usar o lema "Redefinido para o presente" para a realização de seus concursos. Na mesma época criou sua nova logomarca: "The woman with the stars" ("A mulher com as estrelas"), representando a beleza e a responsabilidade das mulheres em todo o Universo; essa logomarca é usada até hoje.[3] Em setembro de 2015, Trump vendeu a organização e os direitos sobre os concursos de beleza que ele administrava para a empresa WME-IMG, do empresário William Morris Endeavor.[4]

Tradicionalmente, a vencedora do concurso vive em Nova York durante o período do seu reinado. A atual Miss Universo é a sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters, eleita em Las Vegas, nos Estados Unidos, no dia 26 de novembro de 2017.

Índice

HistóriaEditar

O concurso de Miss Universo é inspirado no antigo International Pageant of Pulchritude (Desfile Internacional de Beleza), que, no período de 1926 a 1932, se realizava anualmente (com uma última edição avulsa em 1935) atribuindo o título de "Miss Universo" à vencedora. A texana Catherine Moylan, Miss Dallas, de 18 anos, foi a primeira a receber este título, numa competição realizada em 17 de maio de 1926, em Galveston, Texas, com a participação de 37 norte-americanas e duas estrangeiras – uma do México e outra do Canadá.[5] A gaúcha Yolanda Pereira foi a primeira e única brasileira a conquistar o título nessa antiga versão, em 1930 – sem nenhuma relação com o evento posterior – quando houve dois concursos, um nos EUA e outro no Brasil. A Grande Depressão e os acontecimentos que precederam a Segunda Guerra Mundial levaram à supressão do concurso.

No pós-guerra, organizou-se novamente o concurso com novas modelos, e a competição voltou a acontecer a partir de 1952. Em 1950, o Miss America, o concurso nacional de beleza norte-americano até então existente, foi realizado sob o patrocínio dos maiôs Catalina. A vencedora, Yolanda Betbeze, porém, se recusou a posar para fotos vestindo os trajes de banho da patrocinadora, que teve apoio da organização, que declarou que a atitude de Yolanda apontava para um novo status dos concursos de beleza, em que não apenas o físico era relevante, mas também a inteligência, os valores pessoais e a capacidade liderança da mulher.'[6]

 
Participantes do Miss Universo 1953, segunda edição do concurso, em Long Beach, Califórnia.

Desgostosa com o fato, Catalina retirou-se do Miss America e resolveu criar seu próprio concurso, o Miss USA, e em seguida o Miss Universe, que teve a parceria do Universal Studios. O concurso a princípio teria o nome de "Miss United Nations" mas a entrada da Universal na organização e divulgação acabou levando ao nome final pelo qual é conhecido.[6]

Então, em 1952, no balneário americano de Long Beach, completamente reconstruído após um terremoto em 1933, aconteceu a primeira edição do concurso. Com um investimento de US$1 milhão, uma fortuna na época, e a participação de 29 concorrentes de todo o mundo, além de participantes de estados americanos (Miss Havaí - segunda colocada na competição). A finlandesa Armi Kuusela foi a vencedora, recebendo o prêmio máximo, um contrato com a Universal. Sua coroa, usada apenas esta vez, era uma réplica menor da coroa da rainha Elizabeth II.[7] Desde então, o concurso se realiza anualmente.[6]

Um fato ocorrido durante o ano de reinado de Kuusela acabaria criando regras mais rígidas para o concurso dali em diante. Numa de suas inúmeras viagens pelo mundo, ela conheceu um empresário filipino em Manila, por quem apaixonou-se à primeira vista. A relação foi tão fulminante que a Miss Universo abandonou as obrigações com a organização ao meio e voou com o empresário para Tóquio, no Japão, onde casaram-se, renunciando a coroa nos dias posteriores. O fato fez com que a partir dali mulheres casadas não pudessem mais participar do evento e, oficialmente, as regras passaram a estipular que caso uma Miss Universo não pudesse por qualquer motivo completar seu mandato, ela seria imediatamente substituída pela segunda colocada, que assumiria o título e as obrigações decorrentes dele pelo restante do mandato anual.[6]

Entre 1952 e 1971, todas as edições do concurso foram realizadas nos Estados Unidos, divididos entre a Califórnia e a Flórida. A partir daí, espalhou-se pelo mundo, com cidades anfitriãs na Ásia, Europa, Oceania, África, Caribe e América do Sul.[8]

Vencedoras não-oficiaisEditar

 
Dorothy Britton.
  • Os resultados dos concursos anteriores não são considerados oficiais pela Miss Universe Organization.[9]
Ano Vencedora País Local do evento
1926 Catherine Moylan   Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1927 Dorothy Britton   Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1928 Ella Van Hueson   Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1929 Lisl Goldarbeiter   Áustria Galveston, Estados Unidos
1930 (1) Dorothy Dell Goff   Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1930 (2) Yolanda Pereira   Brasil Rio de Janeiro, Brasil
1931 Netta Duchâteau[10]   Bélgica Galveston, Estados Unidos
1932 Keriman Halis[11]   Turquia Spa, Bélgica
1935 Charlotte Wassef[12]   Egito Bruxelas, Bélgica

OrganizadoresEditar

Nos primeiros anos, o certame esteve sob a responsabilidade da empresa de vestuário Pacific-Mills e teve como patrocinador principal a marca de maiôs Catalina. Mais tarde, foi vendido para a empresa Kayser-Roth. Em 1977, a Kayser-Roth foi comprada pela Gulf+Western Industries, então dona dos estúdios de cinema Paramount. Em 1996, Donald Trump comprou os direitos do concurso em parceria com a rede CBS, então geradora em nível internacional.

No final de 2002, Trump revenderia dois contratos relativos aos direitos de transmissão: um com a rede NBC, para transmissão em território norte-americano (que incluiria uma transmissão em espanhol por sua subsidiária a Telemundo) e outro com a empresa Alfred Haber, para a distribuição internacional do evento. Em 2015 um novo contrato foi assinado, com o sinal da transmissão em espanhol passando a ser distribuído pela Univisión.[13]

Entre 2002 e 2015, o Miss Universo era uma joint-venture entre a rede de televisão NBC e Trump, sendo cada um proprietário de 50% do negócio. Em julho deste ano, após os comentários de Donald Trump com relação aos imigrantes mexicanos durante o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos em 2016, a emissora cortou todos os laços com o empresário, inclusive cancelando a transmissão dos concursos ligados à MUO.[14]Em setembro de 2015, Trump comprou a metade das ações que estavam em propriedade da NBC e três dias depois revendeu 100% do negócio para a agência WME/IMG, de William Morris Endeavor. Os documentos das finanças pessoais de Trump entregues à Federal Election Commission por conta de sua candidatura, indicam que a Miss Universe Organization tem um valor entre 5 e 25 milhões de dólares.[4] Após a venda, a presidente da Organização continuou a ser a executiva Paula Shugart, que assumiu o cargo durante a era Trump.[15]

A partir de 2015, os direitos de televisão são também de responsabilidade da Fox.[16]

O concurso hojeEditar

A cada ano aproximadamente 1000 milhões de pessoas assistem a final do concurso transmitida ao vivo para todo mundo[carece de fontes?]. Um total de 170 nações, territórios e regiões especiais já enviaram uma candidata. O concurso passa por constante instabilidade no número de países participantes. Ao mesmo tempo que países tradicionais deixam de participar,como a Grécia (que participou pela última vez em 2015) e o Chipre que deixou de participar do concurso em 2012. Novos países passaram a participar do concurso e assim se adicionaram a lista recentemente: Gabão (2012), Lituânia (2012), Azerbaijão (2013), Serra Leoa (2016) e mais recentemente Camboja (2017), Laos (2017) e Nepal (2017).

Entre algumas das celebridades que competiram no concurso foram as políticas Tanja Karpela (Finlândia 1991), Anke van Dermeersch (Bélgica 1992); as top models Helena Christensen (Dinamarca 1986), e Flaviana Matata (Tanzânia 2007); a estilista e estrela de reality-show Anya Ayoung-Chee (Trinidad e Tobago 2008); as atrizes Vera Fischer (Brasil 1969), Maribel Guardia (Costa Rica 1978), Paola Turbay (Colômbia 1992), Jacqueline Bracamontes (México 2001), Gal Gadot (Israel 2004) e Mónica Spear (Venezuela 2005).

O Miss Universo tem dois concursos irmãos:

  • Miss USA: concurso que elege a candidata dos Estados Unidos ao Miss Universo. O Miss USA e o Miss Universo durante os primeiros anos dos concursos eram praticamente realizados ao mesmo tempo e as suas candidatas conviviam juntas. A única diferença era que o Miss USA era realizado dois dias antes.
  • Miss Teen USA: versão para adolescentes do Miss USA, criado em 1983.

Os três concursos são de propriedade, vendidos e franqueados pela Organização Miss Universo.

A ganhadora começa as suas atividades como Miss Universo imediatamente após a sua coroação, se tornando a principal imagem da Organização e fixa sua residencia, tal como a maioria das suas atividades na cidade de Nova York, Estados Unidos, durante a duração de seu reinado. Quem queira a participação da Miss Universo para qualquer evento (inclusive a sua visita oficial a qualquer país) deve entrar em contato com a Organização Miss Universo.

Sistema de classificaçãoEditar

A eleição da Miss Universo é um processo muito demorado, que ano após ano, envolve muita gente e dinheiro ao redor do mundo.

O sistema do Miss Universo é composto por franquias. Para cada país interessado em enviar uma candidata, existe um franquiado que, após pagar uma quantia de dólares, que varia de acordo com tamanho e a capacidade do país, tem os direitos locais para enviar uma candidata local ao concurso.

Algumas dessas regras:

  • Que a delegada seja legalmente mulher—deixando a possibilidade de uma candidata transexual participe, se seu país a reconhece legalmente como mulher.
  • Que nunca tenha se casado.
  • Que nunca esteve grávida.
  • Que seja a ganhadora do concurso nacional, e caso não cumpra os requisitos é enviada a segunda colocada; também se aceitam designações de candidatas em casos especiais.
  • Que tenha a nacionalidade do país que esteja representando.
  • Que tenha entre 18 e 28 anos em 1° de fevereiro do ano que esteja competindo.
  • Que tenha a real disposição de ser Miss Universo e as atribuições do título.
  • Uma franquia não poderá escolher uma nova candidatura, enquanto a sua titular não competir no concurso do ano corrente. Caso isto ocorra, o país está eliminado do concurso seguinte.

Existem outras regras e exceções a estas que são adaptadas para cada franquia, dependendo da situação específica de cada um. Ao contrário do que se popularmente diz, as seguintes situações não quebram o regulamento do concurso:

  • O Miss Universo não proíbe cirurgias e nem procedimentos estéticos.
  • O Miss Universo não pede estatura mínima.
  • O Miss Universo não proíbe participantes que tenham pousado nuas e nem de roupas íntimas.
  • O Miss Universo não pede um peso mínimo, nem um peso máximo para as suas concorrentes
  • O Miss Universo não promove estereótipos raciais e nem étnicos para a representação de cada país.

Em cada país se organiza uma certame local, que vai de eventos austeros e simples, como audições e castings, até eventos extremamente produzidos. Existem numerosos títulos nacionais, que são extremamente tradicionais e servem para escolher a representante do dito país no Miss Universo, como o Miss USA, o Miss Venezuela, o Miss França, o Miss África do Sul. Existem outros que renasceram recentemente após da mudança do franqueado como o Miss Brasil Be Emotion, o Miss Universo Japão e o Miss Diva, que escolhe a representante indiana para o concurso;

Após esse processo, que começa com mais de um ano de antecedência, a delegada se junta a um grupo das delegadas de outros países, que varia de 70 a 95 (92 em 2017) candidatas e que se reúnem em uma cidade ao redor do mundo entre três semanas e um mês. Cumprem diversas atividades, que vão de gravações que promovem a cidade-sede, até jantares com os chefes do executivo local e ocasionalmente o nacional e eventos com os patrocinadores. Também existe a competição de traje típico, onde cada candidata apresenta uma roupa típica ou uma tradição do seu país.Por volta de uma semana antes da final é feita a primeira apresentação das candidatas no chamado "Presentation Show" (conhecido também como a Preliminar), onde cada candidata desfila em trajes de banho (entre 2014 e 2016 o traje era escolhido pelas próprias candidatas) e em traje de noite (de acordo com o gosto pessoal de cada candidata). Após a preliminar, as candidatas são entrevistas pessoalmente por uma banca de jurados preliminares, juntamente com a Organização Miss Universo. Esta banca tem o poder de eleger um número de finalistas. Depois da competição preliminar, um número de candidatas é escolhido e estas evoluem para as semifinalistas,cujo o número varia de ano para ano (foram 16 em 2017) .Quando Donald Trump era dono do concurso ele escolhia pessoalmente cinco das semifinalistas.

As notas das agora semifinalistas são zeradas e elas são novamente avaliadas por uma outra banca que transmite sua opinião por meio de notas que variam de 0 a 10. Durante a final, cada etapa é eliminatória e as médias das anteriores vão se acumulando. Normalmente, a final se desenvolve da seguinte forma :

  • Voltam a competir em traje de banho, mas um grupo de candidatas (em 2017, foram 6 candidatas) é eliminado.
  • As restantes competem em traje de noite e assim mais um grupo (em 2017, foram 4 candidatas) é eliminado.
  • As que sobraram respondem a uma pergunta final (elaboradas especificamente para elas) e outro grupo é eliminado (em 2017, foram 2 candidatas)
  • As agora finalistas, respondem uma pergunta comum a todas (em 2017, foram 3) e as posições finais assim são então definidas.

Este processo constantemente sofre mudanças, respeitando as demandas da Organização Miss Universo,por isso é difícil assegurar que seja o mesmo em cada edição. Antes de se anunciar as semifinalistas sempre se declara que uma banca de jurados classificatória, em conjunto com os membros da Organização Miss Universo, escolhem secretamente o quadro das escolhidas com base na sua atuação nas preliminares.

Formato da competiçãoEditar

  • Nos primeiros anos, as competidores que passavam da primeira classificatória eram anunciadas após a seleção preliminar. De 1965 em diante, as semifinalistas passaram a ser escolhidas em segredo pelos jurados, com seu anúncio feito apenas na noite da final oficial transmitida pela televisão. As semifinalistas então competiam novamente em trajes de gala e biquíni e as cinco finalistas são anunciadas. Em 1960 uma entrevista foi incluída para definir a vencedora e a segunda colocada.
  • De 1959 a 1964 houve pequenas mudanças no formato de escolha. Nestes anos não houve um último corte final, a Miss Universo e as demais quatro colocadas, eram anunciadas diretamente do grupo de 15 semifinalistas. Em 1965, o concurso voltou ao formato inicial, com um corte final de cinco finalistas e assim se manteve até 1989.
  • Em 1969, uma última questão foi colocada às últimas cinco finalistas. A pergunta final passou a ser um dos pontos altos do concurso e se tornou uma das suas principais características e passou a ser utilizada em diversos concursos de beleza ao redor do mundo.Desde 1990,ela se estabeleceu e desde então faz parte obrigatória de todas as edições, sendo que a pergunta é considerada o critério de maior importância,já que a qualidade das respostas dadas pelas finalistas é crucial para a decisão final dos jurados.
  • Em 1990, a organização implementou mudanças profundas na competição. Ao invés de cinco finalistas, o grupo passou a ser reduzido de dez semifinalistas para seis. Cada classificada então selecionava aleatoriamente por sorteio um jurado e respondia a uma pergunta feita por este jurado. Após isso, o grupo então era novamente reduzido e desta vez para três últimas concorrentes que tinham que responder a pergunta final que era igual para todas. Este formato se manteve até 1997.
  • De 1998 a 1999 o número de finalistas saídas das dez semifinalistas voltou a ser reduzido para cinco mas continuou a haver um último corte que as reduzia às três finais. A partir de 2001, o formato tradicional com 5 finalistas, dali saindo a nova Miss Universo,retornou.
  • Em 2000,a parte das entrevistas nas semifinais foi retirada e as competidoras voltaram, como no concurso em suas origens, apenas a desfilar com os trajes de gala e os de banho.
  • Em 2003,voltou a haver uma primeira seleção de 15 semifinalistas ao invés de dez. Um corte seguinte levava às dez semifinalistas e outro às Top 5. A pergunta final passou a variar, em alguns anos eram feitas pelas outras candidatas eliminadas, em outros viam dos jurados, ou então das redes sociais.
  • A edição de 2006,em Los Angeles foi completamente bancada pela iniciativa privada,o que fez com que as autoridades da cidade,não demostrassem nenhum interesse em que a transmissão fizesse a promoção turística da cidade, como é o usual nas edições realizadas pelo mundo. A final ficou com um espaço de 7 minutos e, em função disso, para preenchê-lo a organização resolveu aumentar o número de candidatas no primeiro corte de 15 para 20, de maneira que o processo um pouco mais longo fechasse o tempo em aberto na televisão. Após este desfile, foram cortadas para dez semifinalistas, que competiam então no desfile de traje de noite. Depois desta segunda rodada, as últimas cinco finalistas eram anunciadas e respondiam à pergunta final. Ao final da competição, as segunda, terceira, quarta e quinta colocadas foram anunciadas em ordem decrescente até o anúncio final da nova Miss Universo, coroada então pela miss do ano anterior.
  • No ano seguinte, em 2007, houve nova mudança. Voltando ao primeiro corte com 15 semifinalistas, que participavam do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, dez eram selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais cinco eram cortadas. As últimas cinco finalistas então respondiam à pergunta final dos jurados, sendo uma delas escolhida a nova Miss Universo, após o anúncio em ordem decrescente da quinta, quarta, terceira e segunda colocadas.
  • De 2011 a 2013 o número de semifinalistas aumentou de 15 para 16 sendo a última vaga ocupada pela candidata escolhida através da votação popular filtrada pelo site oficial do concurso.
  • Em 2014,o formato usado entre 2003 e 2005 e de 2007 a 2010 retornou com apenas uma alteração: foram feitas duas perguntas finais, uma pelos jurados e a pergunta final foi selecionada pelo Facebook.
  • Em 2015,foi utilizado o seguinte formato: primeiro corte tem 15 semifinalistas, que participam do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, dez são selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais cinco são cortadas. As últimas cinco semifinalistas então respondem a uma pergunta específica selecionada para cada uma por meio do Facebook. Após isso, o grupo então é novamente reduzido e desta vez para três últimas concorrentes, estas três finalistas (retornando em parte ao formato usado de 1991 até 2000) são forçadas a apresentar um discurso para as candidatas eliminadas que farão a escolha final,juntamente com os jurados.
  • Em 2016,foi utilizado o seguinte formato: primeiro corte tem 13 semifinalistas:(12 escolhidas de acordo com a sua classificação nas etapas preliminares e 1 que é escolhida pelo público do mundo todo,via aplicativo), que participam do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, nove são selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais três são cortadas. As últimas seis semifinalistas então respondem a uma pergunta específica para cada uma elaborada pela Organização Miss Universo. Após isso, o grupo então é novamente reduzido e desta vez para três últimas concorrentes e estas três finalistas responderam a mesma pergunta para os jurados que farão a escolha final.
  • Em 2017, foi utilizado o seguinte formato: primeiro corte voltará a ter 16 semifinalistas: 12 escolhidas de acordo com a sua classificação nas etapas preliminares, respeitando os seus grupos continentais, 3 escolhidas pela Organização Miss Universo e 1 que é escolhida pelo público do mundo todo, via aplicativo), que participaram do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, dez foram selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais cinco foram cortadas. As últimas cinco semifinalistas então responderam a uma pergunta específica para cada uma elaborada pela Organização Miss Universo. Após isso, o grupo então foi novamente reduzido e desta vez para as três últimas concorrentes e estas três agora finalistas irão responder a mesma pergunta para definirem as suas posições finais.

Exibição das notas na TVEditar

De 1978 a 2002 era comum ver as notas das misses na TV para saber quem tinha passado e quem não tinha chances de ir às semifinais, bem como as notas de maiô, entrevista individual e trajes de gala. Mas o que determinava a classificação de uma candidata a Miss Universo era a média das notas das preliminares.

Terminadas as provas de traje de banho, entrevista e trajes de gala, aparecia uma última ponderação de notas, desta vez para determinar as cinco finalistas. A partir de 2000 a entrevista passou a ser restrita às cinco finalistas.

Com as mudanças na classificação implantadas em 1990, a entrevista final era feita para as misses do top 6 e posteriormente às três primeiras finalistas, saídas do top 6 (até 1997) e top 5 (de 1998 a 2000). Em 2001, as cinco finalistas voltaram a ser submetidas a essa prova, o que acontece até hoje.

As notas chegaram a ficar extintas entre 2003 a 2006, mas a partir de 2007, as notas parciais voltaram a ser divulgadas pela TV (somente nos desfiles de Traje de Banho e o Traje de Gala).

A partir de 2011 as notas dadas pelos jurados as candidatas voltaram a ser mantidas em sigilo.

JuradosEditar

Os jurados do Miss Universo tem a função de avaliar a performance das candidatas na fase preliminar e na noite final do concurso. Há júris separados para o Presentation Show (onde são julgados os quesitos de traje de gala e traje de banho) e a prova de trajes típicos, cuja vencedora era anunciada com antecedência. Para a noite de eleição da nova Miss Universo é chamado um júri formado por ex-misses, personalidades da moda e do entretenimento, jornalistas e artistas da televisão mundial.

Entre as celebridades mundiais mais expressivas que já passaram pelo painel de jurados estão os escritores Leon Uris e Mario Vargas Llosa, os atores Peter Sellers, Ginger Rogers, Bo Derek e Jane Seymour, os músicos Dave Navarro,Steve Tyler e Sheila E., os estilistas Carolina Herrera e Roberto Cavalli, o campeão de boxe Evander Holyfield, a ginasta romena Nadia Comaneci, Pelé, além de Perez Hilton.[17] e Lele Pons[18]

CoroaEditar

 
A coroa da Diamond Nexus na cabeça da Miss Universo 2011 Leila Lopes, usada entre 2009 e 2013.

De 1952 até a coroa criada em 2014, oito modelos diferentes delas já foram colocadas sobre a cabeça das eleitas. A coroa usada por mais tempo durou 38 anos e foi estreada com a brasileira Ieda Maria Vargas em 1963.[19]

Um dos elementos que sempre serviu como símbolo de Miss Universo é a coroa. Isso sofreu várias mudanças nos sessenta e três anos do concurso.

  • 1952: a primeira coroa Miss Universe foi usada apenas no primeiro concurso e Armi Kuusela, "Miss Universe 1952". É uma réplica em miniatura da coroa usada pela rainha Isabel II do Reino Unido, com joias em uma base de veludo e amarrada à cabeça por uma fita branca.
  • 1953: A segunda coroa Miss Universe foi usada apenas no segundo concurso e por Christiane Martel, Miss Universe 1953 . Era uma pequena coroa metálica dourada, com cinco picos cobertos com uma bola pequena que pendia sobre o centro da figura; o maior pico tinha um pequeno ornamento brilhante.
  • 1954-1960: a terceira coroa de Miss Universo foi usada de 1954 a 1960. É uma peça fina, adornada com brilhantes e pérolas, cuja estrutura foi conformada por dez picos, cinco de cada lado, cada um coberto por uma pérola No centro, a figura de uma estrela ascendente adornava o todo, sendo esse o ornamento principal.
  • 1961-1962: a quarta coroa de Miss Universo foi usada em 1961 e 1962. Era uma coroa clássica de rainha de beleza, estrutura fina, amorfa e simétrica, adornada com folhas brilhantes e com forma de folhas. No centro, uma enorme estrela de seis pontas cobriu o set.
  • 1963-2001: A quinta coroa de Miss Universo é, sem dúvida, a mais emblemática, conhecida e usada; tem servido de inspiração para outros concursos em todos os níveis. É uma coroa fina feita de diamantes, com ornamentos em forma de onda nos lados, enquadrando o logotipo Miss Universe no centro. Esta coroa sofreu transformações diversas e sutis durante seu uso, já que passou de ser uma peça grande, para algo um pouco mais delicado e estreito. No entanto, a estrutura principal sempre foi conservada e é reconhecida como a coroa de "Miss Universe" até hoje, já que foi usada por quase 40 anos. A primeira vencedora a usar este modelo foi a porto-riquenha Marisol Malaret em 1970.
  • 2002-2007;2017-presente: A coroa usada pela vencedora do concurso entre 2002 e 2007 foi desenhada pela joalheria japonesa Mikimoto, patrocinadora oficial da Miss Universe Organization nestes anos. Ela descreve a ascensão da Fênix, símbolo mitológico do poder, da beleza e do status. A coroa tem 500 diamantes num total de quase 30 quilates, 120 pérolas de tamanhos entre 3 e 18 mm de diâmetro e tem o valor de U$250 mil dólares.[20] Foi criada pelos artesãos japoneses especialmente para o concurso na Ilha da Pérola Mikimoto, no Japão. A coroa voltou a ser usada na edição de 2017, devido a problemas jurídicos entre a Organização Miss Universo e a Diamonds International Corporation.[21]
  • 2008: a sétima coroa Miss Universe foi usada apenas na edição de 2008. Projetada por Rosalina Tran Lydster of Jewelry e Dang Thi Kim Lien, da CAO Fine Jewelry, ambos vietnamitas. Com um valor de USD 120 mil, é feita de 18 quilates de ouro branco, e mais de mil pedras preciosas, incluindo diamantes, quartzo e outras pedras preciosas. As cores e pedras tentavam representar a próspera economia vietnamita e a inspiração e sentimento que vinha com o título. Esta coroa fazia parte do contrato para celebrar esta edição de Miss Universe no Vietnã e foi um fracasso ressonante, pois acabou por ser uma peça insignificante sem qualquer impacto. Nas redes sociais alguns fãs a chamam "La Vietnamoto", combinando as palavras "Vietnã e Mikimoto" - designer da coroa anterior .Os fãs mexicanos a chamam de, "Coroa Mi Alegría", em referência a qualidade duvidosa da marca de brinquedos local e a qualidade com que a coroa foi feita No início de 2009, Dayana Mendoza, "Miss Universo 2008", parou de usar esta coroa em suas aparições, sendo progressivamente substituída pela Ave Fênix.
  • 2009-2013: a oitava coroa Miss Universo foi escolhida pelos internautas de todo o mundo. A MUO encomendou o design para a empresa "Diamond Nexus Labs", destacando a sustentabilidade, sendo a primeira coroa a conter diamantes artificiais representando também as novas plataformas escolhidas pela Organização Os três projetos que o Diamond Nexus Labs apresentou para votar eram chamados de "Peace" (Paz), "Unity" (Unidade) e "Hope" (Esperança). O design que obteve mais votos foi Peace , tornando-se a oitava coroa de Miss Universo . A peça era tão pesada que quando Dayana Mendoza,foi coroar a sua sucessora,a também venezuelana Stefanía Fernandez,acabou caindo no chão duas vezes e quebrando.Depois do incidente,a coroa foi restaurada,entretanto Fernandez,constantemente reclamava do seu peso,o que a deixava com constantes dores de cabeça e que também a colocava em risco de vida,pois,ela afetava a sua estabilidade durante eventos oficiais, isto poderia causar uma queda que poderia causar um traumatismo cranioencefálico. Assim,a coroa sofreu pequenas modificações para o seu segundo ano (2010),tendo alguns detalhes removidos,como consequência a coroa se tornou mais leve e estável.
  • 2014-2016: a Diamond International Corporation, empresa tcheca que é especialista na fabricação de diamantes sintéticos, anunciou que estava desenvolvendo uma nova coroa para a edição de 2014 do concurso[22] É uma peça que tem um custo de 300 mil dólares, com um peso de 411 g e com uma base de couro e ganchos que impedem a remoção (para evitar quedas), possui uma base de ouro branco de 18 quilates, adornada com 198 pequenas safiras; A figura principal consiste em 33 cristais de Boêmia, que simulam os grandes arranha-céus da cidade de Nova York, por sua vez decorados com tiras de 311 diamantes. Cinco pedras grandes de topázio azul adornam e contrastam com todo o projeto.[23] A coroa voltou a ser usada na edição de 2017, devido a problemas jurídicos entre a Organização Miss Universo e a Diamonds International Corporation..[24]

JuramentoEditar

De 1960 a 1990 o Juramento da Miss Universo foi lido após a coroação de cada vencedora (sempre em off, primeiro por uma co-apresentadora e depois pela voz gravada da eleita em inglês): [25]

Tema MusicalEditar

Amostra de Som
Orenté - Final Look

O ano de 2004 marcou o primeiro ano do uso no Miss Universo da trilha musical Orenté, criada especialmente para ele e que se tornou sua trilha sonora oficial.

O score musical era dividido em oito sequências:

  • Orenté Introduction: usada na abertura da transmissão ao vivo pela televisão;
  • Orenté Major: usada no retorno da transmissão após os intervalos comerciais e no momento da coroação;
  • Orenté Elimination: tocada durante o anúncio das 15 semifinalistas;
  • Orenté Fashion Presentation e Orenté Interlude: durante a apresentação das 10 semifinalistas;
  • Orenté Pregunta Final: durante as perguntas feitas pelos jurados às últimas cinco finalistas;
  • Orenté Final Look: usada durante a última apresentação na passarela das cinco finalistas; e
  • Orenté Announcement: durante o anúncio das posições das últimas cinco finalistas.
Amostra de Som
Trilha sonora a partir de 2011
Seção – Top 16

Uma nova seção musical da trilha Orenté chamada Orenté Curtain Call, passou a ser apresentada em 2008 quando da chamada das candidatas ao palco antes do primeiro corte de semifinalistas, completando um total de nove sequências para o score musical.[26]

A partir de 2011 a Miss Universe Organization contratou uma nova produtora e na edição daquele ano, realizada em São Paulo, Brasil, uma nova trilha sonora foi usada. Sem nome definido, a mesma trilha foi repetida nas edições de 2012 em Las Vegas e de 2013 em Moscou, com a mesma base adaptada. A trilha tem seções originalmente misturadas com fundo de sons de vozes humanas em tons vibrantes, feita especialmente para televisão. Já em Doral, em 2014, novas peças foram apresentadas.

Concursos nacionaisEditar

A cada ano, a organização do Miss Universo recebe propostas de inscrição de países franqueados que desejam enviar representantes nacionais ao concurso. Normalmente, a seleção da candidata nacional ocorre em concursos realizados abertamente ou internamente entre representantes das suas subdivisões nacionais, sendo a vencedora indicada para o Miss Universo. No entanto, este processo não é seguido por todos os países participantes.

Como exemplo, em 2000 a Austrália cancelou os concursos nacionais, considerados ultrapassados. As candidatas ao MU passaram a ser enviadas depois um casting entre modelos indicadas por várias agências do país. Apesar de ter sido escolhida desta maneira, em 2004 a australiana Jennifer Hawkins venceu o Miss Universo. A partir de 2005 a Austrália voltou a escolher sua representante através de um concurso nacional.

Alguns dos mais bem sucedidos concursos nacionais nas últimas décadas tem sido os da Venezuela, Porto Rico e Estados Unidos, que atraem uma grande audiência televisiva quando transmitidos em seus países. Por exemplo, a maior audiência da televisão venezuelana no ano é o seu concurso nacional.[27]

Os países latinos, especialmente a Venezuela, México, Porto Rico, Colômbia,República Dominicana e Brasil tem dominado o concurso nas últimos anos, suplantando as antigas e primeiras forças europeias, como a Finlândia, Suécia e Alemanha. A Grã-Bretanha - que já participou como Reino Unido, e separadamente como Inglaterra, Escócia e País de Gales - é uma das nações participantes não-vencedoras de maior sucesso, chegando nove vezes entre as Top 5.

A Miss Universe Organization tem feito esforços contínuos para expandir o número de participantes contínuos, mas os desfiles em trajes de banho tem sido um entrave para a presença de países islâmicos como a Argélia, por exemplo, enquanto outros como Moçambique e Armênia tem dificuldades em participar por causa dos altos custos da presença de uma candidata no evento (de todos os principais concursos de beleza do mundo, o Miss Universo é o que tem a taxa de franquia mais cara).

Até 2017, apenas quatro países haviam participado de todas as edições: Estados Unidos, França, Alemanha e Canadá.[28] Algumas franquias europeias permitem a presença de candidatas de 17 anos em seus concursos e muitas delas acabam vencendo. Como a idade mínima no Miss Universo é 18 anos, várias vezes estas franquias são obrigadas a enviar outras candidatas nacionais para o Miss Universo. As regras do concurso também punem falsificações em certificações de idade.

Concurso principalEditar

 
As cinco finalistas da edição 2006: Lauriane Gillieron (Suiça), Lourdes Arevalos (Paraguai), Kurara Chibana (Japão), Tara Conner (EUA) e Zuleyka Rivera (Porto Rico), a Miss Universo 2006.

O Miss Universo é realizado atualmente durante um período de duas a três semanas, com todas as candidatas nacionais já presentes na cidade sede . Da década de 1970 à década de 1990 este período de avaliação durava cerca de um mês. O tempo permite a realização de ensaios para a noite final, apresentações das candidatas em eventos diversos e a realização das competições preliminares, de onde saem as semifinalistas no evento final. De acordo com os organizadores, o concurso é mais do que uma simples competição de beleza física: a Miss Universo precisa ser uma mulher inteligente, culta e de boas maneiras. Em muitos casos, várias candidatas consideradas favoritas são derrotadas pela pelas perguntas. Recentemente, a oratória foi adicionada como critério de avaliação.

Atualmente a decisão entre as três finalistas é feita através de um ranking de pontos, estipulados às candidatas durante a apresentação final, em que cada jurado dá posições individuais a cada uma delas. A vitória ocorre com a candidata que tiver a maior média ponderada entre os jurados é coroada. Se há um empate em qualquer etapa, a decisão é feita pelo maior número de pontos das etapas anteriores. A nova Miss Universo assina um contrato de em média um ano com a Miss Universe Organization, além de um prêmio em dinheiro, joias e roupas, e passa seu reinado viajando pelo mundo levando a mensagem de boa vontade e prevenção de doenças como a AIDS. A Miss Universo vigente passa um ano morando em um apartamento de propriedade da Organização Miss Universo na cidade de Nova Iorque, juntamente com a Miss USA e a Miss USA Adolescente.

Premiações especiaisEditar

Atualmente, são duas as categorias de premiação especial concedidas pelo Miss Universo. São elas: Miss Simpatia (escolhida pelas próprias candidatas) e Melhor Traje Típico (escolhida por um júri preliminar). Também existia a categoria de Miss Fotogenia, mas ela foi removida do concurso a partir da edição de 2015.

Títulos

As Filipinas são o país que tem mais títulos de Miss Fotogenia (seis no total). O Brasil venceu a categoria de Melhor Traje Típico quatro vezes. Já na categoria de Miss Simpatia, Portugal e Angola ganharam apenas uma vez. Portugal ganhou em 1999, enquanto Angola venceu o prêmio em 2015.

TelevisãoEditar

Nos Estados UnidosEditar

A primeira transmissão de um concurso de Miss Universo ocorreu em 1955 somente para a costa leste norte-americana. Mas foi a partir de 1960, já em Miami, que o concurso passou a ser mostrado em rede nacional pela CBS.

No ano de 1966, ocorreu a primeira transmissão em cores. Em 1972, com a introdução do satélite, o Miss Universo passa a ser transmitido para vários países. A partir de 1973, o concurso passa a ser exibido em horário nobre. Em 1978, começa a exibição das pontuações das candidatas qualificadas (ou não) para as semifinais. Esse sistema foi abolida a partir de 2003, mas as pontuações retornaram em 2007. Nesse mesmo ano, a NBC e a Telemundo assumiram os direitos de transmissão tanto do Miss Universo como dos concursos Miss Estados Unidos e Miss Teen EUA (este criado em 1983 como uma versão juvenil do Miss USA).

O interesse pelo concurso, entretanto, tem caído bastante no país nas últimas décadas. Segundo o Nielsen, de cerca de 40 milhões de especatadores que ele teve em 1974, menos de seis milhões assistiram à coroação da venezuelana Stefanía Fernández em 2009.[29]

No BrasilEditar

Desde a eleição de Martha Vasconcellos em 1968, o Miss Universo é exibido por emissoras nacionais. O evento (exibido primeiro em VT) passou a ser transmitido anualmente ao vivo pela Rede Tupi a partir de 1972, quando este foi realizado em Porto Rico. Na ocasião, a gaúcha Rejane Vieira Costa ficou em segundo lugar, mas uma falha na transmissão impediu que o público visse a coroação da australiana Kerry Anne Wells. Quando o sinal foi restabelecido, o apresentador Bob Barker apareceu apenas para dar o boa-noite e encerrar a transmissão.

Com a crise da Tupi, o concurso de 1979 passou a ser transmitido pela Rede Record. Dois anos mais tarde, o SBT (novo organizador do Miss Brasil) passou a assumir também a transmissão do Miss Universo e, depois, do Miss Mundo. Em 1989, a emissora deixou de transmitir o evento ao vivo. Nove anos mais tarde, o SBT exibiria um VT do Miss Universo 1998, realizado em Honolulu. Desde 2003, os direitos de transmissão do Miss Universo para TV aberta estão sob a responsabilidade da Rede Bandeirantes. Em 2005, o canal TNT comprou os direitos do concurso para transmitir o mesmo em televisão fechada na América Latina.

TransmissãoEditar

 
Bob Barker, o mais longevo apresentador do Miss Universo (1967-87). Na foto, aos 80 anos, em setembro de 2009.

Transmissão OficialEditar

ApresentadoresEditar

Várias figuras da TV norte-americana já passaram pelo posto de apresentador principal do Miss Universo. O que ficou mais tempo nessa função foi Bob Barker, que comandou também o concurso de Miss USA de 1967 a 1987. Nesse ano, Barker abandonou o posto por não conseguir da Organização Miss Universo a proibição da inclusão de casacos de pele como parte dos prêmios da vencedora, assim como empresas do ramo entre as patrocinadoras do certame.[30] Depois da saída de Barker, outros nomes exerceram essa função como o ator Jack Wagner e as top-models Naomi Campbell e Elle MacPherson.[31]

Comentaristas e co-apresentadoresEditar

Várias atrizes e ex-misses Universo foram co-apresentadoras ou comentaristas. Em 2006, pela primeira vez, um homem assumiu esse posto. Tratava-se de Carson Kressley, um dos integrantes do elenco do programa Queer Eye For The Straight Guy , que dividiu a função com a Miss USA 2004, Shandi Finnessey.[32] Kressley retornará a função 11 anos depois no Miss Universo 2017,juntamente com a coach Lu Sierra .[33] Outros nomes que se destacaram nessa função foram:

Regras e fatosEditar

  • Pelas regras do concurso, a candidata a Miss Universo deve residir ou ser naturalizada há pelo menos um ano no país pelo qual vai competir. É o caso da russa Natalie Glebova, que se naturalizou canadense depois de sua eleição, em 31 de maio de 2005. No ano anterior, Natalie participara do Miss Canadá Universo, mas não fora eleita.
  • Não é permitida a participação de mulheres casadas – nem ex-casadas ou com casamentos anteriores anulados – com filhos ou grávidas, e menores de 18 e maiores de 27 anos, até 1 de fevereiro do ano em que pretendem competir.[34] Modelos que tenham participado de ensaios eróticos antes do concurso ou que apresentem idade falsa no ato da inscrição também estão proibidas de participar.
  • Todas as candidatas a Miss Universo devem ter obrigatoriamente passaporte e visto para os Estados Unidos. Em caso de vitória, a miss ganha visto de residência, pois passa a residir em Nova York durante seu reinado
  • A peruana Gladys Zender tornou-se a sua criação.[35] Seu país de origem sediaria o Miss Universo em 1982.
  • Em 1958, a colombiana Luz Marina Zuluaga foi a 2ª colocada no Miss Colômbia, mas por impedimento da vencedora, ela foi a Miami Beach e acabou sendo coroada a Miss Universo 1958.[6]
  • Em 2009, pela primeira vez, um país conseguiu coroar a Miss Universo por dois anos consecutivos. A venezuelana Dayana Mendoza coroou como sua sucessora sua compatriota Stefania Fernández.[36]
  • Segundo Michael Schwandt, coreógrafo do evento, o então proprietário da marca Donald Trump, e Paula Shugart, presidente da MUO, escolhiam pessoalmente cinco das quinze semifinalistas do concurso, restando aos jurados das rodadas premilinares a escolha das outras dez que iriam compor o grupo das Top 15.[37]
  • A partir de 2012, a Miss Universe Organization passou a aceitar transexuais nos eventos organizados por ela, o Miss Universo, Miss USA, Miss Canadá e Miss Teen USA,[38] deixando a critério das suas franqueadas autorizar ou não a participação de transexuais em seus concursos nacionais.[39]

Desempenho lusófonoEditar

 
Ieda Maria Vargas, a primeira brasileira eleita Miss Universo. (Foto: © 1995-2009 Pageant News Bureau, Inc.)

Para ver todas as classificações das brasileiras no concurso, ver Brasil no Miss Universo.

Desde sua criação em 1952, o Brasil – que participou pela primeira vez em 1954 – venceu em duas ocasiões, a primeira em 1963 com a gaúcha Ieda Maria Vargas, e em 1968 com a baiana Martha Vasconcellos.

Mais cinco brasileiras conquistaram o segundo lugar: Martha Rocha (1954), a amazonense Terezinha Morango (1957), a carioca Adalgisa Colombo (1958), a gaúcha Rejane Goulart (1972) e a mineira Natália Guimarães (2007).[40] O país participou de todas as edições do concurso, com exceção de 1990, quando o concurso de Miss Brasil foi cancelado.[41]O Brasil conquistou um terceiro lugar com Priscila Machado (2011). E dois 4º lugares com Marta Jussara da Costa (1979) e Adriana Alves de Oliveira (1981).Durante as décadas de 1960 e de 1970, os concursos de miss eram extremamente populares no Brasil e o Miss Universo tinha grande penetração entre o público e a imprensa brasileira. Na década de 60, a Miss Universe Inc. chegou a considerar o Miss Brasil o mais bem organizado e produzido concurso nacional do mundo e a cobertura da imprensa brasileira, principalmente através das revistas Manchete e Cruzeiro, a que seguia as edições anuais do evento com mais atenção e detalhes. As duas revistas são consideradas ainda hoje, pelos sites especializados internacionais, como a principal fonte de informação histórica do concurso em todo o mundo.[42]

O melhor resultado de um país lusófono além do Brasil foi o de Angola em 2011, quando Leila Lopes foi eleita Miss Universo.[43] O país participou de catorze edições do concurso, a primeira delas em 1998. Portugal também em 2011 teve a sua primeira semifinalista: Laura Gonçalves ficou entre as 10 semifinalistas, após ser eleita para o Top 16 pela Internet. O país participou de 31 das 62 edições realizadas do concurso.[44]

Cidades-sedeEditar

Entre 1952 e 1971, o concurso foi sempre realizado nos Estados Unidos: entre 1952 e 1959 em Long Beach, na Califórnia e de 1960 a 1971 em Miami Beach, na Flórida. Com a introdução do satélite nas transmissões de TV, as sedes começaram a ser rotativas a partir de 1972; somente doze anos mais tarde, em 1983, voltou a ser realizado nos EUA. Veja outras localidades:

VencedorasEditar

 Ver artigo principal: Lista de vencedoras do Miss Universo

Abaixo estão as cinco últimas vencedoras da competição:

Ano País Vencedora Representação I A Local do Evento
2013   Venezuela Gabriela Isler Valência 25 1.80   Moscou
2014   Colômbia Paulina Vega Barranquilla 22 1.75   Doral
2015   Filipinas Pia Wurtzbach Stuttgart 26 1.70   Las Vegas
2016   França Iris Mittenaere Lille 22 1.72   Pasay
2017   África do Sul Demi-Leigh Nel-Peters Sedgefield 22 1.70   Las Vegas
2018   Banguecoque

Conquistas por paísEditar

País T Vitórias
  Estados Unidos 8 1954, 1956, 1960, 1967, 1980, 1995, 1997, 2012
  Venezuela 7 1979, 1981, 1986, 1996, 2008, 2009, 2013
  Porto Rico 5 1970, 1985, 1993, 2001, 2006
  Filipinas 3 1969, 1973, 2015
  Suécia 3 1955, 1966, 1984
  África do Sul 2 1978, 2017
  França 1953, 2016
  Colômbia 1958, 2014
  México 1991, 2010
  Japão 1959, 2007
  Canadá 1982, 2005
  Austrália 1972, 2004
  Índia 1994, 2000
  Trindade e Tobago 1977, 1998
  Tailândia 1965, 1988
  Finlândia 1952, 1975
  Brasil 1963, 1968
  Angola 1 2011
  República Dominicana 2003
  Panamá 2002
  Botsuana 1999
  Namíbia 1992
  Noruega 1990
  Holanda 1989
  Chile 1987
  Nova Zelândia 1983
  Israel 1976
  Espanha 1974
  Líbano 1971
  Grécia 1964
  Argentina 1962
  Alemanha 1961
  Peru 1957

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Japan's Mori wins troubled Miss Universe contest». Reuters. Consultado em 9 de julho de 2017. 
  2. «Título ainda não informado (favor adicionar)». pqasb.pqarchiver.com 
  3. «Título ainda não informado (favor adicionar)». pqasb.pqarchiver.com 
  4. a b «Donald Trump just sold off the entire Miss Universe Organization after buying it 3 days ago». Business Insider. Consultado em 17 de setembro de 2015. 
  5. «Catherine Moylan, Miss Universo 1926 LOS AÑOS DE GALVESTON» (em espanhol). ChileanCharm. Consultado em 30 de janeiro de 2015. 
  6. a b c d e «There she is, Miss Universe..». globalbeauties.com. Consultado em 1 de julho de 2011. 
  7. «Curiosidades y escándalos que han sacudido a Miss Universo». El Comercio. Consultado em 26 de janeiro de 2015. 
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Ligações externasEditar