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Mogi Guaçu

município brasileiro do estado de São Paulo
Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo rio, veja Rio Mojiguaçu.
Mogi Guaçu
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Mogi Guaçu
Bandeira
Brasão de armas de Mogi Guaçu
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Lema Honor et gloria
"Honra e glória"
Apelido(s) "Guaçu"
"Antiga capital da Cerâmica"
"Cidade dos Tomates e Cítricos"
"Berço dos Italianos"
Gentílico guaçuano
Localização
Localização de Mogi Guaçu em São Paulo
Localização de Mogi Guaçu em São Paulo
Mogi Guaçu está localizado em: Brasil
Mogi Guaçu
Localização de Mogi Guaçu no Brasil
Mapa de Mogi Guaçu
Coordenadas 22° 22' 19" S 46° 56' 31" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] Campinas
Região imediata[1] Mogi Guaçu
Municípios limítrofes Aguaí, Mogi Mirim, Itapira, Conchal, Estiva Gerbi,Espírito Santo do Pinhal, Araras, Pirassununga, Leme.
Distância até a capital 166 km
História
Fundação 9 de abril de 1877
Aniversário 9 de Abril
Administração
Prefeito(a) Walter Caveanha (PTB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 812,75 km²
População total (Estimativa IBGE/2018[3]) 150 713 hab.
Densidade 185,44 hab./km²
Clima Tropical de Altitude (Cwa)
Altitude 617 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 13840-000 até 13856-999
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,774 alto
PIB (IBGE/2014[5]) R$ 5 048 999 000 mil
PIB per capita (IBGE/2015[5]) R$ 35 223,10
Outras informações
Padroeiro(a) Imaculada Conceição

Mogi Guaçu é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º22'15" sul e a uma longitude 46º56'38" oeste, estando a uma altitude de 617 metros. Sua população era de 150 713 habitantes segundo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2018.[3] Possui uma área de 812,75 quilômetros quadrados.[2] O município é formado pela sede e pelo distrito de Martinho Prado Júnior[6][7].

TopônimoEditar

Nos termos da nova reforma ortográfica, a grafia correta do município seria Mojiguaçu, pois prescreve-se o uso da letra J para palavras de origem tupi-guarani. O nome vem do tupi antigo moî'ygûasu, que significa "grande rio das cobras" (moîa, "cobra + 'y, "rio" + ûasu, "grande"),[8] referindo-se ao Rio Mojiguaçu. Ao longo dos anos, a grafia M'Boijy foi alterada para Boigy, depois para Mogy, Mogi e finalmente para Moji. [carece de fontes?]

Ademais, deve-se escrever junto porque, embora a sílaba "ji" seja tônica, não é acentuada graficamente. E somente quando acentuadas graficamente é que devem receber a hifenização. Exemplo: Ceará-mirim. Caso não seja acentuada graficamente (ainda que a sílaba seja tônica), não se deve colocar o hífen. Exemplos: Mojimirim, Mojiguaçu.[9] Nas formações por sufixação, apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu etc.

Contudo, mesmo que em desacordo com as normas ortográficas vigentes no país desde 1943 e desde o Acordo Ortográfico de 1990, foi oficializada, em 1999, a grafia "Mogi Guaçu" para o município.[10]

HistóriaEditar

Até o século XVII, os índios caiapós habitavam a região. Com a chegada de bandeirantes vindos de Jundiaí em 1650-1655, que viajavam rumo ao oeste de Minas Gerais e a Goiás em busca de ouro, pedras preciosas e escravos índios, a população indígena local foi diminuindo e, às margens do rio Mojiguaçu, foi formado um vilarejo para dar pouso aos bandeirantes. Em 1728, o vilarejo foi elevado ao título de "freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo". Em 1751, passou a se chamar Mogi Guaçu.[11]

O desenvolvimento econômico começou com a produção de café e a instalação do ramal ferroviário da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (1875). Em 9 de abril de 1877, tornou-se município.[11] Passou a ser comarca somente em 30 de dezembro de 1966.

Com a abolição da escravatura em 1888, deu-se início à fase industrial através de imigrantes italianos que instalaram as primeiras cerâmicas - o pioneiro foi o padre José Armani, com sua fábrica de telhas. Isso se deveu à grande quantidade de um tipo de argila encontrado no município, chamado taguá.

Em 1909, foi instalada a iluminação elétrica na cidade, substituindo os lampiões de querosene.[11]

 
Centro de Mogi Guaçu em 1925

Hoje, Mogi Guaçu tem um perfil econômico diversificado, abrigando empresas do ramo de papel e celulose, de alimentação, de metalurgia e de cosméticos, entre outras espalhadas nos cinco distritos industriais. Além da diversificação industrial, uma características de poucos municípios, Mogi Guaçu também se destaca pela sua produção agrícola da laranja (que ocupa o terceiro lugar na produção estadual) e do tomate (terceiro lugar na produção do estado). O comércio também alcançou expressão, atraindo consumidores de cidades vizinhas. O comércio cresceu em torno da igreja matriz Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que se tornou a padroeira do município, localizada na praça Rui Barbosa, conhecida como Recanto.

Os movimentos culturais também formam a história do município. Há 29 anos, é realizado o Feteg (Festival de Teatro do Estudante Guaçuano); e, há 28, o Encontro de Coros. No esporte, um dos eventos mais tradicionais é a Maratona Esportiva Guaçuana, que é realizada há 40 anos.

GeografiaEditar

  • Área total: 812,75 km²
  • Área Urbana: 47,63 km²
  • Bairros: 225
  • Marco zero - Na Praça dos Expedicionários, no Centro.
  • Textura superficial: Predomínio da Terra roxa e argila, principal matéria-prima das cerâmicas da cidade.

RelevoEditar

  • Topografia: suavemente ondulado, porém plano em alguns bairros da zona Norte, como o Parque Cidade Nova e Ipês.
  • Altitude média: 640 metros
  • Altitude da sede Paço Municipal da Prefeitura: 617 metros
  • Altitude de maior elevação: 838 metros (Fazenda Bela Vista)[12]
  • Rio Mogi Guaçu

Além do Rio Mogi Guaçu, que corta a cidade,[13] a hidrografia do município assinala os rios Oriçanga e das Pedras, e, na zona urbana conta com os córregos Canta-Galo, do Centenário, dos Macacos, do Areião e dos Ipês.

Terremoto de 1922Editar

Mogi Guaçu teve o segundo maior terremoto registrado no estado de São Paulo (5,1 graus na escala de Richter) em 27 de janeiro de 1922. O sismo provocou rachaduras em diversos imóveis e quedas de objetos dentro das casas. Uma morte por ataque cardíaco foi atribuída ao abalo sísmico.[14][15]

 
Mapa mostrando os efeitos do terremoto em Mogi Guaçu em 1922.

ClimaEditar

O clima é Tropical Brasil Central ou Semi - úmido (Köppen: Cwa), com temperatura média mínima de 15,05 °C e máxima de 27,87 °C. O verão é quente e úmido, com temperaturas entre 18 e 28 °C, com picos de máxima de 35 °C e mínimas podendo chegar a 14 °C. A primavera começa seca e termina úmida, sendo essa a estação mais oscilatória em questões de temperatura, sendo que podemos registrar mínimas em torno de 5 °C e máximas que podem chegar em raros casos a 36 °C. No outono, começa ligeiramente úmido e fica seco com o passar das semanas. Março e abril podem registrar ainda picos de 30 °C e mínimas superiores a 15 °C, algo que fica mais raro com a proximidade de maio, onde as máximas raramente superam os 26 °C e as mínimas poucas vezes atingem os 13 °C. No outono, podemos ter mínimas que chegam a 5 °C em maio e 2 °C em junho e máximas baixas, que, às vezes, são menores que 12 °C, ou altas, principalmente no início da estação.

O inverno é seco, mas a entrada de frentes frias não são raras. As temperaturas máximas ficam em torno de 20-25 °C em junho e julho, e as tardes salvo raros casos não descem abaixo de 10 °C, como nos anos de: 2000, 9,6 °C; 1996, 7,0 °C; e 1994, 7,5 °C; e chegam ao patamar de 25-28 °C em agosto e no início de setembro, onde são comuns dias muito secos com grandes oscilações térmicas maiores até de 22 °C, quando a temperatura é de 7 °C ao amanhecer e chega a 29 °C durante a tarde. Mínimas chegam raramente a 1 °C, mas acontecem e máximas podem chegar a mais de 30 °C, principalmente no mês de setembro. A menor temperatura já registrada em Mogi Guaçu foi de -4 °C, em junho de 1918 e a maior foi de 38,9 °C, em novembro de 1985.

  • Clima: Tropical Brasil Central ou Semi - úmido [16]
  • Temperatura Média anual: 21,44 °C
  • Temperatura Média Mínima anual: 15,05 °C
  • Temperatura Média Máxima anual: 27,87 °C
  • Temperatura mais baixa: -4 °C em 1918
  • Temperatura mais alta: 39,0 em Outubro de 2014
  • Chuvas anuais: de 1 100 mm a 1 700 mm
  • Dias de geada média anual: 1


Dados climatológicos para Mogi Guaçu
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 36,7 37,2 35,2 34,6 32,1 30,6 31,4 34,4 36,2 39,0 38,5 36,1 39,8
Temperatura máxima média (°C) 29,6 29,7 29,4 27,8 25,9 24,8 25,0 27,2 28,3 28,7 29,1 29,0 27,87
Temperatura mínima média (°C) 18,4 18,6 17,9 15,3 12,6 11,1 10,6 12,0 14,0 15,7 16,6 17,8 15,05
Temperatura mínima recorde (°C) 10,2 10,8 5,8 0,3 -1,2 -4,0 -2,7 -1,8 -0,4 2,8 6,6 9,2 -4,0
Precipitação (mm) 258,5 184,3 145,9 65,3 63,9 32,2 25,1 30,5 71,8 110,7 167,7 218,3 1 374,2

DemografiaEditar

Censo Populacional
Ano Quantidade

1769 2 000
1829 1 190
1886 6 002
1890 8 650
1900 10 129
1910 11 720
1920 11 172
1940 14 110
1960 24 637
1970 45 070
1980 65 465
1991 107 454
2000 124 228
2010 137 286
2018 150 713[17]
Fonte: IBGE
Dados do Censo de 2010
  • População
    • Urbana: 130 366
    • Rural: 6 950
    • Homens: 68 115
    • Mulheres: 69 171
    • Total: 137 286
  • Densidade demográfica Urbana: 2.737 hab/km²
  • Densidade demográfica Rural: 8 hab/ hab/km²
  • Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,99;
Classe Social
  • Classe Média, A,B e C:84,7%
  • Classe Pobre, D e E:15,3%
Etnias
Cor/Raça Porcentagem
Branca 84,6%
Negra 2,8%
Parda 12,0%
Amarela 0,2%
Indigena 0,1%

Fonte: Censo 2000

ReligiãoEditar


 

Religião em Mogi Guaçu (2010)[18]

  Catolicismo (64.11%)
  Protestantismo (25.04%)
  Espiritismo (1.68%)
  Outras religiões (1.18%)
  Sem religião (5.43%)
  Ateísmo (0.21%)

Igreja CatólicaEditar

O município pertence à Diocese de São João da Boa Vista[19], sendo que a Matriz da Imaculada Conceição é a mais antiga do território diocesano, datada de 1740. Foi a segunda igreja do Brasil a ser dedicada à Imaculada Conceição.[20] Há atualmente em Mogi Guaçu 18 paróquias.[19] Pode-se encontrar a lista dessas paróquias aqui.

A padroeira de Mogi Guaçu é a Imaculada Conceição[20], cuja comemoração, no dia 8 de dezembro, é feriado municipal.[21]

Igrejas protestantesEditar

O município possui os mais diversos credos protestantes, pentecostais e neopentecostais como a Igreja Pentecostal Missionária Betel, Congregação Cristã no Brasil , Igreja do Nazareno, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Presbiteriana, Igreja Metodista, Igreja Batista, Assembleia de Deus, igrejas adventistas, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja de Cristo Pentecostal no Brasil, Igreja Internacional da Graça de Deus, Missão Paz e Vida, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Missionária de Jesus para as Nações e diversas outras denominações com grande crescimento nas últimas décadas.

GovernoEditar

Poder Executivo

O atual prefeito de Mogi Guaçu é Walter Caveanha (PTB), guaçuano, engenheiro civil, eleito em 2016 pela quinta vez prefeito do município. O atual vice-prefeito é Daniel Rossi, engenheiro civil, natural de Andradas.

Cidades-irmãsEditar

BairrosEditar

O município é subdividido em 152 bairros, além do Martinho Prado Júnior.

EconomiaEditar

  • IDH-M Renda: 0,764 (2010)

O município de Mogi Guaçu foi considerado em 2007, por mais um ano, um dos "300 Municípios mais Dinâmicos do Brasil" segundo a revista Atlas do Mercado Brasileiro, da Gazeta Mercantil (edição de maio de 2007). Mogi Guaçu ocupa o 65º lugar entre os municípios que obtiveram resultado acima da média nacional (120% em relação a média). Na classificação pela Divisão dos Mercados de Consumo, o município tem um Índice de Potencial de Consumo de 0,109%, comparando com a população de 141.559.

ComércioEditar

O comércio de Mogi Guaçu é independente e um polo comercial e fluente da região da Baixada Mogiana são mais de 7 mil lojas de comércio e serviços, contando com diversas redes de franquias nacionais e internacionais e várias redes de varejistas concentrada na região central da cidade. Na cidade há um shopping center na região central, o Buriti Shopping (Mogi Guaçu),[23] que foi inaugurado dia 22 de Novembro de 2012. Na década de 1970, o comércio de Mogi Guaçu foi se desenvolvendo com o crescimento populacional, por conta das novas indústrias e investimentos, que fez da cidade ser independente até hoje. Outro crescimento foi no segmento noturno que se desenvolve na cidade os barzinhos, lanchonetes, choperias e outros, trazendo mais lazer e happy hour local. Mogi Guaçu possui diversas lojas e franquias.

IndústriasEditar

Por volta do ano 1908, iniciou-se a produção de cerâmicas e telhas no município. A pioneira foi a Cerâmica Martini. Com o passar da primeira metade do século XX, surgiram empresas ceramistas como: Cerâmica São José, Cerâmica Mogi Guaçu, Cerâmica Gerbi e Indústria Chiarelli. No ano de 1957, Mogi Guaçu ganhou título de "capital da cerâmica". Em todo o Brasil, o nome da cidade lembrava tijolos de qualidade, telhas tubos, manilhas e pisos. Era o auge da atividade ceramista na região, no momento em que as velhas olarias adiantavam-se na mecanização e assumiam perfil industrial. Na década de 1960 surgiu a Indústria de Papel Celulose Champion (a atual International Paper), que fez com que a cidade tivesse um aumento populacional bem significativo, ultrapassando a cidade de Mogi Mirim tanto populacionalmente como economicamente. Na década de 1980, a recessão na construção civil no Brasil causou dificuldades para o segmento ceramista guaçuano. Hoje, sobraram apenas a Lanzi e Eliane no segmento cerâmico.

Mogi Guaçu, hoje, tem indústrias de diversas modalidades, contando com 5 parques industriais, próximos à Rodovia SP-340 e à SP-342. Há diversas pequenas e médias empresas, que empregam milhares de pessoas da região. Em 2000 o produto interno bruto das indústrias de Mogi Guaçu era de 370 milhões de reais, e em 2010 de 802 milhões de reais: um crescimento de 207 por cento em 10 anos segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As maiores empresas instaladas na cidade são: Mahle, International Paper,[24] Ingredion- Unilever,Sandvik e diversas outras.

AgriculturaEditar

Com a ocupação, a vegetação original composta quase que na totalidade por mata atlântica e com algumas manchas de cerrado ao norte e nordeste do município, foi sendo derrubada para a instalação de engenhos e a plantação de cana-de-açúcar, uma vez que a então Província de São Paulo passava por um novo ciclo da cana. Em 1830 a cultura canavieira tomou vulto: nos arredores de Mogi Guaçu, havia 20 engenhos, e também as primeiras plantações de café na região começaram nessa época. Em 1854, houve grande expansão da cultura cafeeira, devastando florestas e pastos de gados. O ciclo do café trouxe muita riqueza tanto para Mogi Guaçu quanto para todo o resto do estado de São Paulo. Em 1918, no entanto, ocorreu a quase total destruição da cultura cafeeira local, quando os cafezais ficaram totalmente brancos por causa de forte geada, quando as temperaturas chegaram a -4 graus Celsius em junho. A cultura recuperou-se até que ocorreu a crise de 1929. Na década de 1930, quase acabaram as plantações de café por conta de muita geadas e frio e do baixo valor do saco de café decorrente da crise de 1929. Só algumas permaneceram até hoje, na região de Nova Louzã.

O tomate veio na década de 1970, tendo sido escolhido o local por causa proximidade dos grandes centros urbanos e por causa do clima ideal para o tomate. Teve seu auge nos anos 1980 e 1990, quando Mogi Guaçu se tornou, por várias vezes, líder na produção de tomate no Brasil para exportação e para as indústrias. Com o aumento da população mudando para o centro urbano de Mogi Guaçu, muitas pessoas vieram de outras regiões, principalmente de norte de Minas Gerais e do nordeste brasileiro, para trabalhar no cultivo do tomate. Mas, com o passar dos anos, a produção no município foi diminuindo: alguns dos fatores foram as terras sobrecarregadas, pragas, doenças e o crescimento de outras culturas mais rentáveis e mais lucrativas.[25] Hoje, a agricultura e a pecuária de Mogi Guaçu é moderna e diversificada, com plantações de cana-de-açúcar, laranja, tomate, limão, milho, tangerina e diversas outras. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2000 o seu produto interno bruto agrícola era de 35 milhões de reais; em 2010, passou para 210 milhões de reais, num crescimento de 602 por cento. O município se tornou, então, o 4º mais rico em produção agrícola do estado de São Paulo.

InfraestruturaEditar

EducaçãoEditar

Mogi Guaçu conta com três instituições de ensino superior, UNIMOGI, Faculdade Municipal Prof° Franco Montoro, Faculdades Integrada Maria Imaculada.[28] Quanto ao ensino técnico, há as instituições estaduais: Senai, ETEC "Euro Albino de Souza", e o CEGEP "Governador Mário Covas"

Índices

SaúdeEditar

Há, em Mogi Guaçu, dois hospitais públicos: o Hospital Municipal Doutor Tabajara Ramos e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Mogi Guaçu. Há também um AME (Ambulatório Médico de Especialidades) gerenciado pela UNICAMP, além de 24 unidades básicas de saúde e do serviço do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A esses, soma-se um hospital privado, Hospital São Francisco.

Índices

LogradourosEditar

Frota de Veículos
Ano Quantidade

2000 38.977
2005 48.801
2010 76.511
2015 103.637
2019 114.845
Rodovias

A SP-340 é a rodovia de maior importância para a cidade. A cidade também têm várias estradas internas e vicinais devido ao grande tamanho da zona rural, entre elas as ligações: Mogi Guaçu - Conchal, Mogi Guaçu - Leme, Mogi Guaçu - Itapira, Mogi Guaçu - Estiva Gerbi, Mogi Guaçu - Espírito Santo do Pinhal.

Principais vias
  • Em Mogi Guaçu, há muitas avenidas que facilitam o transito, em destaque a Avenida Nove de Abril que faz a importante ligação do Centro à Zona Norte da cidade. Do Centro à Zona Sul, destaque para a Avenida Mogi Mirim, principal via de ligação entre as duas cidades. A via mais extensa e com maior tráfego da cidade é a Avenida dos Trabalhadores.
  • A frota municipal em Fevereiro de 2019 era de 114.845 veículos, sendo 62.709 de automóveis, 26.367 de motocicletas, 2.597 de caminhões, 608 de ônibus e 504 de micro-ônibus, fazendo com que Mogi Guaçu possua a 128ª maior frota de veículos do Brasil e a 41ª maior frota de veículos do estado, segundo dados de maio de 2019 do Departamento Estadual de Trânsito.[29]

ComunicaçõesEditar

Cultura, lazer e turismoEditar

Artes, Músicas e TeatroEditar

  • EMIA - Escola Municipal de Iniciação Artística
  • CMVV - Corporação Musical "Marcos Vedovello" Endereço: Av. Nove de Abril, 251 - Imovel Pedregulhal, Mogi Guaçu - SP, 13840-056 Telefone: (19) 3841-4909
  • A Camerata - Orquestra Sinfônica
  • Teatro Municipal Tupec - com capacidade para 450 pessoas Endereço: Av. dos Trabalhadores, 2555-2591 - Jardim Camargo II, Mogi Guaçu - SP, 13840-011 Telefone: (19) 3811-8650
  • Lápis e Cia - Escola de Artes Endereço: Tv. Américo Luiz Caveanha, 91 - Centro, Mogi Guaçu - SP, 13840-018 Telefone: (19) 3891-6175

A Corporação Musical "Marcos Vedovello", fundada em 25 de maio de 1920, é uma entidade cultural sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública municipal. Atualmente é tida como referência musical na cidade de Mogi Guaçu e tem como principais finalidades o ensino, a divulgação e a popularização da música instrumental. É composta pela Escola de Música "Geraldo Vedovello", que atende crianças e jovens gratuitamente, e por outros grupos musicais, tais como a Orquestra de Sopros, a Banda Geraldo Vedovello e a banda Marcial dos Ipês. Estes grupos desenvolvem, entre outros trabalhos, os seguintes projetos: Concertos Populares, Música na Escola, Concerto pela Paz e Concerto pela Solidariedade.

BibliotecasEditar

ExpoGuaçuEditar

  • Expoguaçu - realizada no mês abril com rodeio, espetáculos, praça de alimentação, parque diversões e pavilhão de exposições.[30]

Fazendas e sítios históricosEditar

  • Fazenda Campininha [31]
  • Fazenda Cataguá

MuseusEditar

  • Museu Histórico Hermínio Bueno
  • Museu-Navio Franco Godoy

Parada do Orgulho LGBT de Mogi GuaçuEditar

A cidade de Mogi Guaçu conta com edições anuais que ocorrem em sua maioria entre os meses de setembro e outubro, a depender da organização da manifestação. Em 2019 aconteceu sua oitava edição. Além de ser uma manifestação social e política, é ainda um evento cultural que transmite a mensagem de respeito e união, independente das diferenças. O manifesto é realizado pela "AGVL" (Associação e Grupo Voo de Liberdade), presidida por Bruno Mendonça.

EstádioEditar

Mogi Guaçu só tem um estádio de futebol o Estádio Municipal Alexandre Augusto Camacho,[32] também conhecido como “Arena Mandi” capacidade para 5 mil pessoas fica no centro da cidade.

EsportesEditar

O município tem um time de futebol, o Clube Atlético Guaçuano. O time desistiu de disputar a segundona do Paulistão.

No ano de 2018 foi iniciado o projeto de formação e treinamento de uma equipe de Baseball (Beisebol) esporte mundialmente conhecido e que vem se popularizando no Brasil. Os treinos gratuitos acontecem todos os domingos a partir das 8:00 da manhã nos campos de futebol da cidade, geralmente nos centros esportivos Furno e Antonio Campano. Idealizador: Robson Lima (cebola)

O Autódromo Velo Cittá tem recebido inúmeros eventos desde sua inauguração, entre eles Stock Car Brasil e Porsche GT3 Cup Brasil

Feriados municipaisEditar

Atrativos naturaisEditar

  • Parque Chico Mendes

Filhos ilustresEditar

Galeria de FotosEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mogi Guaçu

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE_Pop_2014
  3. a b «Estimativa Populacional 2018». IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2018. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  4. http://www.pnud.org.br/arquivos/ranking-idhm-2011.pdf
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  7. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  8. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 588.
  9. Texto oficial da Nova Reforma Ortográfica - Base XVI, parágrafo 3º)
  10. Mogi Guaçu. Disponível em http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/saopaulo/mogiguacu.pdf. Acesso em 15 de junho de 2015.
  11. a b c Genealogia-Mogi Guaçu-SP. Disponível em http://www.imigrantesitalianos.com.br/MOGI_GUACU.html. Acesso em 15 de junho de 2015.
  12. Cepam. «Altitude mais elevada de 838 metros de altitude». CEPAM.org. Consultado em 3 de setembro de 2014 
  13. «Rios e Córregos do município em Mogi Guaçu». CEPAM.org. Consultado em 3 de setembro de 2014 
  14. «Terremotos em São Paulo»  UFPR
  15. «Uol - Últimas notícias»  23 de abril de 2008
  16. «Clima na cidade de Mogi Guaçu verão quente úmido e inverno frio e seco». cepagri Unicamp 
  17. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE Pop 2017
  18. «Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 sobre Religião em Mogi Guaçu». Consultado em 16 Nov. 2016. Arquivado do original em 28 de julho de 2014 
  19. a b «Diocese de São João da Boa Vista - Mogi Guaçu». Diocese de São João da Boa Vista. Consultado em 13 de agosto de 2018 
  20. a b Polyana Gonzaga (28 de novembro de 2013). «Paróquia de Mogi Guaçu celebra Nossa Senhora da Conceição com novena centenária». Portal A12. Consultado em 13 de agosto de 2018 
  21. «PREFEITURA DE MOGI GUAÇU-SP. DECRETO Nº 23.308, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2017.» (PDF). Prefeitura Municipal de Mogi Guaçu. 12 de dezembro de 2017. Consultado em 13 de agosto de 2018 
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Ligações externasEditar