Newton Araújo de Oliveira e Cruz
General Newton Cruz
Nome completo Newton Araújo de Oliveira e Cruz
Dados pessoais
Nascimento 30 de outubro de 1924 (95 anos) Rio de Janeiro
Vida militar
Força Exército
Hierarquia Insígnia de General de Divisão.gif
General de divisão
Comandos

Newton Araújo de Oliveira e Cruz (Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1924) é um general-de-divisão reformado do Exército Brasileiro, notado por sua participação nos serviços de repressão da Ditadura Militar no Brasil entre 1964 e 1985.

FormaçãoEditar

Formado pela Escola Militar do Realengo na Arma de Artilharia, Newton Cruz era companheiro de turma do também General Otávio Aguiar de Medeiros, posteriormente seu companheiro na vida político-militar. Em 31 de março de 1964 ele frequentava a Escola de Comando e Estado-Maior (ECEME) na Urca, Rio de Janeiro, quando se iniciou a Ditadura Militar.

Postos ocupadosEditar

Newton Cruz foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações, entre 1977 a 1983, e do Comando Militar do Planalto.

Em um número de ocasiões foi acusado de crimes cometidos ao longo de sua carreira no Exército. Notadamente, foi acusado pela morte do jornalista Alexandre von Baumgarten, baseado no testemunho do bailarino Claudio Werner Polila.[1] O general negou seu envolvimento e afirmou ter recebido informações sobre a identidade daquele que seria o responsável pelo assassinato, porém negou-se a revela-las.

Por longo tempo Newton Cruz foi relacionado ao atentado a bomba do Riocentro, ocorrido em 30 de abril de 1981. Sobre esse atentado, Newton Cruz afirmou que o grupo de militares envolvidos atuou de modo independente com o objetivo de soltar a bomba nas imediações do evento, e que o atentado não tivera a intenção de matar ninguém, teria sido apenas um "ato de presença". Em entrevista para o Globo News, disse que impediu um outro atentado, planejado na sequência do Atentado do Riocentro, extrapolando as funções de seu cargo.[2] Em maio de 2014 Newton Cruz foi denunciado, juntamente com quatro oficiais da reserva do Exército e outros dois réus, por crimes no atentado a bomba no Rioentro, em 1981. Contudo, em julho de 2014 recebeu habeas corpus emitido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por este ter considerado que o crime já estaria prescrito.[3]

Newton Cruz disse, em entrevista que em 1985 o então candidato indireto à presidência do Brasil, Paulo Maluf, fora a sua casa para um conversa. Começou falando que o certo era impedir a posse de Tancredo Neves e pediu efetivamente a morte de seu adversário político, imaginando que fosse um assassino. Maluf negou, e processou Newton Cruz.[4]

Carreira políticaEditar

Em 1994 concorreu a governador do Rio de Janeiro pelo PSD, terminando em terceiro, com 14% do votos, atrás de Marcello Alencar (PSDB, 37%) e Anthony Garotinho (PDT, 30%).[5]

Referências

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