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General do Exército Brasileiro Coat of arms of the Brazilian Army.svg
Newton Araújo de Oliveira e Cruz
General Newton Cruz
Nome completo Newton Araújo de Oliveira e Cruz
Dados pessoais
Nascimento 30 de outubro de 1924 (94 anos) Rio de Janeiro
Vida militar
Força Exército
Hierarquia Insígnia de General de Divisão.gif
General de divisão
Comandos

Newton Araújo de Oliveira e Cruz (Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1924) é um general-de-divisão reformado do Exército Brasileiro.

Formado pela Escola Militar do Realengo na Arma de Artilharia, Newton Cruz era companheiro de turma do também General Otávio Aguiar de Medeiros, posteriormente seu companheiro na vida político-militar.

Em 31 de março de 1964 ele frequentava a Escola de Comando e Estado-Maior (ECEME) na Urca, Rio de Janeiro, quando se iniciou a Ditadura Militar. Foi chefe da Agência Central do SNI (Serviço Nacional de Informações), entre 1977 a 1983, em Brasília-DF e do Comando Militar do Planalto.

Newton Cruz foi acusado pela morte do jornalista Alexandre von Baumgarten, baseado no testemunho do bailarino Claudio Werner Polila,[1] mas ainda não foram estabelecidas outras provas. O general recebeu a informação de um nome daquele que seria o responsável pelo assassinato, porém negou-se a falar em entrevista um nome. Newton Cruz foi absolvido por unanimidade

Sobre o Atentado do Riocentro, Newton Cruz disse que o grupo de militares envolvidos atuou de modo independente com o objetivo de soltar a bomba nas imediações do evento. Não teria o grupo a intenção de matar ninguém, seria um "ato de presença". O general, em entrevista para o Globo News[2], disse que impediu um novo atentado, como o Atentado do Riocentro. O general se deslocou de Brasília para o Rio, numa missão que, segundo ele, extrapolava suas atribuições, já que cabia a ele chefiar a agência central do SNI – não participar de um “empreitada” como aquela. O diálogo com dois dos homens que tramavam um novo atentado ocorreu num quarto de hotel do Leme, no Rio de Janeiro. O então chefe da agência central do SNI diz que fez uma advertência aos dois: se executassem o que estavam tramando, seriam denunciados.

Newton Cruz disse, em entrevista para o jornalista Geneton Moraes Neto, que o então candidato indireto Paulo Maluf fora a sua casa para um conversa. Começou falando que o certo era impedir a posse de Tancredo Neves e pediu efetivamente a morte de seu adversário político, imaginando que Newton Cruz fosse um 'matador'. Maluf negou, e processou Newton Cruz.[3]

Em 1994, ele concorreu a governador do Rio de Janeiro pelo PSD, terminando em terceiro, com 14% do votos, atrás de Marcello Alencar (PSDB, 37%) e Anthony Garotinho (PDT, 30%).[4]

Em maio de 2014 Newton Cruz foi denunciado, juntamente com quatro oficiais da reserva do Exército e outros dois réus, por crimes no atentado a bomba no Riocentro, em 1981. Em julho de 2014, recebeu habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por este ter considerado que o crime já estaria prescrito.[5]

Referências