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O Espantalho (telenovela)

O Espantalho
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 60 minutos
Criador(es) Ivani Ribeiro
País de origem  Brasil
Idioma original (em português)
Produção
Diretor(es) Luciano Callegari
Diretor(es) de criação José Miziara
David Grimberg
Distribuída por Grupo Silvio Santos
Elenco
Tema de abertura "Festa no Mar", Rolando Boldrin
Tema de encerramento "Festa no Mar", Rolando Boldrin
Empresa(s) de produção Estúdios Silvio Santos
Localização São Paulo, SP
Itanhaém, SP
Exibição
Emissora de televisão original Brasil RecordTV
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 25 de janeiro de 197713 de junho de 1977
N.º de episódios 119
Cronologia
Programas relacionados Mulheres de Areia

O Espantalho é uma telenovela brasileira exibida pela RecordTV, entre 25 de janeiro e 13 de junho de 1977, em 119 capítulos, substituindo a faixa de telejornais que ocupava a grade desde o fim de Meu Adorável Mendigo.[1] Foi a última telenovela da emissora pelos próximos 20 anos, o que acabou perdendo o elo com o público na tradição de se assistir teledramaturgia na Record, que produzia tramas desde 1954. Teve autoria de Ivani Ribeiro, direção de David Grimberg e José Miziara e direção geral de Luciano Callegari.

Contou com Fábio Cardoso e Theresa Amayo como protagonistas e Jardel Filho como antagonista principal.

AntecedentesEditar

Em 1973 a RecordTV decidiu encerrar seu núcleo de dramaturgia com Meu Adorável Mendigo após produzir dezenas de novelas desde 1954, o que culminou na demissão de todos atores, autores e equipe técnica, fechamento dos estúdios e na extinção dos dois horários de novelas que mantinha.[2] A atitude drástica foi motivada pelo fato da emissora não conseguir mais manter os altos índices de audiência iguais nas décadas de 1950 e 1960 – quando dividia o primeiro lugar com a TV Tupi – e a ascensão da Rede Globo na liderança, o que empurrou a RecordTV para terceiro na visão dos anunciantes e gerou uma grave crise financeira.[2]

Em 1976 Ivani Ribeiro, que havia escrito a primeira telenovela da emissora – A Muralha em 1954 – e considerava inadmissível o fechamento da dramaturgia, propôs escrever uma novela para que a RecordTV tentasse reativar o núcleo, entregando a sinopse de O Espantalho.[2] Apesar dos altos índices de audiência, que chegaram a atingir o primeiro lugar, a emissora decidiu não reativar as novelas em sua grade, o que gerou revolta e questionamento nos atores e autores pela diminuição do mercado de trabalho.

A próxima novela da emissora seria realizada apenas em 1997, Canoa do Bagre, exatos vinte anos depois, a qual acabou perdendo o elo com o público na tradição de se assistir teledramaturgia na Record.[3]

ProduçãoEditar

As cenas na fictícia cidade de Guaianá foram gravadas em Suarão, distrito da cidade litorânea de Itanhaém. Ivani Ribeiro utilizou boa parte da trama de O Espantalho no remake de Mulheres de Areia, na Rede Globo, em 1993.[2]

ExibiçõesEditar

Originalmente foi exibida entre 25 de janeiro e 13 de junho de 1977 às 21h15, passando para o horário das 23h após o primeiro mês pelas temáticas utilizadas.[4] Ainda em 1977 foi reprisada pelo TVS – que futuramente mudaria de nome para SBT – apenas no estado do Rio de Janeiro a partir de 1 de junho, quando a original ainda estava na reta final, finalizando em 18 de novembro.[2] Isso ocorreu por Silvio Santos ser dono da Record ainda na época.[1] Em 1979 a Rede Tupi também reprisou a novela, porém acabou sendo processada pela autora, Ivani Ribeiro, uma vez que a emissora não pagou os direitos autorais, tendo que ser retirada do ar antes de seu fim.[1] A primeira reexibição na RecordTV aconteceu em 2 de maio a 4 de agosto de 1979 em um compacto de 60 capítulos.[4] Entre 17 de janeiro e 21 de março de 1983 foi reexibida oficialmente pela terceira vez, sendo a segunda no SBT.[4]

EnredoEditar

Em Guaianá, uma pequena cidade litorânea, a interdição das praias, devido ao alto índice de poluição das águas, causa conflito com o responsável pelo turismo local. É a luta da integridade do prefeito Breno com Rafael, o vice-prefeito, dono do maior hotel da cidade e o principal interessado na liberação dos banhos de mar, pois só assim se garante o turismo na região. Ao lado do prefeito, e contra a poluição e o deszelo com a saúde pública, está a esfuziante Tônia, comerciante local preocupada com seu povo; e o Dr. Munhoz, um médico humanista que nutre um amor platônico por Tônia, apesar dela namorar Juca e os dois viverem uma relação tempestuosa por causa do ciúme.

Mas Breno, Tônia e o Dr. Munhoz têm que enfrentar as artimanhas do autoritário Rafael, que faz de tudo para impedir a interdição das praias. A princípio, Rafael finge ser solidário com a causa do prefeito, mas está por trás de uma verdadeira campanha contra Breno, acusando-o de impedir o progresso da cidade. Coloca espantalhos pelas praias interditadas, os quais representam o prefeito que afugenta os turistas. Além dos espantalhos, Rafael usa como arma um segredo que revela o passado misterioso de Jeny, a bela mulher do prefeito. Rafael promete desmascará-la perante o marido caso ela não o influencie a favor da liberação das praias. Jeny passa então a demonstrar-se contra as decisões de Breno, o que acaba por comprometer o seu casamento.

Rafael consegue finalmente a renúncia de Breno e assume a prefeitura. No entanto, a essa altura, ele descobre ter um aneurisma cerebral, o que o aproximava da morte. Dando mostras de desequilíbrio mental, Rafael começa a ter alucinações e vê espantalhos em seus pesadelos. Sabendo disso, Vasco, empregado do hotel, veste-se de espantalho e começa a assombrá-lo. Numa noite, Rafael resolve dormir na praia para matar a "assombração". Mas acaba assassinado. Quem cometeu o homicídio foi Zé Pedro, o pai de Tônia. No início, Zé Pedro apoiava as atitudes de Rafael, mas arrependeu-se quando perdeu seu caçula, Reginho, morto por contrair hepatite. Para vingar-se, Zé Pedro mata Rafael.

ElencoEditar

Ator Personagem
Theresa Amayo Tônia
Fábio Cardoso Breno
Jardel Filho Rafael Nascimento
Carlos Alberto Riccelli Ney
Nathália Timberg Corina
Rolando Boldrin Juca
Esther Góes Jeny
Suzy Camacho Laurita
Carmen Monegal Zilá
Eduardo Tornaghi Dirceu
Walter Stuart Zé Pedro
Wanda Kosmo Manuela
Guilherme Corrêa Afrânio
Hélio Souto Dr. Munhoz
Newton Prado Dr. Mathias
João Signorelli Odilon
Léa Camargo Santusa
Leonor Lambertini dona Madrinha
Lídia Costa dona Celeste
Roberto Maya Padre Vicente
Percy Aires Delegado Sampaio
Régis Monteiro Vasco
Reny de Oliveira Andréia
Riva Nimitz Zezé
Arnaldo Weiss Ataliba
Alexandre Sandrini Quico
Augusto Pompeo Moacir
Geraldo Louzano Jairo
Ivanise Senna Elza
Jeremias Santos Sabiá
Maria Helena Pinto Rosa
Marilene de Carvalho Leonor
Marthus Matias Tobias
Martha Volpiani Verinha
Midori Tange Shizue
Roberto Murtinho Chicão
Walter Magalhães Reginho

Trilha sonoraEditar

NacionalEditar

InternacionalEditar

Referências

  1. a b c «O Espantalho». Teledramaturgia. Consultado em 23 de abril de 2016 
  2. a b c d e «A primeira experiência da TVS em novela foi um original da grande Ivani Ribeiro». R7. Consultado em 20 de julho de 2017 
  3. «Canoa do Bagre». Teledramaturgia. Consultado em 31 de março de 2015 
  4. a b c «Sobre a Novela O Espantalho». Novelas do Brasil. Consultado em 20 de julho de 2017 

Ligações externasEditar