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Olympique Lyonnais

O Olympique Lyonnais, conhecido como Lyon, é um clube de futebol francês da cidade de Lyon.

Lyon
Olympique lyonnais.png
Nome Olympique Lyonnais
Alcunhas OL
Les Gones
Fundação 3 de agosto de 1950 (68 anos)
Estádio Parc Olympique Lyonnais
Capacidade 59 000
Localização Lyon, França
Presidente Jean-Michel Aulas
Treinador Bruno Génésio
Patrocinador Hyundai
Veolia
Material (d)esportivo Adidas
Competição Ligue 1
Copa da França
Liga dos Campeões
Website olweb.fr
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

O clube faz parte da primeira divisão francesa, a Ligue 1. O Lyon ficou mais conhecido mundialmente por ter dominado a Ligue 1 durante a primeira década do século XXI, ganhando o campeonato nacional por sete vezes consecutivas, durante os anos de 2001 a 2008.

Índice

HistóriaEditar

Em 1899Editar

O Olympique Lyonnais surgiu após um desacordo entre as secções de rugby e de futebol do clube multidesportos Lyon Olympique, que existia desde 1899. A seleção de futebol francesa dividiu-se do resto do clube e escolheu um novo nome: Olympique Lyonnais. É por isto mesmo que os adeptos do Olympique Lyonnais alegam que o clube foi fundado em 1899.

Antes de 1966, o clube teve algum sucesso; depois de ter sido eclipsado pelo FC Lyon em 1908 e 1909, o clube venceu o Campeonato Francês de Futebol em 1910. Em 1920, o clube foi para um novo estádio, Stade de Gerland, um estádio desenhado por Tony Garnier, um arquitecto local.

Aí, o clube mudou o nome para Lyon Olympique Universitaire, e voltou a juntar-se ao futebol profissional em 1942, e venceu a pool Sul do campeonato do final da guerra, com mais 2 pontos do que o Bordeaux. A final nacional foi contra o Rouen, e o Lyon venceu por 4-0. Estes sucessos culminaram na Ligue 1 no início da época de 1945-46, mas presidido por Félix Louot, o clube foi despromovido à Ligue 2 na época seguinte.

O clube iria ter que esperar 10 anos até vencer a Ligue 2, o 1º troféu estabelecido, em 1951. Contudo, o Lyon foi novamente despromovido para a Ligue 2, depois de uma temporada na Ligue 1. Depois de gerido por Julien Darui que reconstruiu o plantel, o clube foi novamente promovido à Ligue 1, pela 2ª vez em 5 anos.

O Olympique Lyonnais teve triunfos atrás de triunfos nas décadas de 60 e 70, ganhando 3 Coupes de France, e um Trophée des Champions; é de referir que 5 treinadores juntaram-se e deixaram o clube durante esta era do Olympique Lyonnais. Contudo, o clube teve sem triunfos durante um grande período, e foi despromovido à Ligue 2 em 1983.

Aspirações europeiasEditar

Jean-Michel Aulas tomou o controlo do clube em 1987. Aulas investiu no clube com o objectivo de o transformar em um Lyon estável na Ligue 1 e também para desenvolver o clube a nível europeu. Jean-Michel Aulas pretendia fazer o Lyon um grande clube da Europa em 15 anos. Assim, Denis Marcel Le Borgne, o clube foi promovido duas vezes para iniciar um período de triunfos, mas nessas duas ocasiões foi despromivido novamente na época seguinte.

Raymond Domenech, que nasceu em Lyon, foi nomeado como seu sucessor e alcançou a promoção à Ligue 1. O Lyon foi coroados campeões da Liga 2, pela terceira vez.

Na 1ª temporada com Raymond Domenech, o Lyon terminou a Ligue 1 em 8º, não sendo despromovido. Domenech levou o clube ao 5º lugar na sua segunda temporada, o que garantiu ao Lyon um lugar na Taça UEFA. A qualificação europeia foi alcançada após apenas dois anos na Ligue 1, e apenas quatro anos depois Aulas ter assumido o controle.

Domenech decidiu sair após o final da temporada 1992/93, depois de ter sido apontado como novo seleccionador francês. A primeira escolha para substituir Domenech foi o antigo internacional francês Jean Tigana. Ele fez parte do célebre "Magic Diamond", juntamente com Michel Platini, Alain Giresse e Luis Fernandez. Tigana desenvolveu o Lyon, e o clube tornou-se um verdadeiro candidato ao título da Ligue 1, com o aparecimento de novos jogadores, como Abedi Pelé. Tigana foi forçado a deixar o clube em 1995, após uma grave pressão mediática.

Guy Stéphan tomou a cargo em 1995 após a saída de Tigana, e ajudou a garantir um lugar nas competições europeias, uma vez mais através da Taça Intertoto. Stéphan foi demitido no início da temporada seguinte, e Bernard Lacombe foi nomeado treinador. Logo nessa temporada garantiu um lugar na Taça UEFA, onde foi eliminado na 2ª Ronda pelo Inter de Milão, que iriam vencer o troféu nesse ano. Na Ligue 1, o clube continuou a progredir no final do século XX, sendo sexto em 1998 e terceiro em 1999 e 2000.

Era Juninho PernambucanoEditar

 
Juninho Pernambucano é um dos maiores ídolos da história do clube.

Nos primeiros anos do século XXI, o Olympique Lyonnais dominou a Ligue 1 francesa. Após o segundo lugar em 2001, o Lyon, liderado pelo brasileiro Juninho Pernambucano conquistou sete títulos consecutivos na Ligue 1 (entre 2002 e 2008), tornando-se no primeiro clube francês na História a fazê-lo. Tornou-se uma verdadeira máquina de vencer no futebol francês, naquela que seria o melhor momento de sua história. Contudo, as ambições europeias do Lyon não têm resultado em títulos, com a semi final da Liga dos Campeões a ser o melhor resultado do clube a nível europeu.

Jacques Santini foi nomeado treinador em 2000, após deixar o seu cargo no FC Sochaux. Santini restabeleceu rapidamente a equipa e, em 2001, o Lyon venceu a Coupe de la Liga (Taça da Liga), que curiosamente foi o primeiro grande troféu do clube desde a vitória na Coupe de France em 1973. Santini também levou o clube ao topo na Ligue 1: o Lyon terminou em 2º na Ligue 1 em 2001 e, portanto, qualificou-se para a Liga dos Campeões da UEFA. Santini não foi popular entre os fãs pela sua abordagem defensiva ao jogo.

Em 2002, Santini foi melhor e levou o Lyon ao seu primeiro título na Ligue 1, após uma vitória contra o RC Lens. Contudo, Santini ainda não conseguira convencer a maioria dos adeptos do Olympique Lyonnais de que ele era o homem certo, depois de sofrer uma eliminação precoce na Liga dos Campeões, e 15 dias depois da conquista do campeonato, Santini anunciou a sua demissão como treinador do Lyon. Ele optou pela equipa nacional de futebol da França. Paul Le Guen substituiu Santini, e o novo treinador foi responsável pela conquista de três títulos consecutivos da Ligue 1 para o Lyon.

Pós-JuninhoEditar

Após a saída de Juninho para o Al-Gharafa Sports Club, o Lyon não conseguiu mais repetir os anos vitoriosos do século XXI e voltou a ser uma equipe coadjuvante no cenário francês. O time alternou boas e más campanhas no campeonato francês e tinha em seu maior desejo uma Liga dos Campeões. O mais perto de concretizar este desejo ocorreu na temporada 2009-2010, onde o Lyon acabou sendo eliminado nas semifinais pelo Bayern de Munique. Até a temporada 2012, o Lyon conquistou apenas 1 título oficial, a Copa da França.

Em 2012, o time foi o primeiro a lançar um uniforme em 3D.[1][2][3][4] O Lyon conquistou logo no início da temporada 2012-2013, a Supercopa da França em cima do Montpellier, conquistando assim o seu oitavo título na competição.

Em 2017, mais uma vez sonhou com a primeira classificação para uma final europeia, mas faltou um gol para levar o duelo válido pelas semifinais da Liga Europa da UEFA para a prorrogação, pois após ter feito 4 a 1 na partida de ida, na Holanda, o Ajax avançou para a decisão mesmo tendo perdido por 3 a 1 para o Lyon, na França.

EstádioEditar

 Ver artigo principal: Stade de Gerland

O Stade de Gerland é um estádio de futebol localizado em Lyon, no sudeste da França. É a casa do time francês Olympique Lyonnais, atual heptacampeão francês.

Começou a ser construído em 1913, mas com a Primeira Guerra Mundial foi interrompido. Voltou a ser construído em 1919 com a ajuda de prisioneiros de guerra alemães. Em 1920 foi inaugurado, com uma pista de ciclismo e uma de atletismo em volta do gramado.

Em 1960 a pista de ciclismo foi destruída em prol da ampliação da capacidade para 50.000 lugares. Em 1984, com a Eurocopa, o estádio foi ampliado para 51.680 lugares.

Foi totalmente reformado para a Copa do Mundo de 1998, sendo removida a pista de atletismo e colocadas cadeiras para todos os torcedores. A capacidade máxima ficou em 42.000 torcedores.

O recorde de público no Campeonato Francês de Futebol é de 48.552 num jogo entre Olympique Lyonnais e AS Saint-Étienne em 9 de Setembro de 1980.

Recebeu 6 partidas da Copa, entre elas o "jogo da paz" entre Estados Unidos e Irã e as quartas de final, entre Alemanha e Croácia.

No jogo Camarões e Colômbia, pela Copa das Confederações de 2003, o meio-campo camaronês Marc-Vivien Foé teve um colapso em campo e morreu antes de chegar ao hospital.

O estádio foi uma das sedes da Copa do Mundo de Rugby de 2007.

Em 2012 começou a construção do Parc Olympique Lyonnais com capacidade para 61.000 espectadores que foi utilizado na Eurocopa 2016.

Recordistas de jogosEditar

# País Nome Período Jogos
1    Serge Chiesa 1969-1983 541
2   Grégory Coupet 1997-2008 518
3   Fleury Di Nallo 1960–1974 489
4   Yves Chauveau 1966–1975 e 1978-1982 438
5   Sidney Govou 2000-2010 412
6   Anthony Réveillère 2003-2013 402
7   Aimé Mignot 1955–1966 400
8   Juninho Pernambucano 2001-2009 344
9   Maxime Gonalons 2009-2017 333
10   Ángel Rambert 1960-1970 316

Maiores artilheirosEditar

# País Nome Período Gols
1   Fleury Di Nallo 1960-1974 182
2    Serge Chiesa 1969–1983 134
3   Alexandre Lacazette 2010–2017 129
4   Bernard Lacombe 1969–1978 128
5   Juninho Pernambucano 2001-2009 100
6   Bafétimbi Gomis 2009-2014 95
7   Sonny Anderson 1999-2003 91
8   Lisandro López 2009-2013 82
9   Nestor Combin 1959–1964 78
10   Sidney Govou 1999–2010 77

UniformesEditar

Uniformes atuaisEditar

     
 
 
Primeiro Uniforme
     
 
 
Segundo Uniforme
     
 
 
Terceiro Uniforme

Uniformes dos goleirosEditar

  • Camisa vermelha, calção e meias vermelhas;
  • Camisa azul, calção e meias azuis;
  • Camisa amarela, calção e meias amarelas.
     
 
 
'
     
 
 
'
     
 
 
'

Uniformes anterioresEditar

  • 2016-17
     
 
 
Primeiro Uniforme
     
 
 
Segundo Uniforme
     
 
 
Terceiro Uniforme
     
 
 
Quarto Uniforme


  • 2015-16
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro
  • 2014-15
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro
  • 2013-14
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro
  • 2012-13
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro
  • 2011-12
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro
  • 2010-11
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro
  • 2009-10
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro
  • 2008-09
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro

TítulosEditar

Continentais
Competição Títulos Temporadas
  Copa Intertoto 1 1997
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Francês 7 2001-02, 2002-03, 2003-04, 2004-05, 2005-06, 2006-07, 2007-08
  Copa da França 5 1963-64, 1966-67, 1972-73, 2007-08, 2011-12
Copa da Liga Francesa 1 2000-01
Supercopa da França 8 1973, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2012
  Campeonato Francês - Ligue 2 3 1950-51, 1953-54, 1988-89

Outras Conquistas

Elenco atualEditar

Atualizado em 31 de fevereiro de 2017.

  •   Capitão
  •   Jogador lesionado


Goleiros
Jogador
1   Anthony Lopes
16   Lucas Mocio
30   Mathieu Gorgelin
Defensores
Jogador Pos.
2   Mapou Yanga-Mbiwa Z
6   Marcelo Z
15   Jérémy Morel Z
26   Oumar Solet Z
4   Rafael LD
23   Kenny Tete LD
20   Marçal LE
22   Ferland Mendy LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
12   Jordan Ferri V
24   Pape Cheikh V
29   Lucas Tousart V
8   Houssem Aouar M
18   Nabil Fekir   M
28   Tanguy NDombèlé M
Atacantes
Jogador
9   Mariano Díaz
10   Bertrand Traoré
11   Memphis Depay
13   Willem Geubbels
17   Myziane Maolida
19   Amine Gouiri
27   Maxwel Cornet
Comissão técnica
Nome Pos.
  Bruno Génésio T
  Gérald Baticle AS
  Cláudio Caçapa AS
  Dimitri Farbos PF
  Antonio da Fonseca PF
  Joël Bats TG

Transferências para 2018–19Editar

  •  : Emprestado
  •  : Retornando de empréstimo

Números aposentadosEditar

16  em reconhecimento ao goleiro Luc Borrelli. Borrelli morreu em um acidente de carro, em Fevereiro de 1999. Voltou a ser utilizado pelo suíço Jeremy Frick.

17  em reconhecimento ao meio-campista Marc-Vivien Foé. Foé morreu jogando pela Seleção Camaronesa na Copa das Confederações de 2003 no Stade de Gerland, em Lyon. O número 17 voltou a ser utilizado em 2008, pelo também camaronês Jean Makoun.

TreinadoresEditar

Referências

Ligações externasEditar