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Sérvia

país europeu
Република Србија
Republika Srbija

República da Sérvia
Bandeira da Sérvia
Brasão de armas da Sérvia
Bandeira Brasão de armas
Hino nacional: Боже правде / Bože pravde
"Deus da Justiça"
Gentílico: sérvio(a)

Localização  Sérvia

Localização da Sérvia na Europa (em vermelho)
Capital Belgrado
44°48′N 20°28′E
Cidade mais populosa Belgrado
Língua oficial Sérvio¹
Governo República parlamentarista
 - Presidente Aleksandar Vučić
 - Primeira-ministra Ana Brnabić
 - Presidente do Parlamento Maja Gojković
Formação  
 - Primeiro Estado século VII 
 - Independência 1878 
 - Adesão ao Reino da Iugoslávia 1918 
 - República da Iugoslávia 1945 
 - Independência 5 de junho de 2006 
Área  
 - Total 88 361 km² (110.º)
 - Água (%) 0,65
 Fronteira Hungria (norte), Romênia e Bulgária (leste), República da Macedônia e Albânia (de jure)/Kosovo (de facto) (sul), Bósnia e Herzegovina e Croácia (oeste)
População  
 - Estimativa para 2008 10 147 398 hab. (78.º)
 - Densidade 115 hab./km² (94.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 90,746 bilhões*[1] 
 - Per capita US$ 12 605[1] 
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 42,648 bilhões*[1] 
 - Per capita US$ 5 924[1] 
IDH (2015) 0,776 (66.º) – elevado[2]
Gini (2008) 24
Moeda Dinar sérvio (RSD)
Fuso horário (UTC+1: Horário da Europa Central)
 - Verão (DST) Horário de verão (UTC+2)
Clima Temperado Continental, Mediterrâneo
Org. internacionais ONU, OSCE, Conselho da Europa
Cód. ISO RS
Cód. Internet .rs
Cód. telef. +381
Website governamental www.srbija.gov.rs/

Mapa  Sérvia

¹ Também se fala húngaro, romeno, croata, ruteno e eslovaco na Vojvodina, além da albanês e turco no Kosovo.

A Sérvia (em sérvio: Србија, transl. Srbija, pronunciado: [sř̩bija]), oficialmente República da Sérvia (em sérvio: Република Србија, transl. Republika Srbija, pronunciado: [repǔblika sř̩bija]), é um país europeu, cuja capital é Belgrado, localizado no sudeste da Europa, na região balcânica. Faz fronteira a sudoeste com Montenegro, país do qual se separou em 2006, a oeste com a Bósnia e Herzegovina, a noroeste com a Croácia, ao sul com a Macedônia e com a Albânia, ao leste com a Romênia e com a Bulgária e ao norte com a Hungria. A coberto da ocupação militar estrangeira e da limpeza étnica levada a cabo contra a população sérvia mediante a expulsão e a eliminação física, o poder político albanês instalado no Kosovo, proclamou unilateralmente a "independência" da província, no sul, em 17 de fevereiro de 2008, como "República do Kosovo", mas o governo sérvio, tal como o russo, o espanhol e outros, não a reconhece, reivindicando-a como Província Autónoma de Kosovo e Metohija.

É uma ex-república iugoslava tendo integrado, até junho de 2006, uma confederação com Montenegro denominada Sérvia e Montenegro. No dia 5 de junho do mesmo ano, a Sérvia declarou sua independência, 2 dias após Montenegro ter feito o mesmo. No entanto, a Sérvia foi reconhecida como o estado sucessor da união, que por sua vez sucedia a República Federal da Jugoslávia. A 22 de dezembro de 2009 a Sérvia apresentou a candidatura oficial de adesão à União Europeia.[3]

Desde o fim da Primeira Guerra Mundial, a Sérvia tem sido a fundadora da maioria dos Estados eslavos meridionais, que pertenciam originalmente ao Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (rebatizado mais tarde de Reino da Iugoslávia. Fez parte da então República Socialista Federativa da Iugoslávia, da República Federal da Jugoslávia e da União de Estado da Sérvia e Montenegro. Após um referendo no Montenegro, em 2006, o estado federal foi dissolvido e a República da Sérvia, com base na carta constitucional, reconheceu a independência de Montenegro em 5 de junho daquele ano.

A Sérvia possui duas províncias autônomas: Voivodina e Kosovo e Metohija.[4] Desde o bombardeio da OTAN na Jugoslávia, em 1999, Kosovo e Metohija está sob ocupação da Organização das Nações Unidas. Instituições provisórias de "Auto-Governo" do Kosovo, onde os albaneses compõem a maioria étnica, se iniciaram em 17 de fevereiro de 2008, sob forte protesto da Sérvia, que não reconhece a independência do Kosovo nem a declaração ilegal de "soberania", usando como base a sua própria constituição, além da Resolução 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A situação de conflito entre o governo sérvio e o poder instalado no Kosovo ainda se estende, e vários países se posicionaram sobre o feito.

A República da Sérvia é membro da Organização das Nações Unidas (ONU), do Conselho da Europa, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), da Parceria para a Paz e da Organização de Cooperação Econômica do Mar Negro. É, também, um candidato oficial à adesão à União Europeia (UE), além de ser um país militarmente neutro, e tem o estatuto de observador na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).

Índice

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Sérvia

O atual território da Sérvia fez parte das província romana de Ilírico e da Mésia Superior a partir do ano 29 a.C.[5][6] No século VII, a região foi invadida pelos sérvios, povo eslavo vindo da Galícia (Europa Central). Vassalos do Império Romano do Oriente, os sérvios se diferenciaram dos croatas por sua conversão ao cristianismo bizantino por volta de 875 e pela adopção do alfabeto cirílico. A Igreja Ortodoxa Sérvia ganhou autonomia no século XIII, quando teve São Sava como seu arcebispo.

Durante a Idade Média, o país gozou de um curto apogeu durante o reinado de Estevão Duchan (1331-1355), seguido de um rápido declínio. Após a derrota frente aos turcos na batalha de Kossovo Poliê (1389), a Sérvia não demorou a ser incorporada ao Império Otomano.

Entre 1459 e 1804, a Sérvia esteve formalmente sob o controle dos otomanos, apesar de três invasões austríacas e numerosas rebeliões. O Islão teve um período de expansão durante esta fase, levando à conversão de muitos sérvios. Estes convertidos recusavam-se a serem chamados de sérvios, adoptando a denominação de muslimani e, posteriormente, de bosníacos, uma vez que viviam majoritariamente na região conhecida como Bósnia - razão pela qual são também chamados de bósnios muçulmanos.

A Sérvia foi ainda um principado autónomo (face ao Império Austríaco) entre 1817 e 1878, um principado independente entre 1878 e 1882 e um reino independente entre 1882 e 1918.

No início do século XX, lutava para formar a "Grande Sérvia", um Estado envolvendo toda a região balcânica. Como resultado das Guerras balcânicas (1912-1913), incorporou a Macedónia e o Kosovo, berço original da nacionalidade sérvia. Durante a Primeira Guerra Mundial, teve uma atuação destacada, e a partir de 1918 passou a ser um dos estados integrantes do Reino da Jugoslávia (que se converteu em República Socialista após 1945), tomando o nome de República Socialista Federal da Iugoslávia em 1963. Em 2003, passou-se a denominar Sérvia e Montenegro. E em 2006, após uma votação para a independência do Montenegro, consumou-se enfim a dissolução formal da federação. A 17 de fevereiro de 2008, o "parlamento" do Kosovo aprovou, unilateralmente, a declaração da "independência" da província feita pelo "primeiro-ministro" kosovar Hashim Thaçi durante uma sessão especial na capital, Pristina. A sessão contou com a presença de 104 parlamentares.

GeografiaEditar

 Ver artigo principal: Geografia da Sérvia

A Sérvia situa-se nos Bálcãs (uma região histórica e geograficamente distinta do sudeste da Europa) e na Panónia (uma região da Europa Central). Faz fronteira com a Albânia, o Montenegro, a Bósnia e Herzegovina, a Bulgária, a Croácia, a Hungria, a República da Macedónia, e a Roménia. A Sérvia não tem saída ao mar, se bem que o rio Danúbio proporcione o acesso de barco até à Europa central e ao mar Negro.

O território da Sérvia abrange desde os planos, ricos, férteis da região nortenha de Vojvodina, montanhas de rocha de calcário e vales a leste, e, a sudeste, montanhas e colinas antigas. O norte é dominado pelo rio Danúbio. Um afluente, o rio Morava, atravessa as regiões mais montanhosas do sul.

ClimaEditar

O clima sérvio varia entre um clima continental no norte, com invernos frios e verões quentes e úmidos, com chuvas bem distribuídas e um clima adriático no sul, com verões quentes e secos e outonos e invernos relativamente frios, com queda de neve pesada no interior. As diferenças de altitude, a proximidade com o mar Adriático e as grandes influências fluviais, assim como sua exposição aos ventos, marcam as diferenças climáticas.[7] Voivodina possui um clima continental típico, com massas de are do norte e oeste de Europa que alteram seu perfil do clima. O sul e sudoeste da Sérvia estão sujeitos à influências mediterrânicas. No entanto, os Alpes Dináricos e outras cadeias de montanhas contribuem para o arrefecimento da maioria das massas de ar quentes. Os invernos são particularmente intensos na região de Sandžak por causa das montanhas que cercam o planalto.[8]

A temperatura média anual do ar no período de 1961-1990 na área com uma altitude de 300 metros foi de 10,9 °C. As áreas com uma altitude entre 300 e 500 metros tiveram uma temperatura média anual de cerca de 10,0 °C, e áreas com mais de 1000 metros de altitude, registraram média em torno de 6,0 °C.[9] A temperatura mais baixa registrada na Sérvia foi de -39,5 °C, em 13 de janeiro de 1985, na região de Karajukića Bunari, em Pester, e a maior foi de 44,9 °C, em 24 de julho de 2007, na região de Smederevska Palanka.[9]

CidadesEditar

A Sérvia possui 192 municípios (contando com o Kosovo, e a Voivodina). Dentre eles, 27 possuem o status administrativo de cidade. Segundo a Lei de Organização Territorial, para um município ser considerado uma cidade, ele precisa possuir mais de 100 mil habitantes. Na Sérvia, as cidades possuem mais autonomia em relação à política local. [10] O principal centro financeiro, administrativo, e político do país é a sua capital Belgrado.

São elas:

Áreas protegidasEditar

O país possui um total de 5 áreas protegidas, 10 reservas naturais, 12 cavernas naturais e uma área classificada como uma reserva da biosfera, a de Golija-Studenica, localizada em Raška. Os parques nacionais são: Fruška Gora, localizado em Sírmia e com 250 km²; Kopaonik, com 120 km² e situado na área central do país; Tara, localizado na Sérvia central e com 220 km² e os parques nacionais de Portões de ferro e Montes Šar, com o primeiro localizado na Sérvia central e o segundo no território do Kosovo, e com 640 km² e 390 km², respectivamente. O parque nacional de Portões de ferro é o maior em área na Sérvia, integrando a região chamada de Planície da Panónia, na fronteira entre Sérvia e Hungria, sendo também um dos maiores fluxos de água do mundo que corre na direção do mar.[11] Outra questão também notável, é em relação ao Monte Šar, que está situado no Kosovo, reconhecido por muitos países como um Estado soberano e, assim, nem sempre considerado como parte do território sérvio.[12]

DemografiaEditar

 Ver artigo principal: Demografia da Sérvia

Sérvia está povoada maioritariamente por Sérvios. As minorias significativas incluem os Albaneses (maioria na província de Kosovo-Metohija), Húngaros, Bósnios, Ciganos, Croatas, Eslovacos, Búlgaros e Romenos.

A Sérvia está formada por três territórios: a província de Kosovo e Metohija, a província de Vojvodina e Sérvia Central (em sérvio, Централна Србија o Centralna Srbija). As províncias são etnicamente muito heterogêneas, resultado da divisão histórica do país entre o Império Otomano, muçulmano, no sul, e a Áustria-Hungria, cristãos católicos, no norte do país.

 
Catedral de São Sava, em Belgrado, capital do país.

ReligiãoEditar

Segundo a constituição sérvia, o estado é secular, e garante a liberdade religiosa. Cerca de 6 milhões de sérvios se declaram cristãos ortodoxos (84,5% da população). A Igreja Ortodoxa Sérvia é a mais tradicional instituição religiosa do país. O resto da população se divide entre católicos romanos (6%), muçulmanos (3%), protestantes (1%), dentre outras denominações religiosas. Cerca de 110 mil sérvios se declaram ateus, ou agnósticos (1,2% da população). [13] [14]

Governo e políticaEditar

 Ver artigo principal: Política da Sérvia

Em 4 de fevereiro de 2003, o parlamento da República Federal da Jugoslávia acordou uma forma mais ténue de cooperação entre a Sérvia e Montenegro dentro da união de estados chamada Sérvia e Montenegro. A união terminou a seguir às declarações de independência montenegrina e sérvia em junho de 2006.

Após a destituição de Slobodan Milošević em 5 de outubro de 2000, o país foi governado pela Oposição Democrática da Sérvia. As tensões aumentaram gradualmente dentro da coligação até que o Partido Democrático da Sérvia (DSS) deixou o governo, abandonando o Partido Democrático (DS) em pleno exercício. Mesmo assim, em março de 2004, o DSS reuniu suporte suficiente para formar o novo Governo da Sérvia, juntamente com o G17 Plus e a coligação SPO-NS, e o pacto do Partido Socialista da Sérvia, que não faz parte do governo. O Primeiro ministro da Sérvia é Vojislav Koštunica, líder do Partido Democrático da Sérvia.

O actual Presidente da Sérvia é Boris Tadić, líder do Partido Democrático (DS). Foi eleito com 53% dos votos na segunda volta da eleições presidenciais Sérvias realizadas em 27 de junho de 2004, depois de várias eleições mal sucedidas desde 2002, sendo, por fim, reeleito presidente em 3 de fevereiro de 2008. Recentemente foi feito uma pesquisa em que se diz que 64% da população servia é a favor da restauração de uma monarquia parlamentar constitucional.

Forças ArmadasEditar

 Ver artigo principal: Forças Armadas da Sérvia
 
Soldados do exército sérvio

As forças armadas sérvias são subservientes ao Ministério da Defesa do país e são compostas por um exército e uma força aérea. Mesmo não tendo acesso ao mar, a Sérvia possui uma flotilha de navios para patrulhar seus rios, como o Danúbio e o Tisza. São comandados pelo Chefe do Estado-Maior, que é apontado pelo presidente (o Comandante-em-chefe). Em 2012, o orçamento militar da Sérvia ficou em torno dos US$ 612 milhões de dólares (ou cerca de 1,6% do PIB).[15]

Tradicionalmente composto em sua maioria por conscritos, o exército sérvio tem passado por um período de reconstrução e profissionalização. O recrutamento obrigatório foi abolido em janeiro de 2011.[16] Atualmente contam com pelo menos 28 000 tropas no serviço ativo,[17] apoiados por mais 20 000 reservistas e outros 170 000 em condições para serem convocados.[18][19]

A Sérvia tem participado de um programa de parceria com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN),[20] mas se recusa a se juntar a OTAN devido a rejeição popular proveniente do bombardeio da Iugoslávia por parte de países desta organização em 1999.[21] O país é signatário do Pacto de Estabilidade para o Sudeste da Europa. As forças armadas sérvias participaram de várias missões de paz pela ONU, incluindo no Líbano, Chipre, Costa do Marfim e Libéria.[22]

O país é um enorme produtor de armamentos para a região dos Bálcãs. Em 2011 eles exportaram mais de US$ 250 milhões de dólares em equipamentos.[15] Suas exportações também incluem principalmente o Oriente Médio, a África, o Sudoeste Asiático e até a América do Norte.[23] Nos últimos anos, devido a alta demanda, o setor de defesa e fabricação de armas viu um fortalecimento acentuado.[24][25]

SubdivisõesEditar

 
Subdivisões da Sérvia
 Ver artigo principal: Subdivisões da Sérvia

A Sérvia é composta de 108 municípios e uma província autônoma, a Voivodina ao norte (com 54 municípios). O governo da Sérvia não reconhece a independência do Kosovo ao sul (que possui 30 municípios), considerando-o uma outra província autônoma.

A parte da Sérvia que não é nem Kosovo nem Voivodina é chamada de Sérvia Central, que não é uma divisão administrativa como a província de Voivodina, não possuindo governo regional próprio.

EconomiaEditar

 Ver artigo principal: Economia da Sérvia

Com um PIB estimado para 2008 em US$ 58,170 bilhões[26] (US$ 7,724 per capita,[26] PPC), a República da Sérvia é considerada uma economia média emergente pelo Banco Mundial.[27] O IDE (Investimento Directo Estrangeiro) em 2006 foi de US$ 5,85 bilhões. Em 2007 houve um recuo, para US$ 4,2 bilhões.O PIB apresentou um crescimento de 8.4% em 2004, 6.2% em 2005, 5.4% em 2006, 5% em 2007, e 5,5%, em 2008, caracterizando-se como um dos crescimentos econômicos mais rápidos da região.[26]

No início do processo de transição do socialismo para o capitalismo (1989), as suas perspectivas económicas favoráveis foram prejudicadas pela instabilidade política, pelos graves efeitos das sanções impostas pela ONU de 1992-95, e pela destruição de parte da infra-estrutura e parque industrial, todas estas sofridas durante a Guerra da Bósnia. Seus problemas só foram agravados por perder os mercados da ex-Jugoslávia e Comecon. Depois do afastamento do antigo presidente jugoslavo Slobodan Milošević, em outubro de 2000, o país experimentou um crescimento económico mais rápido, e tem se preparando para aderir à União Europeia, o seu mais importante parceiro comercial, ainda que não haja uma data prevista para tal adesão.

A recuperação da economia ainda enfrenta muitos problemas, entre os quais uma taxa de desemprego que beira os 20%,[28] considerável défice comercial e endividamento nacional. A Sérvia tem sido por vezes chamado de "tigre dos Balcãs" por causa de suas recentes altas taxas de crescimento económico, o qual média 6,1% (nos últimos cinco anos), com o seu IDE em níveis recorde.

InfraestruturaEditar

 
Prédio de Filosofia da Universidade de Belgrado, a mais antiga instituição de ensino do país.

EducaçãoEditar

 Ver artigo principal: Educação na Sérvia

A Educação na Sérvia é regulada pelo Ministério Sérvio da Educação e do Desporto. A Educação começa ou em pré-escolas ou em escolas primárias. As crianças são matriculadas na escola primária (Sérvias: Osnovna škola) aos 7 anos de idade e permanecem durante oito anos. Segundo o censo de 2011, 98% da população sérvia é alfabetizada, um índice relativamente alto em comparação aos países do leste europeu. 16,2% da população possui ensino superior. [29]

Existem 18 universidades na Sérvia, sendo 8 públicas. A universidade mais antiga, e melhor avaliada do país é a Universidade de Belgrado. [30]

TurismoEditar

 
Centro histórico de Belgrado e o rio Sava
 Ver artigo principal: Turismo na Sérvia

Em 2015, cerca de 2,4 milhões de pessoas foram registradas nas acomodações da Sérvia. Desse total, 1,2 milhões eram estrangeiros. O estimado é que o turismo arrecade 1,4 bilhões de dólares anualmente. [31] [32]

O turismo na Sérvia baseia-se maioritariamente nas montanhas e nas aldeias. As estâncias mais conhecidas nas montanhas são as de Zlatibor, Kopaonik, e a de Stara Planina.

Existem inúmeros spa's na Sérvia, dos quais um dos maiores é o Vrnjačka Banja. Também existe um turismo expressivo em Belgrado e Novi Sad (a capital da província da Voivodina), bem como no Festival Exit e o Festival de Trompetes de Guča.

CulturaEditar

 
A Guzla, instrumento musical nacional sérvio.
 Ver artigo principal: Cultura da Sérvia

A Sérvia é um dos países culturalmente mais diversificados da Europa. As fronteiras entre grandes impérios percorreram o território da Sérvia actual durante longos períodos da história: entre a metade Oriental e Ocidental do Império Romano; e entre o Império Otomano e o Império Austríaco (mais tarde Áustria-Hungria). Como resultado, enquanto o Norte é culturalmente mais como a Europa Central, o Sul é mais Oriental. Evidentemente, ambas as regiões influenciaram-se mutuamente, pelo que a distinção entre Norte e Sul é de certa forma artificial.

A influência do Império Bizantino sobre a Sérvia foi talvez a mais significativa. Os Sérvios são Cristãos Ortodoxos, com a sua própria Igreja nacional - a Igreja Ortodoxa Sérvia. Usam ambos os alfabetos, o Cirílico e o latino, resultante da influência Oriental e Ocidental. Os mosteiros da Sérvia, construídos principalmente na Idade Média, são uns dos traços mais valiosos e visíveis da Sérvia Medieval juntamente com o Bizâncio, mas também com a Europa Românica (Ocidental) que a Sérvia tinha uma forte ligação na Idade Média.

Teatro e CinemaEditar

A Sérvia possui um cenário cinematográfico, e teatral bem conceituado. Joakim Vujić é considerado o pai do teatro nacional. O Festival Internacional de Teatro de Belgrado (BITEF), fundado em 1967, é um dos festivais de teatro mais antigos do mundo. Hoje, a Sérvia conta com cerca de 38 teatros profissionais. O maior deles se localiza na capital do país, Belgrado. [33] [34]

O cinema nacional é considerado dinâmico, e bem avaliado externamente. O diretor de cinema sérvio Emir Kusturica se destaca por ser um dos 8 diretores a vencer 2 vezes o prêmio Palma de Ouro, do Festival de Cannes, o maior prêmio de cinema do mundo. O diretor recebeu a condecoração da Ordem das Artes e das Letras da França. [35] [36]

Recentemente a Sérvia destacou-se no cinema com o polêmico filme de terror A Serbian Film, que possui cenas fortíssimas de sexo, violência, necrofilia e pedofilia sendo ao mesmo tempo comentada, banida em vários países[37][38][39] e premiada em festivais de cinema.[40][41][42]

LiteraturaEditar

A literatura sérvia teve início na idade média, e se relaciona com o surgimento da Igreja Ortodoxa. O filósofo Cirilo é apontado como o primeiro autor eslavo, sendo responsável pela criação do alfabeto cirílico, base do idioma sérvio. Monumentos escritos com o alfabeto glagolítico são datados do século XI, e podem ser encontrados no território do país.[43]

Atualmente, existem cerca de 551 bibliotecas públicas no país. A maior delas se localiza em Belgrado, e conta com aproximadamente 5 milhões de obras. [44] [45] A literatura sérvia possui nomes de grande influência. Alguns dos autores contemporâneos mais influentes são: David Albahari, Zoran Živković, Svetislav Basara, Goran Petrović, e Vladimir Arsenijević. [46]

EsportesEditar

 
O 12 vezes campeão do Grand Slam Novak Đoković.

Os esportes mais populares entre os sérvios são o futebol, o voleibol e o basquetebol. Nos últimos anos, o polo aquático e o tênis têm-se popularizado.

Como Jugoslávia, na Copa do Mundo de futebol conseguiu ficar em terceiro lugar em 1930, no Uruguai, além de quarto lugar em 1962, no Chile. Já na Eurocopa, conseguiu o vice-campeonato em 1960, na França, e em 1968, na Itália, além de quarto lugar em 1976, quando foi país-sede. No país, existem dois times de grande porte: o Estrela Vermelha (campeão mundial e campeão europeu em 1991) e o Partizan (vice em 1966).

Também como Jugoslávia, ganhou a medalha de ouro no vôlei masculino nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000 e bronze em Atlanta 1996, além de prata no Campeonato Mundial de 1998 em Tóquio, bronze na Copa do Mundo em 2003 e bronze no Campeonato Mundial de Voleibol Feminino de 2006 em Osaka.

Ainda como Jugoslávia, ganhou a medalha de ouro no basquetebol masculino nos jogos olímpicos em Moscou 1980, prata na Cidade do México 1968, Montreal 1976, Seul 1988 e Atlanta-1996, e bronze em Los Angeles-1984. No feminino ganhou prata em Seul 1988 e bronze em Moscou 1980. É também o maior vencedor do Campeonato Mundial masculino, ganhando em 1970, 1978, 1990, 1998 e 2002, além de ficar em segundo em 1963, 1967 e 1974, e terceiro em 1982 e 1986. No feminino, ficou em segundo lugar em 1990. No Campeonato Europeu, venceu em 8 oportunidades (1973/1975/1977, 1989/1991, 1995/1997 e 2001).

Já no tênis, o país revelou nos últimos anos jogadores de destaque mundial:

Referências

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  9. a b RHMS of Serbia. BASIC CLIMATE CHARACTERISTICS FOR THE TERRITORY OF SERBIA. Consultado el 4 de noviembre de 2009
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