Pedro Cabrita Reis

artista português
Pedro Cabrita Reis
Pedro Cabrita Reis (2014}
Nascimento 8 de setembro de 1956 (64 anos)
Lisboa
Cidadania Portugal
Ocupação artista, escultor, pintor

Pedro Cabrita Reis (Lisboa, 1956) é um dos artistas plásticos mais conceituados em Portugal, com uma obra muito vasta e muito reconhecida a nível internacional. Vive e trabalha em Lisboa e é um dos mais famosos artistas portugueses da atualidade. Estudou no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. Formou-se na área de Artes Plásticas - Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

"Palacio" escultura no Porto

CarreiraEditar

O seu trabalho já foi exibido inúmeras vezes a nível nacional e internacional em instituições conceituadas como Kunsthalle Hamburg que foi a sua primeira apresentação num museu alemão ou a 9ª Kassel Documenta em 1992 e/ou a 24ª Bienale de São Paulo. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza. Atualmente, participa na X Bienal de Lyon, com duas grandes obras. Em Hamburg Kunsthalle apresentou cerca de sessenta esculturas, incluindo pinturas, desenhos e fotografias.

A obra de Cabrita Reis inclui uma multiplicidade de meios, desde o desenho a grafite e pastel, à pintura em larga escala e a instalações de dimensão arquitetónica.

As suas esculturas tornam-se imagens quando fixadas em janelas, as suas pinturas monocrimáticas conduzem o espetador a elemtos arquitetônicos ou escultóricos. As fotografias que aparecem nas instalações abrem espaços intermináveis ​​de memória e reflexão. A natureza, elemento recorrente na obra de Cabrita Reis, aparece sempre de forma filtrada, como um caminho a percorrer para a consciência. A perda da natureza como ideia de referência é o motor principal da obra de Cabrita Reis. O artista vê a arquitetura como um substituto e entende-a como uma disciplina mental ou um “exercício de realidade” por meio do qual medimos nos medimos a nós próprios e ao mundo.

É representado pela Galeria Miguel Nabinho desde 2010 onde realizou duas exposições: Uma casa e outros sítios mais em 2010 e Os desenhos da maré baixa em 2019.

Colaborou na revista Arte Opinião [1] (1978-1982).

ObrasEditar

  • 25 desenhos (1981)
  • Até ao regresso (1981)
  • Nucleus I - Arte Postal —16ª Bienal de São Paulo (1981)
  • Cenas de Caça e de Guerra (1983)
  • Os discretos mensageiros (1984)
  • Da Ordem e do Caos (1986)
  • Retrato de um homem (1986)
  • Antwerp Stairs (1987)
  • A Sombra na Água (1988)
  • Cabeças Árvores e Casas (1988)
  • Melancolia (1989)
  • Da ordem e do caos
  • Conversation Piece
  • Unframed
  • Raw Canvas
  • Casas
  • Atlas Coelestis
  • Ponton-Tense (1991)
  • Documenta IX (1992)
  • Das mãos dos construtores (1993)
  • H. suite (1993)
  • Contra a claridade (1994)
  • Posto de Observação (1994)
  • A Sala dos Mapas (1994)
  • Naturália I - algumas árvores, troncos, flores e folhas (1996)
  • Os cegos de Praga (1998)
  • Blind Cities (1998)
  • Série Cidades Cegas (1998/99)
  • Dans les villes e Catedrais (1999)
  • Balance of light (1999)
  • Cabinet d'amateur (1999)
  • The Frick Collection (2001)
  • Naturália II - estranhas árvores de várias cores (2000)
  • I dreamt that your house was a line (2003)
  • Absent Names — Bienal de Veneza (2003)
  • The Grid (2007)
  • Compound (2007)
  • Uma casa e outros sítios mais (2010) - Galeria Miguel Nabinho
  • One after another, a few silent steps (2011)
  • The Whispering paper. 390 desenhos entre 1970 e 2011 e alguns textos a propósito
  • Os desenhos da maré baixa (2019) Galeria Miguel Nabinho

Referências

  1. Rita Correia (16 de maio de 2019). «Ficha histórica:Arte Opinião (1978-1982)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 22 de Maio de 2019 

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Pedro Cabrita Reis