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Piatã
  Município do Brasil  
Piatã.The.Coldest.City.Inside.Brazilian.State.of.Bahia.1280.m.jpg
Símbolos
Brasão de armas de Piatã
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Terra do Café"
Gentílico piatãense ou piatense
Localização
Localização de Piatã na Bahia
Localização de Piatã na Bahia
Mapa de Piatã
Coordenadas 13° 09' 07" S 41° 46' 22" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Abaíra, Boninal, Novo Horizonte e Rio do Pires
Distância até a capital 572 km
História
Fundação 25 de maio de 1842 (178 anos)
Emancipação 11 de julho de 1878 (142 anos)
Aniversário 11 de julho
Administração
Distritos
Prefeito(a) Edwilson Oliveira Marques (PTB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 1 508,036 km²
População total (IBGE/2018[3]) 17 269 hab.
Densidade 11,5 hab./km²
Clima Tropical de altitude ou Clima Oceânico (Cwb)
Altitude 1280 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,571 baixo
PIB (IBGE/2016[5]) R$ 116 625 mil
PIB per capita (IBGE/2016[5]) R$ 6 350,03
Outras informações
Padroeiro(a) Bom Jesus
Website piata.ba.gov.br (Prefeitura)

Piatã é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua população estimada em 2018 era de 17 269 habitantes. É o município mais alto e frio do estado da Bahia, assim como de toda a Região Nordeste do Brasil.[6][7] Com 1.280 m de altitude na sede, superando outros municípios serranos baianos como Morro do Chapéu, Maracás, Rio de Contas, Barra do Choça, Lagedo do Tabocal, Itiruçu, Ibicoara, Mucugê, Barra da Estiva e Vitória da Conquista, Piatã ainda conta com povoados e distritos com altitudes ainda mais altas, podendo ascender e exceder os 1.500 m de altitude.

EtimologiaEditar

"Piatã" é um nome com origem na língua tupi: significa "pé duro", através da junção dos termos py (pé) e atã (duro).[8][9]

HistóriaEditar

No século XVI, Mem de Sá, então governador-geral do Brasil, envia o explorador Vasco Rodrigues de Caldas para explorar o interior da Bahia e encontrar ouro. Partindo de Salvador, Vasco chegou onde hoje é Andaraí, mas não encontrou o minério.

Desde aproximadamente 1680, já existia um quilombo entre as serras de Santana e da Tromba.

No final do século XVII, bandeirantes, percorrendo o Rio de Contas, descobrem ouro nas terras que futuramente pertenceriam a Piatã, atraindo diversos forasteiros para minerá-lo, portugueses e brasileiros (estes vindos principalmente da Bahia, mas também de São Paulo). Eles acabam se instalando em propriedades rurais. Houve conflitos entre os garimpeiros e os índios tapuias, habitantes primitivos da região.

Por volta de 1725 a 1726, é erguida, entre as serras de Santana e da Tromba, uma capela em louvor a Bom Jesus, em torno da qual forma-se o povoado de Bom Jesus do Rio de Contas (atual Piatã), o qual continua recebendo muitos garimpeiros ambiciosos pela riqueza. Este povoado pertencia a Minas de Rio de Contas.

Dentre muitos nomes de bandeirantes, destacamos Pedro Barbosa Leal, encarregado pelo vice-rei, o Conde de Sabugosa, de abrir um caminho ligando Rio de Contas a Jacobina. Também conta a história que o capitão-mor Antônio Veloso da Silva, que provavelmente era português, teve intensa atuação nos Sertões da Bahia, com ordem do Governo Baiano para combater índios bravos e negros fugidos. Em 1732, foi imbuído da missão de descer o Rio de Contas e conduzir o material da casa de fundição que seria erguida, além de abrir um melhor caminho para aquelas minas. Em 1738, o bandeirante travou um violento combate com os índios num determinado trecho do rio, fundando ali uma fazenda de gado (hoje Jussiape).

Com o fim da mineração, o povoado de Bom Jesus dos Limões começa a se esvaziar, com os seus habitantes se instalando em propriedades rurais na região do povoado.

Em 25 de maio de 1842, a lei provincial nº 169 cria, dentro da vila de Minas do Rio de Contas, a freguesia de Bom Jesus do Rio de Contas. Pela lei provincial nº 1.813, de 11 de julho de 1878, a freguesia de Bom Jesus do Rio de Contas é desmembrada de Minas do Rio de Contas e elevada à categoria de vila. Esta vila, anos mais tarde, seria elevada à categoria de cidade.

Em 29 de janeiro de 1916, a lei municipal nº 31 aprovou a lei nº 1162 e criou o distrito de Ipiranga (hoje Inúbia). Em 8 de julho de 1931, com o decreto estadual nº 7479, Bom Jesus do Rio de Contas passou a denominar-se Anchieta. Já em 29 de maio de 1934, o decreto-lei estadual nº 8940 criou o distrito de Cabrália. Em 31 de dezembro de 1943, o decreto-lei estadual nº 141 renomeia o topônimo de Anchieta para Piatã.

A lei estadual nº 1622, de 22 de fevereiro de 1962, desmembra do município de Piatã os distrito de Abaíra e Catolés para constituir o território do novo município de Abaíra.

A lei estadual nº 1688, de 23 de abril de 1962, desmembra do município de Piatã os distrito de Boninal e Bastião para constituir o novo município de Boninal.

Prefeitos de Piatã desde a emancipaçãoEditar

  • Intendente Joaquim Pereira (1878-1880)
  • Intendente José Joaquim Xavier (1880).
  • Intendente Antônio Romualdo dos Santos (Anos 1910)
  • Intendente José de Souza Guedes (1915)
  • Manuel Rodrigues Viana (Prováveis anos 1920)
  • Francisco Borges da Silva (Prováveis anos 1920)
  • Manuel Joaquim Santana (Anos 1930)
  • José Lisboa Xavier (Anos 1930)
  • Arnulfo Soares (1939-1947)
  • José Lisboa Xavier (1947-1951)
  • Alfredo Soares (1951-1955)
  • João Hipólito Rodrigues (1955 -1959)
  • Lindolfo Viana Xavier (1959-1963)
  • Adércio Novais (1963-1967)
  • Luiz Viana Xavier (1967-1971)
  • Benevenuto Cândido de Matos (1971-1973)
  • Luiz Viana Xavier (1973-1977)
  • Arquimedes Gomes de Almeida (1977-1982)
  • Jaime de Oliveira Rosa (1983-1989)
  • Arquimedes Gomes de Almeida (1989 -1993)
  • Jaime de Oliveira Rosa (1993-1997)
  • Edemar Lúcio Ribeiro Martins (1997-2001)
  • Jaime de Oliveira Rosa (2001-2005)
  • Alencar Julião Dias Filho (2005-2013)
  • Edwilson Oliveira Marques (2013-atual)

GeografiaEditar

A sede municipal de Piatã localiza-se a 1.280 metros de altitude, colocando-a na primeira posição entre os municípios mais altos da Bahia e na 15ª colocação quando comparada com os municípios do Brasil.[10]

Piatã está subdividida em três distritos: Piatã (sede), Cabrália e Inúbia.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município possui limites com outros 4 municípios baianos, são eles: Abaíra, Boninal, Novo Horizonte e Rio do Pires. Ainda segundo o IBGE, a sua população estimada em 2018 era de 17 269 habitantes e sua densidade demográfica era da ordem de pouco menos de 12 habitantes por quilômetro quadrado.[3]

ClimaEditar

Piatã possui um clima tropical de altitude e é classificado na escala climática internacional de Köppen como Cwb, por apresentar um verão úmido e fresco causados pelas chuvas de verão e frentes frias vindas do sul do Brasil e invernos relativamente frios e mais secos. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, em operação desde maio de 2008, a menor temperatura registrada em Piatã foi de 9,6 °C em 4 de julho de 2017 e a maior atingiu 33,3 °C em 9 de outubro de 2010. O menor ídice de umidade relativa do ar (URA) ocorreu na tarde de 19 de outubro de 2019, de apenas 7%, caracterizando estado de emergência. Por sua vez a maior rajada de vento chegou a 21,5 m/s (77,4 km/h) em 17 de junho de 2020.[11][12]

Dados climatológicos para Piatã
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 32,1 32,2 33,2 32,8 30,2 30,3 28,2 30,7 32,6 33,3 33,2 33,1 33,3
Temperatura mínima recorde (°C) 13,7 14,3 14,3 13 11,4 10,1 9,6 10 10,5 11,5 12,9 13,7 9,6

Fontes: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (recordes de temperatura: 03/05/2008-presente)[11][12]

Referências

  1. Dados de Piatã segundo o IBGE
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «estimativa_ibge_2018.xls». agenciadenoticias.ibge.gov.br. Consultado em 6 de janeiro de 2019 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 6 de janeiro de 2019 
  6. «Cidades: Piatã». Página oficial do Estado da Bahia 
  7. «Piatã é a cidade mais fria da Bahia e temperaturas podem chegar a 3 graus». iBahia. 23 de julho de 2014. Consultado em 23 de julho de 2014 
  8. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  9. FRANÇA, I. VisitePiatã.com. Disponível em http://visitepiata.webnode.com.br/cidade/historia/. Acesso em 14 de junho de 2013.
  10. ANDRADE, Charles. As 30 cidades mais altas do Brasil. Disponível em [1]. Acesso em agosto de 2017
  11. a b Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Estação: PIATÃ (A430)». Consultado em 19 de julho de 2020 
  12. a b INMET. «Gráficos horários de estações automáticas». Consultado em 19 de julho de 2020 
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