Abrir menu principal

Queer

termo inglês que engloba as minorias sexuais e de gênero que não são heterossexuais ou cisgêneros
Bandeira Queer e Genderqueer

Queer (em português 'excêntrico', 'insólito') é uma palavra-ônibus proveniente do inglês usada para designar pessoas que não seguem o modelo de heterossexualidade ou do binarismo de gênero. O termo é usado para representar gays, lésbicas, bissexuais, pansexuais, polissexuais, assexuais e, frequentemente, também as pessoas não-binárias, terceiro-gênero, transgêneras ou transexuais, ou seja, todos os que não se identificam como heterossexuais e/ou cisgéneros, de forma análoga à sigla LGBTQIA+[1]. Seu significado inicial pode ser compreendido através da história da criação do termo, inicialmente uma gíria inglesa, que literalmente significa "estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário".[2]

Género-queerEditar

Género-queer ou genderqueer é um género não-binário, em que as pessoas se identificam com um género próprio seu, independentemente da sua genitália; também é um "termo guarda-chuva" (que abarca várias identidades diferentes dentro de si) para identidades de gênero que não sejam integral e exclusivamente homem ou mulher, estando portanto fora do binário de gênero e da cisnormatividade.

EtimologiaEditar

O termo foi introduzido na língua inglesa por volta de 1500, com o sentido de "estranho, peculiar, excêntrico, esquisito", e possivelmente deriva do baixo alemão queer "oblíquo, fora do centro", relacionado com o alemão quer, "oblíquo, perverso, estranho," do velho alto alemão twerh "oblíquo".[3] No sentido de "homossexual", como adjetivo, o primeiro registro é de 1922; o substantivo, com o mesmo sentido, data de 1935.[1]

Ressignificação da palavraEditar

A palavra queer sempre foi considerada ofensiva. No entanto, atualmente tem sido adotada pela comunidade LGBTQ+ com outro sentido, um sentido positivo.[4] De um termo pejorativo, que colocava constantemente à margem os apontados por ela, a palavra passou a denominar um grupo de pessoas dispostas a romper com a heteronormatividade homofóbica e mesmo com a ordem homossexual padronizante, que exclui as formas mais populares, caricaturescas e até artísticas de condutas sexuais. Assim, travestis, drag queens, transexuais, pansexuais e outras pessoas consideradas estranhas - e por isso, não aceitas socialmente -, ao se denominarem queer ganham espaço social e individualidade, distanciando-se cada vez mais de conceitos tais como "desviantes" ou "aberrações". Ser queer é seguir uma prática de vida que se coloca contra as normas sexuais socialmente aceitas.[2]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Queer definition» (em inglês). Dictionary.com. Consultado em 22 de setembro de 2018 
  2. a b Leandro Colling. «Teoria Queer» (PDF). Mais definições em trânsito. Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura - UFBA. Consultado em 10 de março de 2014 
  3. Sayers, William (7 de agosto de 2010). «The Etymology of Queer». ANQ: A Quarterly Journal of Short Articles, Notes and Reviews (em inglês). doi:10.3200/ANQQ.18.2.17-19 
  4. «Is "Queer" a Derogatory Word? (with pictures)». wiseGEEK (em inglês). Consultado em 4 de agosto de 2019 

Ligações externasEditar