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Quinto Volúsio Saturnino (cônsul em 92)

Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o cônsul em 92. Para o cônsul em 56 e seu pai, veja Quinto Volúsio Saturnino.
Quinto Volúsio Saturnino
Cônsul do Império Romano
Consulado 92 d.C.
Nascimento 60 d.C.

Quinto Volúsio Saturnino (em latim: Quintus Volusius Saturninus; n. 60) foi um senador romano eleito cônsul em 92 com o imperador Domiciano[1]. Era um dos três filhos conhecidos de Quinto Volúsio Saturnino, cônsul em 56, e sua esposa Torquata. Os outros foram Lúcio Volúsio Saturnino, cônsul em 87, e Volúsia Torquata, esposa de Tito Sêxtio Mágio Laterano, cônsul em 94[2].

CarreiraEditar

Até a recuperação de uma inscrição dedicatória nas ruínas de uma villa em Lucus Feroniae, que pertenceu em algum momento aos Volúsios Saturninos, tudo o que se sabia sobre Saturnino é que ele participou de uma cerimônia dos irmãos arvais em 119[3]. Esta inscrição revelou sua carreira política. Ainda no final da adolescência, Saturnino foi um triúnviro monetário, o mais prestigioso dos quatro comitês dos vigintiviri, um colégio menor para jovens senadores no início de suas carreiras. O serviço neste grupo era normalmente reservado a patrícios ou jovens preferidos do imperador; Saturnino era patrício, pois era membro dos sálios palatinos. Apesar de este posto não ser mencionado, Saturnino certamente, uma vez eleito questor, serviria como assistente do próprio imperador, o que incluía, entre outros deveres, o de ler os discursos dele no Senado[4]. Outro detalhe pode ser inferido a partir de seu status como patrício é que, se ele chegou ao consulado na idade correta (em latim: anno suo), aos 32 anos, como muitos patrícios chegavam, Saturnino provavelmente nasceu em 60[5].

Neste ponto, a inscrição de Lucus Feroniae apresenta problemas, tanto por causa de danos quanto pelo uso de uma terminologia pouco usual. Em uma linha se lê "prefecto [...]". Em sua discussão sobre esta inscrição, Werner Eck propôs pela primeira vez que a palavra faltante era fabricum, um termo pouco usual para um assistente de um oficial proconsular; ele próprio conseguiu citar apenas dois usos deste uso do termo. Porém, numa nota acrescentada ao artigo pouco antes da publicação, Eck aceitou outra possibilidade, proposta por Joyce Reynolds: "prefecto [fer(iarum) Lat(inarum])", ou responsável por um antigo festival latino observado até o século II, uma terminologia muito mais popular[6]. O segundo problema envolve as duas linhas seguintes, "[ce]nturioni eq[uitum] [tu]rmae p[rimae]". Num primeiro momento, ela parece ser uma forma menos comum do título "sevir equitum Romanorum", um oficial responsável por presidir a revisão anual dos membros dos equestres; apesar de ser uma função relativamente pouco importante, Birley lembra que ela foi considerada digna de ser citada por mais de 100 senadores[7].

Porém, Eck lembra que centurião não é o título usual para um comandante equestre e que, comparando esta inscrição com uma outra quase contemporânea sobre Lúcio Nônio Asprenas, cônsul sufecto em 71 ou 72, percebe-se que este não foi um erro do escultor: "centurioni equitum turmae primae" era um título de fato. Reconhecendo a terminologia estranha, Eck por fim defende que os dois títulos eram, de fato, idênticos[8].

Ver tambémEditar

Referências

  1. Paul Gallivan, "The Fasti for A. D. 70–96", Classical Quarterly, 31 (1981), pp. 191, 218
  2. P.I.R., vol. III, V 666
  3. P.I.R., vol. III, V 665
  4. Anthony Birley, The Fasti of Roman Britain (Oxford: Clarendon Press, 1981), p. 13
  5. John Morris, "Leges Annales under the Principate", Listy filologické / Folia philologica, 87 (1964), p. 334
  6. Eck, "Die Familie der Volusii Saturnini in Neuen Inschriften aus Lucus Feroniae", Hermes, 100 (1972), p. 484
  7. Birley, Fasti of Roman Britain, pp. 14f
  8. Eck, "Die Familie der Volusii Saturnini", pp. 478-481