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Salto do Jacuí
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Salto do Jacuí
Bandeira
Brasão de armas de Salto do Jacuí
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Capital gaúcha da energia elétrica"
"Capital mundial das pedras ágatas"
Gentílico salto-jacuiense [1]
Localização
Localização de Salto do Jacuí no Rio Grande do Sul
Localização de Salto do Jacuí no Rio Grande do Sul
Salto do Jacuí está localizado em: Brasil
Salto do Jacuí
Localização de Salto do Jacuí no Brasil
Mapa de Salto do Jacuí
Coordenadas 29° 05' 16" S 53° 12' 46" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Fortaleza dos Valos, Jacuizinho, Estrela Velha e Júlio de Castilhos
Distância até a capital 284 km
História
Fundação 1 de janeiro de 1983 (36 anos)
Aniversário 12 de maio
Administração
Prefeito(a) Claudiomiro Gamst Robinson "Claudio Robinson" (PDT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 507,698 km²
População total (est. IBGE/2018[3]) 12 416 hab.
Densidade 24,46 hab./km²
Clima subtropical úmido
Altitude 322 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 99440-000
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,749 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 173 896,705 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 13 730,49

Salto do Jacuí é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 29º05'18" sul e a uma longitude 53º12'45" oeste, estando a uma altitude de 322 metros. Possui uma área de 507,698 km² e sua população estimada em 2018 foi de 12.416 habitantes.

TopônimoEditar

Em 1856, a região era chamada de "Rincão do Jacuí" ou, simplesmente, "Jacuí". Em 1886, era chamada de "Rincão do Jacuí Grande". Em 1892, era chamada de "Pontão do Potreirinho". A partir da década de 1950, em referência a uma queda de água do rio Jacuí, passou a ser chamada de "Salto Grande", "Salto Grande do Jacuí" ou "Salto do Jacuí".[6] "Jacuí" é originário do tupi antigo îaku'y, que significa "rio dos jacus" (îaku, jacu e 'y, rio).[7]

HistóriaEditar

Sabe-se que, por volta de 1877, oito famílias açorianas fixaram suas moradias no atual município de Salto do Jacuí, vindas de locais vizinhos. A história da formação do município está intimamente ligada ao nome do capitão Joanes Guerreiro de Amaral, que era proprietário de aproximadamente 40 colônias de terras, desde 1870. Residia nas imediações de uma guajuvira (árvore nativa) e dedicava-se à criação de gado e agricultura.

Mais tarde, em 1951, com o início das obras de construção do túnel que liga a barragem com a casa de máquinas pela firma Mantiqueira S/A, ocorreu um processo de aceleramento da povoação da Vila do Salto Grande, formando-se a vila residencial dos funcionários da CEEE, que trabalhavam na usina.[8]

HidrografiaEditar

EconomiaEditar

A economia de Salto do Jacuí se baseia na agropecuária (soja, milho, trigo, criação de gado) e na mineração (extração de pedras preciosas), geração de energia elétrica (Usina Hidrelétrica Leonel Brizola e Usina Hidrelétrica Passo Real). A extração de ágata está em declínio, mas Salto do Jacuí ainda é o maior produtor brasileiro.

O município tem um forte potencial econômico, possui ligação asfáltica pela rodovia RST-481, situando-se entre Cruz Alta e Arroio do Tigre e a VRS 817, elo de ligação com a região norte do estado. É o elo mais próximo entre a região das Missões, a região Metropolitana de Porto Alegre e o Porto de Rio Grande.

TurismoEditar

Salto do Jacuí tem um forte potencial turístico. Suas águas são próprias para atividades náuticas a motor ou a vela (Barragem do Passo Real). Possui áreas para camping e pesca esportiva.

Capital gaúcha da energia elétricaEditar

Conhecida como a "Capital Gaúcha da Energia Elétrica", Salto do Jacuí tem uma relação especial com as águas, pois possui o maior lago artificial do Rio Grande do Sul, chamado de Barragem do Passo Real, e a Barragem Maia Filho. O Complexo Hidrelétrico do Sistema Jacuí é responsável por 65 % da energia gerada pela Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) e aproximadamente 27 % do total consumido pelos gaúchos.

ÁgatasEditar

O município possui uma das maiores jazidas do mundo de ágatas, possuindo o título de "Capital mundial das pedras ágata".[9] Além disso, as ágatas gaúchas são consideradas das mais bonitas do mundo, razão pela qual são exportadas para muitos países, seja com suas cores naturais, seja depois de tingidas.

EducaçãoEditar

O município possui duas escolas tradicionaisː Escola Estadual de Ensino Médio Castelo Branco e o Instituto Estadual de Educação Miguel Calmon, fundados há várias décadas e com um forte movimento estudantil, representado pelos grêmios estudantis Miguel Calmon e Castelo Branco. O município também possui a União Municipal de Estudantes Secundaristas (UMESJ). O Instituto Miguel Calmon oferece, gratuitamente, os cursos de técnico em eletromecânica, eletrônica, segurança do trabalho e magistério, com excelentes corpo docente e instalações. Forma profissionais para atuar em manutenção e operação dos mais diversos segmentos industriais.

Administração públicaEditar

Prefeitura municipalEditar

  • Prefeito: Claudiomiro Gamst Robinson "Claudio Robinson" (PDT)
  • Vice Prefeita: Joice Zimmer (PMDB)[10]

Câmara de vereadoresEditar

  • Sandro Brum (PMDB) (Presidente)
  • Isabel de Oliveira Elias (PDT)
  • Gelso Soares de Brito (PDT)
  • Teodoro Jair Dessbesel (PMDB)
  • Sandro Drum (PMDB)
  • Juci Borges (PSB)
  • Gilmar Lopes (PP)
  • Jane Martins (PP)
  • José Sérgio Carvalho (PP)
  • Loreno Feix (PP)

Reserva indígenaEditar

Na fronteira com o município de Pinhal Grande, existe uma reserva indígena guarani com cerca de 234 hectares.[11]

Referências

  1. Dicionário Aulete
  2. IBGE (01 de julho de 2018). «Área territorial oficial». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 30 de junho de 2019  Verifique data em: |data= (ajuda)
  3. «Estimativa Populacional 2018». Estimativa Populacional 2018. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 01 de julho de 2018. Consultado em 30 de junho de 2019  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Prefeitura municipal de Salto do Jacuí. Disponível em http://www.saltodojacui.rs.gov.br/a-cidade/historia/. Acesso em 21 de junho de 2016.
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigoː a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 578.
  8. Texto extraído da base Histórica da Famurs, entidade que coordena os municípios do estado. http://www.portalmunicipal.org.br/entidades/famurs/dado_geral/mumain.asp Arquivado em 7 de abril de 2010, no Wayback Machine. - Visita em 10/11/2009_20:10
  9. Rede Cidades. Disponível em http://www.saltodojacui.redecidades.net/. Acesso em 21 de junho de 2016.
  10. «PREFEITO: Presidente do Legislativo assume a Prefeitura | Prefeitura Municipal de Salto do Jacuí – RS». www.saltodojacui.rs.gov.br. Consultado em 7 de fevereiro de 2017 
  11. ZH. Disponível em http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2008/04/expedicao-jacui-os-indios-que-moram-no-paraiso-1842890.html. Acesso em 21 de junho de 2016.
 
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Ligações externasEditar

Ver tambémEditar