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Santa Maria da Vitória

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Santa Maria da Vitória (desambiguação).

Santa Maria da Vitória é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população em 2007 era de 40 184 habitantes Em 2010 foi atualizado para 40 206. Fica na borda esquerda do Rio Corrente, ligada por uma ponte e uma passarela a cidade de São Félix do Coribe. O Rio Corrente é um dos principais afluentes da margem esquerda do Rio São Francisco. Possui em suas margens enormes pedreiras com até 15 metros de altura. Atrai turistas do Centro-Oeste, principalmente nas suas festas: Carnaval, festa junina, além do tradicional Festejo do Divino Espírito Santo, organizado no interior do município, nas comunidades de Água-Quente, São João,Currais, Nova Franca, Mocambo e Porco Branco, movimentando uma parte maciça da população, inclusive de outras cidades, ao interior.

Município de Santa Maria da Vitória
Ponte entre Santa Maria da Vitória e São Félix do Coribe - Bahia.jpg

Bandeira de Santa Maria da Vitória
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 26 de junho
Fundação 26 de junho de 1909 (110 anos)
Gentílico santa-mariense
Lema Quem bebe daquela água nunca esquece
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Vitória
CEP 47640-000
Prefeito(a) Renato Rodrigues Leite Jr. (PP)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Santa Maria da Vitória
Localização de Santa Maria da Vitória na Bahia
Santa Maria da Vitória está localizado em: Brasil
Santa Maria da Vitória
Localização de Santa Maria da Vitória no Brasil
13° 23' 52" S 44° 11' 52" O13° 23' 52" S 44° 11' 52" O
Unidade federativa Bahia
Região intermediária

Barreiras IBGE/2017[1]

Região imediata

Santa Maria da Vitória IBGE/2017[1]

Municípios limítrofes São Félix do Coribe, Correntina, Jaborandi, Canápolis, Santana, Baianópolis e São Desidério
Distância até a capital 866 km
Características geográficas
Área 1 966,777 km² [2]
População 40 309 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 20,49 hab./km²
Altitude 436 m
Clima semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,614 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 183 714,000 mil IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 4 399,50 IBGE/2009[5]
Página oficial
Prefeitura Prefeitura de Santa Maria da Vitória
Câmara Câmara Municipal de Santa Maria da Vitória
Outras informações
Eleitores 30.107 TRE-BA[6]
Comarca Santa Maria da Vitória[7]
Vereadores 13[8]
País Brasil Brasil
Macrorregião Nordeste
Vinculo diocesano Diocese de Bom Jesus da Lapa[9]

A cidade de Santa Maria da Vitória é a principal cidade da Bacia do Rio Corrente e uma das principais do Oeste da Bahia, ela faz fronteira com Santana, Baianópolis, Canápolis, São Desidério, Correntina, Jaborandi e São Félix do Coribe.

Samavi está localizada a 866 km de Salvador e a 220 km de Barreiras.[10]

EtimologiaEditar

A cidade recebeu esse nome por causa da devoção do seu fundador, o português André Affonso de Oliveira. André era devoto de Nossa Senhora da Vitória, um título mariano católico bastante venerado em Portugal, sua terra natal, tanto que trouxe uma imagem da santa diretamente de sua terra para colocar na igreja matriz da cidade.[11]

História[12]Editar

Na época da chegada dos colonizadores europeus ao Brasil (século XVI), a porção central do país era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê. Particularmente, a região de Santa Maria da Vitória era ocupada por índios Acroás, um subgrupo dos índios Xacriabás, sendo estes um grupo indígena que habita a margem esquerda do rio São Francisco[13].

 
Mapa da província de Pernambuco no final do Século XVIII, contendo a Comarca do Rio São Francisco

A história do município se inicia no ano de 1792 com a vinda do fidalgo português André Affonso de Oliveira, natural da cidade do Porto (Portugal) que, em contato com seus conterrâneos que residiam na província da Bahia, adquiriu alguns alqueires de terra às margens de um rio de águas claras que logo recebeu o nome de Corrente. Nessa época, o Oeste da Bahia pertencia à província de Pernambuco e tinha o nome de Comarca do Rio de São Francisco. Esta vasta região pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I a desligou do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador. Este foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827.[14][15][16]. Nesta época, a região que hoje compreende o município de Santa Maria da Vitória, pertencia ao município de Carinhanha.

Em virtude dos grandes baixios alagados às margens do Rio Corrente, o português foi obrigado a mudar para o centro de suas terras, acampando e instalando a sua moradia em um local distante três léguas para dentro, que logo recebeu o nome de Arraial do Brejo do Espírito Santo. Com ele, vieram as primeiras mudas de cana de açúcar que cultivavam nos sítios Maranhão e Arrependido. O português tinha 9 (nove) filhos, sendo seis homens e três mulheres. O Mais velho (Joaquim Affonso de Oliveira) lhe substituía nas lides cotidianas. Atualmente, há uma praça no centro da cidade em homenagem aos seus primeiros moradores: Praça dos Affonsos. André Affonso de Oliveira foi sepultado na Capela do Divino Espírito Santo por ele construída com a ajuda dos seus escravos. Lodo depois de sua morte, o seu filho Joaquim foi agraciado com a patente de Oficial da Guarda Imperial.

O tenente-coronel Joaquim Affonso de Oliveira aguardava a promessa do imperador para melhorar o Arraial do Brejo do Espírito Santo, quando foi surpreendido com a notícia da elevação do arraial de Curral das Éguas (Atual Correntina) à condição de Vila. Desgostoso com esse ato, Joaquim abandonou o Brejo do Espírito Santo e voltou para as margens do Rio Corrente, fixando-se em uma fazenda que recebeu o nome de sua terra natal: Porto, local que hoje é Santa Maria da Vitória.

Necessitando de carpinteiros para a construção de casas e de uma igreja, teve que fazer uma viagem até a cidade de Cachoeira/BA, trazendo de lá o carpinteiro Antônio Pereira Façanha. Antônio construiu a casa grande dos Affonsos, bem como a igrejinha do Alto Menino Deus. Em 1840, viam-se apenas poucas casas, circundadas de frondosas gameleiras. Era, naquela época, o porto frequentado constantemente por tropeiros, que faziam transações comerciais, especialmente pela venda de rapaduras produzidas no Brejo do Espírito Santo. Quando a fazenda do Porto estava já bastante habitada, e também com a igreja matriz já em construção, pessoas da Vila de Curral das Éguas (atual Correntina) vieram abalar a paz da família Affonso. Os invasores eram chefiados pelo Capitão Severiano Antônio de Magalhães, com ataques à mão armada. Esse bando foi escurraçado e tiveram que fugir para a localidade de Lavandeira, distante duas léguas do Porto. Lá, não encontrando resistência por parte dos moradores, praticaram todo tipo de barbaridade, inclusive dispersaram uma missão de frades que pregavam a religião católica, cujos missionários tiveram que se esconder na outra margem do rio.

No combate da lavandeira, os fanáticos assassinaram barbaramente o velho Maciel. Receoso de uma nova investida pelos bandoleiros, o tenente-coronel Joaquim pediu providências e auxílio às autoridades da província. Estas atenderam o pedido enviando via Cachoeira/BA, um alferes denominado Reimualdo, com dez praças para garantir a segurança do povoado. Sendo assim, o tenente-coronel conseguiu concluir a igreja matriz e trouxe de Portugal a imagem da Santa Virgem da Vitória que demorou dois meses e dezesseis dias para chegar na localidade, tendo desembarcado em Cachoeira/BA e vindo em braços de escravos. Ao falecer o tenente-coronel Joaquim Affonso de Oliveira, seus restos mortais foram enterrados em frente ao altar-mor da Igreja Matriz.

Já em 1850, um pescador, vindo da localidade de Barra do Rio Grande, construiu a primeira embarcação para transportar mercadorias e animais da região, por conseguinte, outras embarcações foram construídas e o arraial começou a crescer com a chegada de grande um grande número de pessoas para praticar a agricultura. Foi nesse ínterim que é construída um símbolo da cidade, a capela dedicada à Nossa Senhora das Vitórias. Com esse desenvolvimento o arraial cresceu a ponto de se transformar no maior porto comercial do imenso município do Rio das Éguas.

Logo a paz voltou ao povoado, que foi elevado à categoria de Vila no ano de 1878 com o nome de Porto de Santa Maria da Victoria, desmembrada de Carinhanha, em homenagem à santa trazida de Portugal, tomando o lugar de Rio das Éguas (Correntina) como sede do termo. Porém, a vila do Porto de Santa Maria da Victoria foi extinta em 1886 para restaurar o município (antigo) de Rio das Éguas (Atual Correntina). Dois anos mais tarde, em 1888, foi extinto novamente o município de Rio das Éguas para restaurar a vila de Santa Maria da Vitória. Com isto, surgiu uma rivalidade entre as populações dos dois núcleos - Santa maria da Vitória e Rio das Éguas - o que impediu por muito tempo o progresso de ambos os locais. Só com o advento da república foi que cessou a rivalidade com a elevação de ambas os lugares à condição de vilas.

Em 1878, este foi o parecer acerca da elevação do Porto de Santa Maria da Victoria à condição de município, tomando o lugar de Rio das Éguas, conforme Ata da Assembleia Legislativa Provincial publicada no português arcaico:[17]

"À commissão de estatística foi presente a representação documentada dos moradores do arraial do Porto de Santa Maria da Victoria, municipio do Rio das Éguas, pedindo transferência da sede da villa e freguezia do Rio das Eguas para o dito arraial. Considerando que a villa do Rio das Eguas é sita na extremidade do município, perto da fronteira de Goyaz, e que acha-se em decadencia. Considerando que o arraial do Porto de Santa Maria, já pela sua população, já pelo seu estado de adiantamento, já pelos edifícios que possue, já por suas relações commerciaes, já pelas condições topographicas, é digno de ser a sede da villa e freguezia. Considerando que o Arraial do Porto de Santa Maria está no centro do termo entre as extremas de Goyaz (lado do sul) e da freguezia de Sant'Anna dos Brejos (lado do norte); é banhado pelo rio corrente, confluente navegavel do Rio de S. Francisco, e entretem com as localidades da margem deste magestoso rio importante commercio, digno de incremento e animação. É a commissão de parecer que se adopte o seguinte: A sede da parochia e da villa do Rio das Eguas, termo do mesmo nome, comarca de Carinhanha, fica transferida para o arraial do Porto de santa Maria da Victoria."

Em 1886, como já foi dito, a sede da vila voltou a ser Rio das Éguas (atual Correntina) e este foi o argumento utilizado na época pelo Deputado Provincial Martiniano de Almeida:[18]

"A povoação do Rio das Egoas tem o edificio indispensavel para funccionar a câmara, tem a igreja matriz e na povoação nascente de Santa Maria da Victoria não existe matriz, não há casa de câmara. É portanto, de notória conveniência a transferência da villa para a antiga séde; e esta necessidade é de tal ordem que todos querem e reclamam."

Pela lei estadual número 737 de 26 de junho de 1909, recebeu o status de cidade, mas teve seu nome alterado para apenas Santa Maria.

Em 1943/1944 o nome oficial voltou a ser Santa Maria da Vitória. Hoje o município é constituído de 3 distritos: Santa Maria da Vitória, Açudina e Inhaúmas.[19][20]

Personagens Ilustres[21]Editar

  • Coronel Bruno Martins da Cruz – Nasceu em 06/10/1854 em Juazeiro/BA, mas só veio residir em Santa Maria da Vitória em 1875, após descer o Rio São Francisco. Sua família foi a segunda a chegar nestas terras e dedicava-se ao comércio de tecidos e estivas em geral. Em Santa Maria exerceu os cargos delegado de Polícia, juiz de Paz, juiz municipal, intendente e coletor federal. Sua família sempre esteve ligada à política municipal, pois o seu filho (Antônio Martins da Cruz) foi prefeito, o neto Belonísio também foi prefeito e o seu outro neto (Belaísio) foi vereador, ao passo que o seu bisneto Arsênio da Cruz Neto também foi vereador. Faleceu em 26/06/1939 e foi enterrado no Cemitério Santa Verônica.
  • Coronel João da Costa Ataíde – Sucedeu o Cel. Bruno Martins da Cruz e foi o terceiro intendente do município , tendo sido nomeado graças ao apoio da família Affonso de Oliveira.
  • Tenente Coronel João Affonso de Oliveira – Um dos filhos do fundador de Santa Maria da Vitória, foi o primeiro da família a exercer o cargo de intendente. Travou várias batalhas contra os invasores de Curral das Éguas (Atual Correntina), que queriam conquistar a região de Santa Maria.
  • Sebastião Laranjeiras da Silva – Chegou em Santa Maria da Vitória por volta do ano 1890, sendo o patriarca da família Laranjeira na região. Não se sabe ao certo de onde veio Sebastião. Foi o pai do prefeito: Rolando Laranjeira Barbosa
  • Coronel Clemente de Araújo Castro – Nasceu em 15/10/1889 e veio da cidade de Livramento de Nossa Senhora/BA. Seus pais (Liberato e Joana) aportaram em Santa Maria no ano de 1908. É considerada a mais importante figura política e empresarial da região. Era proprietário do complexo agroindustrial Araújo Castro & Cia, composto de áreas de agricultura e pecuária nas localidades de Lagoa da Tabúa e Mozondó, no atual município de São Félix do Coribe. Não deixou filhos.
  • Professora Rosa Magalhães – Nasceu em Macaúbas no dia 04/09/1894 e chegou a Santa Maria ainda criança no ano de 1900. É a fundadora do Colégio Popular Oliveira Magalhães, que mais tarde recebeu ajuda financeira e administrativa de missionários vindos dos Estados Unidos.
  • Agnelo da Silva Braga – Era natural do distrito de Pau-a-Pique, que pertence ao município de Casa Nova/BA, onde nasceu em 16/11/1907. Veio para Santa Maria acompanhado do seu tio Agrício Braga, através de navegação pelo Rio São Francisco. Já em terras santa-marienses, casou-se com Ester Laranjeira Barbosa Braga, filha do Coronel Antônio da Rocha Barbosa e de Maria Madalena Laranjeira Barbosa, de São Félix do Coribe. Foi o pai do ex-prefeito Péricles Laranjeira Barbosa Braga.
  • Rosival Afonso Rocha - Bisneto do fundador da cidade, nasceu em Santa Maria no dia 14/11/1925 e casou-sem com Neiva de Oliveira Rocha. Um fato curioso atribuído a ele diz respeito à vinda da primeira agência do Banco do Brasil. Devido à indisponibilidade de casas com as devidas condições de higiene, o futuro gerente preparava um relatório contrário à instalação do Banco em terras santa-marienses. Diante de tal fato, Sr. Rosi, como é carinhosamente chamado, disponibilizou sua própria casa para instalação da agência que está no mesmo local até os dias de hoje, ocupando um grande prédio em frente à Igreja Matriz.
  • Tito Soares - Nasceu em 28/09/1936 em Formosa do Rio Preto/BA e mudou-se com a família para Santa Maria no ano de 1950. Candidatou-se por três vezes como prefeito, tendo vencido em duas delas (1977 e 1988), rompendo com anos de hegemonia política das famílias Cruz e Laranjeira.
  • Antônio Lisboa de Morais - Nasceu no ano de 1900 na zona rural do município de Barreiras/BA, de onde saiu para residir na zona rubana de Santa Maria da Vitória. Faleceu em 1966[22].
  • Dr. Eugênio Lyra - Natural de Salvador, era advogado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria da Vitória e Coribe. Era considerado mártir dos camponeses santa-marienses, pois lutava contra os grileiros. Devido à luta pelos direitos dos agricultores, foi assassinado na Rua Teixeira de Freitas em 22/09/1977[23].
  • Francisco Biquiba dy Lafuente Guarany - Conhecido como Mestre Guarany, foi um dos maiores escultores de carrancas. Nasceu em 02/04/1884 e faleceu em 1985. Segundo seu biógrafo Paulo Pardal, Francisco era bisneto pela linha paterna de um espanhol originário da cidade de Barcelona, chamado José Dy Lafuente, que se uniu a uma escrava de origem moçambicana, denominada Biquiba. Seu bisavô era jesuíta e precisou fugir da Espanha e se refugiar em Salvador/BA, antes de se mudar para a cidade de Curaçá/BA, no norte da Bahia. Já o seu avô (Plácido Biquiba) era alferes em Juazeiro e uniu-se a Maria, posteriormente conhecida como Maria Biquiba. O filho mais velho de Plácido era Cornélio Lafuente, que casou com Marcelina do Espírito Santo, uma descendente de índios Paraguaçu, e ambos se mudaram para Barra do Rio Grande/BA, onde passou a trabalhar construindo barcas que eram vendidas para Porto, atual Santa Maria da Vitória. Cornélio se mudou com a esposa para Santa Maria da Vitória, onde faleceu no ano de 1898. Seu filho Francisco Biquiba dy Lafuente Guarany,o Mestre Guarany, deu continuidade ao trabalho do pai e é considerado o maior carranqueiro do Brasil, Guarany tem uma trajetória marcada pela peculiaridade cultural e geográfica da região do médio São Francisco e pela descoberta de suas carrancas por parte da crítica de arte na segunda metade do século XX.[24]

Intendentes[25]

Ordem Nome Período
José Augusto Pereira de Carvalho 1888 a 1892
Coronel Bruno Martins da Cruz 1893 a 1896
João José da Costa Athayde 1897 a 1900
Tenente-Coronel João Affonso de Oliveira 1901 a 1904
Sebastião Laranjeira da Silva 1905 a 1908
Major José de Souza Borba 1909 a 1912
Tenente-Coronel João Moreno de Moura 1913 a 1916
Capitão Ernesto José do Bonfim 1916 (4 meses)
Coronel Bruno Martins da Cruz 1917 a 1920
10º Coronel Clemente de Araújo Castro 1921 a 1923
11º Major Elias de Souza Borba 1924 a 1928
12º Major Argemiro Antônio Filardi 1929 a 1930

Prefeitos

Ordem Nome Período
Ovídio Guimarães de Souza 1930 (3 meses)
Dr. Francisco Cotias Lebre 1931 a 1934
Coronel Clemente de Araújo Castro 1935 a 1942
Clóvis de Araújo Castro 1942 a 1945
Dr. Ulisses Caldas Pinto 1945 a 1946
Joaquim da Costa Athayde 1947 a 1948
Dr. José Borba 1949 a 1950
Antônio Martins da Cruz 1951 a 1954
Arnaldo Pereira da Silva 1955 a 1958
10º Roberto Borges 1959 a 1960
11º Leônidas Borba 1960 a 1961
12º Rolando Laranjeira Barbosa 1962 a 1965
13º Péricles Laranjeira Braga 1966 a 1970
14º Belonísio Amélio da Cruz 1971 a 1972
15º Rolando Laranjeira Barbosa 1973 a 1976
16º Tito Lívio Nogueira Soares 1977 a 1982
17º Francisco Alves da Silva 1983 a 1987
18º Joaquim Ferreira Campos 1988 a 1989
19º Tito Lívio Nogueira Soares 1989 a 1992
20º Joaquim Ferreira Campos 1993 a 1995
21º Pedro Ferreira Mariano 1996 (suicidou-se)
22º Nery Pereira Batista 1997 a 2000
23º Prudente José de Moraes 2001 a 2008
24º Padre Amário dos Santos Santana 2009 a 2016
25º Renato Rodrigues Leite Júnior 2017-

GeografiaEditar

 
Rua Mariano Borges em 2017.

BairrosEditar

A cidade de Santa Maria da Vitória é dividida em: Centro, Sambaíba, Malvão, Alto do Cruzeiro, Macambira, Vila Nova, Jardim América, Dr. Roberto, Parque de Exposição, AABB, Morada do Sol, Morada da Lua, Setor Aeroporto, Setor Carranca, Bebedouro, Vila Formosa e Loteamento Alto Paraíso.

Administrativamente, o município é composto da seguinte forma:

  • Cidade: Santa Maria da Vitória
  • Vilas: Açudinha e Inhaúmas
  • Povoados: Cuscuzeiro e Mocambo
  • Sítios: Água Quente, Alagadiço, Baixa da Areia, Baixa da Onça, Baixa do Juá, Barra de São José, Barreiro da Canabrava, Bebedouro Grande, Brejão, Brejinho da Serra Grande, Brejo do Espírito Santo, Cafundó dos Crioulos, Cafundó dos Gerais, Canudos, Capim Grosso, Caraíbas, Caraibinhas, Coragina, Cuscuzeiro de Cima, Currais, Furado dos Pires, Gameleira, Jitirana, Lagoa do Dantas, Lagoa dos Peixes, Macaco dos Gerais, Montevidinha, Mundo Novo, Nova Franca, Pau de Colher, Pedra Preta, Piengo, Poços, Ponte Velha, Porco Branco, Porteira Grande, São Francisco, São João, Buriti, Domingão, Lavandeira, Serra Grande e Tiririca.

LimitesEditar

Noroeste: Correntina Norte: São Desidério Nordeste: Baianópolis e Canápolis
Oeste: Correntina   Leste: Santana
Sudoeste: Correntina e Jaborandi Sul: Jaborandi e São Félix do Coribe Sudeste: São Félix do Coribe

Tabela climáticaEditar

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
Temperatura média (°C) 25,2 25,1 25,1 24,9 24 23,1 23,2 24,5 26,1 26,7 25,8 25,1
Temperatura mínima (°C) 19,4 19,3 19,4 18,7 17,3 15,9 15,8 17,1 19 20,1 20,1 19,4
Temperatura máxima (°C) 31 30,9 30,8 31,1 30,7 30,4 30,6 31,9 33,3 33,4 38,5 30,8
Temperatura média (°F) 77,4 77,2 77,2 76,8 75,2 73,6 73,8 76,1 79,0 78,4 77,2
Temperatura mínima (°F) 66,9 66,7 66,9 65,7 63,1 60,6 60,4 62,8 66,2 68,2 68,2 66,9
Temperatura máxima (°F) 87,8 87,6 87,4 88,0 87,3 86,7 87,1 89,4 91,9 92,1 88,7 87,4
Chuva (mm) 123 97 98 52 7 0 1 1 10 51 151 180

180 mm é a diferença de precipitação entre o mês mais seco e o mês mais chuvoso. As temperaturas médias variam 3.6 °C durante o ano.

EconomiaEditar

A economia do município é baseada no setor de serviços.

EsporteEditar

Localiza-se em Santa Maria, o Estádio Turíbio de Oliveria, conhecido como "Turibão". A cidade nunca possuiu time de futebol profissional, limitando-se ao futebol amador.

CulturaEditar

A Sociedade Philarmônica Seis de Outubro foi fundada em 22 de novembro de 1908, conforme o que está escrito em seu estatuto datado de 25 de maio de 1948. São os seguintes os nomes de seus fundadores: CORONEL BRUNO MARTINS DA CRUZ, JOSÉ ALFAIATE, FRANCISCO COIMBRA, JOSÉ PÁGDA e outros. O primeiro regente da Seis de Outubro foi o Mestre Ápio Biquiba dy Lafuente. O segundo foi Pedro Nolasco, que foi o primeiro regente da Vitória. O 3º o foi Mestre Vilares. O nome SEIS DE OUTUBRO foi dado à Philarmônica em homenagem ao seu cabeça, o Coronel Bruno Martins da Cruz. Isto porque seis de outubro foi o dia do nascimento de Bruno, natural de Juazeiro.

A Philarmônica 15 de Novembro (Conhecida como Philarmônica Vitória) foi fundada em 15 de novembro de 1908, portanto, no mesmo ano da sua co-irmã, sendo sete dias mais velha que aquela. Não foi fundada pelo Coronel Clemente, como supõe a maioria pois este chegou a Santa Maria da Vitória em 1917. A fundação da VITÓRIA deve-se aos Afonsos, João Afonso, Antônio Laranjeira Barbosa e outros.[26]

TransportesEditar

FerroviárioEditar

Atualmente está em construção a Ferrovia de Integração Oeste-Leste. O projeto prevê que tenha 1 527 quilômetros de extensão em bitola larga, e passe pelos estados da Bahia e Tocantins, ligando o Porto Sul no município baiano de Ilhéus à Ferrovia Norte-Sul (FNS) em Figueirópolis, município tocantinense.[27] A construção da ferrovia está a cargo da VALEC, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes.

A ferrovia ligará Santa Maria da Vitória a regiões produtoras de minério de ferro e afins (cidades como Caetité, Pindaí, Tanhaçu, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora, Maracás, Brumado) e de grãos (Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério), além da cidade portuária de Ilhéus.[27]

RodoviárioEditar

No setor de transporte coletivo rodoviário há o Terminal Rodoviário da cidade, que é responsável pelo fluxo de linhas de ônibus para outras cidades da Bahia e também interestaduais. Santa Maria da Vitória é cortada pela rodovia federal BR-349, e a estadual BA-172.[28]

Empresa Destinos
  Rápido Federal[29] Salvador, Brasília, Goiânia, Feira de Santana/BA, Anápolis/GO, Formosa/GO, Ibotirama/BA, Seabra/BA, Itaberaba/BA.
  Novo Horizonte Salvador, Brasília, Goiânia, Feira de Santana/BA, Anápolis/GO, Formosa/GO, Ibotirama/BA, Seabra/BA, Itaberaba/BA, Vitória da Conquista/BA, Barreiras/BA, Brumado/BA, Guanambi/BA, Itabuna/BA, Caetité/BA, Posse/GO.
  Catedral[30] São Paulo, Brasília, Goiânia, Uberlândia/MG, Caldas Novas/GO, Araguari/MG, Ribeirão Preto/SP, Campinas/SP, Petrolina/PE, Juazeiro/BA, Jacobina/BA, Senhor do Bonfim/BA, Morro do Chapéu/BA, Seabra/BA, Ibotirama/BA, Juazeiro do Norte/CE, Salgueiro/PE, Brejo Santo/CE, Apodi/RN, Pau dos Ferros/RN, Cajazeiras/PB, Aracaju/SE, Maceió/AL e Recife/PE.
  Emtram[31] São Paulo, Brasília, Goiânia, Irecê/BA, Xique-Xique/BA, Barra/BA, Uberlândia/MG, Uberaba/MG, Jundiaí/SP, Campinas/SP, Araguari/MG, Ribeirão Preto/SP.
  Real Sul[32] Brasília, Taguatinga/DF, Planaltina/DF, Sobradinho/DF, Teresina/PI, Corrente/PI, Bom Jesus/PI, Luzilândia/PI, Esperantina/PI, Floriano/PI, Formosa/GO.
  Trans Brasil Brasília, Taguatinga/DF, Planaltina/DF.

ReligiãoEditar

 Ver artigo principal: Diocese de Bom Jesus da Lapa

A maioria da população de Santa Maria é adepta do catolicismo romano, seguido da religião evangélica que possui diversas vertentes (pentecostal, batista, etc.) Segue o gráfico com as principais denominações religiosas encontradas em Santa Maria segundo o censo 2010 do IBGE:


 

Religiões em Santa Maria da Vitória (2010)[33]

  Catolicismo Romano (77.91%)
  Protestantismo (13.50%)
  Sem religião (5.90%)
  Espiritismo (1.09%)
  Outras religiões (1.15%)

EducaçãoEditar

Ensino Superior

SaúdeEditar

  • Hospital Regional da Bacia do Rio Corrente - A ser construído
  • Hospital Municipal Dr. José Borba
  • UPA (Unidade de Pronto Atendimento)

PolíticaEditar

Desde o Golpe republicano, que tirou Dom Pedro II, As oligarquias regionais tem preponderado na região.

O Prefeito mais notável foi o Francisco (Chiquinho), que foi reeleito diversas vezes, tendo como notório a construção da ponte "Deputado Adão Souza" que ligou-a com São Félix do Coribe, o Deputado foi um dos principais articuladores com o governador para financiar a construção da ponte, e fez a avenida "Perimetral" que corta a cidade e liga a cidade a Inhaúmas e Açudina, além de ligar a outros municípios.

A atual câmara legislativa de Santa Maria da Vitória, Açudina e Inhaúmas tem 13 (treze) membros, eleitos pelo sistema proporcional. Atualmente ela é composta pelos seguintes vereadores, em ordem crescente dos mais votados:

  • Petrônio de Paulão (PP)
  • Firmino Tomáz (PP)
  • Ivanildo Leão (PSC)
  • 'Santim' (PP)
  • Carlitinho (PP)
  • Jânio de Inhaúmas [PSD]
  • Baiô (PSD)
  • Có de Açudina (PP)
  • Maraezinho de Ruy (PSC)
  • João Marques (PDT)
  • Mazinho Ataide (MDB)
  • Moíses (PSB)

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de dezembro de 2018 
  2. IBGE. «Área da unidade territorial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 23 jan. 2012. Arquivado do original em 30 de abril de 2012 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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