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BiografiaEditar

Início da carreira (anos 1960)Editar

Carioca de Santa Teresa, Sidney Miller despontou como compositor no cenário musical brasileiro durante a década de 1960, e assim como outros artistas que também estavam começando, participou com algum destaque em diversos festivais de música, bastante populares nesse período.

Cursou sociologia e economia, porém sem concluir nenhum dos cursos. No início da carreira chegou a ser comparado com o também estreante Chico Buarque, uma vez que tinham em comum, além da timidez, a temática urbana e um especial cuidado na construção das letras. Além disso, a cantora Nara Leão, famosa por revelar novos compositores, teve grande importância na estreia dos dois: em 1967, no disco Vento de Maio, dividiam quase todo o repertório: Chico Buarque assinou quatro canções, enquanto Sidney Miller era o autor de outras cinco.

O primeiro registro importante como compositor foi em 1965 no I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior (SP), obtendo o quarto lugar com a música Queixa, composta em parceria com Paulo Thiago e Zé Keti, interpretada por Cyro Monteiro.[1] Em 1967, pelo selo Elenco de Aloísio de Oliveira, lançou o primeiro disco, intitulado Sidney Miller, na qual se destacou por trabalhar temas populares e cantigas de roda como O Circo, Passa Passa Gavião, Marré-de-Cy e Menina da Agulha.

Sidney Miller compôs, juntamente com Théo de Barros, Caetano Veloso e Gilberto Gil, a trilha sonora para a peça Arena conta Tiradentes,[2] dos dramaturgos Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Nesse mesmo ano, ao lado de Nara Leão, interpretou a música A Estrada e o Violeiro no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (SP), conquistando o prêmio de melhor letra.[3]

Em 1968, também pelo selo Elenco lançou o LP Brasil, do Guarani ao Guaraná, que contou com as participações especiais de diversos artistas como Paulinho da Viola, Gal Costa, Nara Leão, MPB-4, Gracinha Leporace e Jards Macalé, entre outros. O maior destaque do disco ficou por conta da toada Pois É, Pra Quê. A partir de então Sidney Miller intensificou a carreira na área de produção. Juntamente com Paulo Afonso Grisolli organizou no Teatro Casa Grande (RJ) o espetáculo Yes, Nós Temos Braguinha,[2] com o compositor João de Barro.[3] Também com Grisolli, relançou a cantora Marlene, no show Carnavália,[3] que fez bastante sucesso.

Em 1969 produziu e criou os arranjos do LP de Nara Leão Coisas do Mundo. Ainda em 1969, ao lado de Paulo Afonso Grisolli, Tite de Lemos, Luiz Carlos Maciel, Sueli Costa, Marcos Flaksmann e Marlene, organizou o espetáculo Alice no País do Divino Maravilhoso, além de compor a trilha sonora do filme Os Senhores da Terra, do cineasta Paulo Thiago.

Anos 1970 e últimos anosEditar

Na década seguinte seguiu realizando trilhas sonoras para cinema. Sidney Miller foi o autor da trilha dos filmes Vida de Artista (1971) e Ovelha Negra (1974), ambos dirigidos por Haroldo Marinho Barbosa. Sidney Miller foi autor da trilha sonora das peças Por mares nunca dantes navegados (1972),[2] de Orlando Miranda, na qual musicou alguns sonetos de Camões, e do espetáculo a A torre em concurso (1974),[2] de Joaquim Manuel de Macedo. Em 1974 lançou pela Som Livre o último disco de carreira, o LP Línguas de Fogo.

Nos últimos anos de vida, Sidney Miller estava afastado do circuito comercial. Tinha planos de voltar a gravar, de forma independente, um LP que se chamaria Longo Circuito. Trabalhava na Funarte,[3] quando suicidou-se. A sala em que trabalhava passou a se chamar Sala Funarte Sidney Miller[3] e foi transformada num teatro.

DiscografiaEditar

Participações em festivaisEditar

Referências

Ligações externasEditar