Gal Costa

Cantora e compositora brasileira

Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa OMC (Salvador, 26 de setembro de 1945São Paulo, 9 de novembro de 2022), nascida Maria da Graça Costa Penna Burgos e conhecida como Gal Costa (/ɡaw ˈkɔs ta/ (Sobre este somescutar?·info)),[2] foi uma cantora, compositora e multi-instrumentista brasileira. Considerada uma das cantoras mais plurais do Brasil e do mundo, Gal transitou em todos os gêneros musicais e foi eleita na lista de 200 maiores cantores e cantoras de todos os tempos pela revista Rolling Stone como a maior cantora do Brasil e pela revista Time como uma das 10 maiores cantoras do mundo.

Gal Costa
Gal na década de 1970
Nome completo Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa
Pseudônimo(s) "Musa da Tropicália"
Outros nomes Maria da Graça Costa Penna Burgos
Nascimento 26 de setembro de 1945
Salvador, Bahia
Morte 9 de novembro de 2022 (77 anos)
São Paulo
Nacionalidade brasileira
Cônjuge
  • Marco Pereira (c. 1991; div. 1992)
  • Wilma Petrillo (c. 1998; v. 2022)
Filho(a)(s) 1
Ocupação
Prêmios lista completa
Carreira musical
Período musical 1964–2022
Gênero(s)
Extensão vocal soprano[1]
Instrumento(s)
Gravadora(s)
Página oficial
galcosta.com.br

BiografiaEditar

Primeiros anos e início de carreiraEditar

Maria da Graça Costa Penna Burgos era filha de Mariah Costa Penna, sua grande incentivadora, falecida em 1993, e de Arnaldo Burgos.[3] Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influenciasse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical. O pai de Gal, morto quando ela tinha quatorze anos, sempre foi uma figura ausente, vazio plenamente preenchido pelo amor de sua mãe, além dos parentes. Por volta de muito tempo se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Em 1959, ouviu pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando "Chega de Saudade" (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, a Roni Discos. Em 1963, foi apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir daí uma grande amizade e profunda admiração mútua.

Década de 1960Editar

 
Gal Costa, 1969. Arquivo Nacional.

Gal estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, o espetáculo Nós, Por Exemplo... (22 de agosto de 1964), que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Neste mesmo ano participou de Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, no mesmo local e com os mesmos parceiros. Deixou Salvador para viver na casa da prima Nívea, no Rio de Janeiro, seguindo os passos de Maria Bethânia, que havia estourado como cantora no espetáculo Opinião. A primeira gravação em disco se deu no disco de estreia de Maria Bethânia (1965): o duo Sol Negro (Caetano Veloso), seguido do primeiro compacto, com as canções Eu vim da Bahia, de Gilberto Gil, e Sim, foi você, de Caetano Veloso - ambos lançados pela RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG) - gravadora à qual Gal retornaria em 1984, com o álbum Profana. No fim do ano conheceu João Gilberto pessoalmente.

No início da carreira e no primeiro compacto, a cantora se apresentava como "Maria da Graça". Por sugestão do produtor Guilherme Araújo, no entanto, adotou o nome artístico "Gal".[2] Caetano Veloso não gostou da mudança, argumentando que "Gal." é abreviatura de general, de modo que o nome "Gal Costa" a fazia parecer homônima do então Presidente da República, o Gal. Costa e Silva.[4] Em entrevista concedida a Jô Soares, em 2013, a cantora revelou que havia alterado o registro civil para incluir o apelido pelo qual ficou conhecida nacionalmente, passando a se chamar oficialmente Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa.[2]

Participou do I Festival Internacional da Canção, em 1966, interpretando a canção Minha Senhora (Gilberto Gil e Torquato Neto), que não emplacou. O primeiro LP foi lançado em 1967, ao lado do também estreante Caetano Veloso, Domingo, pela gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music), permanecendo neste selo até 1983. Deste disco fez grande sucesso a canção "Coração Vagabundo", de Caetano Veloso. Participou também do III Festival de Música Popular Brasileira defendendo as canções Bom Dia (Gilberto Gil/Nana Caymmi) e Dadá Maria (Renato Teixeira), esta última em dueto com Sílvio César no festival e com Renato Teixeira na gravação.

Em 1968 participou do disco Tropicália ou Panis et Circencis (1968), com as canções Mamãe Coragem (Caetano Veloso e Torquato Neto), Parque Industrial (Tom Zé) e Enquanto seu lobo não vem (Caetano Veloso), além de Baby (Caetano Veloso), o primeiro grande sucesso solo, que se tornou um clássico. Em novembro participou do IV Festival da Record defendendo a canção Divino maravilhoso (Caetano Veloso e Gilberto Gil). Lançou o primeiro disco solo, Gal Costa (1969), que além de "Baby" e "Divino maravilhoso" traz "Que pena (Ele já não gosta mais de mim)" (Jorge Benjor) e "Não identificado" (Caetano Veloso), todas grandes sucessos. No mesmo ano gravou o segundo disco solo, "Gal", conhecido como o psicodélico, que traz os hits "Meu nome é Gal" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Cinema Olympia" (Caetano Veloso), e deste disco foi gerado o espetáculo Gal!. Este disco figura até hoje como o registro mais radical já feito na história da música brasileira.[carece de fontes?]

Década de 1970Editar

Em 1970 viaja para Londres para visitar Caetano Veloso e Gilberto Gil, exilados pela ditadura militar, e dessa viagem traz algumas músicas incluídas em seu disco seguinte, "Legal", cuja capa foi produzida por Hélio Oiticica. Do repertório desse trabalho fizeram grande sucesso as músicas "London London" (Caetano Veloso) e "Falsa baiana" (Geraldo Pereira). Em 1971 grava um compacto duplo importantíssimo em sua carreira, onde estão os grandes sucessos "Sua estupidez" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Você não entende nada" (Caetano Veloso). Nesse mesmo ano realiza um dos shows mais importantes da música brasileira, "Fa-Tal", dirigido por Waly Salomão e que gravado ao vivo gerou o disco que até hoje é considerado por muitos críticos como o mais importante de sua carreira, o "Fa-Tal / Gal a Todo Vapor", que traz grandes sucessos como "Vapor barato" (Jards Macalé - Waly Salomão), "Como 2 e 2" (Caetano Veloso) e "Pérola negra" (Luiz Melodia).

 
Gal Costa, 1971. Arquivo Nacional

Em 1973 grava o disco "Índia", dirigido por Gil, que traz os sucessos "Índia" (J. A. Flores - M. O. Guerreiro - versão José Fortuna) e "Volta" (Lupicínio Rodrigues), e desse disco faz outro show muito bem sucedido, também dirigido por Waly Salomão, "Índia". Nesse mesmo ano participa do festival Phono 73, que gerou três discos, onde Gal gravou com sucesso as músicas "Trem das onze" (Adoniran Barbosa) e "Oração de Mãe Menininha" (Dorival Caymmi), em dueto com Maria Bethânia. Em 1974 Gal grava o disco "Cantar", dirigido por Caetano Veloso, que traz os sucessos "Barato total" (Gilberto Gil), "Flor de maracujá" e "Até quem sabe" (ambas de João Donato e Lysia Enio) e "A rã" (João Donato e Caetano Veloso). Desse disco gerou o show "Cantar", que não foi bem recebido pelo público de Gal, por se tratar de um disco muito suave, contrastando com a imagem forte que a cantora criara a partir do movimento tropicalista.

Em 1975 Gal faz imenso sucesso ao gravar para a abertura da telenovela da Rede Globo "Gabriela" a canção "Modinha para Gabriela" (Dorival Caymmi). Desse ano também é o sucesso "Teco teco" (Pereira da Costa - Milton Vilela), lançada em compacto. O grande sucesso da canção de Caymmi motivou a gravação do disco "Gal Canta Caymmi", lançado em 1976, que traz os hits "Só louco", "Vatapá", "São Salvador" e "Dois de fevereiro", todas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado dos colegas Gilberto Gil, Caetano e Maria Bethânia, participa do show "Doces Bárbaros", nome do grupo batizado e idealizado por Bethânia, espetáculo que rodou o Brasil e gerou o disco e o filme Doces Bárbaros. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado. Doces Bárbaros foi um dos mais importantes grupos da contracultura dos anos 1970 e, ao longo dos anos, foi tema de filme, DVD, enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994 com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, espetáculos na praia de Copacabana. Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.

Em 1977, Gal apresenta o show ''Com a Boca no Mundo'', do qual lança o disco "Caras & Bocas", que traz os sucessos "Tigresa" e "Negro Amor", além da música homônima ao disco que Bethânia e Caetano escreveram para Gal. Em 1978, Gal lança aquele que seria o primeiro disco de ouro de sua carreira, "Água Viva", que trouxe os sucessos "Folhetim" (Chico Buarque), "Olhos verdes" (Vicente Paiva) e "Paula e Bebeto" (Milton Nascimento - Caetano Veloso). Desse disco surgiu o espetáculo "Gal Tropical", onde Gal Costa deu uma virada em sua carreira, mudando drasticamente de imagem, passando de musa hippie para uma cantora mais mainstream. O show "Gal Tropical" foi um imenso sucesso de público e crítica, e gerou o disco "Gal Tropical", em que Gal cantou alguns dos maiores sucessos de sua carreira, como "Balancê" (João de Barro - Alberto Ribeiro), "Força estranha" (Caetano Veloso), "Noites cariocas" (Jacob do Bandolim - Hermínio Bello de Carvalho), além das regravações dos grandes sucessos "Índia" e "Meu nome é Gal".

Década de 1980Editar

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos registravam índices recordes de audiência. Gal Costa participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

Em 1980 Gal gravou o disco "Aquarela do Brasil", focado na obra do compositor Ary Barroso, e que trouxe hits como "É luxo só" (Ary Barroso - Luiz Peixoto), "Aquarela do Brasil", "Na Baixa do Sapateiro", "Camisa amarela" e "No tabuleiro da baiana" (todas de Ary Barroso). Em 1981 Gal estreou o show "Fantasia", um grande fracasso de crítica, mas que gerou um dos mais bem sucedidos discos de sua carreira, tanto de público quanto de crítica, o premiado "Fantasia", que trouxe vários sucessos, como "Meu bem meu mal", "Massa real" (ambas de Caetano Veloso), "Açaí", "Faltando um pedaço" (ambas de Djavan), "O amor" (Caetano Veloso - Ney Costa Santos - Vladmir Maiakovski), "Canta Brasil" (David Nasser - Alcir Pires Vermelho) e "Festa do interior" (Moraes Moreira - Abel Silva). Com o grande sucesso do disco, Gal convidou Waly Salomão para dirigir o show "Festa do Interior" que a redimiu do grande fracasso do show "Fantasia".

Em 1981 em seu especial produzido e exibido na Rede Globo no programa[5] Grandes Nomes, ao qual o nome do seu especial foi seu nome de batismo, "Maria da Graça Costa Penna Burgos", ao qual no fim do especial usou uma roupa de franjas rosas, que foi comparado a um boneco infantil da época, porém os críticos disseram que o que salvou o especial foi sua apresentação com a renomada, e considerada por muitos, a maior cantora popular brasileira Elis Regina, e foi então também, o encontros de duas divas populares além de uma aula de musicalidade das duas, com certeza um encontro histórico. Nessa participação; Gal começa cantando "Amor até o fim", música que fazia parte da discografia das duas, e ao meado da canção chega a Elis Regina fazendo um dueto com a Gal, logo após Elis canta uma música recém lançada sua [1] Aprendendo a Jogar, e após mais dois duetos "Ilusão À Toa", e "Estrada do Sol", Além disso também teve outro encontro histórico de revisitar o repertório de Grande Otelo, música gravada originalmente por Carmen Miranda e depois re-gravada por ele e Eliana Macedo em 1952, sendo que dessa vez foi interpretada por ele e Gal numa interpretação bem humorada de ambos.

Em 1982 Gal gravou outro disco de sucesso, "Minha Voz", em que se destacaram as gravações de "Azul" (Djavan), "Dom de iludir", "Luz do sol" (ambas de Caetano Veloso), "Bloco do prazer" (Moraes Moreira - Fausto Nilo), "Verbos do amor" (João Donato e Abel Silva) e "Pegando fogo" (Francisco Mattoso - José Maria de Abreu). Em 1983 Gal grava outro disco bem sucedido comercialmente, "Baby Gal", que também se tornou um show, e que trouxe os sucessos "Eternamente" (Tunai - Sérgio Natureza - Liliane), "Mil perdões" (Chico Buarque), "Rumba louca" (Moacyr Albuquerque - Tavinho Paes), além da regravação de "Baby".

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Gal Costa integrou o grupo seleto de artistas da MPB que viajaram pelo país apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais, para uma plateia de mais de duzentas mil pessoas, em quase duzentas apresentações. Gal Costa interpretou a canção A História de Lili Braun, musicado pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Em 1984 Gal deixa a gravadora Philips e assina contrato com a RCA, onde grava o disco "Profana", que traz os hits "Chuva de prata" (Ed Wilson - Ronaldo Bastos), "Nada mais (Lately)" (Stevie Wonder - versão: Ronaldo Bastos), "Atrás da Luminosidade" (tema do Programa de Domingo da Rede Manchete) e "Vaca profana" (Caetano Veloso). Em 1985 grava o disco "Bem Bom", com os sucessos "Sorte" (Celso Fonseca - Ronaldo Bastos), cantada em dueto com Caetano Veloso, e "Um Dia de Domingo" (Michael Sullivan - Paulo Massadas), em dueto com Tim Maia.

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo cento e cinquenta e cinco vozes numa criação coletiva, surgiu o compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. Em atitude que surpreendeu muitos dos fãs, em fevereiro deste mesmo ano, posou nua para a edição 127 da extinta revista Status, poucos meses antes de completar quarenta anos.

Lançou em 1987 o disco e o espetáculo Lua de Mel Como o Diabo Gosta, um fracasso de crítica, mas que trouxe mais alguns sucessos à carreira da cantora: "Lua de mel" (Lulu Santos), "Me faz bem" (Mílton Nascimento - Fernando Brant) e "Viver e reviver (Here, there, and everywhere)" (Lennon - McCartney - versão: Fausto Nilo). Em 1988, Gal grava com grande sucesso a música "Brasil" (escrita por Cazuza, Nilo Romero e George Israel) para a abertura da telenovela da Rede Globo, Vale Tudo.

Década de 1990Editar

Em 1990 gravou o disco "Plural", que traz os sucessos de "Alguém me disse" (Jair Amorim - Evaldo Gouveia), "Nua ideia" (João Donato - Caetano Veloso) e "Cabelo" (Jorge Benjor - Arnaldo Antunes). Em 1992 lança o disco "Gal", com repertório em boa parte extraído do show "Plural", e do qual fez sucesso a música "Caminhos cruzados" (Tom Jobim - Newton Mendonça).Em 1993, Gal lançou o premiado disco "O sorriso do gato de Alice", produzido por Arto Lindsay, com o sucesso "Nuvem negra" (Djavan).Desse disco gerou-se o show de mesmo nome, com direção de Gerald Thomas, que causou polêmica por Gal cantar a música "Brasil" com os seios nus. Em 1994, reuniu-se com Gil, Caetano e Bethânia, na quadra da escola de samba Mangueira, para o show "Doces Bárbaros na Mangueira", que comemorou os 18 anos dos Doces Bárbaros.

Em 1995, lançou "Mina d'água do meu canto", trazendo apenas composições de Chico Buarque e Caetano Veloso, e do qual fez sucesso a música "Futuros amantes" (Chico Buarque). Em 1997, gravou o CD "Acústico MTV", sucesso de vendas, no qual cantou vários sucessos de sua carreira e lançou com sucesso uma nova versão de "Lanterna dos Afogados", cantando ao lado do autor da canção, Herbert Vianna. Em 1998 gravou o CD "Aquele frevo axé", com o hit "Imunização racional (Que beleza)" (Tim Maia). Em 1999, lançou um disco duplo ao vivo "Gal Costa Canta Tom Jobim Ao Vivo", realizando o projeto do maestro, que era fazer um disco com a cantora, embora sozinha.

Década de 2000Editar

Em 2001, gravou o CD "Gal de tantos amores", contendo a música "Caminhos do mar" (Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão). Nesse mesmo ano, foi incluída no Hall of Fame do Carnegie Hall (única cantora brasileira a participar do Hall), após participar do show "40 anos de Bossa Nova", em homenagem a Tom Jobim, ao lado de César Camargo Mariano e outros artistas.[6][7]

Em 2002, lançou o CD "Bossa Tropical", no qual registrou a faixa "Socorro" (Alice Ruiz e Arnaldo Antunes), sucesso originalmente gravado pela cantora Cássia Eller.[8] Em 2003 lançou o CD "Todas as coisas e eu", contendo clássicos da MPB, como "Nossos momentos" (Haroldo Barbosa - Luis Reis), que fez sucesso.[9] Em 2005, lançou pela gravadora Trama o CD "Hoje", produzido por César Camargo Mariano, onde Gal reuniu várias canções novas de compositores pouco conhecidos do grande público, tendo se destacado "Mar e sol" (Carlos Rennó e Lokua Kanza).[10]

Em 2006 realiza temporada na casa de shows Blue Note, em Nova York, espetáculo que é gravado e lançado em setembro no CD "Gal Costa Live At The Blue Note", lançado originalmente nos Estados Unidos e Japão e somente em 2007 no Brasil.[11] Ainda em 2006 lança pela gravadora Trama o CD e DVD "Gal Costa Ao Vivo", gravados durante a temporada do show "Hoje".

Em 2009, reclusa nos últimos anos para se dedicar ao filho, Gabriel, Gal Costa volta aos palcos como convidada de Dionne Warwick em show que estreou no Rio de Janeiro, passando por Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. "Aquarela do Brasil" - o samba-exaltação de Ary Barroso que deu título a discos lançados tanto por Gal (em 1980) como por Dionne (em 1995) - é um dos duetos do show.[12]

Década de 2010Editar

Em dezembro de 2011 lança o álbum "Recanto", produzido por Caetano Veloso e Moreno Veloso. Álbum com arranjos eletrônicos idealizado por Caetano Veloso, Moreno Veloso e Kassin.[13] Elogiadíssimo pela crítica, foi eleito o melhor álbum de 2011.

Em 2012, Gal Costa foi eleita a sétima maior voz da música brasileira de todos os tempos, pela revista Rolling Stone Brasil.[14]

Depois de sete anos longe de disco e show inéditos, Gal Costa estreou a turnê do elogiado álbum Recanto no Rio de Janeiro. Com direção de Caetano Veloso, autor de todas as músicas do CD, o show inaugurou a sofisticada casa de shows, à beira da lagoa Rodrigo de Freitas, Miranda. No repertório, além de canções inéditas como “Neguinho”, “Segunda”, Tudo dói” e “Miami Maculelê”, sucessos da carreira da cantora, entre eles, “Um Dia de domingo”, Baby, Meu Bem, Meu Mal, Modinha pra Gabriela, Força Estranha e “Vapor barato”, e canções que há muito ela não cantava, como “Da maior importância” e “Mãe”.[15] No palco, Gal está acompanhada pelo trio Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo e violão). O show seguiu em turnê pelo país e pelo exterior, como Portugal, Holanda, Israel, Itália e terminou na Festa Literária de Paraty em 2014, seguido de um último show no Uruguai.

No segundo semestre de 2014, Gal lança o elogiadíssimo show Espelho d'água, título extraído da canção homônima que ganhou dos irmãos Camelo, e resgata antigos sucessos como "Sua Estupidez", "Tuareg", "Caras e Bocas" e "Tigresa". Nesse ano ainda foi lançado em CD e LP o registro de um show que Gal e Gil fizeram em Londres em novembro de 1971, gravado em estéreo diretamente da mesa de som no Student Centre da City University London, "Live in London '71". O repertório inclui muitas músicas do show Fa-tal' que estreara um mês antes no Rio.[16] Um destaque do disco é a enérgica gravação ao vivo de Acauã, onde Gal e Gil cantam juntos.

Em 2015 Gal Costa realizou uma turnê em homenagem ao centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues (1914-2014).[17] Idealizado pelo cantor, compositor e produtor musical J. Velloso e produzido por Mauricio Pessoa, o show "Ela disse-me assim," foi dirigido por J. Velloso e e pelo jornalista Marcus Preto.[18][19][20][21][22] No fim de maio é lançado o disco Estratosférica, comemorando seus cinquenta de carreira, recheado de compositores novos como Céu, Criollo, Artur Nogueira, Malu Magalhães, e antigos colegas como Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Tom Zé, Guilherme Arantes e João Donato. Com direção também assinada por Preto. Além disso, em 2016, o mesmo jornalista lançou um documentário sobre Gal, incluindo imagens do show Fa-tal gravadas pelo diretor Leon Hirszman em 1971.

No ano de 2016, Gal foi ouvida pelo mundo, tendo sua voz em canções com Até quem sabe, Pontos de Luz e Vapor Barato sendo regravadas ou sampleadas por artistas e dj's. Neste ano também integrou um grupo de artistas, como Zélia Duncan, Elba Ramalho, Zeca Baleiro e Maria Gadú, que saíram em turnê com o Prêmio da Música Brasileira em homenagem à Gonzaguinha.

Em 2017, Gal lançou um CD e DVD, baseado no show Estratosférica. No dia 25 de novembro, o Multishow exibiu, ao vivo, Gal Costa, Gilberto Gil, e Nando Reis juntos no show da turnê "Trinca de Ases", que também virou um CD e DVD em 2018. Neste mesmo ano de 2018, lançou o elogiado CD, A Pele Do Futuro, a sonoridade do álbum busca remeter ao estilo musical Soul e Disco da década de 1970. As canções de trabalho foram "Palavras No Corpo", "Sublime" e "Cuidando De Longe", e o título do álbum é retirado da letra da canção "Viagem Passageira".

Em 2019, lançou o elogiado show A Pele do Futuro, com direção musical de Pupillo e direção geral de Marcus Preto, que virou um CD duplo e DVD.

MorteEditar

Gal Costa morreu em 9 de novembro de 2022, aos 77 anos. A assessoria da artista não esclareceu o motivo concreto do óbito.[23] A cantora havia completado 57 anos de carreira e era uma das atrações do festival Primavera Sound, que aconteceu em São Paulo no fim de semana anterior ao falecimento. A participação de Gal foi cancelada de última hora em razão da necessidade de recuperação da cantora após ter sido submetida a uma cirurgia para retirada de um nódulo na fossa nasal direita.[24]

Gal encontrava-se em plena atividade antes do procedimento e viajava o Brasil com a turnê "As várias pontas de uma estrela", na qual interpretava sucessos da MPB dos anos 1980. Além de espetáculos próprios, Gal estava na lista de diversos festivais de música nacionais e programava-se para uma turnê na Europa, que se iniciaria em novembro.[25]

O corpo de Gal foi velado no dia 11 de novembro, no Salão Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde milhares de fãs puderam se despedir da cantora e prestar homenagens. No mesmo dia, seu corpo foi sepultado no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo, no bairro da Consolação, também na capital paulista[26]

Vida pessoalEditar

Sexualidade, maternidade e religiãoEditar

A cantora era discreta quanto a sua vida pessoal. Durante sua vida manteve relacionamentos estáveis, mas nunca foi oficialmente casada. De 1991 a 1992, viveu junto com o empresário e violonista[27] Marco Pereira. Gal Costa era reservadamente bissexual,[28] e ao longo dos anos ficaram conhecidos seus relacionamentos afetivos com anônimos e famosos, dentre eles, os cantores Tom Zé[29] e Jorge Ben Jor,[30] a cantora Marina Lima[3] e a atriz Lúcia Veríssimo.[3] Costa vivia desde 1998 com a empresária Wilma Petrillo.[31][32]

Em entrevistas revelou nunca ter conseguido engravidar devido a obstrução nas trompas, doença que surgiu ainda na adolescência, e que tentou o processo de fertilização, mas não obteve êxito. Seguindo os conselhos de sua mãe, decidiu entrar na fila de adoção, mas só quando tivesse emocionalmente certa deste passo. Em 2007, conseguiu adotar um menino de dois anos de idade, que sofria de raquitismo devido às condições de miserabilidade extrema na qual vivia em uma favela carioca antes de ir para o abrigo. Ela o batizou como Gabriel. Em entrevistas, informou que o processo de adoção foi rápido, pois a criança não contemplava as características físicas que a maioria dos adotantes procurava.[3]

Após décadas de vida no Rio de Janeiro, Gal voltou a viver em Salvador no início da década de 1990,[33] e em 2012, mudou-se com seu filho para São Paulo, vivendo em uma mansão nos Jardins.[34] Revelou para a mídia gostar de viver na Capital Paulista, tendo se adaptado rapidamente a grande metrópole, e que tornou-se um ser humano melhor após a chegada de seu filho. Eventualmente era vista na mídia acompanhada de homens e mulheres anônimos.[3]

No quesito religião, Gal era adepta do candomblé, tendo sido iniciada no Terreiro do Gantois, por Mãe Menininha.[35]

DiscografiaEditar

 Ver artigo principal: Discografia de Gal Costa

TelevisãoEditar

Participação em especiais de TV
  • Mulher 80 - Globo'79
  • Maria da Graça Costa Pena Burgos - Globo
  • Programa do Faustão Rede Globo - 98
  • Gal e Caetano no Metropolitan RJ - Multishow
  • SBT Repórter comemorativo dos 50 anos
  • Noite de Reveillon / 96 -
  • Projeto Atlântico - RTP1
  • Índia / 1973 - Rede Bandeirantes
  • Gal - Rede Manchete / 1994
  • Baby Gal - Rede Globo
  • Gal canta Tom Jobim - Direct TV (nov/1999)
  • VMB Prêmio MTV 2010
  • Prêmio Multishow em homenagem à Gil e Caetano

Prêmios e indicaçõesEditar

Grammy LatinoEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2003 Melhor Álbum de MPB Bossa Tropical Indicado
2004 Melhor Álbum de MPB Todas as Coisas e Eu Indicado
2006 Melhor Álbum de MPB Hoje Indicado
2007 Melhor Álbum de MPB Ao Vivo Indicado
2011 Prêmio Grammy Latino à Excelência Musical  Conjunto da obra[36] Venceu
2012 Melhor Canção Alternativa Neguinho Indicado

Prêmio da Música BrasileiraEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2016 Melhor Cantora Pop/rock/reggae/hip-hop/funk Gal Costa Venceu

Prêmio MultishowEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
1998 Melhor Cantora Gal Costa Indicado
Melhor Show Gal Costa Indicado
Melhor CD Acústico MTV Indicado
2004 Melhor Cantora Gal Costa Indicado
2012 Melhor Show (Superjúri) Gal Costa Venceu
Melhor Disco Recanto Indicado
2015 Prêmio Especial - 50 anos de Carreira Gal Costa Venceu

Prêmio Contigo! MPB FMEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2012 Melhor Álbum de MPB Recanto Venceu
2013 Melhor Cantora (júri oficial) Gal Costa Venceu
Melhor DVD Recanto Ao Vivo Indicado

Troféu ImprensaEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
1969 Melhor Cantora Gal Costa Indicado
Melhor Revelação Feminina Gal Costa Venceu[37]
1970 Melhor Cantora Gal Costa Venceu
1982 Melhor Cantora Gal Costa Indicado
1983 Melhor Cantora Gal Costa Venceu
1984 Melhor Cantora Gal Costa Indicado
1985 Melhor Música Chuva de Prata Venceu
Melhor Cantora Gal Costa Venceu
1986 Melhor Música Um Dia de Domingo (com Tim Maia) Venceu
Melhor Cantora Gal Costa Venceu
1987 Melhor Cantora Gal Costa Indicado
1994 Melhor Cantora Gal Costa Indicado

Melhores do AnoEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
1999 Melhor Cantora Gal Costa Venceu

TurnêsEditar

Turnê Ano
O Som Livre de Tom Zé e Gal Costa (com Tom Zé)[38][39] 1968/1969
Gal 1969
Gal Costa e Macalé (com Jards Macalé e Lanny Gordin)[40] 1969
Deixa Sangrar[41] 1971
Gal a Todo Vapor[42] 1971/1972
Até 73 (com Gilberto Gil)[43] 1972
Índia 1973
Temporada de Verão (com Caetano Veloso e Gilberto Gil) 1974
Cantar 1974/1975[44]
Gal Costa e Dorival Caymmi (com Dorival Caymmi) 1976
Doces Bárbaros (com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia) 1976
Com a Boca no Mundo 1977
Gal Tropical 1979/1981
Fantasia 1981
Festa do Interior 1982
Baby Gal 1983/1984
Profana 1984/1985
Musa de Verão[45] 1986
Tom Jobim e Gal Costa (com Tom Jobim) 1987
Lua de Mel Como o Diabo Gosta 1988
Plural 1990/1991
O Sorriso do Gato de Alice 1994
Mina D'Água do Meu Canto 1995/1996
A Luz de Tieta (com Caetano Veloso) 1996
Acústico 1997/1998
Aquele Frevo Axé 1998/1999
Gal Costa Canta Tom Jobim 1999/2000
Todas as Coisas e Eu 2004
Hoje 2005/2006
Voz e Violão 2006/2011
Recanto 2012/2014
Espelho D'Água 2014/2018
Ela Disse-Me Assim 2015
Estratosférica 2015/2017
Trinca de Ases (com Gilberto Gil e Nando Reis) 2017
A Pele do Futuro 2019/2021
As Várias Pontas de Uma Estrela 2021/2022

Referências

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