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Sotero Cosme (Porto Alegre, 1905Paris, 1978) foi um artista e músico brasileiro. É considerado como um dos melhores desenhistas do país nas décadas de 20 e 30 no estilo art-deco. [1]

Filho de José Pereira Cosme, ligado às artes, em sua casa conheceu a primeira geração modernista de intelectuais portalegrenses, como Augusto Meyer, Theodomiro Tostes, Athos Damasceno, Armando Albuquerque e Radamés Gnatalli. Era irmão do músico Luiz Cosme.

Fez a ilustração de capa da estreia da Revista Madrugada, considerado um dos melhores traços art-déco da época, a revista foi lançada em 25 de setembro de 1926.[2] Era responsável pela edição de arte da revista que durou somente cinco edições, mas na qual Sotero antecipou a ousadia visual que a Revista do Globo assumiria, para quem também fez a primeira capa.[2]

Foi violinista do Conservatório de Música, onde ganhou uma bolsa de estudos em Paris no início da década de 1930.[3] Lá expôs seus desenhos na Galerie Bernheim entre 11 e 24 de dezembro de 1948. Optou pela carreira diplomática, servindo nos consulados brasileiros de Florença, Nova Iorque e na embaixada em Paris, onde faleceu.[1]

LegadoEditar

O MARGS possui alguns exemplares de seus desenhos.[3] A Casa de Cultura Mário Quintana, possui uma galeria com seu nome, parte do Museu de Arte Contemporânea.[1]

Referências