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Copa do Mundo FIFA de 1950

(Redirecionado de Copa do Mundo de 1950)

A Copa do Mundo FIFA de 1950 foi a quarta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol. Ocorreu de 24 de junho a 16 de julho. Foi sediado no Brasil, tendo partidas realizadas nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Copa do Mundo FIFA de 1950
IV Campeonato Mundial de Futebol
World-cup-poster-brazil-1950.jpg
Cartaz promocional da Copa de 1950
Dados
Participantes 13
Organização FIFA
Anfitrião  Brasil
Período 24 de junho16 de julho
Gol(o)s 88
Partidas 22
Média 4 gol(o)s por partida
Campeão Flag of Uruguay.svg Uruguai (2º título)
Vice-campeão Brasil Brasil
3º colocado Flag of Sweden.svg Suécia
4º colocado Espanha Espanha
Melhor marcador BrasilBRA Ademir de Menezes – 9 gols
Melhor ataque (fase inicial) 8 gols:
Melhor defesa (fase inicial) Flag of Uruguay.svg Uruguai – Nenhum gol
Maior goleada
(diferença)
Uruguai Flag of Uruguay.svg 8 – 0 Flag of Bolivia.svg Bolívia
Estádio IndependênciaBelo Horizonte
2 de julho, Grupo 4
Público 1 043 500
Média 47 431,8 pessoas por partida
Premiações
Melhor jogador
BrasilBRA Zizinho
◄◄ França 1938 Soccerball.svg 1954 Suíça ►►
Participantes da Copa do Mundo de 1950.

Os estádios já estavam prontos na época, devido à paixão dos brasileiros por futebol. O Brasil foi escolhido por unanimidade como anfitrião na época, sendo um sucesso no sentido de infraestrutura a instalações e exemplo para o mundo.

Muitos atribuem essa situação a Getúlio Vargas e sua administração, que incentivava o esporte como extensão da educação, e a sua capacidade de gerir a coisa pública. Contudo, deve-se destacar que o Brasil viu, em 1947, a Fifa adiar a competição em um ano para que as seleções da Europa pudessem se reestruturar – a Segunda Guerra Mundial arrasou o continente e deixou o mundo sem Copas desde 1938. Foi, inclusive, por causa dos efeitos do conflito que a entidade decidiu levar o Mundial para a América do Sul e o Brasil, como candidato único, foi o eleito.

A CBF, antiga CBD, não colocou empecilhos na decisão da Fifa de adiar em um ano a competição. E, mesmo com 12 meses a mais para entregar os estádios, o Brasil conseguiu se complicar. Não havia exigências com transporte, aeroportos, hospitais ou outros itens de infraestrutura. O único pedido era estádios “padrão Fifa”. O caderno de encargos da entidade não tinha 420 páginas como hoje. A Fifa só pedia arquibancadas para no mínimo 20 mil torcedores, alambrados, cabines para a imprensa e autoridades e túneis interligando os vestiários ao gramado.

A Presidência da República chegou a formar a “Comissão de Estádios”, mas, mesmo assim, nenhum ficou pronto com antecedência – nem o Pacaembu, inaugurado em 1940, considerado moderno à época e que havia passado por uma ampla reforma.

Em março de 1950, por exemplo, foi feito o calçamento no entorno do estádio para acabar com a lama que se formava nos dias de chuva, reformado o sistema de drenagem do gramado, foram abertos dois novos portões para facilitar a entrada e a saída do público e construído um ambulatório médico. Em 1º de junho de 1950, 23 dias antes da abertura da Copa, no entanto, vistoria feita pelo presidente da Federação Italiana de Futebol e delegado da Fifa, Ottorino Barassi, constatou que o tamanho do gramado não era adequado, assim como a área da imprensa.[1]

Dessa forma a seleção que possuiu melhor desempenho foi a Espanha eliminando Portugal logo no processo de eliminatórias da Copa, a Espanha goleou a seleção Brasileira pelo resultado de 4x0.

Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 7 delas europeias (Itália, Suécia, Suíça, Espanha, Iugoslávia, Inglaterra e Escócia), 7 americanas (Brasil, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Estados Unidos e México) e 2 asiáticas (Turquia e Índia).

A seleção da Inglaterra fazia a sua primeira participação na competição. A edição teve três grandes goleadas: Uruguai 8 a 0 Bolívia, Brasil 7 a 1 Suécia e Brasil 6 a 1 Espanha. Os destaques dessa Copa foram: Roque Máspoli, Obdulio Varela, Alcides Ghiggia e Juan Schiaffino do Uruguai e Ademir de Menezes, Zizinho, Jair da Rosa Pinto e José Carlos Bauer do Brasil.

Durante a década de 1940, não houvera a realização das copas previstas, pois a tragédia da Segunda Guerra Mundial mobilizara o mundo para o esforço de guerra e impedira a realização dos certames. A Federação Internacional de Futebol, entretanto, permanecera mobilizada e, tão logo quanto foi possível, tratou de marcar a disputa da IV Copa em um país fora do continente europeu, que ainda encontrava-se em reconstrução. O Brasil foi, então, o país escolhido.

Para a ocasião, foram construídos estádios, dentre eles o Maracanã, que, na época, era o maior do mundo. Ao longo da competição, as equipes da Índia, Turquia e Escócia desistiram; o grupo 4 ficou com apenas duas seleções: Uruguai e Bolívia. A partida direta entre eles teve, por resultado, 8 a 0 para os uruguaios.

A Copa do Mundo FIFA de 1950 não teve uma final oficialmente. As quatro equipes que se classificaram em primeiro em seus grupos formaram um novo grupo e disputaram partidas entre si. A Espanha e a Suécia foram goleadas pelo Brasil e eliminadas por placares apertados pelo Uruguai. A última partida era coincidentemente entre o primeiro e o segundo colocados, que até então não haviam perdido na competição. A última partida da copa ficou conhecida como Maracanaço e contou com o maior público de todas as partidas de todas as copas: 199.854 pessoas.

Ela ocorreu em 16 de julho no Estádio do Maracanã. O Brasil, embalado pela excelente campanha, pelo apoio da torcida, pela liderança e pelo elenco vitorioso, abriu o placar aos 47 minutos com gol de Friaça. O Uruguai, dezenove minutos depois, empatou a partida com Schiaffino. O empate daria o título do campeonato aos brasileiros. Entretanto, aos 79 minutos, Ghiggia virou o placar para os uruguaios, dando o segundo título ao Uruguai. Esta partida é considerada uma das maiores decepções da história do futebol brasileiro.

Índice

CenárioEditar

Por causa da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo não vinha sendo disputada desde 1938; as Copas do Mundo de 1942 e 1946 foram canceladas. Após a guerra, a Federação Internacional de Futebol desejava ressuscitar a competição assim que possível, e começaram a planejar a próxima copa. No pós-guerra, a maior parte do continente europeu estava em ruínas. Como resultado, a Federação Internacional de Futebol teve algumas dificuldades em encontrar algum país interessado em sediar o evento, uma vez que muitos governos acreditavam que o cenário mundial não favorecia uma celebração esportiva e também que era mais importante que os recursos que seriam investidos na Copa do Mundo não fossem extraídos de outras fontes mais urgentes.

Por algum tempo, a Copa do Mundo esteve em risco de não ser realizada por causa de uma falta de interesse da comunidade internacional, até que o Brasil apresentou uma proposta ao Congresso da Federação Internacional de Futebol de 1946, se oferecendo para sediar o evento, contanto que o torneio fosse realizado em 1950 (estava originalmente planejado para 1949). Brasil e Alemanha haviam sido os principais candidatos à cancelada Copa do Mundo de 1942; uma vez que tanto os torneios de 1934 e 1938 haviam sido sediados na Europa, historiadores do futebol geralmente concordam que o evento de 1942 provavelmente seria sediado por um país sul-americano. A nova proposta brasileira era muito semelhante à de 1942 e foi rapidamente aceita.

EliminatóriasEditar

Tendo escolhido uma sede segura para o torneio, a Federação Internacional de Futebol ainda dedicaria algum tempo para convencer os países a mandar suas seleções nacionais para competir. A Itália era de um interesse particular para a entidade: os italianos eram os defensores do título (haviam sido os vencedores em 1938), mas o país estava se reconstruindo após o final da Segunda Guerra e havia pouco interesse por parte dos italianos de se inscreverem. A Azzurra foi finalmente convencida a participar, porém há rumores que a Federação Internacional de Futebol teve que custear as viagens para que a seleção italiana pudesse viajar até o Brasil.

Enquanto Itália e Áustria, duas equipes bem-sucedidas no pré-guerra, não estavam sujeitos a sanções internacionais, o Japão, ainda sob ocupação, e a ocupada e dividida Alemanha ainda não tinham permissão para competir. A região do Sarre, ocupada pelos franceses, foi aceita pela Federação Internacional de Futebol duas semanas antes da Copa do Mundo, vários meses antes que a federação de futebol da Alemanha Ocidental fosse reinstalada. A Alemanha Oriental ainda demoraria mais para fundar sua associação.

As nações britânicas puderam competir, tendo se reunido à Federação Internacional de Futebol quatro anos antes, após 17 anos de autoexílio. Foi decidido que o British Home Championship de 1949-50 serviria de eliminatória, com o campeão e vice se classificando. A Inglaterra terminou em primeiro e a Escócia em segundo, mas os escoceses optaram por não participar da copa. Só o fariam se tivessem conquistado o primeiro posto.

Dois outros times, Turquia e Índia, também desistiram após se classificarem. A Índia não foi por uma série de fatores: impossibilidade de arcar com as despesas da viagem, problemas na seleção do time (que levaram à falta de tempo para preparação) e a decisão da federação de priorizar as Olimpíadas, além da proibição da FIFA ao time jogar descalço, como fez nas Olimpíadas de 1948 (o que depois foi admitido pelo então capitão da equipe como uma desculpa para encobrir os outros fatores). França e Portugal foram convidados para repor as vagas, mas declinaram. Inicialmente a França concordou em jogar, mas depois reclamou que as partidas de seu grupo compreenderiam uma distância de mais de 3.000 quilômetros. Os franceses disseram aos brasileiros que não sairiam de casa se isto não fosse mudado. A Federação Brasileira recusou e a França desistiu. Sendo assim, ainda que 16 times estivessem originalmente previstos, somente 13 tomaram parte no torneio.[2]

LocaisEditar

Seis cidades sediaram o torneio:

O Estádio Raimundo Sampaio (Independência) foi construído para a Copa do Mundo e era pertencente na época ao Sete de Setembro Futebol Clube, tinha capacidade, na época, para 30 mil pessoas e recebeu 3 partidas pela competição. Atualmente o América Mineiro e o Atlético Mineiro estão mandando os jogos nesse estádio.

O Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema) era pertencente ao então Clube Atlético Ferroviário (atual Paraná Clube), tinha capacidade, na época, para aproximadamente 10 mil pessoas e recebeu 2 jogos.

O Estádio dos Eucaliptos era o estádio do Internacional na época e tinha capacidade para 20 mil pessoas. Recebeu 2 jogos da competição e atualmente o estádio não existe mais.

O Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro), pertencente ao Sport, foi reformado para a competição e tinha capacidade, na época, de 20 mil pessoas. Na metade do século XX, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo eram as únicas cidades brasileiras com mais de meio milhão de habitantes, então a capital pernambucana foi escolhida a representante da Região Nordeste. Receberia dois jogos, mas com a desistência da França, que se recusou a participar da competição porque jogaria em Porto Alegre e no Recife, a uma distância de 3.779 quilômetros, a cidade abrigou somente 1 partida.[1][3]

O Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) foi construído para a Copa do Mundo e tinha a intenção de ser o maior estádio do mundo. O principal palco da Copa tinha a capacidade, na época, de 200 mil pessoas e recebeu 8 jogos, dentre eles 4 da Seleção Brasileira e a final.

O Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) foi o segundo maior estádio da Copa com capacidade, na época, de 60 mil pessoas. Recebeu 6 jogos, dentre elas 1 da Seleção Brasileira.

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro São Paulo, São Paulo Belo Horizonte, Minas Gerais
Estádio do Maracanã Estádio do Pacaembu Estádio Sete de Setembro
22° 54′ S 43° 13′ W 23° 32′ S 46° 39′ W 19° 54′ S 43° 55′ W
Capacidade: 200.000 Capacidade: 60.000 Capacidade: 30.000
     
Recife, Pernambuco Porto Alegre, Rio Grande do Sul Curitiba, Paraná
8° 3′ S 34° 54′ W 30° 3′ S 51° 13′ W 25° 26′ S 49° 15′ W
Estádio Ilha do Retiro Estádio dos Eucaliptos Estádio Durival Britto e Silva
Capacidade: 20.000 Capacidade: 20.000 Capacidade: 10.000
   

ÁrbitrosEditar

A competiçãoEditar

Na 1ª fase, o Brasil venceu por 4 a 0 o México, empatou por 2 a 2 com a Suíça (neste jogo o Brasil atuou com jogadores paulistas, pois o jogo foi no Pacaembu o único fora do Maracanã, desfigurando a seleção) e venceu a Iugoslávia por 2 a 0.

Uma das grandes decepções foi a Inglaterra, que perdeu por 1 a 0 para os Estados Unidos, numa das maiores zebras de todos os tempos. No seu grupo a classificada foi a Espanha, "a fúria", que venceu a Inglaterra por 1 a 0, o Chile por 2 a 0 e os EUA por 3 a 1. O Uruguai só enfrentou a Bolívia em Recife e goleou 8 a 0. A Itália, bicampeã mundial, também caiu na 1ª fase, mas o time não era nem sombra de antes devido ao trágico acidente aéreo que vitimou o time inteiro do Torino, base da Squadra Azurra. Os classificados foram os suecos, que ganharam da Itália por 3 a 2 e empataram com o Paraguai em 2 a 2, garantindo passagem para a fase seguinte. Na final, um quadrangular inédito e único em copas: Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai.

Brasil 7 a 1 na Suécia e Brasil 6 a 1 na Espanha garantiram a seleção brasileira uma boa vantagem frente ao Uruguai. Em 16 de julho diante de um público de 199 954 pessoas (alguns estimam cerca de 205 000 espectadores) no Maracanã, o Brasil precisava apenas empatar com o Uruguai e o troféu seria dos donos da casa. Após vitórias esmagadoras contra Espanha e Suécia, parecia certo que os brasileiros fossem ganhar o título, especialmente quando Friaça abriu o placar aos dois minutos do segundo tempo. Porém o Uruguai empatou com Juan Alberto Schiaffino e, com onze minutos faltando para o final da partida, virou o jogo com um gol de Alcides Ghiggia, tornando-se campeões mundiais pela segunda vez.

O "Maracanaço"Editar

O jogo final é conhecido como "Maracanaço", derivado de uma expressão latina (em espanhol: Maracanazo) usada pelos adversários para provocar os brasileiros.

O silêncio tomou conta do Maracanã às 16 horas e 50 minutos do dia 16 de julho. O Brasil precisava de um empate. Saiu ganhando e perdeu por 2 a 1. Desolados, os quase 200 mil torcedores demoraram mais de meia hora para deixar o estádio. O time brasileiro fez trinta lances a gol (dezessete no primeiro tempo e treze no segundo). Os jogadores cometeram quase o dobro de faltas, um total de 21, contra apenas onze do Uruguai.

O presidente da Federação Internacional de Futebol, Jules Rimet, conta um caso curioso no seu livro La historie merveilleuse de la Cope du Monde: "Ao término do jogo, eu deveria entregar a copa ao capitão do time vencedor. Uma vistosa guarda de honra se formaria desde a entrada do campo até o centro do gramado, onde estaria me esperando, alinhada, a equipe vencedora (naturalmente, a do Brasil). Depois que o público houvesse cantado o hino nacional, eu teria procedido a solene entrega do troféu. Faltando poucos minutos para terminar a partida (estava 1 a 1 e ao Brasil bastava apenas o empate), deixei meu lugar na tribuna de honra e, já preparando os microfones, me dirigi aos vestiários, ensurdecido com a gritaria da multidão".

Aconselhado a descer devagar a escada até o vestiário, Jules Rimet ia acompanhado por delegados da Federação Internacional de Futebol, dirigentes brasileiros e guardas armados com a missão de proteger a taça de ouro:

"Eu seguia pelo túnel, em direção ao campo. Na saída do túnel, um silêncio desolador havia tomado o lugar de todo aquele júbilo. Não havia guarda de honra, nem hino nacional, nem entrega solene. Achei-me sozinho, no meio da multidão, empurrado para todos os lados, com a copa debaixo do braço".

Jules Rimet não conseguiu entregar a taça e decidiu se retirar. Mas logo depois voltou e Obdulio Varela recebeu a taça. Rimet disse: "Estou feliz pela vitória que vocês acabam de conquistar. Cheia de mérito, sobretudo por ter sido inesperada. Com minhas felicitações".

Na tentativa de encontrar um culpado para a derrota do Brasil, os supersticiosos de plantão culparam a troca do local de concentração na véspera da final, ou ainda culpam o uniforme, alegando que este deu azar para a seleção. A partir daí, a seleção abandonou o branco e passou a jogar com o seu clássico uniforme amarelo.

Outros culpam Flávio Costa pelas 2 horas de missa na manhã do jogo impostas pelo treinador aos jogadores, que rezaram de pé.

Flag of Portugal.svg Portugal na CopaEditar

Portugal não chegou à fase final e uma vez mais foi afastado pela Espanha em 2 jogos. A 2 de abril de 1950, em Madrid, a Espanha ganhou 5-1 com gols de Zarra, Basora, Painzo (2) e Molowny, e Cabrita. Em Lisboa, a 9 de abril de 1950, Portugal empatou 2-2 com gols de Travaços e Jesus Correia, e Zarra e Gainza.

Bem perto do início da fase final, diversas equipes desistiram, e a organização brasileira convidou Portugal a participar, mas o convite foi declinado.

SorteioEditar

O sorteio foi realizado no Itamaraty no Rio de Janeiro no dia 22 de Maio de 1950.[4]

Os cabeças de chave foram   Brasil,   Inglaterra,   Itália e   Uruguai.

Fase inicialEditar

Grupo 1Editar

Classificado para as finais
Pos. Seleção Pts J V E D GP GC SG
1   Brasil 5 3 2 1 0 8 2 6
2   Iugoslávia 4 3 2 0 1 7 3 4
3   Suíça 3 3 1 1 1 4 6 -2
4   México 0 3 0 0 3 2 10 -8
24 de junho Brasil   4 – 0   México Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00 BRT (UTC-3)
Ademir   30',   79'
Jair   65'
Baltazar   71'
relatório Público: 81 649
Árbitro:  ENG George Reader

25 de junho Iugoslávia   3 – 0   Suíça Estádio Independência, Belo Horizonte
15:00 BRT (UTC-3)
Mitić   59'
Tomašević   70'
Ognjanov   75'
relatório Público: 7 336
Árbitro:  ITA Giovanni Galeati

28 de junho Brasil   2 – 2   Suíça Estádio do Pacaembu, São Paulo
15:00 BRT (UTC-3)
Alfredo   3'
Baltazar   32'
relatório Fatton   17',   88' Público: 42 032
Árbitro: {{   b}} ESP Ramón Roma Azon

28 de junho Iugoslávia   4 – 1   México Estádio dos Eucaliptos, Porto Alegre
15:15 BRT (UTC-3)
Bobek   19'
Z. Čajkovski   22',   62'
Tomašević   81'
relatório Ortiz   89' (pen) Público: 11 078
Árbitro:  ENG Reginald Leafe

1 de julho Brasil   2 – 0   Iugoslávia Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00 BRT (UTC-3)
Ademir   4'
Zizinho   69'
relatório Público: 142 429
Árbitro:  WAL Benjamin Griffiths

2 de julho Suíça   2 – 1   México Estádio dos Eucaliptos, Porto Alegre
15:40 BRT (UTC-3)
Bader   10'
Antenen   44'
relatório Casarín   89' Público: 3 580
Árbitro:  SWE Ivan Eklind

Grupo 2Editar

Time Pts J V E D GF GS SG
  Espanha 6 3 3 0 0 6 1 5
  Inglaterra 2 3 1 0 2 2 2 0
  Chile 2 3 1 0 2 5 6 -1
  Estados Unidos 2 3 1 0 2 4 8 -4
25 de junho Inglaterra   2 – 0   Chile Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00 BRT (UTC-3)
Mortensen   27'
Mannion   51'
relatório Público: 29 703
Árbitro:  NED Karel van der Meer

25 de junho Espanha   3 – 1   Estados Unidos Estádio Durival Britto, Curitiba
15:00 BRT (UTC-3)
Igoa   81'
Basora   83'
Zarra   89'
relatório Pariani   17' Público: 9 511
Árbitro:  BRA Mário Vianna

29 de junho Espanha   2 – 0   Chile Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00 BRT (UTC-3)
Basora   17'
Zarra   30'
relatório Público: 19 790
Árbitro:  BRA Alberto da Gama Malcher

29 de junho Estados Unidos   1 – 0   Inglaterra Estádio Independência, Belo Horizonte
15:00 BRT (UTC-3)
Gaetjens   38' relatório Público: 10 151
Árbitro:  ITA Generoso Dattillo

2 de julho Espanha   1 – 0   Inglaterra Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00 BRT (UTC-3)
Zarra   48' relatório Público: 74 462
Árbitro:  ITA Giovanni Galeati

2 de julho Chile   5 – 2   Estados Unidos Estádio Ilha do Retiro, Recife
15:00 BRT (UTC-3)
Robledo   16'
Cremaschi   32',   60'
Prieto   54'
Riera   82'
relatório Wallace   47'
Maca   48' (pen)
Público: 8 501
Árbitro:  BRA Mario Gardelli

Grupo 3Editar

Time Pts J V E D GF GS SG
  Suécia 3 2 1 1 0 5 4 1
  Itália 2 2 1 0 1 4 3 1
  Paraguai 1 2 0 1 1 2 4 -2
25 de junho Suécia   3 – 2   Itália Estádio do Pacaembu, São Paulo
15:00
Jeppsson   25',   68'
Andersson   33'
relatório Carapellese   7'
Muccinelli   75'
Público: +50 000
Árbitro:  SUI Jean Lutz

28 de junho Suécia   2 – 2   Paraguai Estádio Durival Britto, Curitiba
15:30
Sundqvist   24'
Palmer   26'
relatório A. López   32'
C. López   89'
Público: 7 903
Árbitro:  SCO George Mitchell

2 de julho Itália   2 – 0   Paraguai Estádio do Pacaembu, São Paulo
15:00
Carapellese   12'
Egisto Pandolfini   62'
relatório Público: ~26 000
Árbitro:  ENG Arthur Edward Ellis

Grupo 4Editar

Time Pts J V E D GF GS SG
  Uruguai 2 1 1 0 0 8 0 8
  Bolívia 0 1 0 0 1 0 8 -8
2 de julho Uruguai   8 – 0   Bolívia Estádio Independência, Belo Horizonte
15:00
Míguez   14',   45',   56'
Vidal   18'
Schiaffino   23',   59'
Pérez   73'
Ghiggia   83'
relatório Público: ~5 000
Árbitro:  ENG George Reader

Quadrangular finalEditar

Time Pts J V E D GF GS SG
  Uruguai 5 3 2 1 0 7 5 2
  Brasil 4 3 2 0 1 14 4 10
  Suécia 2 3 1 0 2 6 11 -5
  Espanha 1 3 0 1 2 4 11 -7
9 de julho Brasil   7 – 1   Suécia Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00
Ademir   17',   36',   52',   58'
Chico   39',   88'
Maneca   85'
relatório Andersson   67' (pen) Público: +138 000
Árbitro:  ENG Arthur Edward Ellis

9 de julho Espanha   2 – 2   Uruguai Estádio do Pacaembu, São Paulo
15:00
Basora   32',   39' relatório Ghiggia   29'
Obdulio Varela   73'
Público: +44 000
Árbitro:  WAL Benjamin Griffiths

13 de julho Brasil   6 – 1   Espanha Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00
Barra (contra)   15',
Ademir  57'
Jair   21'
Chico   31',   55'
Zizinho   67'
relatório

Alteração feita conforme publicado na Revista Placar - Documento Inédito - 72 anos de Seleção Brasileira.

Silvestre   71' Público: +152 000
Árbitro:  ENG Reginald Leafe

13 de julho Uruguai   3 – 2   Suécia Estádio do Pacaembu, São Paulo
15:00
Ghiggia   39'
Míguez   77',   85'
relatório Palmer   5'
Sundqvist   40'
Público: +8 000
Árbitro:  ITA Giovanni Galeati

16 de julho Suécia   3 – 1   Espanha Estádio do Pacaembu, São Paulo
15:00
Sundqvist   15'
Mellberg   33'
Palmer   80'
relatório Zarra   82' Público: ~18 000
Árbitro:  NED Karel van der Meer

 Ver artigo principal: Maracanaço
16 de julho de 1950 Uruguai   2 – 1   Brasil Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
15:00
Schiaffino   66'
Ghiggia   79'
relatório Friaça   47' Público: 199 854
Árbitro:  ENG George Reader
     
 
 
Uruguai
     
 
 
Brasil
 
A Seleção Uruguaia posando antes da partida decisiva contra o Brasil em 1950. Em pé, da esquerda para a direita, estão Varela, o técnico López, Tejera, dois membros da delegação, Gambetta, Matías González, Máspoli, Rodríguez Andrade e outro membro da delegação; agachados, entre outros dois delegados, estão Ghiggia, Julio Pérez, Míguez, Schiaffino e Morán.

VencedorEditar

Campeão da Copa do Mundo FIFA de 1950
 
Uruguai
Segundo Título

ArtilheirosEditar

ParticularidadesEditar

  • Brasil 7 a 1 Suécia e Brasil 6 a 1 Espanha foram as duas maiores goleadas da seleção em Copas.
  • Alcides Ghiggia, o "carrasco" da seleção brasileira de 1950, morreu aos 88 anos no dia 16 de julho de 2015, exatamente 65 anos após a partida que sagrou a seleção uruguaia campeã daquela edição, sendo ele o último jogador que ainda estava vivo daquela partida.
  • Foi a primeira copa a ter números nas camisas.
  • O iugoslavo Rajko Mitić bateu a cabeça em uma viga do vestiário minutos antes do jogo contra o Brasil. O atacante foi obrigado a entrar em campo com atraso. Azar da Iugoslávia. Enquanto Mitić ainda estava no vestiário para receber seu curativo, o Brasil fez 1 a 0.
  • Durante a Segunda Guerra Mundial, Jules Rimet transferiu a sede da Fifa de Paris para Zurique como forma de evitar a influência nazista. Falava-se que havia um plano de Hitler para levar a entidade a Berlim.
  • Várias seleções desistiram de participar da Copa, como França, Turquia, Portugal, Escócia e até Índia e Birmânia. Em geral, os países se sentiram desencorajados pelo custo da viagem até o Brasil. Mas o caso da Escócia foi raro. Superados pelos ingleses nas Eliminatórias, os escoceses achavam que não havia motivos para disputar um torneio no qual participaria a Inglaterra.
  • O goleiro chileno Sergio Livingstone se tornou o primeiro goleiro na história das Copas do Mundo a atuar com camisas de mangas curtas. Isto ocorreu nas partidas em que o Chile enfrentou a Espanha no Maracanã, no Rio de Janeiro e quando enfrentou os Estados Unidos no Recife, na Ilha do Retiro.
  • Com a não-participação da França, Bélgica e Romênia, que haviam participado de todas as Copas anteriores, o Brasil se tornou o único país do mundo a enviar sua seleção a todas as edições do Mundial, marca que dura até os dias atuais.
  • A vitória da seleção amadora dos Estados Unidos sobre a Inglaterra é considerada a maior zebra da história das Copas, e talvez do futebol mundial. Os ingleses participavam pela primeira vez de um Mundial e chegaram ao Brasil como um dos times favoritos ao título. Enquanto isso, os norte-americanos tinham uma equipe amadora, formada basicamente por carteiros, lavadores de prato e imigrantes. O autor do gol foi Gaetjens, nascido no Haiti. Em 2005, foi lançado um filme sobre a partida, Duelo de Campeões.
  • Enquanto o Brasil goleava a Espanha, o público cantava a marchinha "Touradas de Madri", composta por João de Barro, o Braguinha, em 1938.
  • Curiosamente, o gol que Ghiggia marcou contra a Suécia foi originada de uma jogada na direita, onde ele ganhou na corrida do lateral-esquerdo sueco, chutando na saída do goleiro. De um jeito semelhante, ele fez o gol do título na final contra o Brasil no Maracanã, quatro dias depois.
  • Cerca de 200 mil pessoas (cerca de 10% da população carioca na época) foram ao Maracanã para ver a decisão contra o Uruguai. Seria o maior público da história do futebol se não houvesse "apenas" 173.850 pagantes. Com isso, Brasil versus Paraguai das Eliminatórias para a Copa de 1970, com 183.341, é o maior público oficial do futebol.
  • Jornais da época dizem que a torcida, após a virada uruguaia, continuou incentivando a seleção brasileira, o que vai contra a lenda de que o Maracanã se silenciou nos minutos finais.
  • A Itália tentou defender seu título com uma equipe fraca devido à Tragédia de Superga, acidente aéreo que matou todo o time do Torino (base da Azzurra) em 1949.
  • Existe uma lenda no Maracanã que, devido a quantidade de pessoas na final (200.000 presentes), as pessoas tinham que ficar em pé e de lado para que coubesse todos no estádio.
  • O Cruzeiro de Porto Alegre foi o segundo clube do mundo a ter sua camiseta usada em uma Copa do Mundo de Futebol. Isto ocorreu na partida entre México e Suíça, disputada no Estádio dos Eucaliptos em Porto Alegre. Ambas seleções tinham fardamentos vermelhos e era preciso distingui-los. Os mexicanos jogaram listrados de azul e branco e a Suíça venceu.

Grupo 1Editar

Grupo 2Editar

Grupo 3Editar

Grupo 4Editar

Classificação finalEditar

  Uruguai (Campeão)
  Brasil (Vice-Campeão)
  Suécia
  Espanha
  Iugoslávia
  Suíça
  Itália
  Inglaterra
  Chile
10º   Estados Unidos
11º   Paraguai
12º   México
13º   Bolívia

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Brasil repete-erros de 1950 na preparação da copa do mundo de 2014». Estadão.com.br. Consultado em 13 de junho de 2014 
  2. BRUM, Maurício (24 de junho de 2014). «Diário de de 1950: começa a Copa do Mundo». Impedimento.org. Consultado em 24 de junho de 2014 
  3. «Ipeadata - População residente - total». Consultado em 13 de junho de 2014 
  4. «Relembre como foi o sorteio da Copa de 1950». O Globo. Consultado em 3 de abril de 2016 

Ligações externasEditar