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Televisão Pública de Angola

Televisão Pública de Angola, E.P.
TPA Logo.jpg
Atividade Comunicação Social
Fundação 1973 com o nome de Radiotelevisão Portuguesa de Angola (RPA)
1975 com o nome de Televisão Popular de Angola (TPA)
1997 com o nome de Televisão Pública de Angola
Fundador(es) Governo de Angola
Sede Av. Ho Chi Minh, Luanda,  Angola
Website oficial www.tpa.ao

A Televisão Pública de Angola (TPA) é uma rede de televisão estatal angolana e principal emissora de televisão do país.

A sua sede oficial está em Luanda, que através da TPA1, é sintonizada através do Canal 2 VHF.[1] O Presidente do Conselho de Administração é actualmente Francisco Mendes.[2]

HistóriaEditar

Em 1962, a Rádio Clube da Nova Lisboa (actual Huambo) iniciou emissões com as primeiras imagens e a transmissão de televisão em Angola. Dois anos mais tarde, iniciou em Benguela e depois de 1970 em Luanda. No entanto, as transmissões foram suspensas por estarem ilegais, visto que a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) tinha monopólio exclusivo nas TVs da então colônia portuguesa.

Em 1973, o Governo colonial português fundou a Radiotelevisão Portuguesa de Angola (RPA), secção da RTP.

Após a independência de Angola em 11 de Novembro de 1975 e a partida de cerca de 500 mil portugueses, o governo do Movimento Popular de Libertação de Angola nacionalizou a estação e a chamou de Televisão Popular de Angola.

Apesar da longa Guerra Civil (1975-2002), em 1979, a TPA passou a emitir em Benguela e Lobito, em 1981 é recebida no Huambo (ex-Nova Lisboa). Só depois do ano de 1992, passou a ser transmitido em maior parte do país.[3][4]

Devido à regulamentação governamental nº 66/97 do canal em 1997, foi renomeado em seu nome atual Televisão Pública de Angola (TPA).

Em 2000, foi criado o segundo canal em Luanda, chamado de TPA 2 e a então TPA na cidade passou a se chamar TPA 1. Em 2003, a TPA lançou a TPA Internacional, que passou a ser transmitida para a Europa via satélite a partir de 2008 e que, actualmente, pode ser recebido através da rede de cabo em Portugal.[5]

No início de Maio de 2013, a TPA que ficava 24 horas no ar por anos, foi reduzida pela metade (12 horas), na sequência de uma determinação anunciada pelo produtor executivo e administrador da Semba Comunicação, José Paulino dos Santos.[1] No comunicado, José Santos atribuiu a redução do tempo de antena ao alegado incumprimento, por parte do Ministério da Comunicação Social e da TPA, dos acordos assinados em 2007 relativos ao pagamento pelo serviços prestados, na qual provocaram grandes prejuízos à sua empresa que vive de receitas próprias e não é dona de nenhum dos três canais da TPA (1, 2 e Internacional) e que nega as acusações sobre um alegado enriquecimento pessoal à custa do erário público.[1] A redução da grelha da TPA gerou inúmeras críticas[1] (Ver Controvérsias).

Novo centro de produçãoEditar

Os novos estúdios situam-se nos arredores de Luanda, na periferia da urbanização de Camama em forma de paralelogramo ocupando um terreno plano com uma área de aproximadamente 200 000 metros quadrados, sendo 14 100 metros quadrados correspondentes à área de construção de blocos, arruamentos e jardinagem. A planta dos estúdios foi concebida como uma estrela. Aí foi implantado o edifício tendo no seu centro um espelho de água envolvido por uma área verde ajardinada que virá a constituir o ponto central do complexo.

O novo centro de produção foi concebido de forma a integrar todas as necessidades de um equipamento de produção televisiva numa área restrita. Cada estúdio está equipado com a sala de controlo, sala de áudio, sala de luzes e obscuradores e com todos os serviços necessários em termos de equipamentos eléctricos e mecânicos, apetrechado com tecnologia de ponta - bancadas motorizadas, luzes automatizadas e câmaras de alta qualidade.

O complexo foi concebido de forma a integrar, assim como pôr em prática, as mais recentes tecnologias de comunicação, tais como televisão digital e televisão interativa.[6]

Ficheiro:TPA-CDP Cuanzanorte.JPG
Centro de Produção da TPA em Cuanza-Norte, Angola.

Canais de televisãoEditar

Atualmente, a TPA é constituída pelos seguintes canais:

Canal Descrição Slogan Formato Fundação
TPA1 Canal generalista, dedicado à informação, ficção e entretenimento.
TPA2 Canal virado para o entretenimento e juventude. O canal da juventude 2000 (19 anos)
TPA Internacional Canal para atender a diáspora angolana e não só. Angola perto de si 24 de julho de 2008 (11 anos)

ParceriasEditar

RTPEditar

Tem vindo a destacar-se pela sua parceria com a RTP (Rádio Televisão Portuguesa) na elaboração e exportação de séries e novelas, tal como por exemplo:

Vários actores e actrizes angolanos que tem catapultado para as luzes da ribalta, tais como por exemplo:

  • Raul do Rosário (participou na série Regresso a Sizalinda, no papel de Juca)
  • Catarina Matos (participou na série Regresso a Sizalinda, na novela Cinzas da RTP, na novela A Outra entre outros projectos...)

TVIEditar

Em 2015, a TVI gravou algumas cenas da novela A Única Mulher (telenovela), em Angola, e a TPA decidiu comprar a novela e exibi-la no país.[7]

ControvérsiasEditar

Redução das 24 a 12 horas de grelha na TPA em 2013Editar

No início de Maio de 2013, a TPA que ficava 24 horas no ar por anos, foi reduzida pela metade (12 horas), na sequência de uma determinação anunciada pelo produtor executivo e administrador da Semba Comunicações, José Paulino dos Santos.[1] José Paulino dos Santos é conhecido por “Coréon Dú” e é o filho do ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos e da Luísa Abrantes.[1]

No comunicado, José Paulino atribuiu a redução do tempo de antena a um alegado incumprimento, por parte do Ministério da Comunicação Social e da TPA, dos acordos assinados em 2007 relativos ao pagamento pelo serviços prestados, na qual provocaram grandes prejuízos à sua empresa que vive de receitas próprias e não é dona de nenhum dos três canais da TPA (1, 2 e Internacional), já que mantém como emissoras estatais.[1]

Santos já negou inúmeras vezes, as acusações feitas pela imprensa local e dos políticos do MPLA e da oposição, de aproveitar administração da TPA para seu enriquecimento pessoal, à custa do erário público, já que é o filho do Presidente da República.[1]

A redução da grelha da TPA gerou inúmeras críticas.[1] O jornalista Makuta Nkondo condenou o silêncio do Ministério da Comunicação Social e do Conselho da Administração da TPA e considera a atitude do filho do Presidente da República como reveladora de que o país atingiu o “cúmulo da brincadeira”.[1] “Nem nas piores ditaduras do mundo isso aconteceu. Até o Ministério da Comunicação Social calou-se perante estes factos porque os seus membros não querem perder o lugar que ocupam e o seu pão”, disse.[1]

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar