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Huambo

cidade angolana
Disambig grey.svg Nota: Para outras cidades com este nome, veja Huambo (desambiguação).
Huambo
Localidade de Angola Angola
(Cidade e Município)
Palácio do Governador, Cidade Alta, Huambo, Angola


Vista da cidade
Dados gerais
Fundada em 21 de setembro de 1912 (106 anos)
Gentílico huambense
Província Huambo
Município(s) Huambo
Características geográficas
Área 2 609 km²
População 1 204 000 hab.
Densidade 461 hab./km²

Huambo está localizado em: Angola
Huambo
Localização de Huambo em Angola
12° 46' 00" S 15° 44' 00" E{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}
Projecto Angola  • Portal de Angola

O Huambo é uma cidade e município de Angola que é a capital da Província do Huambo.

A cidade teve a designação oficial de Nova Lisboa entre 1928 e 1975. O município tem 2 609 km² e cerca de 1 204 000 habitantes. É limitado a Norte pelo município do Bailundo, a Este pelo município de Tchicala-Tcholoanga, a Sul pelo município do Chipindo, e a Oeste pelos municípios de Caála e Ekunha. É constituído pelas comunas de Chipipa, Huambo e Kalima.

É a 2ª cidade mais alta de Angola, perdendo somente para Lubango que fica ao sul da mesma.

Índice

ClimaEditar

Está localizada sobre um Planalto acima de 1774m de altitude e possui um clima Tropical de Altitude tipo Cwb ou Clima Oceânico Cwb. Caracterizado por verões húmidos e mornos, com noites amenas e dias relativamente quentes e invernos secos com dias amenos e noites relativamente frias. É a 2ª cidade mais fria de Angola perdendo somente para Lubango que é um pouco mais alta que Huambo e está a 2º graus ao sul da mesma.

HistóriaEditar

Durante a construção da linha da Companhia do Caminho de Ferro de Benguela, concebido para drenar os minérios da rica região do Catanga para a costa do Atlântico, estando o acampamento do empreiteiro Pauling estabelecido cerca do km 370, começou a ser aí recebida correspondência, vinda de Inglaterra, endereçada a "Pauling Town - Angola". É necessário referir que este acampamento era, na altura, o único aglomerado populacional digno desse nome que então existia na região do Huambo. O General Norton de Matos, ao chegar a Luanda para ocupar o mais alto cargo da então Colónia de Angola, teve conhecimento dessa ocorrência e, para marcar bem o domínio português na Província do Huambo, deu ordem aos Correios para devolverem, com a indicação de "destino desconhecido", toda a correspondência com a direcção "Pauling Town".

Norton de Matos procurou, nos pobres mapas de então, qualquer coisa que lhe sugerisse um nome; só encontrou a referência a um pequeno Forte do Huambo (Cabral Moncada, criado por Portaria nº 431,de 20/09/1903), onde se tinham praticado feitos heróicos; este forte situava-se próximo do km 365, do lado esquerdo da linha, a cerca de 2 quilómetros desta. Essa representação foi o bastante para lhe indicar a magnífica posição geográfica, política económica e militar do futuro Centro Ferroviário, a que deu o nome de Cidade do Huambo, por Diploma Legislativo de 8 de Agosto de 1912, que se viria a criar ao km 426.

Logo a seguir à criação da cidade do Huambo, a Portaria Provincial 1086 de 21 de Agosto de 1912, proibiu a construção de casas de adobe, pau-a-pique ou outros materiais semelhantes na cidade de Huambo. Em 1928, o então governador Vicente Ferreira mudou-lhe o nome para Nova Lisboa e fez publicar em boletim oficial a designação da cidade como nova capital de Angola. Contudo, tal nunca passou do papel.

O CFB deu à estação da Caála o nome de Robert Williams, para prestar uma merecida homenagem ao homem que concebeu e realizou todo o empreendimento que tornou possível a drenagem dos minérios do rico Catanga para o oceano Atlântico, o que só aconteceu depois de 1929, em data que não é possível precisar. O mesmo sucedeu com a estação de Calenguer, que passou a chamar-se Guerra Junqueiro por, do lado direito da linha férrea, existir um morro que parecia a estátua jacente desse poeta português.

InfraestruturaEditar

 
Estação de investigação do Instituto Agronómico de Angola

TransportesEditar

A principal via de acesso ao Huambo é a rodovia EN-120, que a liga ao Caála e ao Caconda, ao sul, e ao Alto–Hama, ao norte. Existe também a rodovia EN-260, que liga a cidade do Huambo ao Ganda, no oeste, e à Catchiungo à leste. Além dessas há a Estrada Provincial Huambo-Ekunha.[1]

A cidade também é atravessada pelo Caminho de Ferro de Benguela, que liga ao Porto do Lobito e ao Kuito.[2]

Huambo ainda é servida pelo Aeroporto Albano Machado.

EducaçãoEditar

Huambo é sede de duas instituições públicas de ensino superior, sendo a Universidade José Eduardo dos Santos e o Instituto Superior de Ciências da Educação do Huambo.

Cultura e lazerEditar

Uma das principais manifestações culturais-religiosas do Huambo é a Procissão do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo, realizada anualmente nos meses de maio e junho. É promovida pela Arquidiocese do Huambo.[3]

No campo literário o Huambo é a inspiração de diversos autores, entre eles Gugu Sapengo, José Eduardo Agualusa e Manuel Rui, e; no campo musical de Ruy Mingas.

Um dos principais pontos de lazer da cidade encontra-se no Forte da Embala da Kissala, antiga administração colonial do Huambo, localizado a 8 km do centro desta.[4]

BibliografiaEditar

  • Norton de Matos. Memórias e Trabalhos da Minha Vida - Obras Completas do General Norton de Matos. Imprensa da Universidade de Coimbra, 2005, 1669 pp. ISBN 972-8704-30-5, ISBN 972-8704-30-4, ISBN 972-8704-30-6.
  • Maria da Conceição Neto, In Town and Out of Town: A Social History of Huambo (Angola), 1902-1961, dissertação de doutoramento, School of Oriental and African Studies/University of London, 2012

Referências

  1. Taxistas solicitam reabilitação do troço Ekunha/Huambo. Portal Angop. 25 de amio de 2010
  2. Nhamba, Marina Bento Carneiro. Contributos para Implementação de um Serviço de Imagiologia no Huambo, Angola. Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa. Lisboa, 2016.
  3. Huambo: Centenas de fiéis percorrem artérias da cidade em procissão. Portal de Angola. 29 de maio de 2016.
  4. O Forte do Huambo. Ombira e Ongombe. 19 de junho de 2018.

Ver tambémEditar

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