Violeta Chamorro

Violeta Chamorro
50Presidente da Nicarágua
Período 25 de abril de 1990
a 10 de janeiro de 1997
Antecessor Daniel Ortega
Sucessor Arnoldo Alemán
Dados pessoais
Nascimento 18 de outubro de 1929 (90 anos)
Rivas, Nicarágua
Alma mater Universidade Nossa Senhora do Lago
Partido União Nacional Opositora
Profissão jornalista
política

Violeta Barrios de Chamorro (Rivas, Nicarágua, 18 de outubro de 1929) é uma jornalista e política nicaraguense, 50° presidente de seu país entre os anos de 1990 a 1997, Chamorro também foi a primeira mulher eleita para o cargo de presidente da República por meio de uma eleição direta no continente americano, a segunda no hemisfério ocidental e a quinta no mundo.[1][2]

HistóriaEditar

Início de vida, educação e famíliaEditar

Nascida em Rivas, Violeta cresceu numa família abastada e fez parte dos seus estudos nos Estados Unidos. Quando regressou à Nicarágua casou com Pedro Chamorro, celebre jornalista que herdara da família o jornal ‘La Prensa’. Como o jornal apresentava críticas a ditadura vigente de Anastasio Somoza, Pedro esteve várias vezes preso ou exilado. Em 1978 foi assassinado por ordens do ditador, que estava prestes a ser derrubado pela Frente Sandinista, um grupo político de esquerda.[3]

Carreira políticaEditar

Desde 1979, quando a Frente Sandinista de Libertação Nacional depôs o ditador Anastasio Somoza, a Nicarágua vivia à beira de um colapso econômico, castigada por uma guerra civil entre os defensores do socialismo e os contras, como a guerrilha antissandinista apoiada pelos Estados Unidos, que fazia oposição ao regime revolucionário, os nicaraguenses elegeram Violeta Chamorro em 26 de fevereiro de 1990, para um mandato de seis anos na Presidência. A escolha apontava para um processo delicado de transição política.

 
Violetta Chamorro já empossada presidente da Nicarágua, ao seu lado Daniel Ortega.

Violeta Chamorro é viúva de um jornalista assassinado pela polícia de Somoza. Ela deixara o movimento socialista para integrar a oposição, sendo indicada candidata da União Nacional de Oposição, coalizão de 14 partidos que abrigava de conservadores a comunistas.

Quando Chamorro subiu ao poder, a frágil economia nicaraguense parecia condenada a uma eterna crise, alimentada pelo embargo comercial decretado em 1985 pelo presidente dos EUA, Ronald Reagan. Em 1989, a inflação chegara a 1.700% e o desemprego atingira 35% da população economicamente ativa. O nível de produção nos setores primário e secundário, em 1990, não ultrapassava a marca da década de 50. Somente com a posse de Chamorro os Estados Unidos tirariam a Nicarágua do embargo econômico.[4]

Referências

Precedido por
Daniel Ortega
Presidente da Nicarágua
1990 - 1997
Sucedido por
Arnoldo Alemán