Abrir menu principal

Castelo de Salir

antigo castelo medieval de que restam vestígios
21-05-2017 Ruínas do Castelo de Salir (1).JPG
Mapa de Portugal - Distritos plain.png <div style="position:absolute;top:Erro de expressão: Operador * inesperadopx; left:Erro de expressão: Operador * inesperadopx; width:3px; height:3px; background:#FF0000" title="Localização" onmouseover="width:5px;height:5px;">
Construção ()
Estilo
Conservação
Homologação
(IGESPAR)
N/D
Aberto ao público

O Castelo de Salir localiza-se na vila e freguesia de Salir, concelho de Loulé, Distrito de Faro, em Portugal.

Erguido na Beira Serra, região de transição entre o Barrocal e a Serra Algarvia, e de ligação entre o Alentejo e o Algarve, encontra-se em ruínas, e atualmente vem sendo objeto de pesquisas arqueológicas, a cargo da Profa. Helena Maria Gomes Catarino.

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

Embora primitiva ocupação humana de seu sítio seja tradicionalmente atribuída aos Celtas, as recentes pesquisas arqueológicas nas ruínas do castelo atestam a sua ocupação muçulmana, remontando a sua edificação ao período do Califado Almóada, no século XII. A sua função era a de proteger os camponeses dos ataques cristãos, intensificados após a conquista de Tavira pelos cavaleiros da Ordem de Santiago.

O castelo medievalEditar

Salir (Selir em árabe) é referido, entre os documentos compilados no Portugaliae Monumenta Historica, como o local onde as forças sob o comando do Mestre D. Paio Peres Correia aguardaram a chegada das de D. Afonso III (1248-1279) para, em conjunto, empreenderem a conquista dos últimos focos de resistência muçulmana no Algarve. A fortificação de Salir desempenhou, nesse contexto, papel estratégico.

Posteriormente, o castelo foi incendiado e reconstruído por duas vezes, restando-nos atualmente apenas as ruínas de seus antigos muros.

A pesquisa arqueológica em nossos diasEditar

A partir de 1987, visando estudar as construções defensivas de taipa do período almóada, Helena Catarino passou a dirigir o projeto Fortificações de taipa do Algarve: o Castelo de Salir (Loulé) e o Castelo de Paderne (Albufeira), iniciando diversas campanhas de escavações no Castelo de Salir e uma única intervenção no Castelo de Paderne.

Após os trabalhos realizados em Salir, o projeto ingressou em nova fase a partir de 1998, visando terminar a intervenção arqueológica num quintal adquirido pela autarquia de Loulé e proceder à musealização das ruínas e à construção de um espaço museológico no local.

CaracterísticasEditar

Em posição dominante no alto de uma colina, o castelo teve as suas muralhas construídas em taipa, técnica comum na região à época almóada. Tem a particularidade de não possuir alcáçova.

A lenda da moura de SalirEditar

Uma lenda local afirma que a povoação deve o seu nome à filha do alcaide mouro de Castalar, Aben-Fabilla. Ameaçado pelas tropas de D. Afonso III, fugiu do castelo, tendo antes enterrado o seu tesouro, planejando retornar mais tarde para resgatá-lo. Quando os cristão abordaram o castelo, encontraram-no abandonado, ocupado apenas pela jovem filha do alcaide, que rezava com fervor. Interpelada, explicou aos seus captores que havia preferido ficar no castelo a “salir”. Do alto de um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e, com a mão direita, traçou no ar o signo de Salomão, enquanto proferia uma fórmula mágica. Nesse momento, o cavaleiro D. Gonçalo Peres, que falava com a moura, viu-a transformar-se numa estátua de pedra. A notícia da moura encantada espalhou-se e, um dia, a estátua desapareceu. Em memória desse estranho sucesso ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem à coragem da jovem moura. Ainda hoje se acredita que, em certas noites, a moura encantada aparece no Castelo de Salir.

Ligações externasEditar