Economia do Paquistão

Paquistão, um país pobre e subdesenvolvido, sofreu durante décadas com disputas políticas internas e reduzido investimento estrangeiro. No entanto, durante os anos 2001 e 2007 o nível de pobreza diminuiu 10%, com ajuda do gasto público.[1] Entre os anos 2004 e 2007 o PIB cresceu entre 5 e 8% ao ano, com a expansão do setor industrial, apesar da frequente falta de energia, mas entre os anos 2008 e 2009 o crescimento diminuiu e o desemprego aumentou.[1]

Economia do Paquistão
Bolsa de valores de Islamabad.
Moeda rúpia paquistanesa
Ano fiscal Ano calendário
Blocos comerciais OMC, OCE, ASEAN, SAARC, OMPI
Estatísticas
Bolsa de valores Bolsa de valores de Islamabad
PIB 305 bilhões (2018) (40º lugar)
Variação do PIB 5,7% (2018)
PIB per capita 1.547,85 USD (2017)
PIB por setor agricultura 21,8%, indústria 23,6%, comércio e serviços 54,6% (2010)
Inflação (IPC) 6,5% (2018)
População
abaixo da linha de pobreza
29,5% (2006)
Coeficiente de Gini 30,6 (2008)
Força de trabalho total 55,77 milhões (2010)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 43%, indústria 20,3%, comércio e serviços 36,6% (2005)
Desemprego 5,9% (2018)
Principais indústrias têxtil e roupas, processamento de alimentos, fármacos, materiais de construção, produtos de papel, fertilizantes, camarão
Exterior
Exportações -36 bilhões (2010)
Produtos exportados têxteis (roupas, roupa de cama, tela de algodão, fios), arroz, peles, equipamentos esportivos, substâncias químicas, manufaturados, tapetes
Principais parceiros de exportação Estados Unidos 15,87%, Emirados Árabes Unidos 12,35%, Afeganistão 8,48%, Reino Unido 4,7%, República Popular da China 4,44% (2009)
Importações 32,71 bilhões (2010)
Produtos importados petróleo e derivados, máquinas, plásticos, equipamentos de transporte, óleos comestívis, papel e papelão, ferro e aço, chá
Principais parceiros de importação República Popular da China 15,35%, Arábia Saudita 10,54%, Emirados Árabes Unidos 9,8, Estados Unidos 4,81%, Kuwait 4,73%, Malásia 4,43%, Índia 4,02% (2009)
Dívida externa bruta 24 bilhões (2010)
Finanças públicas
Receitas 49,33 bilhões (2017)
Despesas 68 bilhões (2016)
Ajuda económica recebida:n/d
Fonte principal: The World Factbook
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A inflação segue sendo a principal preocupação, com alça de 7,7% o 2007 até o 13% o 2010. Ademais, a rúpia paquistanesa tem se desvalorizado desde 2007, como resultado de instabilidade política e econômica.[1]

A economia paquistanesa, que se pensava ser muito vulnerável a choques internos e externos, revelou uma resistência inesperada face a acontecimentos adversos como a crise financeira asiática, a recessão global, a seca, as ações militares pós-11 de Setembro no Afeganistão e as tensões com a Índia. Num período de dois anos e meio após os ataques de 11 de setembro de 2001, o índice bolsista paquistanês KSE-100 foi o que se comportou melhor em todo o mundo.

Em 2013, o governo paquistanês anunciou uma série de privatizações do setor bancário, isto atraiu mais investidores ao país que voltou a crescer mas, mesmo assim continua sendo um país pobre/emergente, o país será uma grande economia a partir de 2050, ano em que sua economia chegará a 16° posição com um PIB de US$ 4,236 trilhões, os paquistaneses terão o 24° maior poder de compra do mundo, mas as taxas de desenvolvimento humano e social seguirão baixas. A população rica será pequena e muito rica, já as classes mais baixas serão de grande magnitude, pois, em 2050 o Paquistão terá mais de 300 milhões de habitantes.

Comércio exteriorEditar

Em 2020, o país foi o 67º maior exportador do mundo (US $ 23,8 bilhões, 0,1% do total mundial).[2][3] Já nas importações, em 2019, foi o 50º maior importador do mundo: US $ 50,1 bilhões.[4]

Setor primárioEditar

AgriculturaEditar

O Paquistão produziu, em 2018[5]:

  • 67,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (5º maior produtor do mundo, somente atrás de Brasil, Índia, China e Tailândia);
  • 25,0 milhões de toneladas de trigo (7º maior produtor do mundo);
  • 10,8 milhões de toneladas de arroz (10º maior produtor do mundo);
  • 6,3 milhões de toneladas de milho (20º maior produtor do mundo);
  • 4,8 milhões de toneladas de algodão (5º maior produtor do mundo);
  • 4,6 milhões de toneladas de batata (18º maior produtor do mundo);
  • 2,3 milhões de toneladas de manga (incluindo mangostim e goiaba) (5º maior produtor do mundo, somente atrás de Índia, China, Tailândia e Indonésia);
  • 2,1 milhões de toneladas de cebola (6º maior produtor do mundo);
  • 1,6 milhões de toneladas de laranja (12º maior produtor do mundo);
  • 593 mil toneladas de tangerina;
  • 550 mil toneladas de tomate;
  • 545 mil toneladas de maçã;
  • 540 mil toneladas de melancia;
  • 501 mil toneladas de cenoura;
  • 471 mil toneladas de tâmara (6º maior produtor do mundo);

Além de produções menores de outros produtos agrícolas.[6]

PecuáriaEditar

Em 2019, o Paquistão produziu 20,6 bilhões de litros de leite de vaca (um dos 10 maiores produtores do mundo), 940 milhões de litros de leite de cabra (4º maior produtor do mundo), 1,5 milhão de toneladas de carne de frango (um dos 20 maiores produtores do mundo), 1,1 milhão de toneladas de carne bovina, entre outros. O país é o 9º maior produtor mundial de .[7]

Setor secundárioEditar

IndústriaEditar

O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, o Paquistão tinha a 47ª indústria mais valiosa do mundo (US $ 34,6 bilhões).[8]

Em 2019, o Paquistão era o 35ª maior produtor de veículos do mundo (186 mil) e o 39ª maior produtor de aço (3,3 milhões de toneladas).[9][10][11]

MineraçãoEditar

Em 2019, o país era o 9º maior produtor mundial de grafite;[12] o 18º maior produtor mundial de gipsita;[13] além de ser o 19º maior produtor mundial de sal.[14] Era o 14º maior produtor do mundo de urânio em 2018.[15] O país também é um dos maiores produtores do mundo de topázio, turmalina, esmeralda, rubi, peridoto e espinela.

EnergiaEditar

Nas energias não-renováveis, em 2020, o país era o 43º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 79,1 mil barris/dia.[16] Em 2019, o país consumia 447 mil barris/dia (35º maior consumidor do mundo).[17][18] O país foi o 25º maior importador de petróleo do mundo em 2013 (372,8 mil barris/dia).[19] Em 2015, o Paquistão era o 23º maior produtor mundial de gás natural, 39,3 bilhões de m3 ao ano. Em 2017 o país era o 24º maior consumidor de gás (40,7 bilhões de m3 ao ano).[20] Na produção de carvão, o país foi o 33º maior do mundo em 2018: 4,0 milhões de toneladas.[21] Em 2019, o Paquistão também possuía 5 usinas atômicas em seu território, com uma potência instalada de 1,3 GW.[22]

Nas energias renováveis, em 2020, o Paquistão era o 36º maior produtor de energia eólica do mundo, com 1,2 GW de potência instalada, e o 43º maior produtor de energia solar do mundo, com 0,7 GW de potência instalada.[23]

Setor terciárioEditar

TurismoEditar

O Paquistão tem um turismo muito reduzido. Em 2010, o Paquistão recebeu 0,9 milhões de turistas internacionais. As receitas do turismo, em 2018, foram de US $ 0,39 bilhões.[24]

ReferênciasEditar

https://pt.tradingeconomics.com/pakistan/government-revenues https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2017/02/essas-serao-maiores-economias-do-mundo-em-2050.htmlLista de países por PIB nominal

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