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Força Itália
Forza Italia
Líder Silvio Berlusconi
Fundação 1994 (original)
2013 (refundação)
Sede Roma,  Itália
Ideologia Democracia cristã
Conservadorismo liberal
Liberalismo económico
Populismo de direita
Espectro político Direita
Sucessor O Povo da Liberdade (2008-2013)
Afiliação europeia Partido Popular Europeu
Grupo no Parlamento Europeu Grupo do Partido Popular Europeu
Camera dei Deputati
54 / 630
Senado
42 / 315
Parlamento Europeu
12 / 73
Parlamentos Regionais
85 / 917
Presidentes Regionais
1 / 20
Cores Azul e Branco

Força Itália (em italiano: Forza Italia, FI) é um partido político de direita, liderado por Silvio Berlusconi[1].

O partido foi fundado, originalmente, em 1994, por Berlusconi, após os escândalos do Tagentopoli que arrasaram os velhos partidos tradicionais, como a Democracia Cristã e o Partido Socialista Italiano[2]. A Força Itália foi vista, desde da sua fundação, como o sucessor indirecto dos velhos partidos da I República, pela sua linha europeísta, liberal, democrata-cristã e anti-comunista, além de, ter sido extremamente crítica do processo que arrasou com os partidos tradicionais[3]. O partido rapidamente se tornou um dos grandes partidos do novo panorama político italiano, muito graças à forte influência de Berlusconi sobre diferentes meios de comunicação social e, também, graças à forte linha populista e personalista seguida por Berlusconi[4]. Em 2008, a FI juntava-se à Aliança Nacional e outros pequenos partidos de centro-direita para formar O Povo da Liberdade, mas, em 2013, Berlusconi decidiu refundar a Força Itália como partido independente[5], embora sem o sucesso da década de 1990[6].

Ideologicamente, desde da sua fundação em 1994, o partido seguiu uma linha liberal, conservadora liberal e democrata-cristã[7][8], mas, ao contrário da década de 1990, o partido, actualmente, é um forte crítico da União Europeia, seguindo uma linha eurocéptica[9]. Recentemente, o partido voltou-se a reafirmar-se como defensor da Integração europeia, com Berlusconi a reatar relações com a chanceler alemã, Angela Merkel, e afirmando-se como europeísta e crítico do populismo[10]. O maior exemplo deste novo alinhamento europeísta da FI foi a eleição de Antonio Tajani, membro do partido, como presidente do Parlamento Europeu[11]. A Força Itália também se realinhou como um partido claramente conservador, ao defender que o casamento é apenas entre um homem e uma mulher e afirmar que a Itália deve proteger a sua identidade cristã[12][13].

A nível internacional, o partido é membro do Partido Popular Europeu[14].

Índice

Resultados EleitoraisEditar

Eleições legislativasEditar

Câmara dos DeputadosEditar

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status Notas
1994 1.º 8 138 781
21,0 / 100,0
113 / 630
Governo
1996 2.º 7 712 149
20,6 / 100,0
 0,4
122 / 630
 9 Oposição
2001 1.º 10 923 431
29,4 / 100,0
 8,8
178 / 630
 56 Governo
2006 2.º 9 045 384
23,6 / 100,0
 5,8
140 / 630
 38 Oposição
2008 1.º 13 629 464
37,4 / 100,0
 13,8
272 / 630
 132 Governo O Povo da Liberdade
2013 3.º 7 332 667
21,6 / 100,0
 15,8
97 / 630
 175 Oposição O Povo da Liberdade
2018 4.º 4 590 774
14,0 / 100,0
 7,6
104 / 630
 7 Oposição

SenadoEditar

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status Notas
1994 Polo das Liberdades
36 / 315
Governo
1996
48 / 315
 12 Oposição
2001 Casa das Liberdades
82 / 315
 34 Governo
2006 1.º 8 202 890
24,0 / 100,0
79 / 315
 3 Oposição
2008 1.º 12 678 790
38,0 / 100,0
 14,0
141 / 315
 62 Governo O Povo da Liberdade
2013 3.º 6 829 135
22,3 / 100,0
 15,7
98 / 315
 43 Oposição O Povo da Liberdade
2018 4.º 4 352 380
14,4 / 100,0
 7,9
57 / 315
 41

Eleições europeiasEditar

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Notas
1994 1.º 10 809 139
30,6 / 100,0
27 / 87
1999 1.º 7 913 948
25,2 / 100,0
 5,4
22 / 87
 5
2004 2.º 6 806 245
20,9 / 100,0
 4,3
16 / 87
 6
2009 1.º 10 797 296
35,3 / 100,0
 14,4
29 / 72
 13 O Povo da Liberdade
2014 3.º 4 614 364
16,8 / 100,0
 18,5
13 / 73
 16

Ligações externasEditar

Referências

  1. Fella, Stefano; Ruzza, Carlo (26 de junho de 2009). Re-inventing the Italian Right: Territorial Politics, Populism and 'post-fascism' (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781134286348 
  2. Fella, Stefano; Ruzza, Carlo (26 de junho de 2009). Re-inventing the Italian Right: Territorial Politics, Populism and 'post-fascism' (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781134286348 
  3. Fella, Stefano; Ruzza, Carlo (26 de junho de 2009). Re-inventing the Italian Right: Territorial Politics, Populism and 'post-fascism' (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781134286348 
  4. Fella, Stefano; Ruzza, Carlo (26 de junho de 2009). Re-inventing the Italian Right: Territorial Politics, Populism and 'post-fascism' (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781134286348 
  5. Fella, Stefano; Ruzza, Carlo (26 de junho de 2009). Re-inventing the Italian Right: Territorial Politics, Populism and 'post-fascism' (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781134286348 
  6. «Not so forza any more». The Economist. ISSN 0013-0613 
  7. Fella, Stefano; Ruzza, Carlo (26 de junho de 2009). Re-inventing the Italian Right: Territorial Politics, Populism and 'post-fascism' (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781134286348 
  8. «Parties and Elections in Europe». www.parties-and-elections.eu. Consultado em 14 de abril de 2016 
  9. Mammone, Andrea; Parini, Ercole Giap; Veltri, Giuseppe A. (15 de maio de 2015). The Routledge Handbook of Contemporary Italy: History, Politics, Society (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781317487555 
  10. «"Silvio, pensaci tu". Merkel e Berlusconi, l'asse anti-populisti». Repubblica.it (em italiano). 18 de agosto de 2017 
  11. «Tajani: "Centrodestra vince se guida Forza Italia. Europa da cambiare, ma non in discussione"». Eunews (em italiano). 28 de junho de 2017 
  12. «Unioni civili sono legge: M5s si astiene. Lega e Fdi contro. Renzi: "E' un giorno di festa". Le destre: "Referendum" - Il Fatto Quotidiano». Il Fatto Quotidiano (em italiano). 11 de maio de 2016 
  13. «Esporre il crocifisso nelle aule consiliari, la mozione di Forza Italia - gonews.it». gonews.it (em italiano). 3 de julho de 2017 
  14. «Parties and Elections in Europe». www.parties-and-elections.eu. Consultado em 14 de abril de 2016