Francisco João Roscio

arquiteto português

Francisco João Roscio (ilha da Madeira 1733Porto Alegre, 1805), foi um engenheiro militar português de destacada atuação no Brasil colonial.

Francisco João Roscio
Nascimento 1733
Ilha da Madeira
Morte 1805 (72 anos)
Porto Alegre
Cidadania português
Ocupação Engenheiro militar, geógrafo, político
Magnum opus projeto para a Igreja da Candelária (1775)

Vida e obraEditar

Nasceu na Ilha da Madeira em 1733 e veio ao Brasil em 1767, para trabalhar em cartografia.[1][2] Em 1769 realizou um mapa da cidade do Rio de Janeiro com uma série de muralhas, que não chegaram a ser levantadas.[2] Em 1775 traçou o projeto da Igreja da Candelária, na mesma cidade.[1][2]

A serviço do Marquês de Lavradio (Vice-rei entre 1770-1779) realizou reparações em fortificações e levantamentos cartográficos das capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande.[1]

Em finais do século, com a patente de tenente-coronel, chefiou a Primeira Sub-Divisão da Comissão Demarcadora de Limites, encarregada de mapear a região Sul da colônia e resolver conflitos fronteiriços com as colônias espanholas.[1][2]

No sul foi autor dos projetos da Igreja Matriz do Rio Pardo (1791) e da Igreja Matriz de Cachoeira do Sul (1793).[1]

Com o título de brigadeiro, Roscio governou interinamente a Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, de 5 de novembro de 1801 a 30 de janeiro de 1803.[3] Faleceu em Porto Alegre em 1805.[1][2]

ObrasEditar

 
Mapa do Rio de Janeiro datado de 1769, de autoria de Francisco João Roscio. O mapa inclui o projeto, não realizado, de uma muralha para a cidade.

Roscio retornou a Portugal após a demarcação dos limites entre os dois impérios, onde completou seu Compêndio Noticioso do Continente do Rio Grande de São Pedro, retratando os hábitos da população, os meios de transporte e a economia regional.[1][2]

Roscio ainda deixou os se­guintes trabalhos relacionados com o Rio Grande:[2]

  • Mapas Particulares Extraídos da Carta da Capital do Rio Grande S. Pedro e suas Circunvizinhanças, até o Rio da Prata. Rio de Janeiro, 1783.
  • Plano Corográfico Individual do Rio Grande de S. Pedro (no qual se mostram as linhas de di­visão estabelecidas nos anos de 1784, 1785 e 1786).
  • Compêndio Noticioso do Continente do Rio Grande de S. Pedro até o Distrito do Governo de Santa Catarina.

BibliografiaEditar

  • SÁ, Simão Pereira de. História topográfica e bélica da Nova Colônia do Sacramento do Rio da Prata. Porto Alegre: Arcano, 1993.
  • SALDANHA, José de. Diário resumido. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1938.
  • TORRES, Luiz Henrique. Forte Jesus-Maria-José: fontes historiográficas. Biblos, v. 16, Rio Grande, p. 191-200, 2004.
  • TOLEDO, Benedito Lima de. A ação dos engenheiros militares na ordenação do espaço urbano no Brasil. Lisboa: [s.n], 2000.

Referências

  1. a b c d e f g Campanhas de demarcação de limites da América Meridional no sítio do Arquivo Nacional do Brasil
  2. a b c d e f g Os Cartógrafos no sítio de Preservação do Acervo Cartográfico do Instituto Histórico do Rio Grande do Sul
  3. Riograndino da Costa e Silva, Notas à Margem da História do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora Globo, 1968. Página 215

Ligações externasEditar

Precedido por
Sebastião Xavier da Veiga Cabral da Câmara
Governador do Rio Grande do Sul
1801 — 1803
Sucedido por
Paulo José da Silva Gama
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